{"id":267,"date":"2023-12-18T09:44:50","date_gmt":"2023-12-18T12:44:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=267"},"modified":"2023-12-18T11:33:45","modified_gmt":"2023-12-18T14:33:45","slug":"as-universidades-publicas-brasileiras-estao-preparadas-para-se-comunicar-em-situacoes-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2023\/12\/18\/as-universidades-publicas-brasileiras-estao-preparadas-para-se-comunicar-em-situacoes-de-crise","title":{"rendered":"As Universidades p\u00fablicas brasileiras est\u00e3o preparadas para se comunicar em situa\u00e7\u00f5es de crise?"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dados preliminares de uma das pesquisas que est\u00e3o sendo realizadas pelo Grupo de Pesquisa EstratO (UFSM\/CNPq) sobre a comunica\u00e7\u00e3o nas\/das universidades p\u00fablicas brasileiras indicam que a maioria das institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">tem um plano para comunica\u00e7\u00e3o de crise. De 29 institui\u00e7\u00f5es que participaram da pesquisa (representadas pelo seu principal diretor\/coordenador\/gestor da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o), apenas 5 afirmam contar com esse tipo de plano. E 2 delas n\u00e3o sabem informar. H\u00e1 aqui um sinal de alerta quanto ao despreparo das universidades p\u00fablicas para os desafios comunicacionais atrelados \u00e0 gest\u00e3o de crises.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_268\" aria-describedby=\"caption-attachment-268\" style=\"width: 940px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-268 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2023\/12\/EstratO.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"788\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2023\/12\/EstratO.jpg 940w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2023\/12\/EstratO-300x251.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2023\/12\/EstratO-768x644.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-268\" class=\"wp-caption-text\">A maioria das Universidades p\u00fablicas brasileiras n\u00e3o tem plano de comunica\u00e7\u00e3o de crise.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A universidade, por muitos s\u00e9culos, ocupa uma posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica como lugar de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o do conhecimento. Mas, conforme destaca Barichello (2001), essa institui\u00e7\u00e3o vem sendo questionada, em virtude da mudan\u00e7a de uma sociedade com limites definidos para um contexto social no qual eles s\u00e3o mais flex\u00edveis. O cen\u00e1rio se agrava ao observarmos os desafios postos \u00e0s Universidades nos \u00faltimos anos, como cortes de verbas\/falta de investimentos, discursos de ataque \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, avan\u00e7os da intelig\u00eancia artificial, dentre outros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Destaca-se, ainda, o fen\u00f4meno de virtualiza\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es no contexto de midiatiza\u00e7\u00e3o (HJARVARD, 2012), em que a rela\u00e7\u00e3o entre elas e os indiv\u00edduos d\u00e1-se num \u00e2mbito mais particular e n\u00e3o fisicamente localizado. Nessa complexidade<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> do cen\u00e1rio comunicacional, as tecnologias promovem (e por vezes exigem) novas pr\u00e1ticas de intera\u00e7\u00e3o para as organiza\u00e7\u00f5es, que precisam monitorar a sua presen\u00e7a em diversos espa\u00e7os midi\u00e1ticos (gerenciados ou n\u00e3o por elas) e dialogar com seus interlocutores\/p\u00fablicos estrat\u00e9gicos nesses ambientes e a partir deles.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2001, Barichello j\u00e1 sinalizava que \u201c[&#8230;] as institui\u00e7\u00f5es, especialmente as p\u00fablicas, precisam renovar suas pr\u00e1ticas comunicacionais visando alcan\u00e7ar a sua legitima\u00e7\u00e3o junto \u00e0 sociedade\u201d (BARICHELLO, 2001, p.71). Para ela, o destino da universidade depende das rela\u00e7\u00f5es comunicacionais que estabelece com a sociedade. A premissa permanece. \u00c9 necess\u00e1ria uma atua\u00e7\u00e3o comunicacional estrat\u00e9gica das universidades, que impulsione o seu projeto de reconhecimento social, e (mais) preparada para o enfrentamento das crises que a\u00ed est\u00e3o e que vir\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ou seja, a demanda de uma comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica n\u00e3o \u00e9 nova e se mostra cada vez mais relevante, tamb\u00e9m no que se refere \u00e0 gest\u00e3o de crise. Fica o questionamento: quais fatores t\u00eam dificultado ou retardado a sua efetiva\u00e7\u00e3o? Na tentativa de responder, sugere-se alguns prov\u00e1veis motivos, que certamente n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos e nem se aplicam a todas as universidades p\u00fablicas: insuficiente profissionaliza\u00e7\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o, estrutura prec\u00e1ria do setor, aus\u00eancia de pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o, aspectos da cultura organizacional que imp\u00f5em resist\u00eancia a certas mudan\u00e7as, falta de clareza por parte da gest\u00e3o universit\u00e1ria quanto ao papel da comunica\u00e7\u00e3o (p\u00fablica), disputas pol\u00edticas internas e externas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BARICHELLO, Eugenia M. Mariano da Rocha. <\/span><b>Comunica\u00e7\u00e3o e Comunidade do Saber.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Santa Maria: Palotti, 2001.<\/span><\/p>\n<p><b>Grupo de Pesquisa EstratO &#8211;\u00a0 <\/b><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/grupos\/estrato\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.ufsm.br\/grupos\/estrato<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">HJARVARD, Stig.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Midiatiza\u00e7\u00e3o: teorizando a m\u00eddia como agente de mudan\u00e7a social e cultural. <\/span><b>Matrizes, S\u00e3o Paulo, <\/b><span style=\"font-weight: 400\">n.2, p. 53-91, jan\/jun. 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/matrizes\/article\/view\/38327\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/matrizes\/article\/view\/38327<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;. Acesso em: 16 dez. 2023.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por <\/span><b>Daiane Scheid<\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 (<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Professora da UFSM, Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o, L\u00edder do Grupo de Pesquisa EstratO)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados preliminares de uma das pesquisas que est\u00e3o sendo realizadas pelo Grupo de Pesquisa EstratO (UFSM\/CNPq) sobre a comunica\u00e7\u00e3o nas\/das universidades p\u00fablicas brasileiras indicam que a maioria das institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o tem um plano para comunica\u00e7\u00e3o de crise. 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