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			<description>Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise</description>
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				<title>Institute for Crisis Management divulga relatório: cibercrime representa 1/4 das crises corporativas no mundo em 2025</title>
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				<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:29:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[O cibercrime consolidou-se como a maior ameaça à continuidade de negócios no mundo, representando 25,44% de todas as notícias sobre crises corporativas registradas em 2025. O dado foi revelado no 35º Relatório Anual de Crise do Institute for Crisis Management (ICM), divulgado globalmente na primeira semana de julho deste ano. Ao todo, a consultoria em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright size-medium wp-image-664" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/ICM-300x100.jpg" alt="" width="300" height="100" /></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cibercrime consolidou-se como a maior ameaça à continuidade de negócios no mundo, representando 25,44% de todas as notícias sobre crises corporativas registradas em 2025. O dado foi revelado no 35º Relatório Anual de Crise do Institute for Crisis Management (ICM), divulgado globalmente na primeira semana de julho deste ano. Ao todo, a consultoria em RP contabilizou mais de 1,23 milhão de registros de crises na mídia ao longo de 2025, representando uma alta de 8% em comparação com o ano anterior. A</span><span style="font-weight: 400">pesar do crescimento anual, o volume total de notícias ainda ficou abaixo do recorde histórico registrado em 2023, quando o indicador mapeou quase dois milhões de ocorrências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o relatório, as chamadas "crises crônicas" (</span><i><span style="font-weight: 400">smoldering crises</span></i><span style="font-weight: 400">) — problemas que se desenvolvem silenciosamente antes de explodirem publicamente — mantiveram a liderança histórica, respondendo por 65% do total de casos monitorados. As crises repentinas fecharam o ano com 35% de participação. Salienta-se que o estudo analisa notícias sob a perspectiva dos veículos de comunicação do Hemisfério Norte.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Ataques bilionários lideram a lista</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">O avanço do cibercrime foi impulsionado por episódios de escala global que afetaram desde corretoras de ativos digitais até grandes fabricantes e companhias aéreas. O principal destaque do ano foi o ataque hacker à corretora Bybit, classificado como o maior roubo de criptomoedas da história, resultando no desvio de US$ 1,45 bilhão em Ethereum. Outros casos de impacto envolveram uma violação de dados na Coinbase e prejuízos econômicos estimados em £ 1,9 bilhão na montadora Jaguar Land Rover após um incidente digital no Reino Unido.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Logo atrás do cibercrime, a </span><b>"Má Gestão"</b><span style="font-weight: 400"> figurou como a segunda categoria de crise mais frequente, com 19,03% das menções. Especialistas do ICM apontam que o indicador reflete erros em decisões estratégicas de marcas, falhas de governança e uma adaptação lenta à Inteligência Artificial.  </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Assédio sexual e o repique do #MeToo e a Discriminação</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Uma das maiores surpresas do relatório foi o salto nas menções à categoria de Assédio Sexual</strong>, que atingiu 15,26% do bolo de crises monitoradas. Segundo Deborah Hileman, CEO do ICM, o patamar é o mais elevado registrado pela sua Consultoria desde o auge do movimento #MeToo entre 2018 e 2019. O crescimento foi impulsionado pelo uso massivo da</span><i><span style="font-weight: 400"> hashtag</span></i><span style="font-weight: 400"> e por processos envolvendo grandes redes de serviços e varejo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>O ano também foi marcado por uma alta rotatividade no topo de grandes companhias</strong>, motivada por condutas inadequadas e reestruturações. Executivos da alta gestão de marcas globais como Nestlé e Kohl's foram desligados após investigações internas comprovarem o envolvimento dos mesmos em relacionamentos românticos não declarados no ambiente de trabalho e conflitos de interesse.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Já as crises relacionadas à discriminação (8,59%) diminuíram em relação a 2024</strong>, mas registraram 88 mil novas acusações de discriminação nas organizações no órgão americano EEOC. Esse número de processos resultou em 660 milhões de dólares pagos pelas organizações a título de indenização. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Alerta para os Gestores de Organizações</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">Para a direção do ICM, o panorama de 2025 reforça que <strong><span style="color: #003366">a gestão de riscos e a comunicação de crise não podem mais ser tratadas de forma secundária pelas lideranças corporativas.</span> </strong>O documento conclui que o custo financeiro e reputacional de remediar um escândalo público sem uma estratégia prévia supera drasticamente os investimentos necessários em auditoria, planos de contingência e treinamentos simulados. </span></p>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><i><span style="font-weight: 400">Institute for Crisis Management - ICM</span></i><span style="font-weight: 400"> é uma das agências pioneiras de relações públicas a prestar serviços exclusivamente em gestão e comunicação de crises na América do Norte. Com quase 40 anos no mercado, desde 2001 oferece para seus clientes e sociedade um relatório anual que registra e analisa, a partir da clipagem de notícias publicadas nos jornais norte-americanos, os tipos de crise evidenciados na mídia. Com esse estudo, busca exemplificar as situações de crise nos quais seus clientes podem se envolver, caso não estabeleçam uma cultura de prevenção de crise. </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">O <a href="https://crisisconsultant.com/icm-annual-crisis-report/">Relatório Anual de Crises do ICM 2025</a> pode ser acessado de forma gratuita, mediante cadastro dos dados dos interessados.</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-665" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/cabecalho-report-300x55.png" alt="" width="300" height="55" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Fonte</strong>: ICM</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Copa da Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/06/a-copa-da-mundo-nao-e-nossa-discriminacao-racismo-e-mercantilismo</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:21:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por João José Forni (Autor do livro “Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”)   Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João José Forni</strong> (Autor do livro <em>“Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”)</em></p>
<p> </p>
<p>Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal <em>“O Estado de São Paul</em>o” de 13 de junho de 2026.</p>
<p>No imaginário popular, acabou aquele tempo romântico em que os jogadores, maioria deles jogando no Brasil, iam dar show nos gramados da Copa, não importava onde fosse, jogando pelas cores e pela alma do País. De que são exemplos, tantos os heróis do primeiro título, de 1958, como Gilmar, Garrincha, Pelé e Nilton Santos, como outros dos anos de 1962, 1970, 1994 e 2002, quando o Brasil foi Campeão do Mundo.</p>
<p>O que os torcedores deduzem, hoje, de nossa seleção, até mesmo pelo comportamento midiático ou ostentação de algumas estrelas do futebol? Os jogadores estariam menos interessados em defender uma bandeira, a honra do país, do que aparecerem na seleção, ser convocados, mais pelo que a Copa poderá render para eles no futuro. A rigor, a maioria são profissionais que atuam em clubes de ponta, no exterior, com salários milionários. Assediados pelas famigeradas BETs, marcas de cerveja e outros penduricalhos, eles também estão de olho em milionários contratos publicitários.</p>
<p>Resultado: não há aquele comprometimento e despojamento do passado, em que a seleção brasileira tinha um grupo dos notáveis que atuava no país e se deslocava até de trem, como numa famosa foto de Pelé e cia, esperando a passagem de um trem na estação de Poços de Caldas, MG, em 1958, como se todos estivessem ali numa confraria, despojados, num encontro de amigos, dispostos a jogar por uma paixão, por uma camisa, pelo país. Foto essa que se encontra no Museu do Futebol, em São Paulo.</p>
<p>A psicóloga e engenheira Ana Paula Hornos, especialista em comportamento humano, e autora da coleção didática escolar ‘Educação Financeira e Valores’, do livro ‘Crise Financeira na Floresta’, no denso artigo publicado no jornal “<em>O Estado de São Paulo</em>” - <a href="https://www.estadao.com.br/einvestidor/ana-paula-hornos/por-que-a-copa-parece-diferente-desta-vez/?srsltid=AfmBOor1hzdkhlaYyQKUSUp-cN3Zx7XNhbFuttMaIM7_bU6qgCTN97eu">“Por que a Copa parece diferente desta vez?”,</a> tenta explicar que os brasileiros hoje não conseguem dissimular uma certa frustração quando a seleção brasileira entra em campo. Salvo algumas exceções, acabou aquela empolgação, aquela mística como se o grupo que viaja para a Copa fosse defender a honra e a reputação do País. Mudaram os tempos, mudaram os interesses, as prioridades. Garotos com 18, 20 anos já são contratados por grandes clubes do exterior, sem terem passado pelas dificuldades de uma carreira no Brasil. Alguns sequer são conhecidos da torcida brasileira.</p>
<p>“O brasileiro sempre admirou o sucesso, mas historicamente se conectava ao esforço, à superação e à sensação de humanidade no ídolo. Neste novo cenário, muitos jogadores deixaram de ocupar o espaço de heróis esportivos e passaram a representar estilos de vida inalcançáveis, consumo ostentatório e publicidade de apostas”, diz a escritora.</p>
<p>Vinte quatro anos depois do último título, a equipe do Brasil se tornou meio que uma vitrine de talentos, ou melhor, de egos, fazendo a Confederação Brasileira de Futebol trocar treinadores e, por consequência, também de jogadores, a cada tropeço, a cada eliminação na Copa do Mundo ou em outros torneios, como a Copa América. Resultado: em quatro anos, com a CBF em crise, numa gestão política, errática e pouco profissional, não houve um trabalho continuado com treinadores, para formação de um verdadeiro time. Cada novo treinador impunha o próprio estilo, convocava novos atletas e, nas primeiras derrotas, seu nome já começava a ficar desgastado. Quem se segurava um ano, numa temporada, nos primeiros tropeços já ficava ameaçado; podia perder a posição, numa autêntica competição pra ver quem errava menos.</p>
<p>E o brasileiro, como reagiu a isso? “Há um visível recuo no engajamento espontâneo. As camisas amarelas estão guardadas, o comércio está mais tímido e sumiu aquela antiga sensação de que o País inteiro, de forma visceral, parava emocionalmente junto. E se até Neymar está diferente nesta nova fase, ele se torna o símbolo mais claro dessa transição”, diz a escritora Ana Paula, no citado artigo. “O craque que antes representava o sonho do herói salvador do futebol brasileiro, atualmente aparece associado menos à performance e mais ao universo das <em>bets</em>, campanhas publicitárias, <em>streams</em> e à lógica da hiperexposição permanente.”</p>
<p>“No curto prazo, isso gera atenção, engajamento e dinheiro. No longo prazo, desgasta o ativo mais valioso de qualquer figura pública: o vínculo emocional, a confiança e a identificação. A verdade é que a Copa parece diferente porque nós também estamos diferentes. A nossa realidade ficou pesada demais e o anestésico antigo do futebol já não faz efeito”, segundo a articulista.</p>
<p> </p>
<p><strong>A Copa da discriminação</strong></p>
<p>Quando a FIFA escolheu os Estados Unidos como a sede da atual Copa do Mundo, certamente não poderia saber quem seria o presidente do país em 2026. Mas, se tivesse tido um cuidado maior, descobriria com uma simples pergunta à IA, ou talvez por contatos com o governo americano, amplas informações sobre o que o atual presidente e seus comparsas pensavam sobre imigração, segurança e minorias, como lamentavelmente vem acontecendo com as delegações de países pobres ou sem expressão no futebol, incluindo a do Irã, do Haiti, Senegal, que foram literalmente discriminadas por Donald Trump e sua polícia de fronteiras. A rigor, não deveria causar surpresas para a FIFA, essa truculência, pela forma autocrática e xenofóbica da gestão Trump. Não faltaram cenas de constrangimento. A seleção do Uruguai, um dos países mais pacíficos e educados da América, teve que passar pelo constrangimento de uma revista, onde até cachorros foram utilizados pelos policiais. Cidadãos do Irã e Haiti estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Sem falar em outros torcedores estrangeiros que compraram ingressos, confiando no chamado “fair play” da FIFA, e acabaram impedidos de entrar nos Estados Unidos. Quem vai pagar o prejuízo?</p>
<p>O presidente da FIFA, Giani Infantino lava as mãos e diz que lamenta o que aconteceu, mas a entidade não pode intervir nas normas internas dos países-sede. Uma desculpa esfarrapada, para quem teve o desplante de criar um troféu da paz da FIFA para entregar ao presidente dos Estados Unidos, que, na época, reivindicava o Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Mas, voltando à população brasileira e sua reação a uma Copa do Mundo, além do desalento de uma seleção sem alma, por trás também existe um certo ‘preconceito’ ou seria constrangimento de torcedores em utilizar as cores verde e amarela. A desconfiança, possivelmente, tem relação com o período bolsonarista que, de certa forma tentou se apropriar da bandeira e das cores brasileiras para ostentá-las em passeatas, carreatas e comícios durante os quatro anos daquele mandato. Certamente, há pessoas que são partidárias do ex-presidente e continuam usando o verde e amarelo, como símbolo.</p>
<p>A escritora Ana Paula Hornos atribui esse desinteresse patriótico pela seleção a outros fatores, além do desencanto pelos jogadores que mal conhecem: o momento histórico que vivemos, com crises que atingem, principalmente a população de baixa renda. “Diante de um cenário profundo de insegurança social, avanço da pobreza e um endividamento crônico que sufoca o orçamento doméstico, o esforço diário pela sobrevivência simplesmente esgotou a nossa capacidade de dar uma pausa para celebrar.”</p>
<p>“Durante muito tempo, o futebol funcionou como uma suspensão simbólica da realidade nacional. A Copa do Mundo fazia o País esquecer, ainda que temporariamente, do desemprego, da inflação e da desigualdade. O jogo operava como uma espécie de anestesia coletiva". Algo que aconteceu em 1970, durante o período da ditadura militar, quando o regime surfou nas vitórias daquela seleção inesquecível, com uma geração de ouro no time brasileiro, como Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e companhia.</p>
<p>“É justamente nessa exaustão real e financeira que fomos engolidos pela disputa agressiva por nossa atenção e por nosso bolso. A paixão pelo futebol passou a competir com um ecossistema digital desenhado para capturar cérebros cansados e transformar ansiedade em consumo instantâneo”, conclui a escritora no artigo citado. </p>
<p> </p>
<p><strong>O novo Big Brother nos gramados dos Estados Unidos</strong></p>
<p>A Copa pode se tornar um novo <em>Big Brother</em> para a Rede Globo, principalmente pela avalanche publicitária que tenta transformar o evento na redenção do País, como se aqui estivéssemos num clima do famigerado <em>Pra Frente Brasil</em>, dos anos 1970. Não é de hoje que os governos gostam de tirar proveito de vitórias na Copa. O comércio comemora com festas, shows e encontros onde o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente, aumenta e facilita o clima de oba-oba. As empresas de comunicação comemoram, porque o faturamento publicitário também cresce.</p>
<p>No caso da Rede Globo, que tem os direitos de transmissão da Copa do Mundo, o esforço de marketing é tamanho que podemos especular que o faturamento destes 40 dias podem superar os valores do inútil programa <em>Big Brother</em> (R$ 2 bilhões). A cada passo do time do Brasil, o cofrinho fica mais cheio. Os consumidores são envolvidos pela onda que anuncia não apenas os patrocinadores da Copa do Mundo, mas uma série de outras empresas interessadas em embarcar na "caravana holiday" da Copa. Basta ver a poluição de marcas ostentadas nos painéis, atrás dos entrevistados, durante a Copa. A Rede Globo enviou perto de 120 profissionais para os Estados Unidos, México e Canadá, apostando numa possibilidade de o Brasil chegar à final. Um tanto quanto improvável, pelo futebol apresentado no primeiro jogo contra o Marrocos e pela dificuldade, até do treinador, definir qual o time titular do Brasil.</p>
<p>A avalanche comercial da mídia, principalmente, não constrangeu a Rede Globo – detentora dos direitos de transmissão - a cometer um pecado mortal: confundir jornalismo com publicidade, ignorando uma máxima que qualquer estagiário de jornalismo aprendeu na faculdade. Nunca misturar a igreja com o estado, ou seja nada de jornalismo se confundir com publicidade. Ou vice-versa. O contrato da Rede Globo com o treinador da seleção, Carlo Ancelotti, facilitou a entrevista de 28 minutos, ao “Jornal Nacional”, em 18 de maio, quando anunciou os convocados. Seguida, poucos minutos depois, por anúncio publicitário, onde o treinador aparece. A entrevista, de certo modo, perdeu credibilidade com essa ação de marketing. Tampouco ficou bem para a imagem do treinador contratado.</p>
<p>Agora, já na Copa do Mundo, houve uma outra cena, desta vez com o jornalista Alex Escobar, lá nos Estados Unidos, em que ele entra ao vivo numa reportagem sobre a Copa e no fim dessa participação o jornalista, com cara de paisagem, faz um escancarado anúncio de uma BET. Não foi um anúncio isolado, até porque o jornalista poderia, na sua vida privada, ter algum contrato publicitário. Na reportagem, ao misturar notícia com faturamento, quebrou-se o encanto, o dogma do jornalismo, vulgarizado, provavelmente, por pressão do departamento de marketing da emissora. Mas, vale perguntar: o jornalista não ficou constrangido com esse "publieditorial"?</p>
<p>Assim como acontece com a FIFA, a Copa do mundo se transformou num grande caça níquel. Onde todos os envolvidos querem ganhar alguma coisa. Até aqueles três minutos da pausa para hidratação estão sendo questionados, pelo fato de a FIFA aproveitar para inserir anúncios pela televisão. E o torcedor, iludido, ainda pensa que os times entram em campo com espírito patriótico, para defender as cores do país. Ao fim e ao cabo, tudo tem a ver com <em>Money, Money,</em> e não com futebol.</p>
<p>“Essa quebra de sintonia com o ídolo isolado reflete também uma mudança profunda no próprio esporte. O futebol moderno evoluiu: os times que vencem hoje não dependem mais do milagre de um único homem, mas sim de sistemas coletivos extremamente coordenados, de um espírito de equipe operário e de disciplina tática”, conclui a escritora Ana Paula Hornos. Melhor não se iludir. Os milhões de brasileiros que trabalham, estudam, com salário no limite, sem transporte adequado, na fila dos postos de saúde e do INSS, esses são os verdadeiros representantes do País.</p>
<p>________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>El Niño 2026/2027 (comunicação de risco, preparação e resposta)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/03/el-nino-2026-2027-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:32:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[orientação]]></category>

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						<description><![CDATA[Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</p>
<p>As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</p>
<p>Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</p>
<p>O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este cenário, elencamos algumas orientações para preparação e resposta aos impactos do El Niño.</p>
<p>As orientações a seguir partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</p>
<p>Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes.</p>
<p> </p>
<p><b>População</b></p>
<p>– <b>Cadastrar-se nos sistemas de alerta da Defesa Civil</b> (SMS: enviar o CEP para 40199 por SMS, Telegram: pesquisar o contato Defesa Civil Alertas, Whatsapp: cadastrar o nº 6120344611 e interagir com o robô informando CEP);</p>
<p>– <b>Ter em mãos um kit de emergência para 72h</b> com itens de primeira necessidade, sobrevivência ou de importância para identificação: mochila contendo RG/CPF, chaves de casa, roupa extra, agasalho, dinheiro, óculos de grau, remédios, apito, sacolas plásticas, curativos, lanterna carregada ou com pilhas, água e itens de higiene básica;</p>
<p>– <b>Informar-se pelos canais de comunicação oficiais</b> dos governos e de outros órgãos oficiais envolvidos: Defesa Civil, Bombeiros, INMET, Cemaden, empresas de distribuição de energia elétrica, água e esgoto;</p>
<p>– <b>Informar-se a partir de publicações de veículos de comunicação reconhecidos</b> pela prática jornalística (impresso, digital, radiofônico, televisivo);</p>
<p>– <b>Informar-se pelos canais oficiais de comunicação dos governos a fim de evitar cair em golpes de criminosos</b> (informação de dados pessoais, depósitos em contas bancárias, entre outros);</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações inverídicas</b>, sem checagem e sem apuração;</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações que não contribuam</b> para ajudar as vítimas e as equipes de resgate e assistência;</p>
<p>– <b>Compartilhar alertas oficiais para que as pessoas saiam das áreas de risco</b> a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</p>
<p>– <b>A população deve evitar registrar e postar imagens </b>em redes sociais digitais apenas por entretenimento ou em busca de seguidores e curtidas, principalmente se houver crianças e idosos nas fotografias e vídeos;</p>
<p>– <b>Seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais</b>, a exemplo da Defesa Civil.</p>
<p> </p>
<p><b>Poder Público</b></p>
<p>– <b>Instalar sala/gabinete de situação/crise</b> a fim de coordenar os esforços de forma organizada e integrada entre governos federais, estaduais e municipais;</p>
<p>– <b>Monitorar continuamente situações de risco </b>para identificação, mapeamento e acompanhamento em tempo real;</p>
<p>– <b>Coordenar a identificação de rotas de fuga e definir locais seguros,</b> a exemplo de pontos de encontro ou abrigos temporários;</p>
<p>– <b>Organizar abrigo(s) temporário(s)</b> para receber com dignidade as pessoas atingidas (segurança, água potável, energia elétrica, alimentação, banheiro, cobertores), principalmente para crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos;</p>
<p>– <b>Acionar rede de voluntários e servidores</b> previamente treinados e capacitados para situações de crises;</p>
<p>– <b>Dispor de sistema de alertas</b> eficiente e acessível, com informações claras e breves, em diversos dispositivos (TV aberta, TV por assinatura, SMS, rádios, aplicativos, redes sociais digitais);</p>
<p>– <b>Emitir alertas em tempo hábil</b> para que a população possa agir, indicando o que fazer, para onde ir e o que levar;</p>
<p>– <b>Comunicar a população antecipadamente</b> sobre rotas de fuga, pontos de encontro e abrigos temporários em caso de desastres;</p>
<p>– <b>Seguir plano de contingência</b> com as ações de resposta delineadas para casos de emergência;</p>
<p>– <b>Designar porta-vozes</b> para situações críticas, sejam eles prefeitos, secretários, assessores, governadores, Presidente da República, Ministros de Estado;</p>
<p>– <b>Atender a imprensa</b>, repassando informações e respondendo a questionamentos que contribuam para a cobertura da situação;</p>
<p>– <b>Acionar líderes comunitários, sistemas de alto-falantes, sirenes, carros de som e rádio</b> para alertar/avisar a população sobre algum risco iminente como alternativa à internet e outros meios que necessitam de energia elétrica.</p>
<p> </p>
<p><b>Imprensa</b></p>
<p>– <b>Estar atenta às notas e aos comunicados emitidos</b> pela Sala de Situação e/ou Gabinete de Crise dos governos;</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações inverídicas</b>, sem checagem e sem apuração;</p>
<p>– <b>Compartilhar alertas oficiais</b> para que as pessoas saiam das áreas de risco a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</p>
<p>– <b>Auxiliar na verificação de fake news </b>disseminadas na sociedade, a fim de contribuir no combate ao processo de desinformação; </p>
<p>– <b>Relacionar e problematizar a cobertura jornalística</b> levando em conta as mudanças climáticas, suas causas e consequências;</p>
<p>– <b>Produzir conteúdo que informe e esclareça a população</b>, a fim de evitar medo, boatos e dúvidas, facilitando a ação das pessoas em caso de necessidade de evacuação de áreas de risco;</p>
<p>– <b>Abordar o desastre de forma responsável</b>, evitando sensacionalismo, relativização ou espetacularização.</p>
<p> </p>
<p>As orientações acima não contemplam ações de restabelecimento e recuperação visto que eventos climáticos decorrentes do El Niño já estão sendo registrados nos Estados brasileiros – a exemplo de chuvas em excesso, tempestades e altas temperaturas.</p>
<p> </p>
<p><b>Para mais alertas, informações e orientações, acesse:</b></p>
<p><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-alerta">Defesa Civil Nacional – Defesa Civil Alerta</a></p>
<p><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/avisos-e-alertas">Defesa Civil RS – Avisos e alertas </a></p>
<p><a href="https://metsul.com/">MetSul Meteorologia</a></p>
<p><a href="https://portal.inmet.gov.br/notasTecnicas">Instituto Nacional de Meteorologia – Notas técnicas</a></p>
<p><a href="https://earlywarningsforall.org/site/early-warnings-all">Organização Meteorológica Mundial – Avisos antecipados para todos </a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/copy2_of_SEI_MCTI13770843NotaTcnica.pdf?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGny3ePSDjAEcLrmQuErG9RGu0ZY6RpFuHW7jz2an224p5lYmdsf7GfO-srqV0_aem_3i8g45wIyRxMxHOz6TVx4g">Cemaden – Nota Técnica Nº 627/2026: El Niño 2026/2027 e impactos esperados no Brasil  </a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>OBCC publica orientações de comunicação de risco, preparação e resposta ao El Niño</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/03/obcc-publica-orientacoes-de-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta-ao-el-nino</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:05:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=653</guid>
						<description><![CDATA[O El Niño Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/orientacoes-para-a-sociedade"><img class="alignright size-medium wp-image-655" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/Orientacoes-OBCC-El-Nino-portal-300x252.jpg" alt="" width="300" height="252" /></a>O El Niño</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Cenário de atenção ampliada</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Aumento dos riscos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este cenário, elencamos algumas orientações para comunicação de risco, preparação e resposta aos impactos do El Niño.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Orientações de comunicação de risco, preparação e resposta </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">As orientações a seguir partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</span></p>
<p><b>Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de</b> <b>tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes</b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-656" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/p-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />População</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Cadastrar-se nos sistemas de alerta da Defesa Civil</b><span style="font-weight: 400"> (SMS: enviar o CEP para 40199 por SMS, Telegram: pesquisar o contato Defesa Civil Alertas, Whatsapp: cadastrar o nº 6120344611 e interagir com o robô informando CEP);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Ter em mãos um kit de emergência para 72h</b><span style="font-weight: 400"> com itens de primeira necessidade, sobrevivência ou de importância para identificação: mochila contendo RG/CPF, chaves de casa, roupa extra, agasalho, dinheiro, óculos de grau, remédios, apito, sacolas plásticas, curativos, lanterna carregada ou com pilhas, água e itens de higiene básica;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se pelos canais de comunicação oficiais</b><span style="font-weight: 400"> dos governos e de outros órgãos oficiais envolvidos: Defesa Civil, Bombeiros, INMET, Cemaden, empresas de distribuição de energia elétrica, água e esgoto;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se a partir de publicações de veículos de comunicação reconhecidos</b><span style="font-weight: 400"> pela prática jornalística (impresso, digital, radiofônico, televisivo);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se pelos canais oficiais de comunicação dos governos a fim de evitar cair em golpes de criminosos</b><span style="font-weight: 400"> (informação de dados pessoais, depósitos em contas bancárias, entre outros);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações que não contribuam</b><span style="font-weight: 400"> para ajudar as vítimas e as equipes de resgate e assistência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Compartilhar alertas oficiais para que as pessoas saiam das áreas de risco</b><span style="font-weight: 400"> a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>A população deve evitar registrar e postar imagens </b><span style="font-weight: 400">em redes sociais digitais apenas por entretenimento ou em busca de seguidores e curtidas, principalmente se houver crianças e idosos nas fotografias e vídeos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais</b><span style="font-weight: 400">, a exemplo da Defesa Civil.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/pp-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />Poder Público</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Instalar sala/gabinete de situação/crise</b><span style="font-weight: 400"> a fim de coordenar os esforços de forma organizada e integrada entre governos federais, estaduais e municipais;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Monitorar continuamente situações de risco </b><span style="font-weight: 400">para identificação, mapeamento e acompanhamento em tempo real;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Coordenar a identificação de rotas de fuga e definir locais seguros,</b><span style="font-weight: 400"> a exemplo de pontos de encontro ou abrigos temporários;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Organizar abrigo(s) temporário(s)</b><span style="font-weight: 400"> para receber com dignidade as pessoas atingidas (segurança, água potável, energia elétrica, alimentação, banheiro, cobertores), principalmente para crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Acionar rede de voluntários e servidores</b><span style="font-weight: 400"> previamente treinados e capacitados para situações de crises;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Dispor de sistema de alertas</b><span style="font-weight: 400"> eficiente e acessível, com informações claras e breves, em diversos dispositivos (TV aberta, TV por assinatura, SMS, rádios, aplicativos, redes sociais digitais);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Emitir alertas em tempo hábil</b><span style="font-weight: 400"> para que a população possa agir, indicando o que fazer, para onde ir e o que levar;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Comunicar a população antecipadamente</b><span style="font-weight: 400"> sobre rotas de fuga, pontos de encontro e abrigos temporários em caso de desastres;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Seguir plano de contingência</b><span style="font-weight: 400"> com as ações de resposta delineadas para casos de emergência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Designar porta-vozes</b><span style="font-weight: 400"> para situações críticas, sejam eles prefeitos, secretários, assessores, governadores, Presidente da República, Ministros de Estado;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Atender a imprensa</b><span style="font-weight: 400">, repassando informações e respondendo a questionamentos que contribuam para a cobertura da situação;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Acionar líderes comunitários, sistemas de alto-falantes, sirenes, carros de som e rádio</b><span style="font-weight: 400"> para alertar/avisar a população sobre algum risco iminente como alternativa à internet e outros meios que necessitam de energia elétrica.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/i-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />Imprensa</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Estar atenta às notas e aos comunicados emitidos</b><span style="font-weight: 400"> pela Sala de Situação e/ou Gabinete de Crise dos governos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Compartilhar alertas oficiais</b><span style="font-weight: 400"> para que as pessoas saiam das áreas de risco a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Auxiliar na verificação de fake news </b><span style="font-weight: 400">disseminadas na sociedade, a fim de contribuir no combate ao processo de desinformação; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Relacionar e problematizar a cobertura jornalística</b><span style="font-weight: 400"> levando em conta as mudanças climáticas, suas causas e consequências;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Produzir conteúdo que informe e esclareça a população</b><span style="font-weight: 400">, a fim de evitar medo, boatos e dúvidas, facilitando a ação das pessoas em caso de necessidade de evacuação de áreas de risco;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Abordar o desastre de forma responsável</b><span style="font-weight: 400">, evitando sensacionalismo, relativização ou espetacularização.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">As orientações acima não contemplam ações de restabelecimento e recuperação visto que eventos climáticos decorrentes do El Niño já estão sendo registrados nos Estados brasileiros - a exemplo de chuvas em excesso, tempestades e altas temperaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para obter orientações voltadas a todas as fases da gestão de riscos, crises e desastres, acesse as </span><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/18/eventos-climaticos-extremos-atualizacao"><span style="font-weight: 400">Orientações Eventos Climáticos Extremos</span></a><span style="font-weight: 400">, publicadas em 2024 pelo OBCC.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Importante: intensidade do El Niño não significa impacto proporcional em todos os territórios</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A intensidade do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial é um indicador relevante, mas não determina, de forma automática e proporcional, a gravidade dos impactos em cada região. Os efeitos observados dependem também da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos, como a temperatura do Atlântico, frentes frias, bloqueios atmosféricos, correntes de jato, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica, Oscilação de Madden-Julian e outros sistemas de variabilidade climática.</span></p>
<p><b>Por isso, recomenda-se evitar mensagens alarmistas ou deterministas. A comunicação de risco deve reconhecer a gravidade do cenário, mas também explicar que os impactos concretos dependem do monitoramento contínuo e da atualização permanente das previsões de curto, médio e longo prazo.</b></p>
<p> </p>
<h2><b>Atenção por região e período crítico</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A preparação para o El Niño 2026/2027 deve considerar os diferentes </span><b>riscos regionais e seus possíveis períodos de maior atenção</b><span style="font-weight: 400">. A regionalização das orientações permite que governos, comunidades, imprensa, instituições, produtores rurais, empresas e organizações da sociedade civil adotem medidas proporcionais aos riscos de cada território.</span></p>
<p><b>Norte e Nordeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre julho e dezembro de 2026, com atualização conforme os boletins oficiais, recomenda-se atenção especial à possibilidade de redução de chuvas, aumento das temperaturas, secas, pressão sobre o abastecimento de água, impactos na agropecuária e maior risco de incêndios de vegetação e queimadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar orientações sobre uso seguro da água, prevenção de incêndios, cuidados com a saúde em períodos de calor extremo, proteção de populações vulneráveis e acompanhamento dos alertas oficiais.</span></p>
<p><b>Sul</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, com atenção especial ao período de maior intensidade do fenômeno, recomenda-se monitoramento ampliado para chuvas intensas, inundações, enchentes, enxurradas, deslizamentos, vendavais, granizo, ciclones, tornados e outros eventos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar alertas antecipados, rotas de fuga, pontos de encontro, abrigos temporários, evacuação preventiva de áreas de risco, comunicação comunitária e orientações claras sobre o que fazer antes, durante e depois dos eventos.</span></p>
<p><b>Sudeste e Centro-Oeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">No segundo semestre de 2026 e no verão 2026/2027, recomenda-se atenção para episódios de calor extremo, tempestades severas, incêndios de vegetação, impactos urbanos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, pressão sobre serviços de saúde e alterações no abastecimento de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar cuidados com a saúde no calor, prevenção de queimadas, atenção a temporais, proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e demais grupos vulnerabilizados.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Monitoramento contínuo e comunicação baseada em evidências</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Além do acompanhamento do El Niño, recomenda-se que órgãos públicos, imprensa e instituições envolvidas na gestão de riscos acompanhem continuamente boletins, alertas e notas técnicas emitidos por instituições oficiais, como Defesa Civil, INMET, Cemaden, INPE, Censipam, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, órgãos estaduais de meteorologia, universidades e centros de pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O monitoramento do El Niño deve considerar não apenas o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, mas também fatores complementares que podem amenizar ou agravar seus impactos em cada região. Entre eles, destacam-se a temperatura do Atlântico Tropical e do Atlântico Sul, correntes de jato, bloqueios atmosféricos, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica e Oscilação de Madden-Julian.</span></p>
<p><b>A comunicação à sociedade deve ser atualizada conforme a evolução dos riscos</b><span style="font-weight: 400">, com atenção especial a mudanças no padrão de chuvas, ondas de calor, estiagens, incêndios de vegetação, vendavais, granizo, ciclones, inundações, enxurradas e deslizamentos.</span></p>
<p><b>Sempre que possível, os alertas devem indicar com clareza:</b></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none">
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>o que </b><span style="font-weight: 400">pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>onde</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quando</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quem</b><span style="font-weight: 400"> está mais vulnerável;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que fazer</b><span style="font-weight: 400">;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>para onde ir;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que levar;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quais canais oficiais</b><span style="font-weight: 400"> acompanhar.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Para mais alertas, informações e orientações, acesse:</b></p>
<p><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-alerta"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil Nacional – Defesa Civil Alerta</span></a></p>
<p><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/avisos-e-alertas"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil RS – Avisos e alertas </span></a></p>
<p><a href="https://portal.inmet.gov.br/notasTecnicas"><span style="font-weight: 400">Instituto Nacional de Meteorologia – Notas técnicas</span></a></p>
<p><a href="https://earlywarningsforall.org/site/early-warnings-all"><span style="font-weight: 400">Organização Meteorológica Mundial – Avisos antecipados para todos </span></a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/copy2_of_SEI_MCTI13770843NotaTcnica.pdf?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGny3ePSDjAEcLrmQuErG9RGu0ZY6RpFuHW7jz2an224p5lYmdsf7GfO-srqV0_aem_3i8g45wIyRxMxHOz6TVx4g"><span style="font-weight: 400">Cemaden - Nota Técnica Nº 627/2026: El Niño 2026/2027 e impactos esperados no Brasil  </span></a></p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/banner-instituicoes-envolvidas.jpg" alt="" width="1920" height="346" /></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>IBGE apresenta pesquisa inédita que retrata o impacto do desastre climático de 2024 no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/01/ibge-apresenta-pesquisa-inedita-que-retrata-o-impacto-do-desastre-climatico-de-2024-no-rs</link>
				<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:46:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=650</guid>
						<description><![CDATA[Nesta quarta, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados de levantamento estatístico que mensurou pela primeira vez os impactos e ações no âmbito de desastres junto ao público atingido.   Ao realizar a Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul &#8211; PEERS, o Instituto apresenta dados [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_652" align="alignright" width="391"]<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf"><img class="size-full wp-image-652" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/IBGE.jpg" alt="" width="391" height="535" /></a> Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS[/caption]
<p>Nesta quarta, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados de levantamento estatístico que mensurou pela primeira vez os impactos e ações no âmbito de desastres junto ao público atingido.</p>
<p> </p>
<p>Ao realizar a <strong>Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS</strong>, o Instituto apresenta dados com potencial de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, que sejam efetivas na prevenção e no enfrentamento de fenômenos dessa natureza, na mitigação de seus efeitos e na recuperação de danos.</p>
<p> </p>
<p>Além de investigar as características socioeconômicas dos moradores atingidos, a pesquisa avançou na compreensão dos danos sofridos e dos graus de gravidade vivenciados, possibilitando também conhecer o tipo de suporte demandado e recebido e a opinião sobre as medidas de prevenção e recuperação.</p>
<p> </p>
<p>Os comentários analíticos são apresentados em duas partes: a primeira contém as análises referentes à área total abrangida pela pesquisa e a segunda explora resultados das Regiões Intermediárias. Para os dois recortes geográficos, características principais de moradores, danos dos domicílios e do entorno e diferentes dificuldades enfrentadas pela população durante as chuvas foram destacadas.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #003366">"Mais do que um fenômeno climático isolado, a catástrofe revelou a necessidade urgente de ações rápidas, não só de suporte à população atingida, mas também de recuperação e prevenção".</span></h3>
</blockquote>
<p> </p>
<p>No que diz respeito ao período da coleta, foram investigadas a avaliação da qualidade de vida sob diversos aspectos comparada com um mês antes das enchentes, bem como a opinião sobre a satisfação em relação aos trabalhos de recuperação realizados nas áreas atingidas pelas enchentes e o conhecimento sobre medidas de prevenção adotadas. No que se refere a isso, conforme mostra o Gráfico 16, registrou-se apenas 38,5% das pessoas para a área completa pesquisada.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_651" align="aligncenter" width="589"]<img class="size-full wp-image-651" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/Grafico-16-Proporcao-de-moradores-que-conheciam-medidas-preventivas-adotadas-para-amenizar-os-impactos-de-futuras-enchentes.png" alt="" width="589" height="461" /> <strong>Gráfico 16 - Proporção de moradores que conheciam medidas preventivas adotadas para amenizar os impactos de futuras enchentes</strong>[/caption]
<p> </p>
<p>Através da realização da PEERS, foi desenvolvida uma metodologia de pesquisa para medir impactos em decorrência de desastres climáticos, que poderá ser usada em situações que possam vir a ocorrer em qualquer lugar do país. Ainda, segundo a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva, o estudo “Possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acesse a pesquisa na íntegra</strong>: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf</a></p>
<p> </p>
<p>_______</p>
<p>Com informações do <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/47396-divulgacao-peers">IBGE</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Início do El Niño intensifica debates e coloca a comunicação de riscos e desastres no centro das estratégias de gestão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/30/inicio-do-el-nino-intensifica-debates-e-coloca-a-comunicacao-de-riscos-e-desastres-no-centro-das-estrategias-de-gestao</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 21:27:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=647</guid>
						<description><![CDATA[Em junho de 2026, teve início o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_648" align="alignright" width="221"]<img class="size-full wp-image-648" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/NASA-Earth-ObservatoryLauren-Dauphin.jpg" alt="" width="221" height="200" /> NASA Earth Observatory / Lauren Dauphin[/caption]
<p>Em junho de 2026, teve início o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</p>
<p>Isso sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento relativo dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alto risco de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #003366"><strong>O</strong><em><strong> El Niño precisa ser tratado como um alerta climático urgente</strong></em></span></h3>
</blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, o El Niño precisa ser tratado como um “alerta climático urgente”. Na mesma direção, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, sinaliza que “Previsões sazonais antecipadas e alertas precoces são vitais para salvar vidas e atenuar os impactos em nossas economias e comunidades”. Diante desse cenário, são urgentes estratégias de preparação e resposta a eventos climáticos extremos que deverão ser empreendidas por países, estados e municípios a fim de proteger a população e evitar prejuízos.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de risco em pauta</strong></h3>
<p> </p>
<p>No Brasil, muitos movimentos para capacitação, qualificação e gestão integrada de riscos de desastres já estão sendo efetivados, principalmente pela rede da Defesa Civil nacional presente nos estados e municípios, além de universidades e outros órgãos públicos ligados aos governos federais e estaduais.</p>
<p>Dentre eles, eventos como seminários e congressos são espaços para o debate sobre temas relacionados à área, a saber: prevenção, vulnerabilidade, monitoramento, educação para redução de riscos e desastres, assim como comunicação de riscos. Tais ocasiões são importantes para reunir gestores públicos, pesquisadores, profissionais da proteção e defesa civil, organismos internacionais e comunidades para pensar, conjuntamente, os desafios.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_649" align="aligncenter" width="800"]<img class="size-full wp-image-649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/Foto-Anselmo-Cunha.jpg" alt="" width="800" height="450" /> Painel: "Comunicação de Risco" durante o 1º Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil. (Foto: Anselmo Cunha)[/caption]
<p> </p>
<p>Em tempos em que a desinformação se prolifera nas redes sociais digitais provocando alarmismo, insegurança e medo, é imprescindível que a discussão sobre gestão de riscos e desastres considere o papel estratégico da comunicação em todas as fases do desastre. Afinal, a comunicação precisa ser clara, acessível e baseada na confiança, orientada para o enfrentamento do negacionismo climático e do El Niño. Para isso, a pauta que se impõe deve ser considerada contínua e permanentemente, não apenas como uma agenda sazonal. A comunicação de risco precisa ser reconhecida como parte estruturante das políticas públicas de proteção e defesa civil, e não acionada somente às vésperas ou quando um acontecimento já ocorreu.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><em><span style="color: #003366"><strong>Comunicação de risco é infraestrutura de proteção coletiva</strong></span></em><strong><br /><br /></strong></h3>
</blockquote>
<p>Para Rosângela Florczak, professora e pesquisadora da PUCRS, que participou do painel Comunicação de Risco, no 1º Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, “Os primeiros sinais de um El Niño potencialmente forte exigem preparação imediata. Na prática, isso significa tratar a comunicação de risco como infraestrutura de proteção. Não basta emitir alertas: é preciso garantir que eles sejam compreendidos, confiáveis e acionáveis. O roteiro é complexo, mas viável. Precisamos: (1) mapear vulnerabilidades comunicacionais nos territórios; (2) Identificar quem não recebe, não entende ou não consegue responder aos avisos; (3) Formar lideranças e mediadores locais antes da crise; (4) Cocriar protocolos simples com as comunidades; (5) Produzir mensagens acessíveis para diferentes públicos e situações;  (6) Monitorar dúvidas, boatos e desinformação em tempo real. Em eventos extremos, comunicar bem é parte da capacidade pública de salvar vidas.”</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #003366"><strong>Não basta emitir alertas!</strong></span></h3>
<p><br />Em contextos de eventos extremos e desastres não basta emitir alertas. É preciso construir confiança antes da crise, traduzir informações técnicas em linguagem acessível, reconhecer vulnerabilidades dos territórios, fortalecer redes locais e criar condições reais para que as pessoas possam agir e se proteger. Alertas são indispensáveis. Mas, sozinhos, não bastam. Entre a informação emitida e a ação possível, existe um caminho que passa pela escuta, pela mediação, pela presença institucional, pelo enfrentamento da desinformação e pela construção cotidiana de vínculos de confiança.<br /><br /></p>
<p> <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/eventos-e-cursos">Relembre alguns eventos da área realizados nos últimos meses.</a></p>
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				<title>Clientes da Enel ficam quase uma semana sem energia elétrica em São Paulo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/clientes-da-enel-ficam-quase-uma-semana-sem-energia-eletrica-em-sao-paulo</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:21:59 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=646</guid>
						<description><![CDATA[Moradores de São Paulo ficaram em torno de 6 dias sem energia elétrica depois de um temporal, que começou no dia 11 de outubro de 2024. A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, comunicou, somente no dia 17 de outubro, que o serviço havia sido restabelecido em quase todas as residências. Segundo a Enel, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Moradores de São Paulo ficaram em torno de 6 dias sem energia elétrica depois de um temporal, que começou no dia 11 de outubro de 2024. A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, comunicou, somente no dia 17 de outubro, que o serviço havia sido restabelecido em quase todas as residências. Segundo a Enel, 3,1 milhões de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido. No dia 8 de novembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma ação judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milhões pelas falhas na distribuição de energia, além de indenizações a consumidores afetados. De acordo com a AGU, o apagão poderia ter sido impedido. A empresa foi multada em R$ 13,3 milhões pelo Procon-SP e intimada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Temporal iniciou em 11 de outubro de 2024, fazendo com que moradores de São Paulo ficassem em torno de 6 dias sem luz. Segundo a Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, 3,1 milhões de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>No dia 21 de outubro de 2024, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) intimou a Enel diante da reincidência no atendimento insatisfatório aos clientes em cenários de emergência e do descumprimento do plano de contingência assumido pela empresa.</p>
<p>A empresa foi multada em R$ 13,3 milhões pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP), devido à má prestação de serviço.</p>
<p>No dia 8 de novembro de 2024, a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma ação judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milhões pelas falhas na distribuição de energia do dia 11 a 17 de outubro. Na ação, a AGU também incluiu o pagamento de indenizações individuais de R$ 500 por dia aos imóveis que ficaram sem energia por mais de 24 horas.</p>
<p>Ainda em 8 de novembro de 2024, foi comunicado o protocolamento de uma ação civil pública contra a Enel, articulada pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, juntamente com o Procon-SP e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A ação busca proteger os direitos dos clientes atendidos pela Enel e dos cidadãos paulistas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>Entre os dias 11 e 17 de outubro de 2024, a Enel publicou diversos alertas. Os primeiros comunicaram a ocorrência de fortes ventos e chuvas em parte da área de atuação da empresa, ocasionando danos à sua rede, e informaram que o plano de emergência havia sido acionado e que as equipes em campo haviam sido reforçadas. Já os próximos informes se voltaram ao esclarecimento e à atualização de fatores como os números de clientes afetados e com a energia restaurada, a quantidade de profissionais trabalhando no restabelecimento dos serviços e as áreas afetadas. A maioria dos alertas também contava com a informação dos canais digitais para abertura de chamados pelos clientes (SMS, site, aplicativo e WhatsApp). O último informe, publicado no dia 17 de outubro, às 9h, comunicou que as ocorrências de ausência de energia relatadas por consumidores entre 11 e 12 outubro haviam sido atendidas, e que as equipes continuavam trabalhando em atendimentos específicos recebidos nos dias seguintes.</p>
<p>Em nota publicada pelo portal de notícias g1, a Enel reiterou que vinha efetuando fortes investimentos a fim de aperfeiçoar os serviços prestados e reforçou o comprometimento com os seus consumidores. A empresa afirmou que teve de reconstruir trechos inteiros da rede elétrica e que restaurou progressivamente a energia para os afetados em menos de 6 dias. Na ocasião, a Enel disse que aumentou seus investimentos de 2024 a 2026, para em torno de R$ 2 bilhões por ano, totalizando R$ 6,2 bilhões. Segundo a companhia, o plano em curso enfoca a modernização e o fortalecimento das redes, o aumento da capacidade dos canais de comunicação com os consumidores e a automação dos sistemas. A empresa ainda informou que havia reforçado o plano de atuação nas contingências com a mobilização antecipada de equipes e uma ampliação significativa do quadro de eletricistas próprios em desenvolvimento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Diante do ocorrido, a Enel recebeu diversas críticas, principalmente por parte de seus consumidores, e também por autoridades, como o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.</p>
<p>De acordo com cálculos realizados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entre os dias 11 e 15 de outubro, as perdas de faturamento bruto dos setores paulistanos de varejo e serviços somaram ao menos R$ 1,82 bilhão. De acordo com a federação, os impactos da ausência de energia devem ser superiores, visto que os custos fixos que permaneceram mesmo sem as receitas ou os prejuízos ocasionados pelas perdas de estoques, por exemplo, não foram incluídos no cálculo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Considerar os riscos advindos dos eventos climáticos nas operações e serviços fornecidos pela organização, realizando ações preventivas e possuindo planos de contingência e gerenciamento de crises voltados a esses cenários.</p>
<p>Ter capacidade de atendimento e de prestação de serviços adequada à demanda da empresa, que seja capaz de fornecer assistência efetiva aos consumidores e de operar satisfatoriamente em situações de emergência.</p>
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						<item>
				<title>Denúncias de assédio sexual derrubam Ministro dos Direitos Humanos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/denuncias-de-assedio-sexual-derrubam-ministro-dos-direitos-humanos</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:20:26 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=645</guid>
						<description><![CDATA[No dia 5 de setembro de 2024, vieram à tona denúncias de assédio sexual contra o então Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, as quais foram reportadas por mulheres à ONG Me Too Brasil. Almeida negou as acusações, declarando que eram mentiras sem provas e que iria solicitar à Justiça a responsabilização [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 5 de setembro de 2024, vieram à tona denúncias de assédio sexual contra o então Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, as quais foram reportadas por mulheres à ONG Me Too Brasil. Almeida negou as acusações, declarando que eram mentiras sem provas e que iria solicitar à Justiça a responsabilização das pessoas que efetuaram os relatos. Uma das vítimas seria Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial. Quatro ex-alunas de Almeida, uma advogada e Franco relataram seus casos publicamente. No dia 6 de setembro, o presidente Lula demitiu Almeida dizendo que, diante das denúncias, a condição dele como ministro era insustentável. A Comissão de Ética Pública, a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho abriram investigação sobre o caso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Denúncias de assédio sexual contra o Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania à época, Silvio Almeida, reportadas à ONG Me Too Brasil. Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial, quatro ex-alunas de Almeida e uma advogada relataram publicamente terem sofrido assédio sexual.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>A Comissão de Ética Pública, a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho começaram a investigar o caso.</p>
<p>Em 6 de setembro de 2024, Almeida encaminhou à Justiça um pedido de interpelação judicial contra a ONG Me Too Brasil, solicitando que a organização detalhasse as acusações e dissesse qual o encaminhamento dado às informações.</p>
<p>Almeida encaminhou ofícios à Controladoria-Geral da União, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria-Geral da República, para apurar o ocorrido.</p>
<p>Em 10 de março de 2025, foi protocolada uma queixa-crime por difamação contra Silvio Almeida, que partiu da ONG Me Too Brasil e da diretora da organização, Marina Ganzarolli, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a defesa da organização, Almeida ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao acusar, sem evidências, a ONG de buscar interferir na licitação do Disque Direitos Humanos — Disque 100, e apontar uma suspeita de superfaturamento. Isso foi anunciado pela primeira vez em uma nota oficial divulgada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, enquanto Almeida ainda comandava a pasta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia do ocorrido, Silvio Almeida se pronunciou em vídeo, manifestando seu repúdio, com veemência, às mentiras que estavam sendo imputadas contra ele. Na ocasião, Almeida disse que estava encaminhando ofícios à Controladoria-Geral da União, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria-Geral da República, para que houvesse uma apuração séria e cuidadosa do ocorrido. De acordo com ele, era clara a existência de uma campanha para afetar a sua imagem enquanto homem negro, defensor dos direitos humanos e com posição de destaque no Poder Público.</p>
<p>No dia seguinte, Almeida publicou nova nota, afirmando que havia solicitado que o Presidente Lula o demitisse, para dar liberdade e isenção às investigações. De acordo com Almeida, aquela era uma oportunidade para que ele pudesse se reconstruir e atestar sua inocência, e devido à sua luta e aos compromissos que transpassam sua trajetória, ele iria incentivar a execução de apurações criteriosas. Para Almeida, ele mesmo era o maior interessado em atestar sua inocência.</p>
<p>Logo após o ocorrido, algumas notas haviam sido publicadas no site do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e foram apagadas mais tarde. As postagens apresentavam a defesa de Almeida e o envio de solicitações de investigação das acusações, e comunicavam que a ONG Me Too possuía um histórico relacional controverso diante das atribuições da pasta, e que a organização tinha tentado interferir em uma licitação do Disque 100. A gestão interina do Ministério optou por apagar as notas, afirmando que não é cabível o uso da estrutura de comunicação da pasta para defesa pessoal, e que as hipóteses apresentadas devem ser investigadas pelas instâncias responsáveis, antes de alguma comunicação oficial do Ministério.</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 2025, foi publicada uma entrevista que o UOL realizou com Almeida. Na ocasião, ele disse que Anielle Franco, ao denunciá-lo por assédio sexual, "se perdeu no personagem". A acusação da ministra foi classificada por Almeida como um “espalhamento de fofocas e intrigas”. Na entrevista, Almeida negou as acusações. Após o ocorrido, Franco se pronunciou, afirmando que a manifestação dele era "desprezível" e "inaceitável”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Em 6 de setembro de 2024, o presidente Lula demitiu Almeida do cargo de Ministro dos Direitos Humanos, dizendo que, diante das denúncias, a condição dele como ministro era insustentável.</p>
<p>Diversas críticas dirigidas a Silvio Almeida, que impactaram na sua imagem e reputação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados e legados</strong></p>
<p>Em 1 de outubro de 2024, o Governo Lula publicou o Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação na Administração Pública, no Diário Oficial da União. O plano abrange, por exemplo, a escuta ativa, a instrução e o acompanhamento das vítimas, além da garantia do sigilo dos dados pessoais dos denunciantes e a proteção contra possíveis retaliações. A iniciativa é válida para servidores e empregados públicos, e também integra ações para terceirizados.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CEO da G4 Educação renuncia após declaração machista</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/ceo-da-g4-educacao-renuncia-apos-declaracao-machista</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:19:16 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=644</guid>
						<description><![CDATA[No dia 18 de setembro de 2024, o então CEO e presidente do Conselho do G4 Educação, Tallis Gomes, publicou uma fala machista em seu perfil na rede social Instagram, dizendo “Deus me livre de mulher CEO”, e que as mulheres CEOs não realizam o “melhor uso da energia feminina”. Após repercussões negativas, Gomes se [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 18 de setembro de 2024, o então CEO e presidente do Conselho do G4 Educação, Tallis Gomes, publicou uma fala machista em seu perfil na rede social Instagram, dizendo “Deus me livre de mulher CEO”, e que as mulheres CEOs não realizam o “melhor uso da energia feminina”. Após repercussões negativas, Gomes se retratou no dia seguinte, afirmando que não pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar quem ele desejaria como mulher. No dia 21 de setembro, o G4 Educação comunicou que Gomes havia renunciado aos seus cargos na empresa, e que a nova CEO seria uma mulher, a sócia e diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini. Gomes também foi expulso do conselho consultivo da marca de moda feminina Hope.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Fala machista publicada em 18 de setembro de 2024 por Tallis Gomes no seu Instagram, então CEO e presidente do Conselho do G4 Educação. Na ocasião, o homem disse “Deus me livre de mulher CEO”, afirmando que esse não é o “melhor uso da energia feminina”, que, segundo ele, tem de ser utilizada nos lugares corretos, família e lar. Além disso, Gomes escreveu que “o mundo começou a desabar” exatamente no momento em que o movimento feminista começou a impor à mulher que ela desempenhe a função de homem.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>Depois do ocorrido, Gomes renunciou aos seus cargos de CEO e de presidente do Conselho no G4 Educação, e a sócia e então diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini, foi nomeada para assumir a posição de CEO da empresa.</p>
<p>A marca de moda feminina Hope expulsou Gomes do seu conselho consultivo. Antes dessa decisão, a herdeira e sócia-diretora da organização, Sandra Chayo, havia defendido o homem em suas redes sociais, provocando uma repercussão negativa.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia seguinte ao ocorrido, Gomes postou um story no Instagram, no qual afirmou que não pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar, única e exclusivamente, quem ele desejaria como mulher. Na oportunidade, o homem reconheceu seu erro, pediu desculpas pelo ocorrido e disse que suas palavras não refletem o que o G4 é como empresa.</p>
<p>Após o ocorrido, o G4 Educação publicou uma nota, na qual afirmou não compactuar com as palavras de Gomes, e que elas não refletem a trajetória e o pensamento da empresa. Ainda, a organização declarou se orgulhar por ter colaborado na formação de centenas de executivas de êxito, comunicando que seguiria comprometida com essa causa.</p>
<p>Em 21 de setembro de 2024, Gomes postou um comunicado, informando que havia tomado a decisão de se afastar de seus cargos de CEO e de presidente do Conselho do G4. Na ocasião, ele também disse que se manifestou de maneira inaceitável acerca do papel das mulheres, e que aquilo era injustificável.</p>
<p>Ainda no dia 21 de setembro de 2024, o G4 Educação também publicou um comunicado, anunciando a renúncia de Gomes dos seus cargos de CEO e de presidente do Conselho da empresa, e a nomeação de Maria Isabel Antonini, sócia e então CFO do G4 Educação, como a nova CEO. A empresa encerrou o comunicado reafirmando seu comprometimento com a educação executiva de impacto, destacando o protagonismo da liderança feminina nesse aspecto.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Gomes acabou renunciando e sendo afastado de cargos que ocupava, e o caso teve uma grande repercussão negativa. O homem recebeu diversas críticas, inclusive de empresárias e executivas como Luiza Helena Trajano, do Magalu, Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, Carol Paiffer, da Atom, e Nathália Rodrigues, influenciadora do canal Nath Finanças.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Importância de entender que atitudes, posicionamentos e condutas individuais de colaboradores/dirigentes podem impactar a organização a qual eles estão vinculados.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Queda do Voo 2283 da Voepass faz 62 vítimas fatais e companhia encerra operações</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/queda-do-voo-2283-da-voepass-faz-62-vitimas-fatais-e-companhia-encerra-operacoes</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:17:22 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=643</guid>
						<description><![CDATA[No dia 9 de agosto de 2024, uma aeronave ATR-72 da companhia aérea Voepass, com 62 pessoas a bordo, caiu e não deixou sobreviventes. O avião saiu com 58 passageiros e 4 tripulantes, às 11:58, do município de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, São Paulo, mas caiu em uma área residencial na cidade [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 9 de agosto de 2024, uma aeronave ATR-72 da companhia aérea Voepass, com 62 pessoas a bordo, caiu e não deixou sobreviventes. O avião saiu com 58 passageiros e 4 tripulantes, às 11:58, do município de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, São Paulo, mas caiu em uma área residencial na cidade paulista de Vinhedo. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), até às 13:20, o voo acontecia normalmente, mas após às 13:21, o avião não retornou às chamadas da torre de São Paulo, e não informou estar sob circunstâncias meteorológicas adversas ou sob uma emergência. Segundo a Voepass, a aeronave não possuía restrições e estava apta para voar. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Federal estão investigando o acidente.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Ainda estão sendo apuradas. De acordo com especialistas, a queda da aeronave em espiral indica a ocorrência de um estol. Uma das hipóteses é o acúmulo de gelo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Questões que podem estar relacionadas às causas do acidente</strong></p>
<p>Segundo uma análise de satélite, a aeronave voou por cerca de 8 a 10 minutos em uma formação de gelo severo, capaz de fazer com que o avião perca sua sustentação e gire.</p>
<p>O programa Fantástico expôs que, desde março do mesmo ano, a aeronave vinha sofrendo problemas operacionais, e que houve paradas de manutenção para solucionar questões de falha em seu sistema hidráulico, contato anormal com a pista e problemas no ar-condicionado. De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), os registros de manutenção da aeronave estavam atualizados.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>O Cenipa e a Polícia Federal começaram a investigar o acidente.</p>
<p>A Câmara dos Deputados instituiu uma comissão externa, a fim de acompanhar as investigações do ocorrido.</p>
<p>Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) instaurou uma operação para inspecionar as instalações da Voepass.</p>
<p>Em 6 de setembro de 2024, o Cenipa divulgou um relatório preliminar do acidente. Uma das principais linhas de investigação é como a formação de gelo impactou as atitudes da tripulação e o desempenho do avião. Além disso, outras linhas verificam fatores operacionais e humanos. De acordo com o órgão, no começo do voo, os pilotos perceberam um problema no sistema antigelo e mencionaram “bastante gelo” antes da queda. Os dados levantados indicam que o sistema antigelo da aeronave foi ligado e desligado diversas vezes no voo, segundo o Cenipa.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia do acidente, a Voepass publicou nota comunicando o ocorrido, e lamentando informar a morte das pessoas a bordo. A empresa ainda declarou que o avião decolou sem restrições de voo e com todos os seus sistemas adequados para a execução da operação. Segundo a Voepass, naquele momento, ela estava colaborando com as autoridades para descobrir as causas do ocorrido, e sua prioridade era fornecer assistência irrestrita aos familiares das vítimas.</p>
<p>No dia seguinte, a Voepass divulgou uma nota dizendo que sua equipe, médicos e psicólogos estavam em contato com as famílias das vítimas e recebendo-as em um setor de acolhimento. A empresa declarou que estava desempenhando todos os esforços operacionais e logísticos para que as famílias tivessem apoio em demandas de hospedagem, transporte e alimentação, além de suporte emocional.</p>
<p>No dia 13 de agosto de 2024, o Presidente da empresa, José Luiz Felício Filho, se manifestou, expressando sua solidariedade com o ocorrido e expondo as medidas de assistência que a Voepass estava tomando. De acordo com ele, a prioridade da empresa sempre foi e continuará sendo a vida dos passageiros e tripulantes.</p>
<p>Em 15 de agosto de 2024, a empresa publicou nova nota, afirmando que cumpre todos os protocolos, que comprovam a conformidade dos seus equipamentos e procedimentos, quanto aos padrões mais elevados da aviação internacional, e que suas aeronaves não decolam sem estarem em conformidade com a regulamentação. A empresa declarou que as investigações oficiais seriam as únicas a revelarem as causas do ocorrido, e que as especulações acerca de reparos técnicos passados apenas serviriam para intensificar a dor das famílias das vítimas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Morte de 62 pessoas (58 passageiros e 4 tripulantes). Em 13 de agosto de 2024, a Polícia-Técnico Científica de São Paulo informou que as vítimas do acidente morreram de politraumatismo, após a queda de 4 mil metros de altura, e que queimaduras nos corpos foram secundárias ao politraumatismo.</p>
<p>A partir de 11 de março de 2025, as operações aéreas da Voepass foram suspensas provisoriamente pela Anac, diante da falta de segurança em suas operações, pois a empresa não foi capaz de solucionar as irregularidades identificadas na fiscalização executada pelo órgão, e não cumpriu exigências como o acréscimo de tempo de aviões em solo para manutenção e a diminuição da malha aérea.</p>
<p>A imagem e a reputação da empresa foram prejudicadas, e diversos relatos de clientes que já haviam tido problemas em voos anteriores da Voepass, inclusive relacionados à estrutura das aeronaves, surgiram nas redes sociais.</p>
<p>Em 2025, a Voepass teve suas operações suspensas e, posteriormente, seu Registro de Operador Aéreo foi cassado pela Anac, impedindo a empresa de operar voos comerciais no Brasil.</p>
<p>No mesmo ano, a companhia aérea encerrou suas atividades.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Respeitar as necessidades de manutenção das aeronaves, tanto preventivas quanto corretivas.</p>
<p>Treinamento e orientação efetiva das equipes de manutenção, pilotos e tripulação.</p>
<p>Agilidade e respeito no atendimento a familiares.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Erros em exames de HIV feitos pelo PCS Lab Saleme resultam em contaminação de transplantados</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/erros-em-exames-de-hiv-feitos-pelo-pcs-lab-saleme-resultam-em-contaminacao-de-transplantados</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:16:16 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[No dia 11 de outubro de 2024, foi divulgada a informação de que seis pessoas testaram positivo para HIV após receberem órgãos infectados de dois doadores, na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). De acordo com o Governo do Estado, o erro está em exames realizados pelo laboratório PCS Labs Saleme, que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 11 de outubro de 2024, foi divulgada a informação de que seis pessoas testaram positivo para HIV após receberem órgãos infectados de dois doadores, na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). De acordo com o Governo do Estado, o erro está em exames realizados pelo laboratório PCS Labs Saleme, que resultaram em não reagentes para HIV. O caso foi percebido após um transplantado, que não possuía o vírus, positivar para HIV após receber o coração de um doador. Depois, outro paciente também positivou, e foi percebida a existência de outra doadora. Com isso, as autoridades chegaram aos exames com falso negativo. A Secretaria de Saúde, Polícia Civil, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Ministério da Saúde e Ministério Público do RJ instauraram ações para investigar o caso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Erro em exames do laboratório PCS Lab Saleme, que resultaram em não reagentes para HIV em dois doadores de órgãos. As autoridades chegaram aos exames com falso negativo após um transplantado, que não possuía o vírus, positivar para HIV após receber o coração de um doador.</p>
<p>De acordo com o delegado Felipe Curi, secretário estadual da Polícia Civil do RJ, o laboratório teria abrandado o controle dos testes em órgãos destinados a transplantes, a fim de obter lucro. Conforme as investigações, existiu uma ordem para fazer com que o controle de qualidade dos reagentes utilizados nas análises se tornasse menos frequente.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>Em 22 de outubro de 2024, seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), e se tornaram réus: Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira e Walter Vieira, sócios do laboratório, Adriana Vargas dos Anjos, coordenadora, Jacqueline Iris Barcellar de Assis, funcionária, Ivanilson Fernandes dos Santos, funcionário e Cleber de Oliveira dos Santos, funcionário. Todos os seis denunciados chegaram a ser presos.</p>
<p>Em 24 de fevereiro de 2025, a Justiça iniciou o julgamento do caso, no qual os 6 réus respondem por lesão corporal, associação criminosa e falsidade ideológica.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>Em nota, o PCS Lab afirmou que havia instaurado uma sindicância interna para averiguar as responsabilidades do ocorrido, e que esse era um episódio sem precedentes na trajetória da organização. Segundo a empresa, o laboratório comunicou à Central Estadual de Transplantes os resultados dos exames de HIV em amostras de sangue de doadores de órgãos feitos durante o tempo em que cumpriu serviços à Fundação de Saúde do Governo do Estado. O PCS Lab afirmou que, nessas operações, os kits de diagnóstico aconselhados pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram usados. A organização ainda disse que iria fornecer suporte médico e psicológico aos pacientes e familiares envolvidos, e se colocou à disposição das autoridades que estavam apurando o ocorrido.</p>
<p>Em outra nota, fixada no site da organização, o PCS Lab Saleme se desculpou pelo ocorrido e afirmou que considera inaceitáveis os erros. A empresa disse que são os maiores interessados na elucidação do ocorrido, que colaboram com as investigações e que esperam a conclusão dessas, estando comprometidos em responder a sociedade. O PCS Lab ainda afirmou que iria procurar a mediação com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil, a fim de compensar os danos para as vítimas e suas famílias.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Contaminação de seis transplantados por HIV, depois de receberem órgãos infectados de dois doadores, na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).</p>
<p>O laboratório PCS Lab Saleme foi interditado.</p>
<p>O caso levou ao questionamento da segurança da realização dos transplantes, e os exames de sorologia dos doadores do laboratório tiveram que ser retestados pelo Hemorio.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Certificar-se, antes da contratação, da competência e qualidade dos prestadores de serviço, considerando que o laboratório era contratado por licitação via pregão eletrônico para realizar a sorologia de órgãos doados.</p>
<p>Tornar os processos transparentes, reconhecer os erros e primar pela verdade.</p>
<p>Realizar fiscalizações rígidas, tanto internas quanto externas à empresa, a fim de garantir a qualidade e a regularidade dos serviços prestados.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bullying leva a suicídio de aluno do Colégio Bandeirantes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/bullying-leva-a-suicidio-de-aluno-do-colegio-bandeirantes</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:14:57 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[No dia 12 de agosto de 2024, um aluno de 14 anos, bolsista do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, cometeu suicídio a caminho da escola. O menino estava no último ano do ensino fundamental, e havia conquistado uma bolsa integral na escola pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). Antes do ocorrido, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 12 de agosto de 2024, um aluno de 14 anos, bolsista do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, cometeu suicídio a caminho da escola. O menino estava no último ano do ensino fundamental, e havia conquistado uma bolsa integral na escola pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). Antes do ocorrido, o garoto havia relatado que estava sofrendo bullying por parte dos colegas, incluindo agressões físicas e verbais. Segundo um familiar, isso ocorria pelo fato de o menino ser negro, homossexual e de origem humilde. O aluno chegou a comunicar o caso ao Ismart, que disse que notificou o Colégio Bandeirantes sobre o bullying, mas a escola contestou a versão e afirmou que não foi informada. O 23º Distrito Policial de São Paulo, em Perdizes, abriu investigação sobre o ocorrido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Aluno bolsista do Colégio Bandeirantes cometeu suicídio a caminho da escola. Antes do ocorrido, o garoto relatou que vinha sofrendo bullying por parte dos colegas, incluindo agressões físicas e verbais. Conforme um familiar, isso ocorria pelo fato de o menino ser negro, homossexual e morar na periferia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>O 23º Distrito Policial de São Paulo, em Perdizes, instaurou um inquérito para investigar o ocorrido. O procedimento, no início, foi classificado como “suicídio consumado”, que é o atentado contra a própria vida, mas, depois, começou a ser investigado como suspeita de “induzimento ao suicídio”.</p>
<p>Em setembro de 2024, a revista piauí publicou uma matéria sobre os desdobramentos judiciais do caso. Na ocasião, foi informado que os advogados que defendem os familiares do aluno estavam preparando uma série de ações, com base em uma culpabilidade múltipla, envolvendo o Colégio Bandeirantes, a família dos suspeitos de proferir ofensas contra o estudante, o Ismart e o Estado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>Em comunicado publicado pela revista piauí, o Colégio Bandeirantes afirmou que, em maio de 2024, o aluno havia comunicado uma ocorrência de provocação pontual à orientadora, e que, no mesmo instante, recebeu apoio e acolhimento. Ainda segundo a instituição, um trabalho educativo foi feito com os estudantes implicados, e não aconteceram indícios de reincidência de provocações.</p>
<p>Em nota postada pelo portal de notícias Metrópoles, o Colégio Bandeirantes declarou que toda a comunidade escolar estava intensamente abalada com a perda irreparável do aluno. Na ocasião, a instituição ofereceu sua solidariedade e suporte aos familiares e amigos do estudante, e afirmou que estavam comprometidos em seguir proporcionando um ambiente de acolhimento.</p>
<p>Dois dias após o ocorrido, em 14 de agosto, o ex-diretor e assessor do núcleo de estratégia e inovação do Colégio Bandeirantes, Mauro Salles Aguiar, se declarou acerca de “o nível de agressividade realmente grande e espantoso" dos bolsistas. O homem fez essa fala após outros bolsistas solicitarem uma resposta da escola, além de auxílio psicológico. Na ocasião, Aguiar também disse que "escola não é clínica psicológica" e associou a reação dos estudantes frente ao caso com "essa sociedade de direitos". A assessoria de imprensa da escola afirmou ao UOL que, desde 2023, Aguiar não compõe a estrutura de gestão da instituição.</p>
<p>Em 23 de agosto de 2024, a Folha de São Paulo publicou um comunicado do Colégio Bandeirantes, que havia sido encaminhado aos pais. Nele, a instituição criticou a imprensa, afirmando que o caso não havia sido investigado com responsabilidade pelos veículos, e que existiam muitas inverdades. Por fim, a escola disse que o tom sensacionalista era extremamente irresponsável e afetava, de forma negativa, a saúde mental de seus colaboradores e estudantes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Após o ocorrido, o Colégio Bandeirantes sofreu diversas críticas, e foi acusado de negligência e omissão diante da situação que o aluno vivenciava. Um protesto foi realizado por um grupo de jovens, na frente de suas instalações, no dia 19 de agosto de 2024. A manifestação contou com cartazes que diziam frases como “A sua negligência custou uma vida”, “A minha sexualidade não me define”, “Ciência diante do racismo é cumplicidade” e “O racismo da escravidão é o mesmo de hoje”.</p>
<p>Após o ocorrido, o Colégio Bandeirantes ponderou sobre rever a sua parceria com o Instituto Ismart. A diretora de convivência da escola, Estela Zanini, estava pretendendo que os analistas do instituto estivessem mais presentes no espaço escolar, a fim de atender às demandas dos bolsistas, o que foi julgado como inviável pelo Ismart.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Ter canais de denúncia efetivos, que acolham estudantes que sofrem com qualquer tipo de discriminação, responsabilizando e obrigando as instâncias envolvidas a tomar as medidas adequadas diante dos agressores.</p>
<p>Propor medidas efetivas a respeito da diversidade e inclusão e do combate à discriminação no ambiente escolar.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O bloqueio da rede social X no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/o-bloqueio-da-rede-social-x-no-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:13:07 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[No dia 30 de agosto de 2024, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio da rede social X no Brasil. Isso aconteceu porque o STF havia intimado o dono da plataforma, Elon Musk, para que apontasse um representante legal da companhia no Brasil, o que não ocorreu dentro do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 30 de agosto de 2024, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio da rede social X no Brasil. Isso aconteceu porque o STF havia intimado o dono da plataforma, Elon Musk, para que apontasse um representante legal da companhia no Brasil, o que não ocorreu dentro do prazo estipulado. Em 17 de agosto, a plataforma havia comunicado o fechamento do seu escritório brasileiro, após Moraes determinar a prisão da representante legal da empresa se não fossem respeitadas ordens de suspensão de perfis na rede. No dia 20 de setembro, a companhia nomeou um novo representante legal e, em 4 de outubro, comunicou que havia pago as multas estipuladas. Em 8 de outubro, Moraes autorizou a volta das atividades da rede social no país.</p>
<p> </p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p><strong> </strong>Encerramento do escritório do X no Brasil, comunicado pela companhia em 17 de agosto de 2024, após o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a prisão da representante legal da empresa se não fossem respeitadas ordens de suspensão de perfis na rede social.</p>
<p>Bloqueio da rede social X no Brasil, em 30 de agosto de 2024, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia intimado Elon Musk, dono da plataforma, para que apontasse um representante legal da companhia no Brasil, o que não ocorreu dentro do prazo estipulado. Para que as atividades da companhia fossem retomadas ao país, ela deveria seguir algumas determinações, como a apresentação de um representante legal da empresa no Brasil e o pagamento de R$ 18,3 milhões em multas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>Estabelecimento de uma multa diária de R$ 50 mil para usuários que usassem VPN ou outras tecnologias para acessar a rede social.</p>
<p>Em 11 de setembro de 2024, Moraes ordenou o bloqueio de valores de contas do X no Brasil e da Starlink, pertencente à Elon Musk. Isso aconteceu pela ausência de pagamento de multas estabelecidas. Foram bloqueados R$ 7.282.135,14 do X Brasil, e R$ 11.067.864,86 da Starlink Brazil Serviços de Internet Ltda. O valor das multas havia sido enviado para uma conta da União no Branco do Brasil, e depois as contas foram liberadas.</p>
<p>No dia 20 de setembro de 2024, a plataforma nomeou um novo representante legal, a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova.</p>
<p>Em 26 de setembro de 2024, os advogados da companhia encaminharam uma petição ao STF, declarando que os documentos requeridos para a volta da rede social no Brasil haviam sido apresentados. Além disso, os advogados também comunicaram que a plataforma havia bloqueado os perfis determinados por Moraes.</p>
<p>No dia seguinte, Moraes ordenou que a companhia assegurasse o pagamento de multas para que a rede social fosse desbloqueada.</p>
<p>No dia 4 de outubro de 2024, a companhia comunicou que havia pago multas no valor de R$ 28,6 milhões. Desse valor, R$ 18,3 milhões se referiam a multas anteriores, por não ter cumprido ordens de Moraes, R$ 10 milhões por uma volta temporária do X em setembro, e R$ 300 mil de multa à representante legal.</p>
<p>Em 8 de outubro de 2024, Moraes autorizou a volta das atividades da rede social no Brasil. O ministro deu um prazo de 24 horas para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomasse providências para desbloquear a rede social.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>Em relação ao encerramento do escritório do X no Brasil, Musk se manifestou em 17 de agosto de 2024, dizendo que essa havia sido uma decisão difícil, mas, que, segundo ele, se tivessem concordado com a “censura secreta (ilegal)” de Moraes e as determinações de entrega de informação privada, não teria maneira de se explicarem sem se envergonharem.</p>
<p>Em 29 de agosto de 2024, quando o prazo para a indicação de um novo representante legal havia vencido, o X publicou uma nota afirmando que aguardava, para breve, a ordem de Moraes determinando a suspenção da rede social no Brasil, apenas pelo fato de não terem cumprido suas “ordens ilegais para censurar seus opositores políticos”, disse a companhia. O X comunicou que buscou se defender judicialmente, porém Moraes havia ameaçado prender sua representante legal. A companhia afirmou que suas contestações contra as ações “manifestamente ilegais” do ministro haviam sido ignoradas ou rejeitadas, e que os colegas de Moraes estavam impedidos ou não queriam confrontá-lo.</p>
<p>Depois que o X foi bloqueado no Brasil, Elon Musk proferiu ataques a Moraes, e o chamou de “pseudo-juiz” que estava destruindo a liberdade de expressão.</p>
<p>Ainda em agosto, o X criou um perfil na sua rede social, chamado “Alexandre Files”, a fim de “lançar luz sobre os abusos cometidos por Alexandre de Moraes em face da lei brasileira”, como cita a primeira publicação da página.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Bloqueio do X por 39 dias no Brasil, deixando os residentes do país sem acesso à rede social, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil, caso utilizassem VPN ou outras tecnologias para acessar a plataforma.</p>
<p>Organizações, figuras públicas, criadores de conteúdo e influenciadores digitais ficaram prejudicados, já que a plataforma é uma das principais mídias utilizadas para comunicação e divulgação de conteúdo.</p>
<p>Migração de usuários para outras redes sociais, como Bluesky e Threads.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p><strong> </strong>Nos casos de organizações que atuem de forma internacional, considerar e respeitar a legislação dos países e as decisões judiciais em suas atividades e cumpri-las.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Animais mortos em loja da Cobasi durante inundação em Porto Alegre</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/animais-mortos-em-loja-da-cobasi-durante-inundacao-em-porto-alegre</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:46:27 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=638</guid>
						<description><![CDATA[Em maio de 2024, durante as fortes chuvas que atingiram o estado do Rio Grande do Sul (RS), duas lojas da Cobasi, em Porto Alegre, foram inundadas. Uma unidade se localizava no shopping Praia de Belas, e a outra no bairro São Geraldo. Esse acontecimento resultou na morte de 175 animais, de acordo com a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Em maio de 2024, durante as fortes chuvas que atingiram o estado do Rio Grande do Sul (RS), duas lojas da Cobasi, em Porto Alegre, foram inundadas. Uma unidade se localizava no shopping Praia de Belas, e a outra no bairro São Geraldo. Esse acontecimento resultou na morte de 175 animais, de acordo com a Polícia Civil, porém, apenas 38 carcaças foram encontradas, incluindo peixes, aves e roedores. A Defensoria Pública do Estado do RS iniciou uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a empresa. Já a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o acontecido, e indiciou a Cobasi por crime ambiental. A empresa foi proibida, pelo Tribunal de Justiça do RS, de comercializar animais em shopping centers no Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Inundação da loja da Cobasi no subsolo do shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, que levou à morte dos animais que estavam na unidade.</p>
<p>Inundação da loja da Cobasi no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. Voluntários se deslocaram até à loja depois de uma denúncia de que os animais permaneciam na unidade desde o início da inundação. Os animais foram resgatados e transportados para outra loja, porém alguns morreram por terem ficado isolados por dias.</p>
<p> </p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>No dia 19 de maio de 2024, o Corpo de Bombeiros, a Delegacia do Meio Ambiente e a ONG Princípio Animal visitaram a loja do shopping Praia de Belas, para encontrar possíveis animais vivos e fotografar a unidade, mas não conseguiram ver nenhum animal.</p>
<p>No dia 23 de maio de 2024, a Polícia Civil realizou uma vistoria na loja do shopping Praia de Belas, encontrando 38 carcaças de peixes, aves e roedores. Na mesma ocasião, também foi percebido o fato de que CPUs utilizados para pagamento, que estavam no subsolo, foram transportados até o mezanino da unidade, que não foi alagado.</p>
<p>Em 31 de maio de 2024, a Defensoria Pública do Estado (DPE) do Rio Grande do Sul iniciou uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a Cobasi, solicitando a proibição da venda de animais por parte da empresa e que não sejam utilizadas gaiolas presas em locais sujeitos a inundações.</p>
<p>A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o ocorrido e indiciou a Cobasi por crime ambiental, além de responsabilizar sete funcionárias da empresa por omissão diante do ocorrido.</p>
<p>A Cobasi celebrou um acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), no qual deve fornecer 500 casinhas plásticas, coleiras e potes, além de doar ração, durante um ano, para um abrigo da prefeitura de Porto Alegre. A Cobasi também deve elaborar um plano de contingência a fim de prevenir novos acidentes, incluindo o treinamento de seus colaboradores.</p>
<p>A empresa foi proibida, pelo Tribunal de Justiça do RS, de comercializar animais em shopping centers no Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia 17 de maio, a Cobasi emitiu uma nota dizendo que a loja Cobasi Praia de Belas foi deixada, emergencialmente, cumprindo as instruções das autoridades locais. De acordo com a empresa, a segurança dos animais foi garantida, além do essencial para a sobrevivência deles, até o retorno dos funcionários. Porém, a tragédia foi sem precedentes, e os animais morreram.</p>
<p>Já no dia 23 de maio, a empresa publicou uma nova nota, desmentindo o fato de que as CPUs foram salvas em detrimento da vida dos animais que estavam na loja. Segundo a Cobasi, tudo foi posto a mais de um metro de altura, mas a água, na noite de 04 de maio e na madrugada de 05 de maio, chegou aos 3,5 metros de altura. Somente 4 CPUs dos checkouts da loja foram transportadas ao andar superior, pois estavam a 20 centímetros do chão.</p>
<p>No dia 7 de junho, a Cobasi publicou uma nova nota para “contar a sua versão dos fatos”, alegando que as decisões foram feitas para proteger a vida dos animais e dos funcionários da loja. Na nota, a empresa apresenta diversos registros que mostram circulares do shopping Praia de Belas e mensagens de funcionários e gerentes do shopping, além de fotos da situação da unidade e de barreiras de sacos de areia postas na entrada da loja. Assim, a empresa buscou se defender e justificar suas ações diante do ocorrido, e ao fim da nota, lamentou o ocorrido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos:</strong></p>
<p>Morte de 175 animais, incluindo peixes, roedores e aves.</p>
<p>Imagem e reputação da empresa prejudicada e perda de clientes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Evacuação completa da loja em situações de emergência, incluindo animais.</p>
<p>Elaboração de plano de contingência para prevenir novos acidentes.</p>
<p>Treinamento para trabalhadores.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A morte do cachorro Joca em um voo da GOLLOG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/a-morte-do-cachorro-joca-em-um-voo-da-gollog</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:44:54 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=637</guid>
						<description><![CDATA[No dia 22 de abril de 2024, o cachorro Joca, um Golden Retriever de 5 anos, morreu enquanto era transportado pela GOLLOG, empresa de cargas da companhia aérea Gol. O cão saiu de Guarulhos, São Paulo, e deveria ter sido transportado até Sinop, no Mato Grosso, onde encontraria seu tutor, mas foi posto em um [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 22 de abril de 2024, o cachorro Joca, um Golden Retriever de 5 anos, morreu enquanto era transportado pela GOLLOG, empresa de cargas da companhia aérea Gol. O cão saiu de Guarulhos, São Paulo, e deveria ter sido transportado até Sinop, no Mato Grosso, onde encontraria seu tutor, mas foi posto em um voo para Fortaleza, Ceará. Por isso, teve que ser levado novamente até Guarulhos, mas já estava sem vida quando seu tutor o recebeu. Joca fez quase 8 horas de voo, e de acordo com o tutor, o veterinário atestou que o cão suportaria uma viagem de duas horas e meia. Segundo inquérito da Polícia Civil de Guarulhos, Joca morreu no avião que ia para São Paulo. O laudo necroscópico indicou que o cão morreu por choque cardiogênico. Em outubro do mesmo ano, a Justiça de São Paulo arquivou o inquérito que investigava o caso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Erro no embarque aéreo do cão Joca, que deveria ter sido transportado de Guarulhos, São Paulo, até Sinop, Mato Grosso, mas foi colocado em um voo para Fortaleza, Ceará. Em seguida, o cão foi levado novamente até Guarulhos, mas já estava morto quando seu tutor o recebeu.</p>
<p> </p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>No dia 23 de abril de 2024, Silvio Costa Silva, ministro dos Portos e Aeroportos, afirmou que a pasta iria apurar o caso, juntamente com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a fim de desvendar as circunstâncias da morte de Joca.</p>
<p>Em 6 de maio de 2024, a Defensoria Pública de Mato Grosso (DPEMT) ajuizou uma ação civil pública contra a empresa e seus proprietários, em R$ 10 milhões, por danos morais coletivos. O autor, o Defensor Público Willian Camargo Zuqueti, exigiu a suspensão, por tempo indeterminado, do transporte de animais pela Gollog, até que a companhia expusesse à Justiça um relatório da falha que culminou na morte de Joca, bem como o protocolo de segurança a ser aplicado caso ocorra o retorno das atividades.</p>
<p>Em inquérito, a Polícia Civil de Guarulhos concluiu que Joca morreu no avião que ia para São Paulo, e que aconteceu erro efetivo no embarque do cão em uma caixa de transportes lacrada.</p>
<p>Em outubro de 2024, a Justiça de São Paulo decidiu arquivar o inquérito policial que investigava o caso, a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que disse que não haviam elementos o bastante para uma denúncia de maus-tratos. O juiz do caso afirmou que não haviam elementos aptos que constatassem maus-tratos e o sofrimento do animal. Mais tarde, a defesa do tutor de Joca solicitou a reabertura do inquérito.</p>
<p> </p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia 23 de abril de 2024, a Gol publicou uma nota lamentando o ocorrido, solidarizando-se com o sofrimento do tutor do cão e de seus familiares e dizendo que estava fornecendo todo o apoio necessário a eles. De acordo com a Gol, uma falha operacional fez com que Joca fosse embarcado para Fortaleza, e o levantamento dos detalhes do acontecimento estava sendo direcionado prioritariamente pela sua equipe. A empresa ainda informou que havia suspendido a venda do serviço de transporte de cães e gatos no porão de aviões, por 30 dias, a fim de empenhar-se na conclusão da investigação do ocorrido.</p>
<p> </p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>Morte do cão Joca, por choque cardiogênico, de acordo com laudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Imagem e reputação da empresa Gol afetada diante de manifestações e ameaças de boicote. O ocorrido gerou diversos protestos em defesa dos direitos dos animais e de seus tutores. A família acusou a companhia de negligência.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aprendizados e legados</strong></p>
<p>No dia 30 de outubro de 2024, o Governo Federal anunciou um conjunto de diretrizes, a fim de fazer com que o transporte de animais em voos comerciais se torne mais seguro, chamado de Plano de Transporte Aéreo de Animais (Pata). Os principais aspectos do programa são: a assistência veterinária em aeroportos, a rastreabilidade dos animais enquanto transportados, a comunicação direta com os tutores e a padronização dos procedimentos de transporte, visando a segurança e o bem-estar dos animais. Porém, a portaria que instituiu o programa não tem caráter obrigatório.</p>
<p>Criação de protocolos, guias e treinamentos voltados para a segurança, o bem-estar e o transporte correto de animais, a serem realizados com os funcionários das companhias aéreas.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fã morre em show de Taylor Swift organizado pela produtora T4F</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/fa-morre-em-show-de-taylor-swift-organizado-pela-produtora-t4f</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:42:37 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[No dia 17 de novembro de 2023, Ana Clara Benevides, de 23 anos, morreu depois de passar mal em um show da cantora Taylor Swift, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo laudo, Ana teve uma exaustão térmica provocada pelo calor. No dia do show, a temperatura na capital do RJ chegou aos 39,1°C, e fãs [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No dia 17 de novembro de 2023, Ana Clara Benevides, de 23 anos, morreu depois de passar mal em um show da cantora Taylor Swift, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo laudo, Ana teve uma exaustão térmica provocada pelo calor. No dia do show, a temperatura na capital do RJ chegou aos 39,1°C, e fãs relataram que foram proibidos de entrar no evento com garrafas de água. A apresentação era organizada pela empresa Time for Fun (T4F), que disse que a estudante foi prontamente atendida pelos socorristas e transportada até o hospital. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Ana chegou em parada cardiorrespiratória ao Hospital Municipal Salgado Filho às 20h50 e, apesar das manobras de reanimação, a garota não resistiu.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p>Proibição de entrada do público com garrafa de água para hidratação.</p>
<p>Exposição do público ao calor difuso e exposição indireta do calor solar.</p>
<p>Exaustão térmica com quadro de choque cardiovascular e comprometimento grave dos pulmões, evoluindo para morte súbita.</p>
<p>Hemorragia alveolar e paralisação de diversos órgãos diante da exposição difusa ao calor.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p>A Polícia Civil do Rio de Janeiro ordenou que o corpo fosse encaminhado para o Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IMLAP), a fim de efetuar exames de perícia e clarificar as causas da morte.</p>
<p>Flávio Dino, na época ministro da Justiça e Segurança Pública, determinou uma apuração para verificar o acesso à água potável no show.</p>
<p>A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito a fim de investigar a possibilidade de responsabilidade da T4F na morte de Ana. A Delegacia do Consumidor (Decon) desejava constatar se houve “crime de perigo para a vida ou saúde”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>No dia seguinte ao ocorrido, a T4F publicou uma nota informando o falecimento de Ana, declarando que ela foi prontamente atendida por brigadistas e paramédicos, dirigida ao posto médico do Estádio Nilton Santos para os primeiros socorros, e depois transportada até o Hospital Salgado Filho. A empresa expressou seus sentimentos aos familiares e amigos da jovem.</p>
<p>A cantora Taylor Swift também emitiu uma nota na madrugada do dia seguinte, lamentando o falecimento de Ana e afirmando que havia recebido poucas informações acerca do ocorrido. A cantora ainda disse que sofre profundamente com a perda da garota, e que não seria capaz de se pronunciar sobre o assunto no palco.</p>
<p>Em outra nota, a T4F afirmou que cumpriu as melhores práticas de organização de eventos, envolvendo as exigências de autoridades, que forneceu milhares de copos de água e que liberou a entrada com copos de água descartáveis no dia do show. A empresa lamentou novamente o ocorrido, e defendeu que, em seus mais de 40 anos de atividade, nunca registrou um episódio trágico como esse.</p>
<p>No dia 23 de novembro de 2023, o CEO da T4F, Serafim Abreu, se pronunciou por meio de um vídeo, no qual reconheceu medidas alternativas que poderiam ter sido tomadas no show, como a formação de locais de sombra na parte externa, a ênfase na autorização da entrada com copos de água descartáveis e a mudança no horário das apresentações. O CEO alegou que o ocorrido os fez inserir novas práticas em eventos em dias de calor extremo, e expressou seus sentimentos à família de Ana.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos</strong></p>
<p>O acontecimento prejudicou a imagem da cantora Taylor Swift e do T4F, por conta de seus posicionamentos tardios ou insuficientes diante do ocorrido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados</strong></p>
<p>Reagendar shows e apresentações em situações que coloquem o público em risco, a exemplo de dias com temperaturas elevadas.</p>
<p>Oferecer ventilação, proteção ao sol e estrutura de fornecimento de bebidas adequados à demanda e lotação dos eventos.</p>
<p>Após o ocorrido, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ordenou que o Chefe Executivo de Operações da cidade demandasse providências com a produção das apresentações, incluindo o acréscimo de ambulâncias, de brigadistas e de pontos de distribuição de água, além da antecipação da entrada em 1 hora e da ocupação do anel de circulação, a fim de afastar o público do sol.</p>
<p>Após o caso, Flávio Dino comunicou que, a partir do dia 18 de novembro de 2023, por decisão da Secretaria do Consumidor do Ministério da Justiça, as empresas deveriam disponibilizar água potável gratuitamente, em ilhas de hidratação acessíveis, em eventos de alta exposição ao calor. Além disso, a entrada com garrafas de água em espetáculos passaria a ser liberada.</p>
<p>Em 23 de novembro de 2023, a T4F emitiu uma nota, alegando que havia reavaliado suas práticas e protocolos para adotar os aprendizados com o fato, voltados para os eventos em temperaturas extremas, tais como: oferecimento de novos locais de sombra no interior e exterior do estádio, estabelecimento de novas ilhas de distribuição de água gratuita e o início das apresentações em horários com temperaturas mais amenas.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA) publica sessão especial sobre Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/10/revista-desenvolvimento-e-meio-ambiente-dma-publica-sessao-especial-sobre-comunicacao-de-riscos-e-desastres-socioambientais</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:13:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[A edição 67 da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMADE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresenta uma sessão especial dedicada a pesquisas sobre Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais.   Editado pelas professoras Eloisa Beling Loose (UFRGS) e Luciana R. Londe (Cemaden), o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright size-full wp-image-634" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/cover_issue_3949_pt_BR-1-e1781114965851.png" alt="" width="500" height="604" />A edição 67 da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMADE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresenta uma sessão especial dedicada a pesquisas sobre <strong>Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais</strong>.</p>
<pre> </pre>
<p>Editado pelas professoras Eloisa Beling Loose (UFRGS) e Luciana R. Londe (Cemaden), o dossiê tem como propósito reunir e estimular os estudos orientados para a comunicação de riscos e desastres, especialmente sob a compreensão de que são permeados por relações entre sociedade e natureza.</p>
<pre> </pre>
<p>A edição teve a participação de autores de todas as regiões brasileiras e de outros países (Chile, Argentina, Espanha e Estados Unidos), contando com diversas vozes a fim de debater a comunicação de riscos de forma multidisciplinar. <strong>Os artigos e relatos de experiências publicados revelam interfaces com capacidades organizacionais, saúde, percepção de riscos, discussão de nomenclaturas, povos tradicionais, educação ambiental climática, entre outros temas</strong>.</p>
<p> </p>
<p>Para Loose e Londe, “este dossiê reúne, em certa medida, um diagnóstico do caráter multifacetado e em desenvolvimento dos estudos orientados para melhor comunicar riscos e desastres. Essa variedade de olhares é um convite que as editoras estendem a todos os leitores interessados para que conheçam mais sobre os desafios e as potencialidades da área”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acesse a edição especial <a href="https://revistas.ufpr.br/made/issue/view/3949">aqui</a>.</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seminário Internacional na PUCRS inova ao reunir pesquisadores, comunidades e gestores públicos em torno do tema da Comunicação de Risco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/02/seminario-internacional-na-pucrs-inova-ao-reunir-pesquisadores-comunidades-e-gestores-publicos-em-torno-do-tema-da-comunicacao-de-risco</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:37:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=630</guid>
						<description><![CDATA[Com o tema Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos, o evento reuniu pesquisadores nacionais e internacionais, estudantes, autoridades, e lideranças e moradores de territórios de Porto Alegre atingidos pelas inundações de 2024.   O Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PPGCom/PUCRS) realizou, entre os dias 26 e 28 de maio, o 1º Seminário Internacional [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em><img class="alignright size-full wp-image-609" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/1776951093069-e1777898371420.jpg" alt="" width="580" height="225" />Com o tema </em><em>Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos, o evento reuniu pesquisadores nacionais e internacionais, estudantes, autoridades, e lideranças e moradores de territórios de Porto Alegre atingidos pelas inundações de 2024.</em></p>
<p> </p>
<p>O Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PPGCom/PUCRS) realizou, entre os dias 26 e 28 de maio, o 1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais, docentes, estudantes, lideranças comunitárias, moradores do bairro Sarandi e autoridades para debater o papel estratégico da comunicação no enfrentamento de eventos extremos. Com o tema <em>Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos</em>, o encontro propôs ampliar o diálogo entre academia e sociedade, apontando caminhos para o fortalecimento da prevenção e da resposta a desastres.</p>
<p> </p>
<h3>"É possível e necessário que a pesquisa acadêmica ultrapasse os muros das universidades para criar soluções junto às comunidades."</h3>
<p> </p>
<p>Para a decana da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da PUCRS, professora Rosângela Florczak, o Seminário nasceu da vontade de ampliar o debate sobre comunicação e construir metodologias que articulem a ética do cuidado na gestão de riscos. "Foi um momento muito importante, foi o ápice de uma parceria que já vem sendo desenvolvida há quase dois anos com a comunidade do Bairro Sarandi, em Porto Alegre. Ao longo desse tempo, percebemos que é possível e necessário que a pesquisa acadêmica ultrapasse os muros das universidades para criar soluções junto às comunidades”,  destacou Rosângela, que também coordena o Grupo Cuidar_Com.</p>
<p> </p>
<p>A abertura foi marcada pela presença da pesquisadora Norma Valêncio (UFSCar), referência em Sociologia dos Desastres, que abordou as vulnerabilidades socioambientais e as desigualdades e injustiças reveladas em contextos de crise. Na sequência, o pesquisador e fundador da Hopeful, startup que trabalha com educação em desastres, Abner Willian Quintino de Freitas, e a professora Maria Isabel Bellini (PUCRS) trouxeram reflexões sobre gestão de riscos, calamidades e organização comunitária diante de eventos extremos nos estados do Rio Grande do Sul e do Amazonas.</p>
<p> </p>
<p>O segundo dia aprofundou os debates com uma perspectiva internacional e interdisciplinar. A filósofa Fabienne Brugère, professora da Université Paris 8 e uma das principais pensadoras  sobre ética do cuidado, articulou o cuidado como categoria de resposta a catástrofes. A pesquisadora Cora Quinteros (UTFPR), integrante de redes internacionais ligadas à ONU para redução de riscos, apresentou reflexões sobre comunicação pública do clima, tema de sua tese premiada pela USP em 2024. Já a fotógrafa investigativa e pesquisadora Julia Pontés (Universidade do Tennessee) trouxe ao debate a estética dos desastres e a política do olhar diante do colapso ambiental.</p>
<p> </p>
<p>Também participou do segundo dia de evento a professora Karla Palma (Universidad de Chile), pesquisadora associada ao Centro de Investigación Interdisciplinaria en Riesgo, Resiliencia y Recuperación ante Desastres (CIGIDEN) e especialista na intersecção entre comunicação, natureza e comunidades em zonas de risco, em painel que teve mediação da professora Eloisa Loose (UFRGS). Para Karla, a raridade de um espaço como este evidencia sua relevância: "É fundamental para poder encontrar outros pesquisadores que trabalham sobre a comunicação de risco. Porque não é usual que esse tema  seja o centro do debate."</p>
<p> </p>
<h3>O conhecimento produzido nas comunidades afetadas é parte indispensável de qualquer estratégia efetiva de proteção coletiva.</h3>
<p> </p>
<p>O seminário ainda reservou espaço para as vozes que viveram o evento extremo de 2024 de perto. O painel <em>Saberes Locais para Proteção Coletiva </em>reuniu lideranças comunitárias em torno de experiências de enfrentamento e organização territorial. Participaram do painel a Bia da Ilha, representante da comunidade da Ilha da Pintada, João Rocha, gestor da Fundação Pão dos Pobres, e o professor Paulo Sérgio da Silva, vice-diretor da EMEB Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha. O debate evidenciou que o conhecimento produzido nas comunidades afetadas é parte indispensável de qualquer estratégia efetiva de proteção coletiva.</p>
<p> </p>
<p>À noite, a programação incluiu ainda três oficinas voltadas para alunos da Escola Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha, ministradas pelas palestrantes. Com duração de uma hora e meia cada, os encontros promoveram uma reflexão sobre como a perspectiva do cuidado pode atravessar as experiências pedagógicas e organizacionais e os modos de acolhimento em sala de aula.</p>
<p> </p>
<p>No terceiro e último dia, o seminário saiu do campus da PUCRS e levou os debates ao bairro Sarandi. A primeira parada foi a Escola Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha, parceira do evento e situada em uma das regiões afetadas pelas inundações de 2024. A mudança de espaço traduziu, na prática, um dos princípios centrais do encontro: aproximar a produção acadêmica das comunidades e buscar cocriar soluções em articulação com diferentes atores. "É necessário que a gente construa coletivamente nossa memória, que a gente dialogue sobre as possibilidades, que a gente compreenda a importância dessa articulação em rede", destacou o vice-diretor Paulo.</p>
<p> </p>
<p>A segunda parada foi no Quilombo dos Machado. O líder comunitário Rogério Machado, o Jamaica, recebeu pesquisadores. Lembrando a história do território, uma das maiores comunidades quilombolas do Brasil em número de pessoas, com 1.623 moradores distribuídos em 243 famílias e mais de 75 anos de existência, Jamaica contou sobre o protagonismo do Quilombo durante as enchentes de 2024: "Fomos o primeiro movimento social de todo o Sarandi a fazer esse trabalho. Fomos os primeiros a começar e os últimos a sair", afirma.</p>
<p> </p>
<h3>"O microfone trocou de mãos. Ele saiu da academia e foi para a comunidade".</h3>
<p> </p>
<p>A professora Rosângela Florczak sintetizou o impacto social da iniciativa: "O microfone trocou de mãos. Ele saiu da academia e foi para a comunidade". Esse impacto se fez sentir também entre os jovens presentes. A estudante Francine, 15 anos, que viveu de perto as inundações no bairro Sarandi, destacou: "O que mais me marcou foi quando a palestrante francesa nomeou de catástrofe o evento que teve aqui em Porto Alegre. Eu posso falar com convicção, porque na minha rua, eu e minha mãe ajudamos várias pessoas a evacuarem de suas casas."</p>
<p>O evento foi uma iniciativa do do Grupo de Pesquisa Cuidar_Com, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da PUCRS, em parceria com a Escola Municipal de Educação Básica Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha e a Cátedra Fulbright da PUCRS, com apoio da CAPES, FAPERGS e SECOM/RS.</p>
<p> </p>
<h3><img class="alignright size-full wp-image-631" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-01-at-17.38.53-e1780403687865.jpeg" alt="" width="500" height="333" /><strong>Manifesto público</strong></h3>
<p> </p>
<p>Após as discussões e atividades, ao final do evento, foi lançado um manifesto público reiterando o papel da cultura do cuidado como norteadora da comunicação de risco enquanto política pública. Leia abaixo na íntegra: </p>
<p><em>"Comunicação de risco é cuidado. É cuidado com as pessoas, suas vidas, vulnerabilidades, realidades, histórias, pertencimentos, sonhos. É dignidade.</em></p>
<p><em>Comunicação de risco não é a ferramenta, é a própria estratégia de sobrevivência.</em></p>
<p><em>Ao poder público propomos a escuta sensível, a disponibilidade legítima de dialogar com vozes historicamente silenciadas e que são ao mesmo tempo protagonistas de sua história, e da história que precisamos construir juntos.</em></p>
<p><em>As soluções não são dadas, mas podem ser construídas. Para isso, as relações de confiança entre governos e sociedade precisam ser resgatadas, reconstruídas, fortalecidas. Confiança não é infraestrutura. Se o investimento financeiro é um pressuposto, o seu sentido só se realiza quando conecto com aquilo que é humano, sensível, relacional. O cuidado que vislumbramos se dá na relação horizontal, coletiva, diversa. Isso é urgente. </em></p>
<p><em>O conhecimento acadêmico precisa descer do pedestal. Compreender a realidade é caminhar ao lado de saberes locais. É no diálogo com os saberes ancestrais, tradicionais e comunitários que acontece a transformação social. Precisamos sair da comodidade de descrever e analisar a realidade do outro sem estabelecer a relação com o outro.</em></p>
<p><em>É crucial respeitar e construir caminhos com as comunidades locais, compreendendo o sentido dado ao risco pela experiência de cada território. A academia deve colaborar com esse processo e ser auto vigilante em seu suposto lugar de poder.</em></p>
<p><em>A comunicação de risco se realiza na cocriação, na troca, em rede. Na potência dessa união entre escola e universidade. No cuidado mútuo e coletivo.</em></p>
<p><em>A humanidade persiste e resiste no vínculo. Vínculo não é o cuidado para, é o cuidado com. Esse é o sentido que propomos para a comunicação de risco.</em></p>
<p><em>Uma comunicação que valoriza a experiência social aliada ao conhecimento técnico, e que prioriza a prevenção e não só o alerta. Uma informação que de fato comunique o que fazer e como agir.</em></p>
<p><em>A comunicação que cuida não enxerga a vulnerabilidade como uma relação hierárquica de poder.</em></p>
<p><em>O desastre de maio de 2024 permanece na memória das pessoas, no cotidiano das casas e das ruas. Muitos daqueles que sofreram e sofrem invisibilizados ainda buscam ser vistos, mesmo que algumas marcas sejam invisíveis.</em></p>
<p><em>Há mesmo toda essa resiliência esperançosa?</em></p>
<p><em>E os gatilhos de um próximo evento extremo já estão sendo acionados. Estamos preparados?</em></p>
<p><em>Acreditamos que é possível cocriar estratégias de comunicação e proteção coletiva. Esse é o propósito do Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, realizado pelo Grupo Cuidar_Com junto ao Seminário de Movimentos Sociais da Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha. </em></p>
<p><em>Os encontros destes três dias foram o ponto de partida em direção a cultura do cuidado que desejamos, como norteadora da comunicação de risco enquanto política pública nesse mundo tão complexo e desafiador, em que precisamos resistir e re-existir, cuidando uns dos outros".</em></p>
<p>Bairro Sarandi –  Porto Alegre (RS), 27 de maio de 2026.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da Resiliência à Antifragilidade nas Crises</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/29/da-resiliencia-a-antifragilidade-nas-crises</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:44:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=628</guid>
						<description><![CDATA[Por Ana Flavia Bello (CEO da Cosafe Latam, Mestra em Administração Estratégica pela PUC/PR)   Vivemos globalmente um contexto de “policrises”, com cenários diversos em choque: desastres climáticos, crimes cibernéticos, tensões geopolíticas, guerras, gerando crises reputacionais, informacionais, rupturas de cadeias produtivas, entre outros impactos. Hoje em dia, as crises não só acontecem com maior frequência, como também [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Ana Flavia Bello</strong> (CEO da Cosafe Latam, Mestra em Administração Estratégica pela PUC/PR)</p>
<p> </p>
<p>Vivemos globalmente um contexto de “policrises”, com cenários diversos em choque: desastres climáticos, crimes cibernéticos, tensões geopolíticas, guerras, gerando crises reputacionais, informacionais, rupturas de cadeias produtivas, entre outros impactos.</p>
<p>Hoje em dia, as crises não só acontecem com maior frequência, como também escalam em uma velocidade exponencial! Em minutos, uma falha operacional, um vídeo feito por IA ou um post fake que viraliza, podem desencadear impactos reputacionais globais e a longo prazo.</p>
<p>Diante da complexidade e velocidade das transformações mundiais, <strong>ser resiliente já não basta. </strong></p>
<p>Segundo Nassim Nicholas Taleb, em seu livro “Antifrágil – Coisas que se beneficiam com o caos”, existem sistemas que não apenas resistem aos desarranjos, mas melhoram por causa deles.</p>
<p> </p>
<h4><strong>O que significa ser antifrágil?</strong></h4>
<p> </p>
<p>Enquanto o frágil quebra sob pressão e o resiliente tem a habilidade de, após a pressão, retornar ao estado anterior, o antifrágil tem o diferencial de <strong>evoluir diante do ocorrido.</strong></p>
<p>É possível fazer um paralelo desta ideia com a própria vida na Terra, como maior exemplo de antifragilidade natural: extinções em massa, mudanças climáticas e eventos extremos não destruíram a vida como sistema. Eliminaram o que era frágil e não ajustado, e abriram espaço para novas formas de adaptação e evolução, aumentando a diversidade e a complexidade ao longo do tempo. <strong>A vida, portanto, evoluiu por meio da desordem, não apesar dela.</strong></p>
<p>Trazendo o tema para a gestão, o erro seria tratar organizações complexas como máquinas, quando na verdade funcionam mais como organismos. No ambiente corporativo, isso significa abandonar a ideia de controle absoluto e aceitar a incerteza como parte estrutural da operação e do negócio. E mais do que isso: <strong>entender as (inevitáveis) crises como oportunidade de aprendizado para crescimento!</strong></p>
<p>As organizações consideradas antifrágeis entendem que pequenos erros, falhas controladas e simulações são essenciais para desenvolver “musculatura” diante do inesperado. É por isso que propor treinamentos periódicos, que formulam cenários próximos da realidade, envolvendo todos os times necessários, são essenciais para criar essa cultura.</p>
<p>A tolerância ao erro também é muito importante. Empresas que tentam eliminar qualquer erro, acabam se tornando limitadas (sem espaço para criatividade e inovação) e frágeis.</p>
<p><strong>Na prática, isso exige:</strong></p>
<ul>
<li>Instituir uma cultura de reporte, com abertura e flexibilidade;</li>
<li>Conceder autonomia para as equipes;</li>
<li>Expor-se controladamente ao risco;</li>
<li>Realizar simulados frequentes;</li>
<li>Fazer estruturadas análises pós-crise, para captação e aplicação de Lições Aprendidas;</li>
<li>Descentralizar a tomada de decisão;</li>
<li>Adaptar-se constantemente.</li>
</ul>
<p>Com isso, a lógica muda: enquanto <strong>o resiliente corrige os erros para retornar à normalidade, o antifrágil aprende e evolui.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>O problema da falsa previsibilidade e os impactos do uso da IA </strong></h4>
<p> </p>
<p>Outro ponto crítico é a ilusão de controle criada pela tentativa obsessiva de prever o futuro. Isso cria uma falsa sensação de controle e leva à negligência na preparação organizacional. <strong>O antifrágil aceita a incerteza como parte estrutural do sistema.</strong></p>
<p>Pequenos eventos podem gerar consequências sistêmicas! Por isso, organizações antifrágeis não concentram esforços em prever crises, mas em preparar-se para o improvável (e extremo), para o pior cenário, em reduzir vulnerabilidades estruturais, criar diferentes caminhos de contenção, resposta e restabelecimento.</p>
<p>Com a rápida expansão do uso de IA, os riscos desconhecidos crescem, a dinâmica das crises torna-se ainda mais acelerada, intensa e refinada.</p>
<p>Por outro lado, se a organização domina o uso de IA se beneficia da tecnologia ao implantar rastreamentos e monitoramentos inteligentes e avançados, em tempo real, detectar padrões e sinais precocemente, simular diferentes cenários e adaptar muito rapidamente a comunicação de crise e as respostas.</p>
<p>Assim pode-se imaginar que <em>“<strong>Não é a tecnologia que vai definir o futuro, mas as escolhas humanas diante do inesperado.”</strong></em></p>
<p> </p>
<h4><strong>Comunicação de crise: confiança e legitimidade</strong></h4>
<p> </p>
<p>Neste mundo novo a Comunicação também precisa ser antifrágil.</p>
<p>O estudo Edelman Trust Barometer de 2026 mostrou que vivemos uma época de insularidade, caracterizada por uma crise de confiança que faz com que as pessoas se isolem cada vez mais e só se sintam seguros entre aqueles que refletem suas próprias visões.</p>
<p>Como então ser antifrágil, usando uma crise a favor de sua imagem, sem ser ou parecer oportunista? O erro mais comum é tentar “capitalizar” a crise rapidamente, o que destrói a confiança. Quando há dor, impacto social ou perda de credibilidade, qualquer tentativa prematura de transformar a crise em narrativa positiva possivelmente soará oportunista perante os públicos de interesse.</p>
<p>A lógica antifrágil na comunicação de crises pressupõe uma resposta tão consistente e ancorada em ações concretas e relevantes, que o fortalecimento da imagem se torna consequência. Portanto, o fortalecimento da reputação não deve ser declarado, mas percebido ao longo do tempo.</p>
<p><strong>Antes de qualquer posicionamento institucional, a organização precisa:</strong></p>
<ol>
<li>reconhecer o problema com transparência;</li>
<li>assumir responsabilidades, quando aplicável;</li>
<li>proteger pessoas, antes da marca e dos outros ativos;</li>
<li>agir concretamente, e não só comunicar;</li>
<li>só então comunicar aprendizados e mudanças reais.</li>
</ol>
<p> </p>
<p>Reputação não se reconstrói apenas com discurso. A confiança cresce quando os públicos percebem evidências consistentes de evolução. É fundamental, portanto, a criação de um novo modelo mental para a Gestão de Crises. Se até então o foco estava em prever, controlar, evitar e conter. Hoje, o novo paradigma exige preparar, absorver, adaptar e evoluir.</p>
<h4> </h4>
<h4><strong><span style="color: #000000">Pergunta: Conseguiremos ser antifrágeis diante das próximas crises?</span></strong></h4>
<h4> </h4>
<p>_______</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>EDELMAN. <strong>Edelman Trust Barometer 2026</strong>. 26ª edição. [S.l.]: Edelman, 2026. Disponível em: https://www.edelman.com/trust/2026-trust-barometer. Acesso em: 29 maio 2026.</p>
<p>TALEB, Nassim Nicholas. <strong>Antifrágil</strong>: coisas que se beneficiam com o caos. Tradução de Renato Marques. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020. 616 p. ISBN 978-85-470-0108-7.</p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A bolsa da Dior e a crise do luxo: Quando o bastidor contradiz a vitrine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/29/a-bolsa-da-dior-e-a-crise-do-luxo-quando-o-bastidor-contradiz-a-vitrine</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:09:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=627</guid>
						<description><![CDATA[Por Bianca Persici Toniolo  (Doutora em Ciências da Comunicação, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom)   A crise envolvendo a Dior Korea não é apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. É um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confiança e controle [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Bianca Persici Toniolo</strong>  (Doutora em Ciências da Comunicação, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom)</p>
<p> </p>
<p>A crise envolvendo a Dior Korea não é apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. É um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confiança e controle artesanal, mas é percebida como tendo operado com opacidade. Segundo o <em><a href="http://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729">Korea JoongAng Daily</a></em>, a Christian Dior Couture Korea enfrenta uma queixa criminal após uma cliente descobrir que a sua bolsa Dior de edição limitada teria sido reparada por uma oficina local na Coreia. Segundo a denúncia, a cliente teria sido informada de que o item seria enviado para a sede da marca em Paris. A reclamação menciona suspeitas de fraude e dano à propriedade. A cliente também reportou o caso à <em>Fair Trade Commission</em> por suposta violação da legislação de rotulagem e publicidade.</p>
<p>O detalhe mais sensível está no desencontro entre a promessa e a prática. A bolsa, comprada em 2016 por cerca de 7 milhões de won (mais de 4,5 mil dólares), foi apresentada como a única daquele modelo importada para a Coreia. Depois de oito anos de uso, algumas miçangas se soltaram. A cliente levou o produto à Dior em dezembro de 2024 e, após uma espera de aproximadamente 14 meses, recebeu a bolsa de volta em fevereiro de 2026. O problema ganhou outro significado quando a cliente viu, em março, um vídeo nas redes sociais de uma oficina coreana mostrando o reparo da peça. A própria Dior teria reconhecido que a bolsa não foi enviada a Paris, mas reparada por uma empresa terceirizada local.</p>
<p> </p>
<h3><strong style="color: revert;font-size: revert">"Uma crise não é apenas o evento em si, </strong><strong style="color: revert;font-size: revert">mas a percepção negativa construída em torno dele".</strong></h3>
<p> </p>
<p>É aqui que o episódio deixa de ser um problema operacional e se transforma em crise de comunicação. Uma crise não é apenas o evento em si, mas a percepção negativa construída em torno dele. Coombs (2010, 2022) sustenta que a crise tem natureza perceptiva, isto é, se os <em>stakeholders</em> interpretam determinada situação como crise, a organização já está em crise. Crise é uma situação de alteração, desequilíbrio e incerteza, distinta do risco porque deixa de ser uma possibilidade e passa a ser um evento concreto com potencial de ameaça à organização (Coombs &amp; Holladay, 2005; Fraustino &amp; Liu, 2017).</p>
<p>Nesse caso da Dior, o dano não está na terceirização do reparo. Terceirizar, por si só, não seria necessariamente ilegítimo. O ponto crítico é a alegação de que a cliente foi levada a acreditar que a bolsa passaria pelo circuito simbólico de Paris, pelo centro imaginário de autoridade, <em>savoir-faire</em> e autenticidade da <em>maison</em>. No mercado de luxo, Paris não é apenas uma localização geográfica, é um enquadramento de valor, um <em>frame</em>.</p>
<p>Quando uma marca diz “Paris”, ela comunica tradição exclusividade. Quando o consumidor descobre que “Paris” significava, na prática, uma oficina local terceirizada — e ainda por meio de um vídeo nas redes sociais —, o <em>frame</em> corporativo colapsa. A narrativa pretendida pela empresa, centrada em <em>expertise</em> e cuidado, passa a ser disputada pela narrativa a do engano e da quebra de confiança.</p>
<p>Esse é exatamente o tipo de disputa de enquadramentos que a teoria do <em>framing</em> ajuda a compreender. Goffman (1974) entende os <em>frames</em> como esquemas de interpretação que permitem às pessoas reconhecer “o que está acontecendo” em uma situação social. Entman (1993), por sua vez, define o enquadramento midiático como a seleção e a ênfase de certos aspectos da realidade para definir problemas, causas, julgamentos morais e soluções. No caso da Dior Korea, a empresa poderia tentar enquadrar o episódio como uma falha pontual de atendimento pós-venda. Já a cliente, a imprensa e os órgãos reguladores tendem a enquadrá-lo como uma possível violação de confiança e de direitos do consumidor.</p>
<p>A diferença entre esses enquadramentos definirá a gravidade reputacional do caso. Nijkrake, Gosselt e Gutteling (2015) mostram que empresas e mídia frequentemente disputam narrativas durante uma crise. Enquanto as organizações tendem a usar tons neutros ou positivos, a cobertura midiática costuma enfatizar responsabilidade, conflito e culpa. Mason (2019) também observa que os <em>frames</em> midiáticos podem ampliar atribuições negativas de responsabilidade e afetar a reputação organizacional. Essa lógica ajuda a explicar por que a “bolsa da Dior” deixou de ser apenas uma demanda privada de assistência técnica e passou a circular como possível caso de engano ao consumidor.</p>
<p>De acordo com a <em>Situational Crisis Communication Theory</em> (SCCT), de Coombs (2007), a atribuição de responsabilidade é decisiva para escolher a estratégia de resposta. Crises do tipo “vítima” geram baixa atribuição de responsabilidade; crises “acidentais” geram responsabilidade moderada; crises “preveníveis”, associadas a negligência ou ação intencional, produzem alta atribuição de responsabilidade (Coombs, 2007; Toniolo &amp; Gonçalves, 2020). Se a investigação confirmar que houve promessa explícita de reparo em Paris sem que esse procedimento fosse cumprido, a Dior terá dificuldade em sustentar um enquadramento de acidente operacional. O caso se aproximaria do <em>cluster</em> prevenível, no qual a resposta mais adequada envolve explicação, reparação, compensação e mudança de procedimento.</p>
<p>A tentação das marcas de luxo, diante de crises como essa, é reduzir o caso a uma exceção administrativa, mas essa estratégia é perigosa. No ambiente digital, uma exceção pode ser interpretada como sintoma. Coombs e Holladay (2012) chamam atenção para as <em>paracrises</em>, que são desafios ou erros no ambiente digital que precisam ser administrados publicamente antes que se transformem em crises completas. Valentini, Romenti e Kruckeberg (2017) e Austin, Liu e Jin (2012) também mostram que as redes sociais redefiniram o sentido de rapidez na comunicação de crise, porque permitem circulação imediata de interpretações, indignações e contranarrativas.</p>
<p> </p>
<h3><strong>"Em comunicação de crise, essa diferença é enorme. Transparência não é falar depois de ser exposto. Transparência é reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada".</strong></h3>
<p> </p>
<p>Foi justamente uma postagem em rede social que, segundo a imprensa coreana, permitiu à cliente identificar a oficina que teria reparado sua bolsa. Ou seja, a crise não foi descoberta pela transparência da marca, mas pela visibilidade acidental de um terceiro. Esse ponto é central. A Dior não perdeu o controle da narrativa apenas porque teria terceirizado um serviço. Perdeu porque a descoberta pública parece ter ocorrido fora de seus próprios canais. A informação não foi oferecida pela empresa; foi encontrada pela consumidora.</p>
<p>Em comunicação de crise, essa diferença é enorme. Transparência não é falar depois de ser exposto. Transparência é reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada. Holland, Seltzer e Kochigina (2021) mostram que a transparência aumenta a credibilidade organizacional, especialmente quando a organização é percebida como responsável pelo evento. Rudolph-Cleff et al. (2022) também destacam que a comunicação eficaz em crise deve ser aberta, honesta e rápida. No caso Dior, a percepção pública tende a ser agravada justamente porque a comunicação parece ter sido reativa, não proativa.</p>
<p>O caso também revela uma fragilidade estrutural do luxo contemporâneo. Marcas globais vendem narrativas de artesanato, tradição e excepcionalidade, mas operam em redes transnacionais complexas, com terceirizações, fornecedores, representantes locais e fluxos de pós-venda pouco visíveis ao consumidor. Essa distância entre narrativa e operação é uma zona de risco. Sádaba, Sanmiguel e Gárgoles (2019) e Khan e Richards (2021), ao discutirem crises na moda, mostram que determinados episódios deixam de ser percebidos como incidentes isolados e passam a questionar modelos produtivos inteiros, como ocorreu após o desabamento do prédio Rana Plaza (Savar, Bangladesh), em 2013, onde funcionavam diversas fábricas de <em>fast fashion</em>, matando mais de 1 mil pessoas. Na ocasião, a atenção pública se deslocou das marcas com fábricas no edifício para a opacidade da cadeia global de produção.</p>
<p>A bolsa da Dior não tem a dimensão humana ou sistêmica do Rana Plaza, evidentemente, mas aponta para a mesma vulnerabilidade comunicacional caracterizada pela opacidade da cadeia de valor. A diferença é que, aqui, a cadeia de valor não aparece na produção, mas no pós-venda. E isso é particularmente relevante para marcas de luxo. O relacionamento com o consumidor de alto padrão não termina na compra; ele se prolonga no cuidado, na manutenção, no reparo, na restauração e na promessa de permanência. Uma bolsa de edição limitada não é percebida apenas como objeto de uso; é um investimento emocional, um capital simbólico e, em alguns casos, patrimônio material.</p>
<p> </p>
<h3><strong>"A resposta esperada da Dior deveria ir além de uma nota protocolar".</strong></h3>
<p> </p>
<p>De acordo com a reportagem, a oficina de reparo também é acusada de ter deslocado elementos decorativos externos da bolsa sem autorização da cliente. Nesse ponto, o problema material e o problema simbólico se encontram, levando a cliente questionar também se a peça continua sendo aquilo que a marca prometeu que ela era. Alterar seus elementos decorativos sem consentimento — como a denúncia afirma ter ocorrido com as miçangas — representa uma interferência na autenticidade da peça.</p>
<p>Por isso, a resposta esperada da Dior deveria ir além de uma nota protocolar. Uma estratégia de reconstrução, compatível com crises de maior atribuição de responsabilidade, exigiria reconhecer claramente o que aconteceu, explicar quem decidiu pela terceirização, esclarecer se houve falha individual ou procedimento institucional, informar onde a bolsa ficou durante os 14 meses, indicar se outros consumidores foram afetados, reparar materialmente a cliente e rever publicamente as regras de autorização para reparos. Coombs (2015) classifica estratégias de reconstrução, como compensação e pedido de desculpas, como respostas adequadas quando a organização precisa reconstruir ativos reputacionais.</p>
<p>Do ponto de vista da comunicação interna, o caso também sugere uma falha de alinhamento entre promessa comercial, protocolo de atendimento e execução operacional. Políticas formais, procedimentos operacionais padrão, auditorias e monitoramento digital são instrumentos essenciais para evitar gestão fragmentada e falhas de comunicação. Se um funcionário promete Paris, mas o fluxo operacional envia a peça a uma oficina local, há pelo menos uma ruptura entre discurso e processo. E toda ruptura desse tipo, em marcas de reputação global, é uma crise em potencial.</p>
<p>O caso Dior Korea, portanto, mostra que a reputação das marcas de luxo está cada vez menos protegida pelo prestígio histórico e cada vez mais exposta à verificação pública. Um vídeo de oficina pode fazer mais pela verdade percebida do que uma campanha global cuidadosamente produzida. Em tempos de redes sociais, o bastidor também comunica. E, quando o bastidor contradiz a vitrine, a vitrine perde autoridade.</p>
<p>_______</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>An, S., &amp; Gower, K. (2009). How do the news media frame crises? A content analysis of crisis news coverage. <em>Public Relations Review, 35</em>(2), 107–112. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2009.01.010">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2009.01.010</a></p>
<p>Austin, L., Liu, B. F., &amp; Jin, Y. (2012). How audiences seek out crisis information: Exploring the social-mediated crisis communication model. <em>Journal of Applied Communication Research</em>, <em>40</em>(2), 188–207.</p>
<p>Ban, Z., &amp; Lovari, A. (2021). Rethinking crisis dynamics from the perspective of online publics: A case study of Dolce &amp; Gabbana’s China crisis. <em>Public Relations Inquiry, 10</em>(3), 311–331. <a href="https://doi.org/10.1177/2046147X211026854">https://doi.org/10.1177/2046147X211026854</a></p>
<p>Coombs, W. T. (2007). Protecting organization reputations during a crisis: The development and application of Situational Crisis Communication Theory. <em>Corporate Reputation Review, 10</em>, 163–176. <a href="https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1550049">https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1550049</a></p>
<p>Coombs, W. T. (2015). <em>Ongoing Crisis Communication: Planning, Managing, and Responding</em>. Sage.</p>
<p>Coombs, W. T., &amp;Holladay, S. (2012). The paracrisis: The challenges created by publicly managing crisis prevention, <em>Public Relations Review, 38</em>(3),  <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.04.004">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.04.004</a></p>
<p>Entman, R. M. (1993). Framing: Toward clarification of a fractured paradigm. <em>Journal of Communication, 43</em>(4), 51–58. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1460-2466.1993.tb01304.x">https://doi.org/10.1111/j.1460-2466.1993.tb01304.x</a></p>
<p>Fraustino, J. D., &amp; Liu, B. F. (2017). Toward more audience-oriented approaches to crisis communication and social media research. In L. Austin &amp; Y. Jin (Eds.), <em>Crisis communication and social media</em> (pp. 130-140). Routledge.</p>
<p>Goffman, E. (1974). <em>Frame Analysis: An Essay on the Organization of Experience</em>. Northeastern University Press.</p>
<p>Holland, D., Seltzer, T., &amp; Kochigina, A. Practicing transparency in a crisis: Examining the combined effects of crisis type, response, and message transparency on organizational perceptions, <em>Public Relations Review, 47</em>(2), 102017.  <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2021.102017">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2021.102017</a></p>
<p>Korea JoongAng Daily. (2026, 20 de maio). <em>Dior Korea faces criminal complaint over alleged outsourced repair of limited-edition handbag</em>. <a href="https://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729">https://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729</a></p>
<p>Mason, A. (2019). Media frames and crisis events: Understanding the impact on corporate reputations, responsibility attributions, and negative affect. <em>International Journal of Business Communication, 56</em>(3), 414–431. <a href="https://doi.org/10.1177/2329488416648951">https://doi.org/10.1177/2329488416648951</a></p>
<p>Nijkrake, J., Gosselt, J., &amp; Gutteling, J. (2015). Competing frames and tone in corporate communication versus media coverage during a crisis. <em>Public Relations Review, 41</em>(1), 80–88. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2014.10.010">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2014.10.010</a></p>
<p>Rudolph-Cleff, A., Knodt, M, Schulze, J, &amp; Engel, A. (2022).  Crisis communication in a blackout scenario: An assessment considering socio-spatial parameters and the vulnerabilities of the population. <em>International Journal of Disaster Risk Reduction, 72</em>, 102856. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ijdrr.2022.102856">https://doi.org/10.1016/j.ijdrr.2022.102856</a></p>
<p>Sádaba, T., Sanmiguel, P., &amp; Gárgoles, P. (2019). Communication Crisis in Fashion: From the Rana Plaza Tragedy to the Bravo Tekstil Factory Crisis. In N. Kalbaska, T. Sádaba, F. Cominelli, &amp; L. Cantoni (Eds.), <em>Fashion Communication in the Digital Age</em>. FACTUM 2019. Springer, Cham. <a href="https://doi.org/10.1007/978-3-030-15436-3_24">https://doi.org/10.1007/978-3-030-15436-3_24</a></p>
<p>Tachkova, E.R., &amp; Coombs, W.T. (2022). <em>Communicating in Extreme Crises: Lessons from the Edge.</em> Routledge. <a href="https://doi.org/10.4324/9781003094661">https://doi.org/10.4324/9781003094661</a></p>
<p>Toniolo, B. P., &amp; Gonçalves, G. (2020). Quando o emissor é a mensagem: a comunicação de Marcelo Rebelo de Sousa nos incêndios de 2017. <em>Comunicação e Sociedade</em>, 69–88. <a href="https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2020).2741">https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2020).2741</a></p>
<p>Valentini, C., Romenti, S., &amp; Kruckeberg, D. (2017). Handling crisis in social media. In L. Austin &amp; Y. Jin, <em>Social Media and Crisis Communication</em> (57-67). Routledge.</p>
<p>______</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Caso Flávio Bolsonaro ensina o que não fazer em uma crise de imagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/22/caso-flavio-bolsonaro-ensina-o-que-nao-fazer-em-uma-crise-de-imagem</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:16:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=626</guid>
						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training) O caso Flávio Bolsonaro expõe como erros básicos de gestão de crise e comunicação pública podem transformar uma controvérsia política em um processo acelerado de desgaste de imagem. Não são apenas as empresas que, muitas vezes, precisam adotar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>O caso Flávio Bolsonaro expõe como erros básicos de gestão de crise e comunicação pública podem transformar uma controvérsia política em um processo acelerado de desgaste de imagem</strong>.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não são apenas as empresas que, muitas vezes, precisam adotar estratégias claras e bem definidas de gestão de crise para preservar sua reputação e garantir a continuidade de seus negócios. Personalidades públicas — artistas, políticos, acadêmicos e influenciadores — também podem enfrentar episódios que afetam profundamente sua imagem perante a Opinião Pública.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nessas situações, é comum que a figura pública tente reduzir sua exposição midiática temporariamente, buscando diminuir a pressão e reorganizar sua comunicação. A estratégia procura criar tempo para reavaliar posicionamentos e construir respostas mais consistentes. Nem todos, porém, adotam esse caminho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esse parece ser o caso do senador Flávio Bolsonaro, do PL/RJ e pré-candidato na corrida para o Palácio do Planalto. Desde o início das revelações envolvendo o chamado “caso Master”, o parlamentar negou conhecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, vieram a público áudios divulgados pelo <em>The Intercept</em> e depois pelos demais veículos de imprensa, mostrando conversas telefônicas entre ambos sobre questões financeiras relacionadas, em tese, à produção do filme <em>Dark Horse</em>, obra inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os valores mencionados nas reportagens — superiores a R$ 135 milhões — chamaram atenção pela dimensão considerada incomum para os padrões do cinema nacional. Questionado inicialmente, o senador negou a existência da conversa e criticou o jornalista responsável pela pergunta. Mais tarde, diante da divulgação dos áudios, retornou aos microfones para tentar explicar os fatos, mas encontrou dificuldades para sustentar a narrativa inicial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sob a ótica profissional da gestão de crise, percebe-se uma sucessão de erros estratégicos elementares. Em situações de alta exposição pública, especialmente envolvendo personagens já associados a episódios controversos – rachadinhas, milicias, mansões, chocolates etc.-, torna-se indispensável a existência de uma equipe especializada em gerenciamento de crise, preparada para: antecipar cenários; mapear vulnerabilidades; produzir respostas técnicas; reduzir danos reputacionais; alinhar discurso e narrativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Antes de negar publicamente qualquer informação, o ideal seria compreender exatamente quais documentos, provas ou registros estavam em posse da imprensa. Somente depois de avaliar o alcance da revelação e definir uma linha de comunicação coerente é que deveria ocorrer o pronunciamento público.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A crise ganhou novas proporções quando o senador admitiu ter visitado Daniel Vorcaro em São Paulo após a prisão do ex-banqueiro. Segundo sua versão, o encontro teria ocorrido para encerrar relações financeiras ligadas ao projeto cinematográfico. A declaração gerou novos questionamentos públicos, especialmente sobre a necessidade de um encontro presencial com um “personagem tóxico” para a sua imagem pública, diante da existência de meios digitais formais para esse tipo de tratativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Do ponto de vista técnico, o caso revela um erro clássico de gestão de crise: respostas fragmentadas, reativas e contraditórias. Em crises reputacionais, versões alteradas sucessivamente tendem a ampliar a desconfiança da Opinião Pública e aumentar o desgaste político.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro aspecto importante envolve a ausência de centralização da comunicação entre os envolvidos no projeto. Integrantes da produção do filme inicialmente negaram vínculos financeiros com Vorcaro, mas posteriormente admitiram sua participação como investidor. Esse desencontro de versões enfraqueceu ainda mais a credibilidade dos envolvidos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em gestão de crise, uma das primeiras providências recomendadas é reunir todos os atores diretamente ligados ao episódio para levantar integralmente os fatos conhecidos, avaliar riscos futuros e construir uma estratégia única de comunicação. O objetivo não é apenas responder à imprensa, mas evitar contradições públicas que alimentem novas ondas de desgaste.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A imprensa, exercendo seu papel de fiscalização e representação do interesse público, passou então a formular uma série de questionamentos decorrentes das revelações: Qual era exatamente a relação financeira entre os envolvidos? Qual o destino dos recursos mencionados? Por que houve negativas iniciais sobre vínculos posteriormente confirmados? Qual era a estrutura financeira internacional do projeto audiovisual? Existem impactos políticos ou eleitorais decorrentes dessas relações? Em crises dessa natureza, respostas superficiais costumam ser insuficientes. A Opinião Pública tende a exigir explicações coerentes, transparentes e verificáveis.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro fator que amplia a tensão é o fato de que as investigações ainda estão em andamento, com análise de materiais eletrônicos apreendidos pelas autoridades. Em situações assim, profissionais de gestão de crise trabalham não apenas com o impacto presente, mas também com cenários futuros e possíveis novas revelações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ao final, o caso reforça uma das principais lições da comunicação de crise contemporânea: em ambientes de hiperexposição digital e cobertura jornalística contínua, improviso, negação precipitada e contradições públicas costumam amplificar o dano reputacional. Transparência estratégica, preparação prévia e alinhamento narrativo seguem sendo pilares fundamentais para qualquer figura pública que enfrente situações de elevada pressão midiática.</p>
<p>____</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sujou: a confusão da crise da Ypê</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/19/sujou-a-confusao-da-crise-da-ype</link>
				<pubDate>Tue, 19 May 2026 19:00:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Carolina Frazon Terra (Doutora em Ciências da Comunicação, Professora na USP)   Desde 7 de maio até o último dia 15, assistimos o vai-e-vem da fabricante de produtos de limpeza, Ypê, com a Anvisa. De um lado, a empresa se defendendo e dizendo que possuía laudos e certificações externas que garantiam a segurança de seus produtos. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Carolina Frazon Terra</strong> (<span class="OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none">Doutora em Ciências da Comunicação, Professora na USP</span>)</p>
<p> </p>
<p>Desde 7 de maio até o último dia 15, assistimos o vai-e-vem da fabricante de produtos de limpeza, Ypê, com a Anvisa. De um lado, a empresa se defendendo e dizendo que possuía laudos e certificações externas que garantiam a segurança de seus produtos. De outro, a Anvisa demonstrando que haviam sido constatadas bactérias em lotes com finais 1 de alguns dos vários produtos da marca.</p>
<p>Entre suspensão de fabricação, proibição de venda de produtos, centenas de matérias na imprensa e comentários nas redes sociais, quem mais saiu no prejuízo foi o consumidor e explico o porquê.</p>
[caption id="attachment_621" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-621" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-1-Noticias-sobre-Ype-1-e1779216332792.jpg" alt="" width="900" height="889" /> Fig. 1 - Notícia sobre Ypê. Fonte: Google Notícias, 18 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>Vale ressaltar, também, que muitas das pessoas acabaram por polarizar a crise, encontrando razões político-ideológicas para contestar a proibição de venda e o uso dos produtos contaminados. Houve quem bebesse detergente Ypê. Houve quem lavasse o frango na pia com o mesmo produto (não faça isso em casa!). Houve quem manifestasse apoio incondicional à marca, mesmo diante de comprovações de sujidade na fábrica de Amparo/SP, maquinários enferrujados, restos de produtos em recipientes imundos, contaminação comprovada por bactérias e assim por diante.</p>
<p>A Ypê lançou <strong>9 comunicados à imprensa e à sociedade</strong>, que podem ser vistos pelo Instagram da marca.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_622" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-622" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-2-Comunicados-Ype-Insta-1024x548.jpg" alt="" width="1024" height="548" /> Fig. 2 - Comunicados emitidos pela Ypê . Fonte: Instagram @ypeoficial[/caption]
<p> </p>
<p>Em algum deles, solicitava que o consumidor preenchesse um formulário para pedir restituição dos valores gastos com os produtos dos lotes contaminados e os devolvesse. Depois, negou que ressarciria o consumidor, mas voltou atrás, segundo <a href="https://iclnoticias.com.br/ype-recua-retoma-reembolso-produtos-suspensos/">matéria no ICL</a>, em 16 de maio, e em outros veículos.</p>
[caption id="attachment_623" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-623" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-3-Carol-Terra-e1779216683540-300x289.jpeg" alt="" width="300" height="289" /> Fig. 3 - Produtos Ypê do lote final 1. Fonte: Carolina Terra (acervo pessoal).[/caption]
<p>Entre idas e vindas, a gente que é consumidor está cansado de ler comunicados, de preencher formulários, de tentar contato com o SAC e não conseguir e de não saber se teremos ressarcimento pelo prejuízo. Eu sou uma dessas.</p>
<p>E quem não quer os produtos perigosos para a saúde? E quando a confiança na marca foi abalada? Como reconstruir?</p>
<p>Do ponto de vista de gerenciamento da crise, os comunicados periódicos da Ypê foram um acerto, isto é, comunicações frequentes e satisfação ao consumidor. No entanto, as decisões desencontradas, a briga com a imprensa e a falta de funcionamento dos canais oficiais são considerados um desastre.</p>
<p>As correções feitas na fábrica também são uma demonstração de <a href="https://www.instagram.com/p/DYN2f7bAJ_H/?img_index=3">intenção de melhoria</a>. Na minha opinião, uma das primeiras ações de correção que deveriam ter sido feitas e comunicadas. Convites aos jornalistas de diversos veículos para visitar a planta industrial também foram feitos e são corretos nesse tipo de situação.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_624" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-624" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-4-Amparo-e1779216996617.jpg" alt="" width="900" height="901" /> Fig. 4- Post sobre a fábrica de Amparo (SP). Fonte: Instagram @oficialype, 12 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>A <a href="https://www.instagram.com/anvisaoficial/p/DYXd0j6j1Ye/?img_index=2">Anvisa</a> se mostrou irredutível em relação aos pedidos (mesmo os judiciais) sobre o uso dos produtos. Ela NÃO recomenda!</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_625" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-625" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-5-Anvisa-e1779217167673.jpg" alt="" width="900" height="662" /> Fig 5 - Alerta da Anvisa sobre os produtos com risco sanitário. Fonte: Instagram @anvisaoficial, 15 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>Onde está o erro então? Na minha opinião, na indecisão se recolhe ou não, se reembolsa ou não. Diante de tantos prejuízos reputacionais, não seria melhor recolher os lotes em pontos de fácil acesso aos consumidores e permitir a troca por outros produtos?</p>
<p>Se a empresa tivesse recolhido tudo, penso que a confiança já teria sido restabelecida. Seguimos com os nossos prejuízos pessoais e com um gosto amargo na boca depois dessa.</p>
<p>__________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Notas frias não salvam reputações</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/11/notas-frias-nao-salvam-reputacoes</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 00:31:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)   O confronto público entre a Química Amparo e a Anvisa revela os limites da comunicação jurídica em tempos de crise de imagem Há tempos uma crise de imagem não suscita tanta discussão pública como o caso que [&hellip;]]]></description>
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<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<p> </p>
<p><strong><em>O confronto público entre a Química Amparo e a Anvisa revela os limites da comunicação jurídica em tempos de crise de imagem</em></strong></p>
<p>Há tempos uma crise de imagem não suscita tanta discussão pública como o caso que opõe a Química Amparo, fabricante de produtos da marca Ypê – detergente, lava-roupa e desinfetante - dos mais utilizados pelos consumidores brasileiros, e a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que determinou a suspensão da fabricação e a retirada dos produtos das gôndolas, além do recolhimento dos lotes já comercializados. A Agência alega risco sanitário, detectado durante fiscalização de rotina, quando foram constatados problemas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica nos produtos, o que pode colocar em risco a saúde dos consumidores.</p>
<p>O que se viu depois que o caso se tornou público, foi uma troca de notas e comunicados visando conquistar os corações e mentes dos consumidores. Aparentemente, a empresa não conseguiu sensibilizar a maioria da opinião pública, que ainda balança bandeiras em favor da agência reguladora. A ciência, resta claro, está levando vantagem sobre as diferentes narrativas que surgiram na boca de terceiros, como alguns políticos e consumidores, que enxergam motivação ideológica na decisão da Anvisa.</p>
<p>Vale lembrar que apenas diretor-presidente da Anvisa e os membros de sua diretoria são indicados pelo presidente da República, todos para um mandato de cinco anos. Já o corpo técnico, assim como os das demais agências reguladoras, é formado por profissionais concursados e altamente qualificados, que raramente é alterado qualquer que seja a mudança de comando.</p>
<p>A reputação da Química Amparo está sendo chamuscada, não há dúvidas, mas não pela ação da Anvisa, que cumpre o seu papel na defesa da saúde pública. As imagens levadas ao ar por diferentes programas de televisão, mas principalmente pelo Fantástico, da Rede Globo, o de maior audiência do País, afundou de vez as narrativas da empresa. Aquelas imagens de equipamentos enferrujados, reaproveitamento de produtos descartados, tanques malconservados etc. foi como um míssil acertando um porta-aviões. O bate-boca apenas serviu para manter o caso em evidência na mídia, o que vem desgastando ainda mais a imagem pública da Ypê. </p>
<p>Um profissional competente em comunicação e gestão de crises de imagem teria estancado a sangria assim que o primeiro alerta da Anvisa aos consumidores veio a público. Um porta-voz bem treinado deveria representar a empresa e explicar a ocorrência a opinião pública. Sem atritar com a decisão da agência reguladora. Afinal, o caso toca a saúde dos consumidores, o que já deixa a empresa em uma posição bastante sensível. Por esta razão, a Química Amparo deveria “apoiar” a retirada dos lotes de produtos suspeitos do mercado, dizer que era um caso localizado, que estava atuando como parceira da Anvisa na investigação e que tomaria, imediatamente, todas as providências para corrigir de vez o problema. Isso tudo em respeito aos seus consumidores e à sua história, de há quase 80 anos como fabricante de produtos eficazes e seguros. Desta forma, chamaria para si a responsabilidade de “porta-voz” do caso.   </p>
<p>Faltou empatia e solidariedade à Química Amparo. Tanto que não é raro ler nas redes sociais depoimentos raivosos consumidores descontentes com a atitude defensiva da empresa. Alguns dizem que a empresa apenas se preocupa com o seu faturamento, que não está nem aí com os consumidores. Trata-se de um exagero, porém, quando expresso publicamente em redes sociais, este exagero ganha corpo, gera engajamento e, principalmente, compartilhamento, o que é muito ruim para a imagem e os negócios da empresa.</p>
<p>Especialistas em comunicação e gestão de crise que acompanham de perto este caso, encontram nele argumentos interessantes que, bem trabalhados, poderiam ser usados em favor da empresa. Deveriam ter separados os pontos mais sensíveis e definidos mensagens-chaves para eles, que deveriam ser colocados a público na pessoa de um porta-voz, não por meio de notas frias, aparentemente redigidas pelo jurídico.</p>
<p>Todas as pessoas são divididas em “dois lados” consumidores: um consome produtos e ouve o que o marketing fala; o outro, consome ideias, ouve o   institucional. Ambos os tipos interagem o tempo todo. Aliás, é deste diálogo interior que nascem os hoje populares “cancelamentos”. Foi o lado consumidor de ideias que se sensibilizou com o alerta da Anvisa e fez com que o lado consumidor – temporariamente - rachasse a marca Ypê. Era com este lado do consumidor que a Química Amparo também deveria falar.</p>
<p>Um profissional de comunicação de crise teria preparado statements para “falar” com este lado do consumidor, desenvolveria um plano estratégico para lidar com a imprensa e redes sociais. Nesse plano, o porta-voz seria um elemento crucial no processo. Afinal, não é segredo, ele é a face humana e voz da empresa e, nestas horas de crise, é ele quem a opinião pública quer ouvir para medir o seu tom, seus gestos e olhares. É por meio do porta-voz que a população sabe se a empresa está ou não dizendo a verdade. Notas e comunicados não têm este poder!</p>
<p>____</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>2 anos da maior catástrofe climática do Estado do Rio Grande do Sul: aprendizados e contribuições para o debate e para a ação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/11/2-anos-da-maior-catastrofe-climatica-do-estado-do-rio-grande-do-sul-aprendizados-e-contribuicoes-para-o-debate-e-para-a-acao</link>
				<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:24:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_615" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-615" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Sao-Sebastiao-do-Cai-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778503833595.jpg" alt="" width="600" height="400" /> São Sebastião do Caí (RS). Duda Fortes / ZH 2024.[/caption]
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<p><strong>Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. </strong></p>
<p>A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite identificar legados de gestão, contribuindo para o aperfeiçoamento e o fortalecimento de práticas mais eficazes de enfrentamento. Embora os eventos climáticos extremos não possam ser controlados, é possível mitigar seus impactos e construir resiliência por meio de processos estruturados de prevenção, preparação, prontidão e capacidade de resposta diante de crises graves, como a que ocorreu no estado. Nesse contexto, a comunicação assume papel estratégico e indispensável.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>O protagonismo da comunicação desde a prevenção</strong></span></h3>
<p> </p>
<p>Comunicar em uma sociedade marcada por riscos exige mais do que simplesmente informar, alertar ou avisar. Não se trata apenas do uso de tecnologias digitais de monitoramento de alertas e da transmissão de informações. O processo comunicacional nesse contexto também se estabelece a partir de fontes institucionais confiáveis, tanto do governo quanto da mídia, de comunicação pública que vai além de campanhas de informação, assim como de cobertura midiática responsável, que contribui na educação para riscos de desastres e agenda o debate sobre os riscos e as consequências da crise climática. Sem esse esforço coletivo, abre-se espaço para medo, dúvidas, desconfiança e desinformação. Para isso, a comunicação precisa ser contínua, não restrita ao momento da crise, levando em conta fontes oficiais e legitimadas de referência. Dessa forma, gera segurança e constrói confiança ao longo do tempo junto à população.</p>
<p>Tendo em vista o cenário de incertezas, o papel estratégico da comunicação ganha destaque, impondo ainda mais responsabilidade aos profissionais da área. Comunicar em contextos de crises e desastres pressupõe ainda mais planejamento, coordenação/cooperação e conhecimento sobre os interlocutores envolvidos. Situações críticas também impõem agilidade, proximidade e assertividade no que se refere à comunicação, garantindo que as mensagens cheguem e sejam compreensíveis pelas pessoas. De pouco adianta infraestrutura digital (site, redes sociais, SMS e aplicativos) sofisticada se ela não for capaz de possibilitar a ação em caso de crise indicando rotas de fuga, orientações de locais seguros como abrigos previamente preparados, além de como chegar até lá e o que levar.</p>
<p>Só que para isso é preciso, antes, escuta e envolvimento da população. A comunicação deve ser construída com a participação das comunidades em situação de risco, através de pesquisas e em diálogo com elas, reconhecendo suas vivências e necessidades específicas. A comunicação necessita chegar antes, na prevenção e na preparação, pois apenas no momento crítico não é suficiente. Provavelmente este tenha sido um dos principais aprendizados trazidos pelos acontecimentos de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Por reconhecer a centralidade da comunicação também nestes momentos críticos, o OBCC vem, desde então, participando ativamente e fomentando discussões em torno do tema, seja em eventos seja a partir dos conteúdos disponibilizados no portal do Observatório. A seguir, destacamos algumas das entrevistas com especialistas, orientações para a sociedade, artigos e notícias publicadas no portal, que se somam a publicações e iniciativas desenvolvidas por diferentes instituições no âmbito da comunicação e de outras áreas, compondo um conjunto colaborativo de produções.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>Contribuições do OBCC para o debate e para a ação</strong></span></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Entrevistas com especialistas</strong></p>
<p>Considerando que a gestão de riscos, de crises e de desastres se trata de um esforço inter e multidisciplinar, no período subsequente aos eventos climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul, o OBCC realizou seis entrevistas com especialistas brasileiros de diferentes áreas de conhecimento para debater sobre o tema. Acesse e leia as contribuições dos convidados:</p>
<p>Entrevista 1 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/sabrina-ribas-defesa-civil-rs"><strong> Ten. Sabrina Ribas</strong></a>, Coordenadora de Comunicação Social da Casa Militar- Subchefia de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul. </p>
<p>Entrevista 2 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/maicon-bock-secom-rs"><strong> Maicon Bock</strong></a>, Ex-secretário-adjunto de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Entrevista 3 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-roberto-de-abreu-bruno-fiocruz"><strong> Dr. Paulo Roberto de Abreu Bruno</strong></a>, Tecnologista em Saúde Pública na Fiocruz.</p>
<p>Entrevista 4 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/abner-de-freitas-hopeful"><strong> Abner de Freitas</strong></a>, Fundador da Hopeful - startup para Educação em desastres.</p>
<p>Entrevista 5 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/odir-dellagostin-fapergs"><strong> Dr. Odir Dellagostin</strong></a>, Diretor-Presidente da Fapergs.</p>
<p>Entrevista 6 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-marchiori-buss"><strong> Dr. Paulo Marchiori Buss</strong></a>, Professor Emérito da Fiocruz e membro titular da Academia Nacional de Medicina.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_616" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-616" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Bairro-Mathias-Velho-em-Canoas-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507604790.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Bairro Mathias Velho em Porto Alegre (RS). Duda Fortes / ZH 2024[/caption]
<p><strong>Orientações para a sociedade </strong></p>
<p><strong>                                                              </strong></p>
<p>Com a finalidade de indicar caminhos para auxiliar na gestão de desastres, elencamos sugestões voltadas à população, às organizações públicas e privadas, governos e aos veículos de comunicação para ação em casos de tempestades, incêndios florestais, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes. Elas partem de uma abordagem comunicacional e também levam em conta perspectivas interdisciplinares para tomada de atitudes e decisões.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/17/orientacoes-para-a-sociedade-no-contexto-de-eventos-climaticos-extremos-atualizacao"><strong>Orientações para a sociedade no contexto de eventos climáticos extremos</strong></a></p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos publicados no portal</strong></p>
<p>Com o intuito de reunir múltiplas vozes, o OBCC se consolidou como um espaço aberto para a colaboração de especialistas, professores e pesquisadores de diversas áreas. Nesse ambiente, experiências, reflexões e boas práticas de gestão ganham visibilidade e se transformam em oportunidades de troca de ideias, contribuindo para a construção de novos conhecimentos e soluções inovadoras diante da atual conjuntura. Veja a seguir:</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/06/01/inundacao-de-maio-de-2024-um-ano-depois-licoes-avancos-e-desafios">Inundação de maio de 2024, um ano depois: lições, avanços e desafios</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/17/comunicacao-de-risco-ja">Comunicação de risco já</a> – por Jorn. Sílvia Marcuzzo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado-2">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/26/tres-crises-globais-e-o-futuro-da-humanidade">Três crises globais e o futuro da humanidade</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/10/02/autoridade-do-clima-em-clima-de-autoridade">Autoridade do Clima em Clima de Autoridade</a> – por Ten. Leonardo Siqueira Alves dos Passos (Corpo de Bombeiros Militar – RS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/19/sobre-a-chamada-fadiga-da-compaixao-a-cobertura-de-desastres-e-o-papel-jornalistico-em-cenarios-de-crise">Sobre a chamada fadiga da compaixão, a cobertura de desastres e o papel jornalístico em cenários de crise</a> – por Filipe Barrado Ferreira (Mineração Morro do Ipê)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/06/saude-mental-e-atencao-psicossocial-no-contexto-das-enchentes-no-rio-grande-do-sul">Saúde Mental e Atenção Psicossocial no Contexto das Enchentes no Rio Grande do Sul</a> – por Beatriz Schmidt et.al. (FURG)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/10/comunicacao-de-riscos-em-desastres">Comunicação de risco em desastres</a> – por Profª Drª Ana Karin Nunes (UFRGS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/14/a-maior-de-todas-as-crises-esta-em-andamento">A maior de todas as crises está em andamento</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/08/blumenau-uma-cidade-resiliente-a-inundacoes">Blumenau: uma cidade resiliente a inundações</a> – por Ana Flavio de Bello Rodrigues (Cosafe)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/06/27/comunicacao-de-risco-em-saude-unica-estrategias-integradas-para-a-gestao-de-crises-e-emergencias">Comunicação de Risco em Saúde Única: Estratégias Integradas para a Gestão de Crises e Emergências</a> – por Luís Felipe Sardenberg (OPAS/OMS) e Gustavo Buss (Fiocruz)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/crises-como-a-do-rio-grande-do-sul-quem-se-importa">Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</a> – por Adv. Otávio Novo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/13/as-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-o-luto-coletivo">As enchentes no Rio Grande do Sul e o luto coletivo</a> – por Psic. Helena Bornhorst</p>
<p> </p>
<p><strong>Notícias publicadas</strong></p>
<p> </p>
<p>Nos últimos dois anos, o OBCC tem divulgado mapeamentos, textos e iniciativas voltadas à comunicação e à gestão em cenários de crise. As notícias do portal buscam mostrar como a pesquisa científica, a comunicação e diferentes áreas do conhecimento são fundamentais para enfrentar situações críticas. Abaixo seguem algumas das notícias que marcaram esse período:</p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/15/mapeamento-do-obcc-mostra-a-producao-academica-brasileira-na-area-da-comunicacao-relacionada-a-crise-climatica">Mapeamento do OBCC mostra a produção acadêmica brasileira na área da comunicação relacionada à crise climática</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/15-textos-para-pensar-o-desastre-climatico-no-rs-sob-a-perspectiva-comunicacional">15 textos para pensar o desastre climático no RS sob a perspectiva comunicacional</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/29/10-textos-para-pensar-sobre-gestao-de-crise-a-partir-das-enchentes-no-rs">10 textos para pensar sobre gestão de crise a partir das enchentes no RS</a> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/11/obcc-compoe-guia-de-integridade-da-informacao-no-contexto-da-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul">OBCC compõe Guia de Integridade da Informação no contexto da crise climática no RS</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/09/obcc-participa-em-porto-alegre-do-summit-em-mudancas-climaticas">OBCC participa em Porto Alegre do Summit em Mudanças Climáticas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Publicações e iniciativas desenvolvidas no âmbito da comunicação</strong></p>
<p> </p>
<p>Desde 2024, diferentes instituições têm desenvolvido iniciativas e publicações relevantes no campo da comunicação de risco, comunicação de crise e crise climática. Essas ações incluem congressos, capacitações, pesquisas, relatórios técnicos, protocolos, guias de referência, entre outros. A seguir, reunimos alguns destaques que podem inspirar novas ações e estimular debates sobre o tema, especialmente diante dos desafios que ainda persistem para o enfrentamento às incertezas do cenário atual.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/11/20/lancamento-de-e-book-ufrgs-ufsm-manual-para-a-cobertura-jornalistica-dos-desastres-climaticos">+</a> <strong>Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos</strong> – UFSM/UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/07/governo-federal-lanca-sistema-de-alertas-contra-desastres-defesa-civil-alerta-exibira-advertencia-na-tela-dos-celulares-da-populacao-em-risco">+</a> <strong>Alerta <em>Cell Broadcast</em></strong> – Defesa Civil</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/18/pesquisa-do-ibge-revela-dados-sobre-uso-de-sistemas-de-alerta-planos-de-contingencia-e-ferramentas-de-comunicacao-no-rs">+</a> <strong>Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC 2024)</strong> – IBGE</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/09/08/defesa-civil-do-rs-lanca-pesquisa-sobre-percepcao-de-riscos-de-desastres-pela-populacao">+</a> <strong>Pesquisa Percepção de Risco de Desastres pela População Gaúcha</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/07/07/estudo-da-aberje-analisa-papel-da-comunicacao-com-empregados-diante-de-desastres-climaticos">+</a> <strong>Comunicação com Empregados no enfrentamento aos desastres climáticos</strong>: Aprendizados e possíveis caminhos – Aberje</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/05/estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024">+</a> <strong>As enchentes no Rio Grande do Sul: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente </strong>– Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/10/08/defesa-civil-rs-realiza-1o-ciclo-de-palestras-sobre-comunicacao-de-riscos-de-desastres">+</a> <strong>1º Ciclo de Palestras sobre Comunicação de Riscos de Desastres</strong> - Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/04/07/comunicacao-na-para-sociedade-de-risco-e-o-tema-do-xix-congresso-abrapcorp">+</a> <strong>XIX Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas</strong>: Comunicação na/para Sociedade de Risco - Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/16/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres-livro-apresenta-conceitos-de-forma-didatica-a-fim-de-popularizar-termos-tecnicos">+</a> <strong>Ebook 100 coisas para saber sobre riscos e desastres</strong> - UFRN/UFABC/Cemaden</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/08/29/grupo-de-pesquisa-da-pucrs-lanca-podcast-sobre-comunicacao-crises-e-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Grupo de Pesquisa lança podcast sobre comunicação, crises e cultura do cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/304997-guia-de-integridade-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-contexto-da-crise-clim%C3%A1tica-no-rio-grande-do-sul">+</a> <strong>Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no RS</strong> – Fiocruz/ONU/Embrapa/SecomRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/03/16/lancamento-e-book-lancado-pela-abrapcorp-discute-o-papel-da-comunicacao-na-sociedade-de-risco">+</a> <strong>Ebook Comunicação na/para Sociedade de Risco</strong> – Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/10/primeiro-coloquio-cuidar_com-reune-pesquisa-e-vozes-comunitarias-em-dialogo-sobre-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Colóquio Cuidar_Com: Comunicação e cuidado em tempos de eventos extremos</strong>: pesquisa e prática em diálogo – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/12/protocolo-meteorologico-da-ufrgs-norteia-gestao-de-alertas-para-eventos-climaticos">+</a> <strong>Protocolo Meteorológico para Eventos Climáticos</strong> – UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/09/defesa-civil-rs-implementa-sistema-de-acessibilidade-nas-comunicacoes-de-risco-para-pessoas-com-daltonismo">+</a> <strong>Sistema de acessibilidade Color ADD para comunicação de risco</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/06/12-coisas-que-voce-pode-aprender-ouvindo-o-podcast-clima-de-crise">+</a> <strong>Podcast Clima de Crise</strong> – UFSM</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/30/defesa-civil-rs-promove-capacitacao-em-comunicacao-de-risco">+</a> <strong>1ª Edição da Capacitação em Comunicação de Risco para Municípios</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/04/seminario-internacional-de-comunicacao-de-risco-e-cultura-do-cuidado-abre-inscricoes-na-pucrs">+</a> <strong>1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/08/marcas-da-chuva-pesquisadores-da-ufsm-lancam-serie-documental-sobre-catastrofe-de-2024">+</a> <strong>Marcas da Chuva: pesquisadores lançam série documental sobre catástrofe de 2024</strong> – UFSM</p>
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<p><strong>_______</strong></p>
[caption id="attachment_617" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-617" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Eldorado-do-Sul-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507982718.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Eldorado do Sul (RS). Duda Fortes / Zero Hora 2024[/caption]
<p><strong>A catástrofe climática de 2024 no Rio Grande do Sul                                          </strong></p>
<p>Durante o fim de abril e o começo de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na região. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Caí, Gravataí, Jacuí, Pardo, Sinos e Taquari, além do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a água invadisse os municípios e áreas no entorno. De acordo com a última atualização da Defesa Civil, <strong>478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos municípios gaúchos), sendo mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas, o que resultou em 185 mortes, mais de 800 feridos e 23 pessoas desaparecidas.</strong> Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre.</p>
<p><strong>Esse episódio foi considerado a maior catástrofe climática da história do RS e seus impactos são sentidos até hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, logística e saúde mental.</strong> A partir deste caso ficaram explícitas várias falhas, a exemplo de comunicação de risco precária, reduzida percepção de risco pela população e gestão pública ineficiente. No período, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo científico e do fenômeno da desinformação orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanitária e a ação por parte da população afetada.</p>
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				<title>Marcas da Chuva: pesquisadores da UFSM lançam série documental sobre catástrofe de 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/08/marcas-da-chuva-pesquisadores-da-ufsm-lancam-serie-documental-sobre-catastrofe-de-2024</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:01:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[Produção relata inundações sob o ponto de vista de moradores de municípios da Quarta Colônia, na região central do RS.    Lançada em maio deste ano, a série documental &#8220;Marcas da Chuva&#8221; narra histórias de famílias da Quarta Colônia que enfrentaram desafios durante as chuvas de maio de 2024. A série faz parte dos projetos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_612" align="alignright" width="240"]<img class="size-medium wp-image-612" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/image-240x300.jpeg" alt="" width="240" height="300" /> Cartaz oficial Marcas da Chuva[/caption]
<p><strong><em>Produção relata inundações sob o ponto de vista de moradores de municípios da Quarta Colônia, na região central do RS. </em></strong></p>
<p> </p>
<p dir="ltr">Lançada em maio deste ano, a série documental "<strong>Marcas da Chuva</strong>" narra histórias de famílias da Quarta Colônia que enfrentaram desafios durante as chuvas de maio de 2024. A série faz parte dos projetos Governança e Multidimensionalidade dos Riscos Climáticos, financiado pela Fapergs, e Comunicação de Proximidade, financiado pelo PROEXT/CAPES, e produzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>
<p dir="ltr"> </p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“<strong>Trata-se de um esforço de registro da memória e sua lição de resiliência, testemunho da desafiadora relação humana com o ambiente</strong>”, define Ada Silveira, coordenadora do projeto e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros episódios já estão no ar, nas redes sociais do projeto, com novos episódios todas as segundas e quintas-feiras. A data escolhida para a estreia, 04 de maio, marca os dois anos do início das inundações de 2024 na região.</p>
<p dir="ltr">“A resiliência social começa quando entendemos a dimensão do risco e dos danos de se enfrentar um desastre como as inundações que vivenciamos em nossa região. E dar voz ao relato de pessoas que viveram isso na pele e foram profundamente marcadas é uma forma de levar essa sensibilização ao público. Além disso, contar essas histórias, muitas vezes esquecidas em meio a tantos desastres enfrentados no Estado no mesmo período, é uma forma de lembrar que a Quarta Colônia também foi severamente afetada”, explica Dafne Pedroso, diretora da série.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">São mais de 12 entrevistas distribuídas em dez episódios com cerca de seis minutos de duração. Cada episódio conta a história de um morador ou família dos municípios de Silveira Martins, Nova Palma, Agudo, Faxinal do Soturno, Restinga Sêca e Dona Francisca, além de um episódio final que conta com relatos de toda a equipe que participou da construção da série.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">“O mergulho nas histórias foi intenso. Estar imersa por horas e dias em cada uma destas tragédias foi um grande desafio. Ouvir e relatar o sentimento dos moradores ao passarem por um desastre, contando sobre suas perdas e medos, foi angustiante, mas também uma enorme responsabilidade”, relata Camila Pereira, diretora de produção.</p>
<p dir="ltr"> </p>[caption id="attachment_613" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-613" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/image-1-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Alguns moradores perderam familiares, casas, mobília, documentos e recordações de família, como o servidor público aposentado Romeu Lemes, de Silveira Martins. Três mortes foram registradas na Quarta Colônia: em Pinhal Grande, São João do Polêsine e Silveira Martins | Foto: Rafael Bald (UFSM).[/caption]<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span style="color: #0000ff"><strong>Os projetos</strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Governança e multidimensionalidade dos riscos climáticos</strong>:<strong> abordagem multidisciplinar em Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul</strong> é um projeto do Poscom/UFSM, financiado pela Fapergs através de edital para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento voltado a desastres climáticos. Sob coordenação das professoras Ada Cristina Machado Silveira, Laura Storch e Marlise Dal Forno, o projeto faz parte de parceria entre a UFSM e as universidades Unipampa e UFRGS.</p>
<p dir="ltr">Já o projeto <strong>Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</strong>, financiado pelo PROEXT CAPES, busca promover a integração entre a universidade e a comunidade da Quarta Colônia. Entre os principais objetivos do projeto coordenado pela professora Aline Dalmolin, estão o levantamento da malha de comunicação local, o fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais e ações voltadas à educomunicação, visando combater a desinformação climática.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span style="color: #0000ff"><strong>Assista aos dois primeiros episódios:</strong></span></p>
<ul>
<li><b>Primeiro episódio, no Youtube: </b><a href="https://youtu.be/1_klC3Yecu4?si=VZk2lEjU-qik0lBS" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/1_klC3Yecu4?si%3DVZk2lEjU-qik0lBS&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw17n06BbHrnILeTEEPUSovQ">https://youtu.be/1_<wbr />klC3Yecu4?si=VZk2lEjU-qik0lBS</a></li>
<li><b>Segundo episódio, no Youtube:</b> <a href="https://youtu.be/sGAOW0MHTuY?si=qZPy1It0XMpLb5J2" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/sGAOW0MHTuY?si%3DqZPy1It0XMpLb5J2&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw2rlnPxsOd3_OumrLdiaOob">https://youtu.be/<wbr />sGAOW0MHTuY?si=<wbr />qZPy1It0XMpLb5J2</a></li>
</ul>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr">_________</p>
<p dir="ltr"><strong>Serviço - Série Marcas da Chuva</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>O quê</strong>: série documental que narra as enchentes de 2024 a partir de histórias de famílias da Quarta Colônia</p>
<p dir="ltr"><strong>Quando</strong>: todas as segundas e quintas-feiras, a partir de 04 de maio.</p>
<p dir="ltr"><strong>Onde:</strong> Instagram <a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw3xvgVYWfbC2d0RuvbvdU6R">@comunicacaodeproximidade</a> / Facebook <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=61565910815730" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/profile.php?id%3D61565910815730&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw3JaDbgiyFcJmywCykQBaNe">Comunicação de proximidade</a> / Youtube <a href="https://www.youtube.com/@Comunica%C3%A7%C3%A3odeProximidadeUFSM" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/@Comunica%25C3%25A7%25C3%25A3odeProximidadeUFSM&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw1E5haVYAqk4wOMvxH-gDKd">@ComunicaçãodeProximidadeUFSM</a></p>
<div align="left"> </div>
<p dir="ltr">Fonte: Projeto Governança e Multidimensionalidade dos Riscos Climáticos (Poscom/UFSM)</p>
<p dir="ltr">Jornalistas responsáveis: Dafne Reis Pedroso da Silva, Ana Luiza Dutra e Gabriele Bordin.</p>
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