{"id":384,"date":"2024-12-01T10:50:38","date_gmt":"2024-12-01T13:50:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=384"},"modified":"2024-12-01T10:50:38","modified_gmt":"2024-12-01T13:50:38","slug":"retrospectiva-as-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2024-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2024\/12\/01\/retrospectiva-as-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2024-no-brasil","title":{"rendered":"Retrospectiva | As 10 crises que marcaram o ano de 2024 no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O ano de 2024 no Brasil foi marcado por v\u00e1rios eventos cr\u00edticos que culminaram em crises.\u00a0Algumas delas desencadearam processos importantes, outras foram esquecidas ou gerenciadas de modo com que os efeitos fossem mitigados de forma bem-sucedida. Cada uma teve repercuss\u00e3o distinta, seja pela dimens\u00e3o seja pelos preju\u00edzos de toda ordem. Enfim, todas elas impactaram a sociedade de alguma forma. Nessa dire\u00e7\u00e3o, para que fiquem registradas e sejam did\u00e1ticas, separamos dez casos de crise emblem\u00e1ticos de 2024 para relembrarmos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Enchentes no Rio Grande do Sul deixam rastro de mortes e destrui\u00e7\u00e3o evidenciando os impactos da crise clim\u00e1tica<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Durante o fim de abril e o come\u00e7o de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na regi\u00e3o. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Ca\u00ed, Gravata\u00ed, Jacu\u00ed, Pardo, Sinos e\u00a0Taquari, al\u00e9m do Lago Gua\u00edba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a \u00e1gua invadisse os munic\u00edpios e \u00e1reas no entorno. De acordo com a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da Defesa Civil, 478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos munic\u00edpios ga\u00fachos), 183 pessoas morreram, 27 ainda est\u00e3o desaparecidas e mais de 2 bilh\u00f5es foram atingidas. Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre. Esse epis\u00f3dio foi considerado o maior desastre clim\u00e1tico da hist\u00f3ria do RS e seus impactos s\u00e3o sentidos at\u00e9 hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, log\u00edstica e sa\u00fade mental. A partir deste caso ficaram expl\u00edcitas v\u00e1rias falhas, a exemplo de comunica\u00e7\u00e3o de risco prec\u00e1ria, reduzida percep\u00e7\u00e3o de risco e gest\u00e3o p\u00fablica ineficiente. No per\u00edodo, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo cient\u00edfico e do fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanit\u00e1ria e a a\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o afetada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Queimadas pelo Brasil amea\u00e7am biodiversidade e tornam cr\u00edtica a qualidade do ar em mais de 10 Estados<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Entre janeiro e setembro de 2024, 22,38 milh\u00f5es de hectares foram queimados no Brasil, 150% a mais do que em 2023. Cerca de tr\u00eas a cada quatro hectares incendiados nos nove primeiros meses do ano correspondem a vegeta\u00e7\u00f5es nativas, e os estados que mais tiveram \u00e1reas queimadas foram Mato Grosso, Par\u00e1 e Tocantins. Setembro \u00e9 o m\u00eas que possui o pico dos inc\u00eandios, revelando 10,65 milh\u00f5es de hectares queimados, que atingiram principalmente a Amaz\u00f4nia e o Cerrado. Segundo o delegado da Pol\u00edcia Federal (PF), Humberto Freire de Barros, uma parcela das queimadas pode ter sido realizada mediante a\u00e7\u00f5es coordenadas, pois uma investiga\u00e7\u00e3o preliminar da Pol\u00edcia indica a execu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de inc\u00eandios. A PF j\u00e1 instaurou 101 inqu\u00e9ritos para investigar queimadas criminosas. V\u00e1rios estados ficaram dias sob efeito da fuma\u00e7a que se alastrou pelo pa\u00eds. No Rio Grande do Sul, cen\u00e1rio das enchentes em maio, al\u00e9m da fuma\u00e7a, tamb\u00e9m registrou a ocorr\u00eancia da \u201cchuva preta\u201d em setembro, composta por part\u00edculas s\u00f3lidas decorrentes da fuligem, fen\u00f4meno que pode ocasionar impactos na sa\u00fade de pessoas e animais, al\u00e9m de contaminar as \u00e1guas dos rios e a biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Bloqueio da rede social X (antes Twitter) no pa\u00eds deixa milh\u00f5es de usu\u00e1rios sem acesso e reabre discuss\u00e3o sobre regula\u00e7\u00e3o das redes<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 30 de agosto de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio da rede social X. Isso aconteceu porque o STF havia intimado o dono da plataforma, Elon Musk, para que apontasse um representante legal da companhia no Brasil, o que n\u00e3o ocorreu dentro do prazo estipulado. O escrit\u00f3rio brasileiro da plataforma havia sido fechado em 17 de agosto, ap\u00f3s Moraes determinar a pris\u00e3o da representante legal da empresa, caso n\u00e3o fossem respeitadas ordens de suspens\u00e3o de perfis na rede social. No dia 20 de setembro, a companhia nomeou um novo representante legal e, em 4 de outubro, comunicou que havia pago multas que foram estipuladas. 39 dias depois do bloqueio, em 8 de outubro, Moraes autorizou a volta das atividades da rede social no pa\u00eds. Durante o per\u00edodo de bloqueio, voltou \u00e0 tona a discuss\u00e3o sobre a regula\u00e7\u00e3o das redes no sentido de evitar a prolifera\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o, discurso de \u00f3dio, ataques a institui\u00e7\u00f5es e viola\u00e7\u00e3o de direitos, o que p\u00f5e em risco a vida de pessoas, a seguran\u00e7a p\u00fablica, o meio ambiente e a Democracia. Al\u00e9m disso, o epis\u00f3dio desafiou as ag\u00eancias de publicidade e de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas assim como outras empresas que tinham como foco de seus esfor\u00e7os comunicacionais o X, sinalizando que as organiza\u00e7\u00f5es precisam se planejar tamb\u00e9m para crises \u201cimprov\u00e1veis\u201d, com planos de continuidade de neg\u00f3cios aptos para transpor os desafios apresentados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> Queda do avi\u00e3o da Voepass em S\u00e3o Paulo faz 62 v\u00edtimas fatais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 9 de agosto de 2024, uma aeronave ATR-72 da companhia a\u00e9rea Voepass, com 62 pessoas a bordo, caiu e n\u00e3o deixou sobreviventes. O avi\u00e3o saiu com 58 passageiros e quatro tripulantes, \u00e0s 11:58, do munic\u00edpio de Cascavel, no Paran\u00e1, com destino a Guarulhos, S\u00e3o Paulo, mas caiu em uma \u00e1rea residencial na cidade paulista de Vinhedo. De acordo com a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), at\u00e9 as 13:20, o voo acontecia normalmente, mas ap\u00f3s as 13:21, o avi\u00e3o n\u00e3o retornou \u00e0s chamadas da torre de S\u00e3o Paulo, e n\u00e3o informou estar sob circunst\u00e2ncias meteorol\u00f3gicas adversas ou sob uma emerg\u00eancia. Segundo a Voepass, a aeronave n\u00e3o possu\u00eda restri\u00e7\u00f5es e estava apta para voar. O Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes Aeron\u00e1uticos (Cenipa) e a Pol\u00edcia Federal est\u00e3o investigando o acidente. No que se refere \u00e0 gest\u00e3o da crise, a empresa geriu o evento de forma discreta, oferecendo as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas e \u00e0 imprensa a cada etapa do processo. No contexto deste caso, vale relembrar que ainda carece \u00e0 m\u00eddia exercer seu papel com mais responsabilidade, aprofundando a cobertura de forma a levantar causas, ouvir especialistas e relacionar com as consequ\u00eancias, al\u00e9m de evitar a explora\u00e7\u00e3o de familiares em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade emocional com o indevido intuito de transformar a trag\u00e9dia em espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Clientes da Enel ficam quase uma semana sem energia el\u00e9trica em S\u00e3o Paulo <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Os moradores de S\u00e3o Paulo ficaram em torno de 6 dias sem luz depois de um temporal, que come\u00e7ou no dia 11 de outubro de 2024. A Enel, empresa respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o de energia, comunicou, somente no dia 17 de outubro, que o servi\u00e7o havia sido restabelecido em quase todas as resid\u00eancias. Segundo a Enel, 3,1 milh\u00f5es de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido. No dia 8 de novembro, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) abriu uma a\u00e7\u00e3o judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milh\u00f5es pelas falhas na distribui\u00e7\u00e3o de energia, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00f5es aos consumidores afetados. De acordo com a AGU, o apag\u00e3o poderia ter sido impedido. A empresa foi multada em R$ 13,3 milh\u00f5es pelo Procon-SP e intimada pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel). Em 2023, um outro temporal deixou mais de 2 milh\u00f5es de pessoas sem luz por quase 5 dias na Grande S\u00e3o Paulo. O Presidente da Enel Brasil naquele momento, Nicola Cotugno, pediu demiss\u00e3o do cargo 20 dias depois.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> CEO da G4 Educa\u00e7\u00e3o, Tallis Gomes, renuncia ap\u00f3s declara\u00e7\u00e3o machista<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 18 de setembro de 2024, o ent\u00e3o CEO e presidente do conselho da G4 Educa\u00e7\u00e3o, Tallis Gomes, publicou uma fala machista em seu perfil na rede social Instagram, dizendo \u201cDeus me livre de mulher CEO\u201d, e que as mulheres CEOs n\u00e3o realizam \u201cmelhor uso da energia feminina\u201d. Ap\u00f3s repercuss\u00f5es negativas, Gomes se retratou no dia seguinte, afirmando que n\u00e3o pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar quem ele desejaria como mulher. No dia 21 de setembro, a G4 Educa\u00e7\u00e3o comunicou que Gomes havia renunciado seus cargos na empresa. Ap\u00f3s a ren\u00fancia, foi definida uma nova lideran\u00e7a: a nova CEO seria uma mulher, a s\u00f3cia e diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini. Gomes tamb\u00e9m foi expulso do conselho consultivo da marca de moda feminina Hope.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Bullying na escola leva a suic\u00eddio de estudante a caminho do Col\u00e9gio Bandeirantes <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 12 de agosto de 2024, um aluno de 14 anos, bolsista do Col\u00e9gio Bandeirantes, de S\u00e3o Paulo, cometeu suic\u00eddio a caminho da escola. O menino estava no \u00faltimo ano do ensino fundamental, e havia conquistado uma bolsa integral na escola pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). Antes do ocorrido, o garoto havia relatado que estava sofrendo bullying por parte dos colegas, incluindo agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais. Segundo um familiar, isso ocorria pelo fato de o menino ser negro, homossexual e de origem humilde. O aluno chegou a comunicar o caso ao Ismart, que disse que notificou o Col\u00e9gio Bandeirantes sobre o bullying, mas a escola contestou a vers\u00e3o e afirmou que n\u00e3o foi informada. O 23\u00aa Distrito Policial de S\u00e3o Paulo, em Perdizes, investiga o ocorrido. Apesar de ser um assunto historicamente recorrente nas escolas, o bullying continua sendo um tema ainda menosprezado e, por isso, ainda causa situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas evit\u00e1veis, a exemplo de suic\u00eddios, atos de viol\u00eancia contra escolas e preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade mental da comunidade escolar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Cachorro Joca morre durante transporte em voo da Gol<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 22 de abril de 2024, o cachorro Joca, de 5 anos, morreu enquanto era transportado pela GOLLOG, pertencente \u00e0 companhia a\u00e9rea Gol. O c\u00e3o saiu de Guarulhos, S\u00e3o Paulo, e deveria ter sido transportado at\u00e9 Sinop, Mato Grosso, onde encontraria seu tutor, mas foi posto em um voo para Fortaleza, Cear\u00e1. Por isso, teve que ser levado novamente at\u00e9 Guarulhos, mas j\u00e1 estava morto quando seu tutor o recebeu. Joca fez quase 8 horas de voo e, de acordo com o tutor, o veterin\u00e1rio atestou que o c\u00e3o suportaria uma viagem de duas horas e meia. Segundo inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Civil de Guarulhos, Joca morreu dentro do avi\u00e3o que ia para S\u00e3o Paulo, por conta de desidrata\u00e7\u00e3o e estresse, que resultaram em problemas card\u00edacos. Em outubro, a Justi\u00e7a arquivou o inqu\u00e9rito que investigava o caso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> S\u00edlvio Almeida, Ministro dos Direitos Humanos, \u00e9 demitido ap\u00f3s den\u00fancias de ass\u00e9dio sexual<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 5 de setembro de 2024, vieram \u00e0 tona den\u00fancias de ass\u00e9dio sexual contra o ent\u00e3o Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, que foram reportadas por mulheres \u00e0 ONG Me Too Brasil. Almeida negou as acusa\u00e7\u00f5es, declarando que eram mentiras sem provas e que iria solicitar \u00e0 Justi\u00e7a a responsabiliza\u00e7\u00e3o das pessoas que efetuaram os relatos. Uma das v\u00edtimas seria Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial. Quatro ex-alunas de Almeida, uma advogada e Franco relataram seus casos publicamente. De forma \u00e1gil, no dia 6 de setembro, o presidente Lula demitiu Almeida, alegando que, diante das den\u00fancias, a condi\u00e7\u00e3o dele como ministro era insustent\u00e1vel. A Comiss\u00e3o de \u00c9tica da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, a Pol\u00edcia Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho est\u00e3o investigando o caso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong> Erros em exames de HIV realizados pelo Laborat\u00f3rio PCS Saleme resulta na contamina\u00e7\u00e3o de transplantados no Rio de Janeiro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No dia 11 de outubro de 2024, foi divulgada a informa\u00e7\u00e3o de que seis pessoas testaram positivo para HIV ap\u00f3s receberem \u00f3rg\u00e3os infectados de dois doadores, na Secretaria Estadual de Sa\u00fade do Rio de Janeiro (SES-RJ). De acordo com o Governo do Estado, o erro est\u00e1 em 2 exames realizados pelo laborat\u00f3rio PCS Saleme, que resultaram em n\u00e3o reagentes para HIV. O caso foi percebido ap\u00f3s um transplantado, que n\u00e3o possu\u00eda o v\u00edrus, positivar para HIV ap\u00f3s receber o cora\u00e7\u00e3o de um doador. Depois, outro paciente tamb\u00e9m positivou, e foi percebida a exist\u00eancia de outra doadora. Com isso, as autoridades chegaram aos exames com falso negativo. A Secretaria de Sa\u00fade, Pol\u00edcia Civil, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Minist\u00e9rio P\u00fablico do RJ est\u00e3o investigando o caso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A partir das crises selecionadas, identificamos caracter\u00edsticas a serem destacadas tendo em vista que elas contribu\u00edram para a configura\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos acontecimentos, prejudicaram a mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos causados, ou ainda, n\u00e3o contribuem para evitar casos futuros: <\/strong><\/p>\n<p>&#8211; comunica\u00e7\u00e3o de risco inexistente ou prec\u00e1ria;<\/p>\n<p>&#8211; reduzida percep\u00e7\u00e3o de risco pela popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; falta de plano de conting\u00eancia;<\/p>\n<p>&#8211; gest\u00e3o p\u00fablica ineficiente;<\/p>\n<p>&#8211; cultura de preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o desenvolvida;<\/p>\n<p>&#8211; gest\u00e3o de riscos insuficiente;<\/p>\n<p>&#8211; dissemina\u00e7\u00e3o orquestrada de desinforma\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; negacionismo cient\u00edfico;<\/p>\n<p>&#8211; cobertura midi\u00e1tica superficial ou espetaculosa;<\/p>\n<p>&#8211; gest\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o quando a crise j\u00e1 est\u00e1 em andamento;<\/p>\n<p>&#8211; esquecimento do ocorrido com o passar do tempo;<\/p>\n<p>&#8211; desconsidera\u00e7\u00e3o dos legados e aprendizados a partir de crises anteriores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>De outro lado, tamb\u00e9m elencamos aspectos positivos observados em alguns casos de crises de 2024:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; atendimento \u00e1gil \u00e0 imprensa;<\/p>\n<p>&#8211; atendimento humanizado a familiares de v\u00edtimas;<\/p>\n<p>&#8211; mobiliza\u00e7\u00e3o popular e de institui\u00e7\u00f5es para ajudar pessoas atingidas;<\/p>\n<p>&#8211; papel essencial da Defesa Civil;<\/p>\n<p>&#8211; agilidade na tomada e na divulga\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias e medidas;<\/p>\n<p>&#8211; a\u00e7\u00e3o contundente de algumas institui\u00e7\u00f5es do Estado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>MAIS:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-354\">Conhe\u00e7a as orienta\u00e7\u00f5es emitidas pelo OBCC \u00e0 sociedade para eventos clim\u00e1ticos extremos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2023\/12\/15\/retrospectiva-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2023-no-brasil\">Relembre as 10 crises que marcaram o ano de 2023\u00a0<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Confira mais sobre algumas crises por meio das not\u00edcias e dos artigos publicados no portal durante o ano de 2024:<\/strong><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-359\">Vale, Samarco, BHP e Funda\u00e7\u00e3o Renova s\u00e3o condenadas por veicula\u00e7\u00e3o de campanha publicit\u00e1ria autopromocional ap\u00f3s rompimento de barragem em Mariana<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-368\">Seca e queimadas reafirmam emerg\u00eancia e intensificam os impactos da crise clim\u00e1tica no Brasil<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-313\">Orienta\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o para resposta em situa\u00e7\u00f5es de desastres ligados \u00e0 crise clim\u00e1tica<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-318\">O que as 50 maiores empresas do Brasil est\u00e3o fazendo (ou n\u00e3o) para o enfrentamento \u00e0s enchentes no RS<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-328\">10 textos para pensar sobre gest\u00e3o de crise a partir das enchentes no RS<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-323\">15 textos para pensar o desastre clim\u00e1tico no RS sob a perspectiva comunicacional<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-379\">Laborat\u00f3rio de crises exp\u00f5e os deslizes da sa\u00fade no Rio<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-363\">Queda do ATR 72: acidentes a\u00e9reos n\u00e3o acontecem por acaso<\/a><\/p>\n<p class=\"entry-title text-start text-primary\"><a href=\"https:\/\/ufsm.br\/r-880-362\">Gelo na asa e comunica\u00e7\u00e3o em chamas. O voo for\u00e7ado da m\u00eddia impede que o brasileiro durma e VOE em PAZ!<\/a><\/p>\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2024 no Brasil foi marcado por v\u00e1rios eventos cr\u00edticos que culminaram em crises.\u00a0Algumas delas desencadearam processos importantes, outras foram esquecidas ou gerenciadas de modo com que os efeitos fossem mitigados de forma bem-sucedida. Cada uma teve repercuss\u00e3o distinta, seja pela dimens\u00e3o seja pelos preju\u00edzos de toda ordem. Enfim, todas elas impactaram a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":315,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[24],"class_list":["post-384","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-noticia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/users\/315"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}