{"id":360,"date":"2024-08-09T09:45:44","date_gmt":"2024-08-09T12:45:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=360"},"modified":"2024-08-09T09:50:47","modified_gmt":"2024-08-09T12:50:47","slug":"relatorio-icm-2024-dados-tendencias-e-estrategias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2024\/08\/09\/relatorio-icm-2024-dados-tendencias-e-estrategias","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio ICM 2024: Dados, Tend\u00eancias e Estrat\u00e9gias"},"content":{"rendered":"\n<p>O mais recente relat\u00f3rio do Institute for Crisis Management\u00ae (ICM) revela dados cruciais sobre a gest\u00e3o de crises no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Uma das descobertas mais interessantes do relat\u00f3rio \u00e9 o retorno ao <strong>equil\u00edbrio entre crises anunciadas e inesperadas<\/strong>, com uma propor\u00e7\u00e3o de 50% e 49%, respetivamente. Estes valores refletem os padr\u00f5es pr\u00e9-pandemia, sugerindo uma estabiliza\u00e7\u00e3o na natureza das crises.<\/p>\n<p>Assistiu-se tamb\u00e9m a uma <strong>redu\u00e7\u00e3o de 9% no total de not\u00edcias sobre crises<\/strong> em 2022, o n\u00famero totalizou 1.977.722 hist\u00f3rias. Tendo em conta o boom de not\u00edcias sobre a pandemia no relat\u00f3rio anterior, justifica-se a tend\u00eancia de normaliza\u00e7\u00e3o do n\u00famero de not\u00edcias e respetiva cobertura dos media.<\/p>\n<p>Os <strong>desastres foram respons\u00e1veis por 26,10% do total de crises<\/strong>, acima dos 20,81% em 2022. Este crescimento deve-se principalmente a desastres naturais, como terramotos, inunda\u00e7\u00f5es e tempestades, que causaram impactos devastadores ao n\u00edvel de perdas humanas e do impacto econ\u00f3mico. Note-se que em 2023, os desastres naturais causaram mais de 86 mil mortes e afetaram mais de 93 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. As perdas econ\u00f3micas impactaram em perdas no valor de mais de US$ 250 bilh\u00f5es, superando a m\u00e9dia das duas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Outro dos detalhes do relat\u00f3rio \u00e9 <strong>aumento das a\u00e7\u00f5es coletivas<\/strong>, cresceram drasticamente para <strong>11,37%,<\/strong> refletindo um aumento nos lit\u00edgios de grandes somas, especialmente em casos de discrimina\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00f5es de regulamenta\u00e7\u00f5es. O aumento significativo em lit\u00edgios demonstra o crescente escrut\u00ednio legal e a exig\u00eancia de responsabilidade corporativa. Esta tend\u00eancia reflete o aumento do ativismo p\u00fablico e legal contra a m\u00e1 conduta corporativa.<\/p>\n<p>O <strong>crime em locais de trabalho assume os 9,39% das crises.<\/strong> S\u00f3 nos Estados Unidos da Am\u00e9rica registaram-se mais de 600 tiroteios em massa em 2023, uma m\u00e9dia de cerca de dois por dia.\u00a0 No que respeita aos tiroteios em massa, \u00e9 de salientar que, de 36 pa\u00edses estudados pelo Rockefeller Instituto, os EUA representam 33% da popula\u00e7\u00e3o e 76% dos incidentes p\u00fablicos de tiroteios em massa.<\/p>\n<p>O <strong>cibercrime assinala uma subida para 7,24%.<\/strong> Esta \u00e9 uma \u00e1rea cr\u00edtica de preocupa\u00e7\u00e3o, onde os ciberataques e viola\u00e7\u00f5es de dados continuam a ser uma tend\u00eancia crescente, com os custos m\u00e9dios de incidentes a aumentarem 15% desde 2020.<\/p>\n<p>Por fim, o destaque vai para a preval\u00eancia de pr\u00e1ticas <strong>discriminat\u00f3rias no local de trabalho<\/strong> fez com que os casos dobrassem para <strong>7,19%.<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio hesita em fazer previs\u00f5es, visto os resultados estarem mais flutuantes nos \u00faltimos 4 anos derivado do per\u00edodo da pandemia. No entanto, admite que as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais despertas para o planeamento e prepara\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es de crise e que o aumento de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um sinal de que esta \u00e9 uma \u00e1rea de maior interesse por parte das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es para A\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O ICM sinaliza que as grandes empresas devem avaliar as vulnerabilidades, especialmente nas categorias em destaque no relat\u00f3rio, e desenvolver estrat\u00e9gias para a gest\u00e3o das crises.<\/p>\n<p>E as que t\u00eam um plano, devem atualiz\u00e1-lo, utiliza a express\u00e3o \u201climpe o p\u00f3\u201d para que esteja \u00e0 altura dos desafios das crises mais atuais. Em seguida, exorta para a realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios de crise para desenvolver as habilidades de equipes.<\/p>\n<p>O estudo do ICM utiliza uma an\u00e1lise extensiva de not\u00edcias e relat\u00f3rios de crises globais, classificando-as em diversas categorias e monitorizando tend\u00eancias ao longo do tempo. Para quem deseja aprofundar o tema, a leitura completa do <a href=\"https:\/\/crisisconsultant.com\/icm-annual-crisis-report\/\">relat\u00f3rio<\/a>, dispon\u00edvel no site do Institute for Crisis Management\u00ae, \u00e9 altamente recomendada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>* Esta not\u00edcia foi elaborada por Elsa Lemos, especialista em comunica\u00e7\u00e3o de crise que atua em Portugal (Pt) e colabora com o Observat\u00f3rio da Comunica\u00e7\u00e3o de Crise.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mais recente relat\u00f3rio do Institute for Crisis Management\u00ae (ICM) revela dados cruciais sobre a gest\u00e3o de crises no \u00faltimo ano. 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