{"id":273,"date":"2024-01-05T14:07:20","date_gmt":"2024-01-05T17:07:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=273"},"modified":"2024-01-05T14:16:35","modified_gmt":"2024-01-05T17:16:35","slug":"choque-de-avioes-no-japao-uma-aula-de-gestao-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2024\/01\/05\/choque-de-avioes-no-japao-uma-aula-de-gestao-de-crise","title":{"rendered":"Choque de avi\u00f5es no Jap\u00e3o: uma aula de gest\u00e3o de crise"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <strong>Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni<\/strong> (Autor do livro\u00a0<em>\u201cGest\u00e3o de Crises e Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 O que Gestores e Profissionais de Comunica\u00e7\u00e3o precisam saber para enfrentar Crises Corporativas\u201d)<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O acidente grave de colis\u00e3o de dois avi\u00f5es no aeroporto internacional Haneda, em T\u00f3quio, um dos mais movimentados do mundo, na noite de 1\u00ba de janeiro, ao mesmo tempo que mostra uma falha grave de algum dos controles de voo do aeroporto, seja erro humano ou problema de comunica\u00e7\u00e3o, nos propiciou tamb\u00e9m uma verdadeira aula sobre gest\u00e3o de crises.<\/p>\n<p>As cenas vistas praticamente \u2018real time\u2019 do choque dos avi\u00f5es, seguido de dois inc\u00eandios, envolvendo 379 pessoas (12 tripulantes) no Airbus A350 da Japan Airlines (JAL), e seis tripulantes, no avi\u00e3o Dash-8 da Guarda Costeira japonesa, que taxiava na pista, pronto para decolar, s\u00e3o chocantes e inacredit\u00e1veis. Principalmente pelo fato de n\u00e3o ter se transformado numa grande trag\u00e9dia. A ponto de j\u00e1 ter recebido o ep\u00edteto de \u201co milagre de T\u00f3quio\u201d.<\/p>\n<p>O fato de todos os 367 passageiros e 12 tripulantes do Airbus da Japan Airlines terem conseguido sair do avi\u00e3o antes que o fogo consumisse totalmente a aeronave foi, realmente, uma a\u00e7\u00e3o de salvamento para ser muito comemorada. Para quem n\u00e3o acredita em milagres, a opera\u00e7\u00e3o de retirada das quase 400 pessoas em 90 segundos, ap\u00f3s a batida e o in\u00edcio do inc\u00eandio, n\u00e3o ocorreu por acaso. \u00c9 resultado de uma s\u00e9rie de procedimentos que a tripula\u00e7\u00e3o dominava, certamente, e muito, muito treinamento, principalmente para condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n<p>As causas do acidente ainda est\u00e3o sendo investigadas, mas o Minist\u00e9rio de Terras, Infraestrutura, Transportes e Turismo do Jap\u00e3o apontou que houve uma falha na comunica\u00e7\u00e3o entre os controladores do aeroporto e as aeronaves. O minist\u00e9rio afirma que o avi\u00e3o da Guarda Costeira, que seguiria para as regi\u00f5es afetadas pelo terremoto de segunda-feira, havia recebido autoriza\u00e7\u00e3o para entrar na pista. Dois dias ap\u00f3s, fica-se sabendo que ele n\u00e3o tinha autoriza\u00e7\u00e3o para decolar.<\/p>\n<p>Contudo, o voo 516 da Japan Airlines, proveniente da ilha de Sapporo, no Norte, segundo informa\u00e7\u00e3o que circulou ter\u00e7a-feira, tamb\u00e9m recebeu sinal verde para pousar na mesma pista, algo confirmado pela empresa em comunicado horas depois do acidente. Certamente, este ser\u00e1 o ponto central das investiga\u00e7\u00f5es: descobrir se algu\u00e9m passou uma ordem errada, se os pilotos n\u00e3o entenderam as orienta\u00e7\u00f5es, ou se foi uma combina\u00e7\u00e3o desses dois fatores. De qualquer forma, j\u00e1 h\u00e1 um consenso de que houve \u201cerro humano\u201d (express\u00e3o muito comum na gest\u00e3o de crises, para acidentes desse tipo). E n\u00e3o problema de equipamento dos avi\u00f5es ou pane em algum instrumento do aeroporto.<\/p>\n<p><strong>Combina\u00e7\u00e3o de fatores favor\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Igor Gielow, em artigo na Folha de S. Paulo de 3 de janeiro, \u201cse a investiga\u00e7\u00e3o ainda ir\u00e1 apontar os fatores que levaram \u00e0 colis\u00e3o logo ap\u00f3s o pouso do grande A350, \u00e0s 17h47 locais, \u00e9 poss\u00edvel delinear alguns dos fatores que levaram \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o segura em condi\u00e7\u00f5es extremamente adversas: treinamento da tripula\u00e7\u00e3o, a quantidade de combust\u00edvel do avi\u00e3o e os materiais nov\u00edssimos usados em sua composi\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Ainda na palavra do jornalista da Folha, \u201csegundo os relatos dispon\u00edveis de passageiros e da empresa, todo mundo foi retirado do avi\u00e3o dentro dos 90 segundos exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o internacional como limite de seguran\u00e7a para esse tipo de opera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O n\u00famero de v\u00edtimas fatais se limitou a cinco tripulantes do avi\u00e3o da Guarda Costeira. Um dos pilotos est\u00e1 em estado grave. No Airbus, onde todas as pessoas conseguiram sair ilesas, 17 delas ficaram feridas, sem gravidade. Cenas gravadas por alguns passageiros em meio \u00e0 fuma\u00e7a do inc\u00eandio, segundos antes da evacua\u00e7\u00e3o, mostram que ningu\u00e9m estava de p\u00e9 ou tentando pegar algum objeto dos bagageiros, certamente obedecendo \u00e0s instru\u00e7\u00f5es da tripula\u00e7\u00e3o que naquele momento, sem p\u00e2nico, estava no controle da situa\u00e7\u00e3o, apesar do cen\u00e1rio ca\u00f3tico. Uma das a\u00e7\u00f5es, certamente, foi instrui-los a se dirigirem rapidamente de forma ordeira \u00e0s duas \u00fanicas sa\u00eddas de emerg\u00eancia. Apesar de o Airbus A350 ter um total de oito sa\u00eddas, naquele momento, devido \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do inc\u00eandio, por seguran\u00e7a s\u00f3 foram acionadas as duas da frente do avi\u00e3o. O fogo iniciou na cauda da aeronave.<\/p>\n<p>A aparente calma dos passageiros, al\u00e9m de decorrer do preparo e da forma como a tripula\u00e7\u00e3o tratou, naquele momento, evento t\u00e3o grave, tamb\u00e9m colaborou para o sucesso da opera\u00e7\u00e3o a cultura, a disciplina e a forma\u00e7\u00e3o do povo japon\u00eas, treinado desde crian\u00e7a para eventos extremos, como terremotos e maremotos. Segundo ainda o jornalista da Folha, \u201cAs imagens das pessoas sem malas nos escorregadores infl\u00e1veis das sa\u00eddas mostra tamb\u00e9m que a regra zero de evacua\u00e7\u00f5es, deixar tudo para tr\u00e1s, foi respeitada pelos passageiros. Num evento como esse, cada segundo \u00e9 vital\u201d.<\/p>\n<p><strong>Por que o avi\u00e3o n\u00e3o explodiu<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que os acidentes a\u00e9reos envolvendo avi\u00f5es de passageiros tornaram-se extremamente raros nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com aeroportos e companhias a\u00e9reas implementando novos procedimentos e tecnologias que reduziram drasticamente o risco de colis\u00e3o. Principalmente nas pistas dos aeroportos, extremamente monitoradas pela intensa movimenta\u00e7\u00e3o e o aumento absurdo do n\u00famero de avi\u00f5es e de passageiros no mundo, nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Como ocorre nos acidentes a\u00e9reos, em geral n\u00e3o existe uma \u00fanica causa, mas quase sempre uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que colabora para uma trag\u00e9dia. No acidente de T\u00f3quio, outras elementos, al\u00e9m do preparo da tripula\u00e7\u00e3o, colaboraram para a salva\u00e7\u00e3o das 379 pessoas a bordo. Se esse acidente fosse na decolagem do avi\u00e3o, provavelmente a trag\u00e9dia teria sido fatal para os passageiros, porque os tanques de combust\u00edvel estariam cheios. No caso, foi fundamental para n\u00e3o haver explos\u00e3o, na hora da colis\u00e3o, o fato de o avi\u00e3o levar em rotas dom\u00e9sticas menos combust\u00edvel, al\u00e9m do 10% a mais de reserva, como determinam os procedimentos de seguran\u00e7a. Como o Airbus vinha de um voo curto, de Saporo a T\u00f3quio, 800 km voados em 1h32min, certamente n\u00e3o estava com os tanques cheios.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio ca\u00f3tico<\/strong><\/p>\n<p>No momento mais crucial do acidente, mais de 70 carros de bombeiros combateram as chamas e todos os 367 passageiros, incluindo oito crian\u00e7as, al\u00e9m de 12 tripulantes, fugiram para um local seguro. Quando os passageiros se afastavam, pode-se ver, nos v\u00eddeos divulgados, que o avi\u00e3o j\u00e1 estava tomado pelo fogo, o que ocorreu em poucos minutos ap\u00f3s o desembarque dram\u00e1tico dos passageiros. Ou seja, a evacua\u00e7\u00e3o de centenas de passageiros foi no meio de um caos, com fuma\u00e7a, fogo e a interven\u00e7\u00e3o dos bombeiros, num cen\u00e1rio quase incontrol\u00e1vel. Em compensa\u00e7\u00e3o, o fato de ser um avi\u00e3o moderno, constru\u00eddo com materiais menos inflam\u00e1veis, pode ter ajudado a manter o fogo sob conten\u00e7\u00e3o nos segundos cruciais, ap\u00f3s o choque. O jornal brit\u00e2nico The Guardian, em artigo publicado em 3 de janeiro, admite tamb\u00e9m milagre em Haneda: \u201ccomo a tripula\u00e7\u00e3o de cabine conseguiu escapar do inc\u00eandio de um avi\u00e3o no Jap\u00e3o? O piloto que parou o avi\u00e3o em chamas com seguran\u00e7a, a tripula\u00e7\u00e3o que seguiu o exerc\u00edcio e os passageiros que deixaram suas bagagens para tr\u00e1s entregaram um manual de evacua\u00e7\u00e3o.\u201d Deram uma aula de gest\u00e3o de crises, portanto.<\/p>\n<p>Dentro da aeronave, a confus\u00e3o rapidamente se transformou em horror quando os passageiros notaram que um motor pegou fogo segundos depois que o avi\u00e3o pousou no final de um voo noturno vindo da ilha de Hokkaido. Imagens de v\u00eddeo amplamente compartilhadas mostram comiss\u00e1rios de bordo na frente de uma cabine escura gesticulando para os passageiros permanecerem sentados e agradecendo-lhes pela coopera\u00e7\u00e3o. A certa altura, a c\u00e2mera se move para mostrar uma moldura de janela cheia de luz laranja.<\/p>\n<p>\u201cPor favor, tire-me daqui\u201d, grita uma mulher no v\u00eddeo. Ouve-se uma crian\u00e7a perguntando: \u201cPor que voc\u00ea simplesmente n\u00e3o abre as portas?\u201d<\/p>\n<p>\u201cO Jap\u00e3o tem um hist\u00f3rico fenomenal no que diz respeito \u00e0 seguran\u00e7a dos transportes\u201d, disse o professor Graham Braithwaite, diretor de sistemas de transporte da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, \u00e0 BBC, descrevendo a JAL como um \u201cl\u00edder mundial\u201d em seguran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA evacua\u00e7\u00e3o foi bem-sucedida e \u00e9 um lembrete de quanto foi investido no treinamento da tripula\u00e7\u00e3o de cabine\u201d, acrescentou. \u201cO foco deles \u00e9 a seguran\u00e7a. Eles s\u00e3o as \u00faltimas pessoas a sa\u00edrem do avi\u00e3o e, \u00e0 primeira vista, parece que fizeram um trabalho incr\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Nas hist\u00f3rias que acabam bem, sempre h\u00e1 os her\u00f3is. \u201cO piloto que fez o avi\u00e3o derrapar, agora parecido com uma bola de fogo, parar no nariz; a tripula\u00e7\u00e3o que, impossibilitada de utilizar o sistema de PA (servi\u00e7o de alto-falante do avi\u00e3o) danificado, deu instru\u00e7\u00f5es calmamente atrav\u00e9s de megafones; e os passageiros, que permaneceram sentados antes de seguirem para os escorregadores de evacua\u00e7\u00e3o, deixando a bagagem de m\u00e3o \u00e0s chamas\u201d, segundo o jornal brit\u00e2nico. Todos colaboraram para esse acidente se transformar num grande \u201ccase\u201d de gerenciamento de crise e de extremo profissionalismo naquilo que estavam treinados para fazer.<\/p>\n<p>Especialistas em avia\u00e7\u00e3o, ouvidos pelo jornal The Guardian, \u201cdisseram que a compostura inabal\u00e1vel demonstrada pelos comiss\u00e1rios de bordo, combinada com o alto n\u00edvel de coopera\u00e7\u00e3o entre os passageiros, provavelmente evitou que uma experi\u00eancia profundamente perturbadora se transformasse em um grande desastre\u201d.<\/p>\n<p>O jornal lembra que \u201cMenos de duas horas antes, os passageiros assistiram a um v\u00eddeo de seguran\u00e7a da JAL instando-os a fazer exatamente isso. No v\u00eddeo, uma comiss\u00e1ria avisa: \u201cDeixe sua bagagem ao evacuar!\u201d, estendendo as palmas das m\u00e3os abertas para dar \u00eanfase. Uma sequ\u00eancia animada mostra os danos que bolsas e sapatos de salto alto podem causar nos escorregadores infl\u00e1veis de evacua\u00e7\u00e3o.\u201d Coincid\u00eancia? N\u00e3o. Essa cultura de gest\u00e3o de risco certamente faz parte da estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios da empresa, o que explica o sucesso de uma opera\u00e7\u00e3o que para qualquer companhia a\u00e9rea teria uma alta probabilidade de se transformar em trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Essa obsess\u00e3o da JAL pela seguran\u00e7a tem uma raz\u00e3o hist\u00f3rica. A insist\u00eancia rigorosa na seguran\u00e7a durante a evacua\u00e7\u00e3o est\u00e1 enraizada em melhores designs de aeronaves e padr\u00f5es mais r\u00edgidos em toda a ind\u00fastria, mas tamb\u00e9m no papel da JAL no acidente mais mortal da hist\u00f3ria da avia\u00e7\u00e3o envolvendo uma \u00fanica aeronave, como lembra o jornal brit\u00e2nico. Em 12 de agosto de 1985, um jumbo da empresa caiu em uma montanha a caminho de T\u00f3quio para Osaka, matando 520 das 524 pessoas a bordo. \u00c9 considerado o maior desastre a\u00e9reo da hist\u00f3ria, em n\u00famero de v\u00edtimas.<\/p>\n<p><strong>Um case para a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es da tripula\u00e7\u00e3o e dos passageiros foram creditadas, com muita justi\u00e7a, fundamentais para evitar a trag\u00e9dia. Incrivelmente, nenhum sofreu ferimentos graves. Quando os bombeiros chegaram para come\u00e7ar a combater as chamas, a tripula\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha acionado as rampas de fuga \u2013 que permitiu quase 400 pessoas, incluindo v\u00e1rias crian\u00e7as pequenas, deslizarem para um local seguro, num recorde de tempo.<\/p>\n<p>Quando se trata de acidentes dessa dimens\u00e3o, que ocorreu certamente por algum erro que ser\u00e1 apurado, muito raramente as hist\u00f3rias t\u00eam um final feliz. Perder as bagagens, as lembran\u00e7as, os documentos, os presentes foi o m\u00ednimo que os 367 passageiros e 12 tripulantes consideram no dia em que nasceram de novo.<\/p>\n<p>Para a Japan Airlines, um preju\u00edzo de US$ 350 milh\u00f5es (R$ 1,7 bilh\u00e3o) pela perda total do avi\u00e3o. Fora eventuais a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a que poder\u00e1 enfrentar, principalmente se alguma culpa for imputada \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o pelo choque com o outro avi\u00e3o. Mas a empresa a\u00e9rea japonesa pode comemorar: esse acidente ser\u00e1 lembrado por muito anos como uma li\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia de uma tripula\u00e7\u00e3o que escreveu uma p\u00e1gina incr\u00edvel na hist\u00f3ria da avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>____________________________<\/p>\n<p>Artigo publicado originalmente no site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.comunicacaoecrise.com\/\">www.comunicacaoecrise.com<\/a><\/p>\n<p>Artigos assinados expressam a opini\u00e3o de seus autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni (Autor do livro\u00a0\u201cGest\u00e3o de Crises e Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 O que Gestores e Profissionais de Comunica\u00e7\u00e3o precisam saber para enfrentar Crises Corporativas\u201d) \u00a0 O acidente grave de colis\u00e3o de dois avi\u00f5es no aeroporto internacional Haneda, em T\u00f3quio, um dos mais movimentados do mundo, na noite de 1\u00ba de janeiro, ao mesmo tempo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":315,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[23],"class_list":["post-273","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-artigo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/users\/315"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/273\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}