{"id":312,"date":"2024-04-18T20:27:45","date_gmt":"2024-04-18T23:27:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?page_id=312"},"modified":"2025-11-06T23:03:35","modified_gmt":"2025-11-07T02:03:35","slug":"glossario-de-crise","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/glossario-de-crise","title":{"rendered":"Gloss\u00e1rio de crise"},"content":{"rendered":"\n<p>Este gloss\u00e1rio est\u00e1 sendo constru\u00eddo coletiva e colaborativamente por dezenas de pesquisadores, professores e profissionais do mercado. Com atualiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de voc\u00e1bulos que v\u00e3o de A a Z, ao final, ter\u00e3o sido disponibilizados os significados de mais de 60 verbetes. O objetivo desta se\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar mais acess\u00edveis conceitos, termos t\u00e9cnicos e express\u00f5es relacionadas a risco e crise no contexto das organiza\u00e7\u00f5es e da sociedade sob a perspectiva comunicacional, contribuindo assim para uma maior familiaridade com os conceitos, para a populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e para o pensamento sobre a \u00e1rea.<\/p>\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o agora tamb\u00e9m \u00e9 um e-book. Acesse o <a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2025\/11\/Glossario-de-crise.pdf\">Gloss\u00e1rio de Crise: uma perspectiva comunicacional<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><span style=\"color: #003366\">A<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Amea\u00e7a<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Evento ou condi\u00e7\u00e3o que representa um perigo com potencial de causar impactos negativos a pessoas, ativos, sistemas, opera\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00f5es e territ\u00f3rios. Quando materializada, a amea\u00e7a pode expor vulnerabilidades e resultar em incidentes, desencadeando emerg\u00eancias, disrup\u00e7\u00f5es e\/ou crises. Identificar as poss\u00edveis amea\u00e7as \u00e9 o primeiro passo para a elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que visem eliminar ou mitigar os riscos associados \u00e0 sua potencial materializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Ana Flavia Bello | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Administra\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica | CEO na Cosafe LATAM<\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Assessoria de imprensa<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Atividade de assessoramento, que planeja e executa a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es para os meios de comunica\u00e7\u00e3o, jornalistas e formadores de opini\u00e3o. Envolve a divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias relacionadas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, de forma proativa, e o atendimento \u00e0s demandas da imprensa, de forma reativa. Inclui o monitoramento constante de not\u00edcias de interesse, avaliando resultados e sugerindo a\u00e7\u00f5es. Nas crises, tem papel fundamental, divulgando o posicionamento oficial da organiza\u00e7\u00e3o e fazendo a gest\u00e3o do fluxo das informa\u00e7\u00f5es com a m\u00eddia. Atua de forma sistem\u00e1tica para constru\u00e7\u00e3o da imagem e reputa\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o de fontes e porta-vozes.<\/p>\n<pre>Por Laura Maria Gl\u00fcer | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Jornalista<\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Auditoria de m\u00eddia<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Processo de coleta de dados a respeito de quanto e como um fato, uma pessoa ou uma organiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente na m\u00eddia. A pesquisa inicia com o clipping, mat\u00e9ria-prima para a an\u00e1lise que pode ser alinhada a objetivos distintos, como, por exemplo, acompanhar uma situa\u00e7\u00e3o de crise ou p\u00f3s-crise. Os objetivos orientam quais aspectos s\u00e3o observados nas publica\u00e7\u00f5es, a abrang\u00eancia e os tipos de ve\u00edculos investigados. Os dados coletados e sua verifica\u00e7\u00e3o (com t\u00e9cnicas como an\u00e1lise documental e de conte\u00fado) fornecem informa\u00e7\u00f5es valiosas que podem subsidiar estrat\u00e9gias de posicionamento e relacionamento com a imprensa.<\/p>\n<pre>Por Daiane Scheid | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora na UFSM<\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Auditoria de vulnerabilidades<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada auditoria de riscos, \u00e9 o instrumento adequado para fazer gest\u00e3o de riscos. &#8220;\u00c9 uma avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do risco para determinar \u00e1reas atuais ou potenciais da opera\u00e7\u00e3o e eventuais fraquezas da comunica\u00e7\u00e3o para identificar potenciais solu\u00e7\u00f5es&#8221;. (Bernstein, 2011, p. 13). Este deveria ser o primeiro passo do plano de crises. Fazer auditoria de vulnerabilidades deve ser procedimento incorporado \u00e0 cultura preventiva da organiza\u00e7\u00e3o. Os procedimentos da auditoria de vulnerabilidades n\u00e3o s\u00e3o complexos. O escopo \u00e9 identificar algo que possa levar a uma significativa interrup\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio ou a um dano significativo \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o. A auditoria de vulnerabilidades tem duas vari\u00e1veis: probabilidade de a crise acontecer e severidade do evento.<\/p>\n<pre>Por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o (UnB) | Professor e consultor de crises.<\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">C<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>C\u00f3digo de \u00e9tica<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Documento formal que estabelece limites morais da atua\u00e7\u00e3o pessoal em rela\u00e7\u00e3o ao outro e ao coletivo, com o intuito de garantir tratamento justo e equ\u00e2nime e, por conseguinte, a\u00a0 harmonia social. Na atualidade, os c\u00f3digos de \u00e9tica podem ser profissionais, isto \u00e9, relativos a determinada profiss\u00e3o e, portanto, constitu\u00eddos e mantidos por entidades profissionais a fim de zelar pela qualidade \u00e9tica e t\u00e9cnica dos seus profissionais. Tamb\u00e9m podem ser de car\u00e1ter organizacional, restrito a determinada organiza\u00e7\u00e3o que aspira que os \u201catores sociais\u201d envolvidos com ela cumpram com os valores e princ\u00edpios estabelecidos a fim de constituir e fortalecer sua identidade e cultura organizacionais. C\u00f3digos de \u00e9tica garantem\u00a0 solidez para a reputa\u00e7\u00e3o organizacional, considerada um ativo vital na gest\u00e3o de crise e na comunica\u00e7\u00e3o de crise.\u00a0\u00a0<\/p>\n<pre>Por Andr\u00e9ia Silveira Athaydes | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o (USP\/M\u00e1laga)<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"> | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na UFSM<br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Comit\u00ea de integridade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o multidisciplinar para o desenvolvimento da cultura de integridade, por meio de decis\u00f5es colegiadas que promovam mais equidade, transpar\u00eancia e transversalidade. Pode ser respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de integridade ou em apoio \u00e0 \u00e1rea dedicada, de forma a mitigar risco de conflitos de interesses em processos decis\u00f3rios e ampliar a responsabilidade coletiva. As atribui\u00e7\u00f5es envolvem o tratamento das apura\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00f5es sobre den\u00fancias para tomada de decis\u00e3o equitativa, e\/ou o aprimoramento da gest\u00e3o da integridade para a revis\u00e3o do programa, promo\u00e7\u00e3o de engajamento e aplica\u00e7\u00e3o em toda a organiza\u00e7\u00e3o e cadeia de valor.<\/p>\n<pre>Por \u00c1gatha Camargo Paraventi | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"> | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na Universidade C\u00e1sper L\u00edbero.<\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o de crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Processo de comunica\u00e7\u00e3o planejado e estrat\u00e9gico aplicado a cen\u00e1rios de crise, principalmente nas fases de prepara\u00e7\u00e3o, resposta, mitiga\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de informar o que est\u00e1 acontecendo ou sendo feito pela organiza\u00e7\u00e3o, tem o papel de orientar e esclarecer os p\u00fablicos (comunidade, clientes, funcion\u00e1rios, fornecedores, acionistas, imprensa, influenciadores, etc.) a fim de reduzir incertezas e evitar a desinforma\u00e7\u00e3o. Nessa dire\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de proteger a reputa\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m objetivo proteger as pessoas e a biodiversidade. Diz respeito a um processo efetivado no momento em que a comunica\u00e7\u00e3o deve ser proativa, \u00e1gil, assertiva, transparente e respons\u00e1vel, pois cada estrat\u00e9gia acionada tem potencial de impactar diretamente nos desdobramentos do acontecimento cr\u00edtico, contribuindo ou agravando.<\/p>\n<pre>Por Jones Machado | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o Midi\u00e1tica |\u00a0<\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professor na UFSM<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o de risco<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Consolida-se como um instrumento cujo objetivo \u00e9 subsidiar os gestores na comunica\u00e7\u00e3o de posicionamentos e medidas pertinentes a determinada situa\u00e7\u00e3o de risco. As informa\u00e7\u00f5es originam-se de processo din\u00e2mico de intera\u00e7\u00e3o, observa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de risco por um grupo de pessoas, geralmente especialistas e autoridades. Para uma comunica\u00e7\u00e3o de risco efetiva h\u00e1 que se considerar tamb\u00e9m a necessidade de minimizar boatos, combater fake news e considerar as diferentes perspectivas e percep\u00e7\u00f5es dos p\u00fablicos envolvidos. Dessa forma, a comunica\u00e7\u00e3o de risco constitui-se como uma das etapas do Gerenciamento de Risco.<\/span><\/p>\n<pre>Por Patr\u00edcia Milano P\u00e9rsigo | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o Midi\u00e1tica | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na UFSM<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o de risco de desastres (CRD)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 uma diretriz para pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres (RRD). Engloba um processo comunicacional a ser observado a partir de dimens\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cultura preventiva e justi\u00e7a clim\u00e1tica. Integra estrat\u00e9gias de percep\u00e7\u00e3o de risco, compartilhamento permanente de informa\u00e7\u00f5es e relacionamento institucional e interpessoal ativo entre todos os envolvidos. Essencial para a tomada de decis\u00f5es e di\u00e1logo entre conhecimento cient\u00edfico e experi\u00eancias comunit\u00e1rias. Para ser efetiva requer acessibilidade na linguagem, uso de m\u00faltiplas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o, metodologias de participa\u00e7\u00e3o social e combater a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Cora Catalina Quinteros  | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o pela USP | Professora na UTFPR<\/pre>\n<pre><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Continuidade do neg\u00f3cio<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A continuidade de neg\u00f3cios \u00e9 definida pela habilidade de uma organiza\u00e7\u00e3o em manter opera\u00e7\u00f5es essenciais durante e ap\u00f3s incidentes disruptivos, recuperando-se para um estado operacional est\u00e1vel. Esse processo envolve identificar fun\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, avaliar riscos, e desenvolver planos de resposta eficazes que assegurem a manuten\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es sob adversidades. Inclui tamb\u00e9m a implementa\u00e7\u00e3o de testes regulares e atualiza\u00e7\u00f5es do plano para garantir sua efic\u00e1cia cont\u00ednua. Essa pr\u00e1tica \u00e9 crucial para a sustentabilidade de longo prazo da empresa, permitindo a r\u00e1pida adapta\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o frente a desafios inesperados. Os planos de continuidade de neg\u00f3cio podem entrar em a\u00e7\u00e3o antes dos planos de gest\u00e3o de crise, pois ser\u00e3o eles que ajudar\u00e3o na retomada de um processo antes de se tornar algo mais cr\u00edtico.<\/p>\n<pre>Por Patricia Brito Teixeira | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">TWPB Group - Strategic Board Member<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Controv\u00e9rsia p\u00fablica<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os pioneiros da \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no Brasil afirmavam que a controv\u00e9rsia p\u00fablica \u00e9 uma \u201c&#8230;situa\u00e7\u00e3o de debate ou discuss\u00e3o que se origina entre os membros de um grupo e que os impulsiona a tomar uma decis\u00e3o (Andrade, 1993) \u201d. Portanto, ela poderia ser compreendida como a g\u00eanese da opini\u00e3o p\u00fablica e de como os interesses dos p\u00fablicos s\u00e3o formados. Se de um lado, a controv\u00e9rsia p\u00fablica \u00e9 um espa\u00e7o democr\u00e1tico para o debate e, por conseguinte, do amadurecimento das ideias; por outro, se malconduzida ou mal interpretada, pode representar o princ\u00edpio de uma crise (Sim\u00f5es, 1995). Na literatura internacional de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, est\u00e1 presente nas reflex\u00f5es de Finn (1981). Para ele, um dos prop\u00f3sitos da \u00e1rea de RP \u00e9 justamente prevenir e evitar conting\u00eancias cr\u00edticas. Na Am\u00e9rica Latina, Sol\u00f3rzano (2001), o principal propagador do conceito de controv\u00e9rsia p\u00fablica, defendia que o escopo das rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas perpassava pela compreens\u00e3o dos anseios de atores ativos em um debate p\u00fablico e os seus respectivos desdobramentos.<\/p>\n<pre>Por Andr\u00e9ia Silveira Athaydes | Doutora<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"> em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora na UFSM<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Evento at\u00edpico que se estabelece quando o risco se concretiza. Caracteriza-se pela gera\u00e7\u00e3o de instabilidade significativa e incertezas nas organiza\u00e7\u00f5es e na sociedade, com potencial de provocar impactos negativos em diversos aspectos: humano, financeiro, ambiental, pol\u00edtico, material, reputacional. Configura-se num per\u00edodo de mudan\u00e7as e de tomada de decis\u00f5es com vistas \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do momento de perturba\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, h\u00e1 a quebra da normalidade da atua\u00e7\u00e3o empresarial\/institucional, despertando a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e o interesse da m\u00eddia em realizar a cobertura extensiva do acontecimento, seus desdobramentos, impactos e consequ\u00eancias.<\/span><\/p>\n<pre>Por Jones Machado |\u00a0<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o Midi\u00e1tica |\u00a0<\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professor na UFSM<br \/><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">D<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Desastre<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Materializa\u00e7\u00e3o do risco, quando a antecipa\u00e7\u00e3o de um determinado perigo se torna um preju\u00edzo concreto, resultante da somat\u00f3ria dos aspectos que o constituem: a exposi\u00e7\u00e3o a uma amea\u00e7a, como chuvas torrenciais, e o contexto de vulnerabilidade, que dificulta ou at\u00e9 mesmo inviabiliza uma possibilidade de resposta. Conforme o Escrit\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Redu\u00e7\u00e3o de Riscos de Desastres, desastres s\u00e3o uma interrup\u00e7\u00e3o grave do funcionamento de uma comunidade, em qualquer escala, devido a eventos perigosos que interagem com condi\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o, vulnerabilidade e capacidade, levando a perdas e impactos humanos, materiais, econ\u00f4micos e ambientais. Do ponto de vista comunicacional, um desastre deve ser visto de forma sist\u00eamica e trabalhado para que seja evitado ou, ao menos, tenha seus efeitos\u00a0mitigados<\/span>.<\/p>\n<pre>Por <span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Eloisa Beling Loose<\/span> | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora e pesquisadora na UFRGS<br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Conte\u00fado falso ou enganoso produzido e disseminado de forma deliberada para induzir erro e causar dano. Em contextos de risco e crise, explora incertezas, amplia p\u00e2nico, mina a confian\u00e7a em fontes leg\u00edtimas e dificulta respostas coordenadas. Distingue-se de \u201cmisinforma\u00e7\u00e3o\u201d (erro n\u00e3o intencional) e de \u201cmalinforma\u00e7\u00e3o\u201d (conte\u00fado verdadeiro usado para causar dano). Enfrent\u00e1-la requer governan\u00e7a, monitoramento cont\u00ednuo, verifica\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o transparente e participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<pre>Por <span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Gustavo Buss<\/span> | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Sanitarista | Assessor Regional S\u00eanior da Rede Sa\u00fade \u00danica (RSU\/Fiocruz), Fiocruz Rio Grande do Sul.<\/pre>\n<pre><br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">E<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Emerg\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Conjunto de condi\u00e7\u00f5es, contextos e elementos que, ao representar amea\u00e7a de dano, exige uma resposta imediata e desafia a capacidade de rea\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es. Na comunica\u00e7\u00e3o, envolve os fluxos r\u00e1pidos de informa\u00e7\u00e3o, a ativa\u00e7\u00e3o de protocolos e a constru\u00e7\u00e3o de narrativas que reduzam incertezas e orientem comportamentos. A emerg\u00eancia, frequentemente, revela fragilidades sist\u00eamicas e se relaciona ao conceito de crise, marcando o momento inicial, no qual decis\u00f5es precisam ser tomadas sob press\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Abner Willian Quintino de Freitas | Doutorando no PPG Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFRGS | Fundador e Diretor da Hopeful Brasil<\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Evento cr\u00edtico<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Termo que expressa o fato ocorrido ou acontecimento em si. Tamb\u00e9m denominado como\u00a0<em>evento adverso<\/em>\u00a0ou simplesmente\u00a0<em>evento<\/em>. Na vis\u00e3o processual da gest\u00e3o de crises \u00e9 considerado momento importante para atua\u00e7\u00e3o correta e proativa. \u00c9 quando o risco \u2013 mapeado ou n\u00e3o \u2013 se converte em realidade e demanda a\u00e7\u00f5es efetivas. No evento cr\u00edtico h\u00e1 necessidade de acionar medidas de gest\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o. As primeiras para atender os envolvidos de maneira \u00e1gil e resolutiva e encerrar o evento e seus efeitos. J\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o deve estar alinhada com a gest\u00e3o, em uma esp\u00e9cie de combo perfeito e ter foco nos envolvidos, pr\u00f3ximos ao evento. Tamb\u00e9m \u00e9 momento de alinhar as narrativas para um eventual cen\u00e1rio de alta repercuss\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Ros\u00e2ngela Florczak de Oliveira | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora e Pesquisadora da <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">PUCRS<br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<h2><span style=\"color: #003366\">G<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Gabinete de Crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Gabinete ou Comit\u00ea de Crise \u00e9 um pequeno grupo de pessoas (10 a 12 componentes)\u00a0com cargos estrat\u00e9gicos na organiza\u00e7\u00e3o, formado para planejar e conduzir a gest\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o de eventuais crises. O Gabinete tem a delega\u00e7\u00e3o da diretoria para agir tanto antes, na gest\u00e3o de riscos, quanto durante e ap\u00f3s uma crise.\u00a0\u00a0Ele sinaliza os pontos vulner\u00e1veis da organiza\u00e7\u00e3o, define objetivos, estrat\u00e9gias, normas e t\u00e1ticas para a empresa agir na preven\u00e7\u00e3o e na ocorr\u00eancia de crises. Ligado ao \u2018board\u2019 da empresa, ele deve ter dom\u00ednio t\u00e9cnico, poder decis\u00f3rio e estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o (UnB) | Professor e consultor de crise.<br \/><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Gerenciamento de Crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Processo sistem\u00e1tico composto por um conjunto de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas em resposta a situa\u00e7\u00f5es adversas que colocam a reputa\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o em risco. Compreende fazer frente a situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em curso a fim de mitigar danos e reduzir os impactos (humanos, financeiros, midi\u00e1ticos, materiais, reputacionais, etc.) dos seus desdobramentos. Coordenado por uma equipe multifuncional, treinada e com responsabilidades definidas, atua na resposta imediata quando da ocorr\u00eancia de uma crise que precisa ser gerenciada.<\/p>\n<pre>Por Lana D\u2019\u00c1vila Campanella | Doutora e com P\u00f3s-doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o Social (PPGCom PUCRS) | Professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)<br \/><br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Gest\u00e3o de Crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Processo comunicacional e estrat\u00e9gico voltado ao enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, que rompem a normalidade organizacional e exigem respostas imediatas. Envolve decis\u00f5es sob press\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o clara e coordenada com p\u00fablicos de interesse e a\u00e7\u00f5es para mitigar danos \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o e manter a continuidade das opera\u00e7\u00f5es. Diferente da gest\u00e3o de risco, que age para prevenir, a gest\u00e3o de crise lida com o evento em andamento, exigindo lideran\u00e7a, agilidade e empatia. Exige prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Na comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial articular mensagens coerentes, emp\u00e1ticas e transparentes para mitigar impactos e preservar relacionamentos duradouros.<\/p>\n<pre>Por T\u00e2nia Teixeira Pinto | Doutora em Literatura\u00a0 e Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o |\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <br \/>Professora e pesquisadora em Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional na Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Gest\u00e3o de crises digitais<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Cada vez mais comuns e mais parte do trabalho de quem faz gest\u00e3o de presen\u00e7a, engajamento e influ\u00eancia no ambiente digital, a gest\u00e3o de crises em meios digitais \u00e9 uma compet\u00eancia fundamental para os profissionais de comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neos. Monitorar o que acontece com a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, com suas lideran\u00e7as e funcion\u00e1rios \u2013 pois j\u00e1 tem algum tempo, todos s\u00e3o porta-vozes e\/ou embaixadores dos locais em que trabalham; bem como acompanhar a concorr\u00eancia e o setor s\u00e3o parte do trabalho de preven\u00e7\u00e3o de riscos e crises. No entanto, n\u00e3o se pode apenas apostar que a preven\u00e7\u00e3o vai evitar os problemas. Por isso, ter agilidade para resolver as quest\u00f5es digitais de maneira direta, transparente e honesta \u00e9 crucial para um bom encaminhamento da crise. Importante posicionar-se de maneira contundente, convincente e aberta. Ao investir em monitoramento, tem-se preven\u00e7\u00e3o. Ao investir em um franco planejamento de gest\u00e3o de riscos, crises s\u00e3o mitigadas.<\/p>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Por Carolina Frazon Terra | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Professora na USP<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Gest\u00e3o de riscos<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O termo Gest\u00e3o de Riscos \u00e9 detalhado na ISO 31000:2018, elaborada pelo Technical Committee Risk Management (ISO\/TC 262), em que se desdobra como a atividade coordenada para dirigir e controlar uma organiza\u00e7\u00e3o no que se refere ao efeito da incerteza nos objetivos, com consequ\u00eancia negativa, positiva ou ambas. Est\u00e1 vinculado diretamente \u00e0 governan\u00e7a e se alicer\u00e7a em informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, claras, tempestivas e acess\u00edveis a todos os envolvidos. Sua efetividade requer comunica\u00e7\u00e3o multissetorial, de forma articulada, inclusiva, din\u00e2mica, cont\u00ednua, humanizada, abrangente e personalizada aos contextos.<\/p>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Por Leonardo Siqueira Alves dos Passos | Especialista em Gest\u00e3o de Emerg\u00eancia e Desastres | 1\u00ba Tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Governan\u00e7a<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Est\u00e1 diretamente relacionada aos processos, pr\u00e1ticas e estruturas que contribuem para uma tomada de decis\u00e3o eficaz e transparente por uma organiza\u00e7\u00e3o. Envolve a lideran\u00e7a e a supervis\u00e3o da gest\u00e3o de riscos, al\u00e9m de assegurar que as a\u00e7\u00f5es adotadas estejam alinhadas com os valores, responsabilidades sociais e compromissos da institui\u00e7\u00e3o com seus p\u00fablicos estrat\u00e9gicos. A falta de uma governan\u00e7a robusta pode agravar situa\u00e7\u00f5es de crise, gerando incertezas, instabilidade e comprometendo a recupera\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, esse conjunto de pr\u00e1ticas se torna ainda mais essencial, pois proporciona clareza nas decis\u00f5es e contribui para a mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos negativos causados \u00e0 imagem e \u00e0 estrutura organizacional e para o fortalecimento da confian\u00e7a.<\/p>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Por Ana Paula Sartor | <\/span>Jornalista, p\u00f3s-graduada em Comunica\u00e7\u00e3o &amp; Marketing | Diretora de Engajamento Corporativo e Reputa\u00e7\u00e3o na Edelman Brasil<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">H<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Hora de ouro \/ <em>Golden hour<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Refere-se ao primeiro momento ap\u00f3s o surgimento de uma emerg\u00eancia que afeta a organiza\u00e7\u00e3o, em que uma interven\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (dentro dos primeiros 60 minutos) e eficaz \u00e9 crucial para determinar o desenvolvimento dos eventos. Portanto, \u00e9 um per\u00edodo cr\u00edtico para defender a imagem corporativa e reduzir a possibilidade de danos a longo prazo \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o organizacional. Este princ\u00edpio enfatiza a necessidade de agir prontamente e comunicar dados precisos para reduzir consequ\u00eancias negativas e preservar a credibilidade da organiza\u00e7\u00e3o na sociedade. Um termo adotado na \u00e1rea m\u00e9dica que postula como, em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o imediata dentro dos primeiros 60 minutos ap\u00f3s o trauma \u00e9 crucial para estabilizar a pessoa afetada, evitar que sua condi\u00e7\u00e3o piore e reduzir poss\u00edveis sequelas.<\/p>\n<pre>Por Andrea Oliveira | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora Titular na Universidad de M\u00e1laga (UMA)<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">I<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Identidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 a express\u00e3o materializada e coletiva da cultura que representa um conceito significativo e fundamental na sociedade, visto que \u00e9 por meio dela que identificamos pessoas, grupos e organiza\u00e7\u00f5es. Portanto, \u00e9 considerada a ess\u00eancia, o princ\u00edpio, o DNA, o que d\u00e1 conceito e sentido \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e \u00e0 sociedade.\u00a0 No \u00e2mbito organizacional compreende caracter\u00edsticas que distinguem organiza\u00e7\u00f5es de como s\u00e3o percebidas pelos p\u00fablicos, e na sua origem, representa um composto de princ\u00edpios resultantes de atributos individuais e coletivos compartilhados, os quais definem pap\u00e9is, s\u00edmbolos, pol\u00edticas, regras e procedimentos.<\/p>\n<pre>Por Sergio Andreucci | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP<br \/><br \/><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Imagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Conjunto de percep\u00e7\u00f5es, conceituais e ic\u00f4nicas, que os sujeitos produzem mentalmente sobre determinada organiza\u00e7\u00e3o. A constru\u00e7\u00e3o de imagem se d\u00e1 sempre por processos subjetivos que sintetizam em representa\u00e7\u00e3o mental as diversas experi\u00eancias interativas que os p\u00fablicos t\u00eam, direta e\/ou indiretamente, com a organiza\u00e7\u00e3o. Em situa\u00e7\u00f5es de crise, a imagem de uma organiza\u00e7\u00e3o experimenta certos n\u00edveis de instabilidade, com tend\u00eancia a percep\u00e7\u00f5es negativas. Nesses casos, para atenuar poss\u00edveis desgastes, uma boa gest\u00e3o de crise com processos \u00e1geis e transparentes de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental.<\/span><\/p>\n<pre>Por Jean Felipe Rossato | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o | Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na UFRGS<br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong><em>Issues management<\/em> \/ Gerenciamento de assuntos cr\u00edticos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Processo estrat\u00e9gico usado para antecipar, identificar, analisar e responder a temas pol\u00eamicos , antes que eles se tornem crises e impactem uma organiza\u00e7\u00e3o. Envolve rastrear a opini\u00e3o p\u00fablica, monitorar tend\u00eancias e abordar proativamente as preocupa\u00e7\u00f5es antes que elas se transformem em problemas maiores. O objetivo \u00e9 evitar crises, proteger a reputa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e minimizar qualquer impacto negativo em suas opera\u00e7\u00f5es ou na percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Como disciplina formal teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1970 e \u00e9 creditado a Howard Chase. O conceito \u00e9 usado hoje principalmente como elemento-chave da Resili\u00eancia Corporativa para gerenciar amea\u00e7as potenciais, manter rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas eficazes, evitar crises e a cria\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00f5es restritivas aos neg\u00f3cios.<\/span><\/p>\n<pre>Por Eduardo Prestes | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | <span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">S\u00f3cio-fundador e diretor executivo da Crisis Solutions e da Crisis Academy <\/span><\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">M<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Mapa de risco\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Instrumento estrat\u00e9gico de gest\u00e3o, que mensura a probabilidade e o impacto da ocorr\u00eancia do risco atrav\u00e9s de uma matriz gr\u00e1fica. A metodologia consiste em entender a conjuntura; identificar os riscos; mensurar seu grau de incid\u00eancia; priorizar os mais cr\u00edticos; criar planos de a\u00e7\u00e3o e em implantar, monitorar e revisar as a\u00e7\u00f5es. Entende-se como priorit\u00e1rio, que ocorram simula\u00e7\u00f5es de cen\u00e1rios de risco dentro da empresa (<em>tabletop<\/em>), para que a equipe adquira experi\u00eancia e seguran\u00e7a nos protocolos a fim de evitar a crise. O desenvolvimento de uma cultura preventiva diminui a incerteza e fortalece a tomada de decis\u00f5es nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<pre><span style=\"color: #000000\">Por Lana D'\u00c1vila Campanella | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o Social | Professora na UFSM<br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Manual de crise<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Documento estrat\u00e9gico que incorpora informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para orientar uma empresa na preven\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do impacto provocado por situa\u00e7\u00f5es de crise.\u00a0 Ele deve incluir: a) indica\u00e7\u00e3o de fatores ou motivos que podem desencadear uma crise; b) explicita\u00e7\u00e3o dos potenciais p\u00fablicos estrat\u00e9gicos a serem impactados pela ocorr\u00eancia de uma crise; c) crit\u00e9rios para constitui\u00e7\u00e3o de um Comit\u00ea de Crise, inst\u00e2ncia decis\u00f3ria do processo de gest\u00e3o de crises; d) elabora\u00e7\u00e3o de um plano de comunica\u00e7\u00e3o para o enfrentamento da crise; e) monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o da crise na imagem e na reputa\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<pre>Por Wilson da Costa Bueno | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor s\u00eanior da Eca\/USP<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Matriz de risco<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Ferramenta que possibilita analisar os principais riscos que uma empresa pode vir a enfrentar com seus p\u00fablicos, podendo a partir da constru\u00e7\u00e3o de uma matriz, \u00a0minimizar potenciais impactos nos neg\u00f3cios. Identificar os riscos tanto internos quanto externos, realizar an\u00e1lise dos riscos &#8211; classificar de acordo com a probabilidade da ocorr\u00eancia e gravidade do risco, planejar a\u00e7\u00f5es para minimizar, monitorar e reavaliar, s\u0101o fases que comp\u00f5em sua aplica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<pre>Por Marlene Marchiori | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Escritora, Pesquisadora, Palestrante e Mentora em Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Estrat\u00e9gia como pr\u00e1tica.<br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Media training<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O relacionamento com a m\u00eddia deve ser pautado pela \u00e9tica, pela transpar\u00eancia e pelo profissionalismo, porque a presen\u00e7a na imprensa, se promovida de forma competente, impacta positivamente a imagem e a reputa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es. O programa, denominado media training, quando coordenado por profissionais experientes, contribui para qualificar a intera\u00e7\u00e3o das fontes com a imprensa. Ele deve detalhar as caracter\u00edsticas do processo de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, identificar o perfil e o compromisso dos diferentes ve\u00edculos, e explicitar as posturas adequadas e as boas pr\u00e1ticas que devem vigorar no exerc\u00edcio desta atividade.\u00a0<\/p>\n<pre>Por Wilson da Costa Bueno | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor s\u00eanior da ECA\/USP <br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Mensagem-chave<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Recurso utilizado dentro do planejamento de comunica\u00e7\u00e3o que serve para balizar o posicionamento institucional da empresa e sustentar outras comunica\u00e7\u00f5es que venham a ser realizadas. No contexto de gerenciamento de crises corporativas, a mensagem-chave deve sempre cumprir o papel de dizer com clareza qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da empresa naquele momento. Precisa ser planejada e aprovada pela lideran\u00e7a e equipe jur\u00eddica, a fim de evitar interpreta\u00e7\u00f5es d\u00fabias ou equivocadas. Deve ser clara, coerente, factual e flex\u00edvel para se adaptar conforme o andamento da crise.\u00a0<\/p>\n<pre>Por \u00c9rica Ruiz | Mestre em Administra\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de neg\u00f3cios pela UEL | CEO da Crisis Solutions Consultoria em gerenciamento de Resili\u00eancia Corporativa <br \/><br \/><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366\"><strong>Mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Conjunto de estrat\u00e9gias adotadas para reduzir os impactos potenciais de riscos e desastres sobre pessoas, organiza\u00e7\u00f5es e o meio ambiente. Vai al\u00e9m da preven\u00e7\u00e3o ao reconhecer que certas amea\u00e7as s\u00e3o inevit\u00e1veis, buscando minimizar seus efeitos. Envolve a\u00e7\u00f5es estruturais e n\u00e3o estruturais, como planejamento urbano, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e fortalecimento comunit\u00e1rio. Inspirado pela abordagem japonesa (<em>gensai<\/em>), o conceito integra tecnologia, cultura de preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o participativa para promover resili\u00eancia local.<\/p>\n<pre>Por Aline Ramos Barros Shimoda | Mestre em Processos e Manifesta\u00e7\u00f5es Culturais, Pesquisadora do RCCom (UFRGS). Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, residente no Jap\u00e3o.<br \/><br \/><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><span style=\"color: #003366\">P<\/span><\/h2>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><strong><span style=\"color: #003366\">Paracrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Gest\u00e3o de risco tornada p\u00fablica e que antecede uma potencial crise. Caracteriza-se pela necessidade de as organiza\u00e7\u00f5es comunicarem na mitiga\u00e7\u00e3o do risco reputacional face a preocupa\u00e7\u00f5es polarizadas. Trata-se de corrigir o que pode ser uma percep\u00e7\u00e3o errada do p\u00fablico, que ganha espa\u00e7o nas redes sociais digitais e que \u00e9 exacerbada pela emo\u00e7\u00e3o. Em face disto, exige-se \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es uma resposta preventiva e estrat\u00e9gica, ajustando a sua comunica\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es antes da situa\u00e7\u00e3o escalar para uma crise. Este conceito \u00e9 fundamental na gest\u00e3o de risco, destacando a import\u00e2ncia da monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e proatividade.<\/p>\n<pre>Por Elsa Lemos | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Guerra de Informa\u00e7\u00e3o (PT) | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Especialista em Comunica\u00e7\u00e3o de Crise<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Percep\u00e7\u00e3o de risco<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 a avalia\u00e7\u00e3o subjetiva sobre amea\u00e7as potenciais, influenciada por fatores sociais, culturais e individuais, bem como por aspectos cognitivos e sensoriais. Diretamente relacionada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de comportamentos preventivos, a percep\u00e7\u00e3o de risco \u00e9 moldada pela confian\u00e7a nas fontes e no conte\u00fado da informa\u00e7\u00e3o sobre riscos. A percep\u00e7\u00e3o de risco pode ser analisada sob a abordagem tradicional, fundamentada em evid\u00eancias cient\u00edficas e experi\u00eancias passadas, ou sob a abordagem evolutiva, que considera incertezas e impactos futuros, sendo esta \u00faltima mais eficaz para estimular o engajamento da popula\u00e7\u00e3o e fortalecer a confian\u00e7a nas autoridades.<\/p>\n<pre>Por Bianca Persici Toniolo | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Professora Auxiliar Convidada na Universidade da Beira Interior e na Universidade de Coimbra<br \/><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Permacrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Da combina\u00e7\u00e3o das palavras &#8220;permanente&#8221; e &#8220;crise&#8221; surge o conceito de &#8220;permacrise&#8221; para descrever o estado atual de crise cont\u00ednua, recorrente e persistente que enfrentamos nos campos econ\u00f3mico, social e ambiental. Ao contr\u00e1rio de \u201cpolicrise\u201d, \u201cpermacrise\u201d implica que pass\u00e1mos a ver as crises como situa\u00e7\u00f5es que s\u00f3 podem ser geridas ao longo do tempo e n\u00e3o resolvidas. Diante de um cen\u00e1rio marcado por volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, \u00e9 essencial planear uma comunica\u00e7\u00e3o \u00e1gil que permita lidar com os desafios quotidianos de um mundo em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n<pre>Por Gisela Gon\u00e7alves | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span>Professora Associada na Universidade da Beira Interior e investigadora do LabCom<br \/><br \/><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Plano de conting\u00eancia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Documento minucioso elaborado por equipe multidisciplinar que oferece alternativas de respostas, atitudes, posturas e comportamentos a controv\u00e9rsias que se apresentem diante de situa\u00e7\u00f5es que envolvam risco, crises ou emerg\u00eancias. Deve ser elaborado a partir de levantamento de experi\u00eancias ou situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao tema, \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o ou aos personagens que nela se coloquem, e que possam ter sido vivenciadas pelos pr\u00f3prios envolvidos ou por terceiros. O objetivo principal \u00e9 minimizar efeitos negativos para a organiza\u00e7\u00e3o e seus p\u00fablicos, al\u00e9m de potencializar atitudes \u00e1geis em favor dos envolvidos.<\/p>\n<pre>Por Luiz Alberto de Farias | Livre Docente e Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor Titular Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/pre>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Policrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o em que diversas crises ocorrem simultaneamente e interagem de modo a amplificar seus impactos. Essas crises podem ser de natureza econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social, ambiental ou de sa\u00fade, e sua interconex\u00e3o torna o cen\u00e1rio mais complexo e dif\u00edcil de solucionar. Nesse contexto, a combina\u00e7\u00e3o das crises n\u00e3o representa apenas a soma dos problemas individuais, mas cria desafios, aumentando o grau de imprevisibilidade e agravando os riscos. A policrise se caracteriza por gerar consequ\u00eancias mais graves do que se cada crise ocorresse de forma isolada.<\/p>\n<pre>Por Jos\u00e9 Gabriel Andrade | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor na Universidade do Minho (UM) - Portugal<br \/><br \/><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Pol\u00edtica de conduta<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Documento que re\u00fane normas e diretrizes de conduta para p\u00fablicos de interesse da organiza\u00e7\u00e3o, tais como funcion\u00e1rios, fornecedores, parceiros etc. A ideia de uma pol\u00edtica de conduta \u00e9 ajudar a nortear as a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e visibilidade tanto da organiza\u00e7\u00e3o quando se expressa, quanto do ponto de vista dos indiv\u00edduos, quando postam em seus perfis de m\u00eddias sociais ou blogs, aplicativos, sites de opini\u00e3o, entre outros. O car\u00e1ter \u00e9 mais de orienta\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o do que punitivo, embora possa trazer, em seu bojo, as san\u00e7\u00f5es e penalidades a que todos est\u00e3o sujeitos ao descumprir alguma norma de conduta. Em tempos de m\u00eddias digitais, contar com uma pol\u00edtica de conduta pode ajudar a dirimir ou mitigar riscos e crises organizacionais.<\/p>\n<pre>Por Carolina Frazon Terra | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na USP<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Porta-voz<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Figura que vai representar a organiza\u00e7\u00e3o diante da m\u00eddia, tanto da tradicional, quanto nas m\u00eddias sociais, por exemplo. \u00c9 uma pessoa que recebe treinamento para falar em nome da entidade a que pertence. Na atualidade, frente ao cen\u00e1rio de m\u00eddias digitais, todas os funcion\u00e1rios de uma empresa podem ser considerados porta-vozes. O que qualquer pessoa ligada a uma organiza\u00e7\u00e3o disser em um perfil de m\u00eddias sociais, em comunicadores instant\u00e2neos ou mesmo em situa\u00e7\u00f5es do dia a dia, pode ser encarado como uma voz oficial. H\u00e1, por outro lado, diversos programas (de influenciadores internos), dentro das organiza\u00e7\u00f5es, que incentivam os empregados a falar de bastidores, de como \u00e9 trabalhar naquele local, de abordar sua pr\u00f3pria experi\u00eancia e expertise. Ainda assim, um porta-voz, no sentido cl\u00e1ssico do termo, \u00e9 um agente capacitado que vai responder em nome de sua institui\u00e7\u00e3o em posicionamentos, pronunciamentos, situa\u00e7\u00f5es de crise, entrevistas e em falas externas de maneira geral.<\/p>\n<pre>Por Carolina Frazon Terra | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na USP<\/span><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Posicionamento<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o assumida por uma organiza\u00e7\u00e3o diante da crise. Alinha-se \u00e0 diretrizes existentes, geralmente descritas em documentos como a pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica de conduta, o manual de crise. Caso as diretrizes n\u00e3o estejam estabelecidas, \u00e9 essencial reunir a equipe para definir o comportamento diante da situa\u00e7\u00e3o vivenciada \u2013 n\u00e3o se posicionar \u00e9 um posicionamento; de uma forma ou outra, a organiza\u00e7\u00e3o envolvida na crise ocupa um lugar e recomenda-se uma postura proativa. O posicionamento ser\u00e1 apresentado atrav\u00e9s de diversas a\u00e7\u00f5es comunicacionais, como a manifesta\u00e7\u00e3o de porta-vozes, pronunciamentos, comunicados \u00e0 imprensa.<\/p>\n<pre>Por Daiane Scheid | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na UFSM<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><em><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Post mortem<\/span><\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p>An\u00e1lise retrospectiva realizada ap\u00f3s a resolu\u00e7\u00e3o de um incidente, com o objetivo de entender o que ocorreu, por que ocorreu e como prevenir recorr\u00eancias do risco de reputa\u00e7\u00e3o que desencadeou em incidente ou crise. No contexto da comunica\u00e7\u00e3o de crises, ele \u00e9 essencial para identificar falhas, melhorar processos e refor\u00e7ar a confian\u00e7a organizacional por meio da transpar\u00eancia. Sua import\u00e2ncia reside no fortalecimento da aprendizagem cont\u00ednua e de uma cultura de gest\u00e3o de riscos na institui\u00e7\u00e3o, gerando redu\u00e7\u00e3o de riscos e aprimoramento da resposta futura. Para implement\u00e1-lo, define-se o objetivo da an\u00e1lise, envolve-se as partes interessadas, investiga-se as causas ra\u00edzes, desenvolvem-se a\u00e7\u00f5es corretivas e compartilham-se os aprendizados, sempre em um ambiente seguro e colaborativo, junto aos l\u00edderes estrat\u00e9gicos da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Giovanni Nobile | Jornalista e escritor, Diretor de cap\u00edtulo Aberje Bras\u00edlia, gestor de risco de reputa\u00e7\u00e3o no BB.<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Prepara\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 o processo sistem\u00e1tico de se antecipar aos riscos e planejar respostas para lidar com eventos cr\u00edticos previs\u00edveis, emerg\u00eancias e situa\u00e7\u00f5es inesperados. Do latim <em>praeparatio,<\/em> que significa \u201ctornar pronto com anteced\u00eancia\u201d, no contexto de crise, envolve pol\u00edticas internas, pr\u00e1ticas e procedimentos que tornam a organiza\u00e7\u00e3o apta para agir de forma r\u00e1pida e eficaz diante de situa\u00e7\u00f5es adversas que afetam reputa\u00e7\u00e3o. Neste sentido, inclui a identifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de riscos potenciais, monitoramento das amea\u00e7as, planos de conting\u00eancia, relacionamento transparente com os stakeholders, capacita\u00e7\u00e3o de equipes e estrutura\u00e7\u00e3o de comit\u00ea de crise.<\/p>\n<pre>Por Valdeci Verdelho | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Jornalista | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Consultor e Fundador da Verdelho Comunica\u00e7\u00e3o<br \/><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Preven\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Refere-se a uma postura proativa voltada \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de riscos, buscando evitar a ocorr\u00eancia de eventos negativos. Na gest\u00e3o de riscos e crises, a preven\u00e7\u00e3o engloba medidas e atitudes voltadas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de vulnerabilidades, \u00e0 an\u00e1lise de cen\u00e1rios e \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o de planos de a\u00e7\u00e3o que inibam a escalada de amea\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. Trata-se de uma abordagem respons\u00e1vel e tecnicamente adequada, que visa proteger a integridade das pessoas, assegurar a conformidade e preservar a reputa\u00e7\u00e3o organizacional.<\/span><\/p>\n<pre>Por Diego Wander Montagner | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"> | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professor da UFRGS<br \/><\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Prontid\u00e3o \/ Readiness*<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Um novo modelo de gest\u00e3o de crise que enfatiza a efic\u00e1cia multin\u00edvel e um pensamento adapt\u00e1vel. A efic\u00e1cia \u00e9 multin\u00edvel porque envolve a efic\u00e1cia relacionada \u00e0 crise em n\u00edvel individual, de grupo e organizacional. A prepara\u00e7\u00e3o auxilia na constru\u00e7\u00e3o da prontid\u00e3o por meio do desenvolvimento da efic\u00e1cia, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. A natureza din\u00e2mica das crises demanda adaptabilidade cognitiva e afetiva. A prontid\u00e3o reflete a disposi\u00e7\u00e3o para se engajar com uma crise e sustentar o esfor\u00e7o de gest\u00e3o de crise. Al\u00e9m disso, a prontid\u00e3o \u00e9 um processo cont\u00ednuo, pois uma organiza\u00e7\u00e3o jamais estar\u00e1 totalmente pronta e, portanto, a gest\u00e3o precisa avaliar regularmente seu n\u00edvel de prontid\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Timothy Coombs | PhD in Public Affairs and Issue Management | Advisor at the Centre for Crisis and Risk Communications<br \/><br \/><\/pre>\n<p><strong>*No original:\u00a0<\/strong><em><strong>Readiness &#8211;\u00a0<\/strong>A new model of crisis management emphasizing multilevel efficacy and an adaptable mindset.\u00a0 Efficacy is multilevel because it involves individual, group, and organizational crisis-related efficacy. Preparation helps to build readiness by building efficacy but is not enough.\u00a0 the dynamic nature of crises requires cognitive and affective adaptability.\u00a0 Readiness reflects a willingness to engage with a crisis and to sustain the crisis management effort. Readiness is a process because an organization can never be too ready, yet management still needs to assess the level of readiness regularly.\u00a0<\/em><\/p>\n<pre><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Pronunciamento<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Express\u00e3o p\u00fablica da fala institucional da organiza\u00e7\u00e3o diante de acontecimentos cr\u00edticos que a envolve, contendo explica\u00e7\u00e3o autorizada dos fatos. No curso dos eventos, precisa tamb\u00e9m assumir uma responsabilidade perante os p\u00fablicos, tranquilizar a popula\u00e7\u00e3o envolvida quanto aos efeitos da crise, declarar provid\u00eancias j\u00e1 concretizadas ou a tomar na solu\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o desses efeitos, apresentar dados e evid\u00eancias com precis\u00e3o, desfazendo especula\u00e7\u00f5es e boatos e colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades. Por seu car\u00e1ter oficial e formal, requer que sua emiss\u00e3o seja feita por figura em posi\u00e7\u00e3o de autoridade e influ\u00eancia.<\/p>\n<pre>Por M\u00e1rcio Simeone Henriques | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professor na UFMG<\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Protocolo<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\">Conjunto de regras que orienta a\u00e7\u00f5es coordenadas, reduzindo a inseguran\u00e7a e assegurando a consist\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o entre partes. Nas organiza\u00e7\u00f5es e na sociedade, padroniza procedimentos em emerg\u00eancias, preservando a ordem e a seguran\u00e7a. Torna-se um mecanismo crucial para previsibilidade e controle, fortalecendo a resili\u00eancia diante de adversidades.<\/span> Para assegurar sua efic\u00e1cia e coer\u00eancia em diversas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental que o protocolo inclua documenta\u00e7\u00f5es essenciais, obtenha aprova\u00e7\u00f5es corporativas adequadas e dos \u00f3rg\u00e3os reguladores, quando aplic\u00e1vel, e seja monitorado ao longo da evolu\u00e7\u00e3o dos processos.<\/p>\n<pre>Por Heloisa Diniz | Especialista em Gest\u00e3o de Crises e Continuidade do Neg\u00f3cio | Coordenadora de Continuidade do Neg\u00f3cio e Gest\u00e3o de Crises (Gol Linhas A\u00e9reas)<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">R<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Rastro digital<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Representa o conjunto de registros e vest\u00edgios que deixamos ao utilizar a internet, especialmente em plataformas de redes sociais. Esses rastros incluem desde informa\u00e7\u00f5es pessoais que divulgamos voluntariamente, como curtidas, posts e dados de perfil, at\u00e9 padr\u00f5es de conex\u00e3o e intera\u00e7\u00f5es com outros usu\u00e1rios. Os rastros podem ter um impacto na reputa\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e empresas, uma vez que publica\u00e7\u00f5es negativas, como coment\u00e1rios preconceituosos, ou controversas podem ser facilmente encontradas e compartilhadas. E, uma vez descobertos, tais rastros podem desencadear crises significativas, tanto para indiv\u00edduos quanto para empresas.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<pre>Por Ricardo N\u00f3brega  |  Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor na Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero<br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Repara\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em sua origem, a palavra remete \u00e0 ideia de recome\u00e7o. No \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o, pressup\u00f5e a quebra de algum contrato social, ambiental e\/ou econ\u00f4mico que tenha resultado em preju\u00edzo \u00e0 sociedade, a algu\u00e9m e\/ou a algo. Nesse sentido, atos, a\u00e7\u00f5es e iniciativas de repara\u00e7\u00e3o est\u00e3o associados a algum tipo de crise e se configuram como alternativas capazes de atenuar o impacto e\/ou o preju\u00edzo causado a outrem e\/ou \u00e0 sociedade. Concomitantemente, t\u00eam o objetivo de tamb\u00e9m minimizar o impacto provocado \u00e0 imagem e \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por caus\u00e1-lo.<\/p>\n<pre>Por Isaura Mour\u00e3o Generoso | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o | Professora na UFV<br \/><br \/><\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Reputa\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ativo intang\u00edvel baseada em percep\u00e7\u00f5es, opini\u00f5es e julgamentos dos grupos de relacionamento de uma organiza\u00e7\u00e3o sobre o quanto ela \u00e9 capaz de honrar e cumprir as promessas que faz. \u00c9 constru\u00edda ao longo do tempo e baseia-se em experi\u00eancias reais que temos com a empresa. O que ela diz em suas comunica\u00e7\u00f5es e publicidades, a qualidade de seus produtos e servi\u00e7os, suas ofertas, seu atendimento e di\u00e1logo nas redes sociais e no call center. Ou seja, uma jornada de experi\u00eancias, baseada na confian\u00e7a entre as partes e que se consolida quando as promessas s\u00e3o cumpridas. Enfim, \u00e9 um ativo que n\u00e3o se compra, n\u00e3o se vende, n\u00e3o se empresta, mas sabemos que tem muito valor de mercado, na medida que gera compra e prefer\u00eancia por produtos e servi\u00e7os, mant\u00e9m investidores, atrai e ret\u00e9m talentos.<\/p>\n<pre>Por Elisa Prado | Professora, consultora em gest\u00e3o de reputa\u00e7\u00e3o corporativa \u2013 preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de crises<br \/><br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Resposta<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 a rea\u00e7\u00e3o frente aos eventos de uma crise. A resposta tem por objetivo mitigar os danos gerados pelo fato cr\u00edtico, no que tange \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o, \u00e0 imagem e \u00e0 opera\u00e7\u00e3o da empresa. Portanto, precisa ser r\u00e1pida, organizada, coordenada e eficaz, al\u00e9m de bem articulada com os stakeholders. Respostas impensadas ou n\u00e3o avaliadas corretamente podem aumentar ainda mais os estragos da crise. Idealmente deve estar prevista nos planos de preven\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o e ser implementada pelo Comit\u00ea de Crise. N\u00e3o reagir ou n\u00e3o falar frente a uma situa\u00e7\u00e3o de crise j\u00e1 \u00e9 uma resposta a ela.<\/p>\n<pre>Por Fabiane Madeira | P\u00f3s-Graduada em Marketing | Consultora de gest\u00e3o de crises de imagem e comunica\u00e7\u00e3o. CEO da \u00c9fe Reputa\u00e7\u00e3o<\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><strong><span style=\"color: #003366\">Resili\u00eancia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Capacidade da organiza\u00e7\u00e3o em enfrentar, adaptar-se e recuperar-se rapidamente diante de dificuldades ou mudan\u00e7as adversas. Essa habilidade envolve n\u00e3o apenas resistir a crises e desafios, mas tamb\u00e9m a capacidade de se transformar e prosperar diante deles. A resili\u00eancia \u00e9 a habilidade de uma empresa em manter suas opera\u00e7\u00f5es e objetivos estrat\u00e9gicos diante de interrup\u00e7\u00f5es inesperadas. Isso inclui identificar e gerenciar riscos proativamente, manter a continuidade dos neg\u00f3cios, e cultivar uma cultura de melhoria cont\u00ednua e inova\u00e7\u00e3o. Neste contexto, a resili\u00eancia pode ser dividida entre resili\u00eancia organizacional e operacional. Resili\u00eancia organizacional envolve uma gest\u00e3o eficaz dos recursos, uma forte lideran\u00e7a, e um compromisso com a aprendizagem e a inova\u00e7\u00e3o cont\u00ednuas. A resili\u00eancia operacional faz parte de planejamento detalhado, prepara\u00e7\u00e3o e treinamento rigoroso para garantir que todos os aspectos operacionais possam resistir e se recuperar de eventos perturbadores. Isso inclui as disciplinas de Gest\u00e3o de Crise, Recupera\u00e7\u00e3o de Desastres (TI), Continuidade de Neg\u00f3cio e ESG.<\/p>\n<pre>Por Patricia Brito Teixeira  | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">TWPB Group - Strategic Board Member<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Risco<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 o resultado da intera\u00e7\u00e3o entre amea\u00e7a e vulnerabilidade, representa perigos e danos potenciais a pessoas e sistemas. O risco e sua percep\u00e7\u00e3o est\u00e3o relacionados \u00e0s dimens\u00f5es hist\u00f3ricas, sociais e espaciais de uma determinada sociedade. A gest\u00e3o de risco ocupa-se da identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, monitoramento e ado\u00e7\u00e3o de medidas de tratamento dos riscos.<\/p>\n<pre>Por Ana Karin Nunes | Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o\/<span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Educa\u00e7\u00e3o | <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Professora na UFRGS<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Riscos inerentes<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>S\u00e3o riscos que fazem parte da pr\u00f3pria atividade ou processo, independentemente das a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e controle que as organiza\u00e7\u00f5es implementem. Em outras palavras, s\u00e3o perigos que existem de forma natural e inevit\u00e1vel, surgindo apenas pelo fato de realizar determinada a\u00e7\u00e3o, sem considerar as medidas tomadas para reduzir esses riscos. Assim, compreender esse conceito \u00e9 fundamental para identificar a exposi\u00e7\u00e3o a poss\u00edveis problemas, evidenciando as vulnerabilidades mais elementares de qualquer neg\u00f3cio.<\/p>\n<pre>Por Simone Ludwig | Jornalista, MBA em Gerenciamento de Crises, Estrategista em Comunica\u00e7\u00e3o.<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Riscos residuais<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>S\u00e3o riscos que permanecem mesmo ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e controle, especialmente em situa\u00e7\u00f5es como a gest\u00e3o de crises ou processos dentro da organiza\u00e7\u00e3o. Basicamente, mesmo com as iniciativas voltadas para minimizar os riscos, a chance de ocorr\u00eancia de eventos inesperados continua presente. Nesse cen\u00e1rio, \u00e9 importante entender e monitorar esses riscos com aten\u00e7\u00e3o, para assegurar a seguran\u00e7a, manter as opera\u00e7\u00f5es em andamento, reduzir poss\u00edveis impactos negativos e proteger a reputa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>Por Simone Ludwig | Jornalista, MBA em Gerenciamento de Crises, Estrategista em Comunica\u00e7\u00e3o.<\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<h2><span style=\"color: #003366\">S<\/span><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Sala de crise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ambiente &#8211; f\u00edsico ou virtual &#8211; onde se re\u00fanem os membros do Comit\u00ea de Crise. Durante as crises, \u00e9 o espa\u00e7o onde se concentra o monitoramento, a articula\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e a tomada de decis\u00e3o, tendo em vista a presen\u00e7a da alta gest\u00e3o e de todas as \u00e1reas operacionais envolvidas. No pr\u00e9 e no p\u00f3s-crise, a Sala de Crise \u00e9 o local que sedia as reuni\u00f5es peri\u00f3dicas de mapeamento de riscos, valida\u00e7\u00e3o de protocolos e avalia\u00e7\u00e3o, recomendadas pela vis\u00e3o processual e sist\u00eamica da Gest\u00e3o de Crises.<\/p>\n<pre>Por Julia Machado | Jornalista | Especialista em Gest\u00e3o de Crises de Imagem<\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Sala de situa\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Trata-se de um espa\u00e7o, f\u00edsico ou virtual, voltado para o monitoramento, an\u00e1lise e coordena\u00e7\u00e3o operacional durante um evento cr\u00edtico. Tem como foco centralizar e distribuir informa\u00e7\u00f5es em tempo real visando apoiar a tomada de decis\u00f5es. A Sala de Situa\u00e7\u00e3o pode envolver o uso de diferentes recursos, como tecnologia, mapas, dados estat\u00edsticos e outros para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos eventos. \u00c9 composta, normalmente, por equipes t\u00e9cnicas e operacionais que monitoram os eventos e produzem relat\u00f3rios e an\u00e1lises, que s\u00e3o fornecidos ao Gabinete de Crise, o respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o da resposta geral.<\/p>\n<pre>Por Jo\u00e3o Fortunato | Jornalista | Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura Midi\u00e1tica e especialista em Gest\u00e3o de Crises e Media Training<\/pre>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Sentiment analysis<\/span><\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;background: white\"><span style=\"color: #222222\">A an\u00e1lise de sentimentos consolida-se, metodologicamente, com pesquisas sobre antes, durante e ap\u00f3s momentos da crise organizacional, social ou ambiental, fornecendo informa\u00e7\u00f5es sobre a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as respostas emocionais das pessoas envolvidas. Estudos concentram-se na an\u00e1lise sistem\u00e1tica de dados prim\u00e1rios ou secund\u00e1rios referente ao construto psicol\u00f3gico \u201csentimento\u201d que se estabelece como disposi\u00e7\u00f5es humanas emocionais duradouras e complexas. Prioriza a explora\u00e7\u00e3o do valor sentimental inerente aos eventos ou fatos fundamentando-se nos julgamentos expressos com crit\u00e9rios<\/span><span style=\"color: black\"> contextuais para identificar tend\u00eancias emocionais e avaliar impactos das estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o de crise adotadas.<\/span><\/p>\n<pre><br \/>Por Fabiana Gondim Mariutti | <i><span style=\"color: #222222\">Doctor of Philosophy<\/span><\/i><span style=\"color: #222222\">, Doutora e Mestre em Administra\u00e7\u00e3o e Bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/><\/span><span style=\"color: #222222\">Professora na Universidade de Ribeir\u00e3o Preto (UNAERP) e na FUNDACE FEA-RP(USP)<br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Simula\u00e7\u00e3o de crise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Exerc\u00edcio imersivo onde s\u00e3o criados cen\u00e1rios realistas, em ambiente de press\u00e3o, por\u00e9m controlado e seguro. O seu principal objetivo \u00e9 testar e desenvolver capacidades de resposta de uma organiza\u00e7\u00e3o para crises reais, abrangendo planos, processos, recursos f\u00edsicos, tecnol\u00f3gicos e pessoas.<br \/>A pr\u00e1tica regular e cont\u00ednua de treinamentos simulados entre times de crise e lideran\u00e7as torna a organiza\u00e7\u00e3o cada vez mais apta a responder de forma r\u00e1pida e eficaz a eventos cr\u00edticos adversos, colaborando para o fortalecimento de sua resili\u00eancia organizacional.<\/p>\n<pre>Por Ana Flavia Bello | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Mestre em Administra\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica | CEO na Cosafe LATAM<br \/><br \/><br \/><br \/><\/span><\/pre>\n<p><em><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><strong><span style=\"color: #003366\">Social media training<\/span><\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p>Treinamento midi\u00e1tico que tem como base a l\u00f3gica comunicacional inaugurada pelas plataformas de redes sociais na internet. Neste ambiente, al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es entre os pr\u00f3prios usu\u00e1rios, aspectos n\u00e3o humanos, como os algoritmos, tamb\u00e9m est\u00e3o impregnados por toda sua estrutura. Com base em conceitos, tend\u00eancias e casos reais, al\u00e9m de t\u00e9cnicas de preven\u00e7\u00e3o de crises, o objetivo do treinamento \u00e9 preparar <em>c-levels<\/em> e colaboradores para lidarem com o ambiente das redes sociais. O <em>social media training<\/em> \u00e9 uma redefini\u00e7\u00e3o do conceituado <em>media training<\/em>, que agora ganhou uma vers\u00e3o para o ambiente das plataformas. \u00a0<\/p>\n<pre>Por Ricardo N\u00f3brega  |  Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor na Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero<br \/><br \/><br \/><\/pre>\n<p><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\"><br \/><strong><span style=\"color: #003366\">Sociedade de risco<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Embora seja um tema da sociologia desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os riscos ganharam for\u00e7a como objetos de estudo com o soci\u00f3logo alem\u00e3o Ulrich Beck (1944-2015), que desenvolveu ampla obra sobre a <em>Sociedade de Risco <\/em>e a<em> Sociedade de risco global<\/em>. A perspectiva proposta pelo autor \u00e9 considerada uma das mais criativas contribui\u00e7\u00f5es para a teoria social do final do s\u00e9culo XX e in\u00edcio de XXI (Guivant, 2016). Os riscos s\u00e3o para Beck (2010) caracter\u00edsticas de uma nova modernidade, ou ainda, os efeitos colaterais da busca de controle sobre os recursos naturais. O progresso em si \u00e9 a fonte dos riscos. Riscos, segundo o autor n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimo de cat\u00e1strofe, mas sim a antecipa\u00e7\u00e3o dos desastres e manifesta\u00e7\u00e3o da incerteza. \u00a0<\/p>\n<pre>Por Ros\u00e2ngela Florczak de Oliveira  | <span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora e Pesquisadora da <\/span><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">PUCRS<\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<pre><span class=\"OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none\">\u00a0<\/span><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este gloss\u00e1rio est\u00e1 sendo constru\u00eddo coletiva e colaborativamente por dezenas de pesquisadores, professores e profissionais do mercado. 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