{"id":459,"date":"2025-05-05T14:46:56","date_gmt":"2025-05-05T17:46:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=459"},"modified":"2025-05-05T14:50:25","modified_gmt":"2025-05-05T17:50:25","slug":"estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2025\/05\/05\/estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024","title":{"rendered":"Estudo da ANA aponta a comunica\u00e7\u00e3o de risco como uma das fragilidades no contexto do desastre clim\u00e1tico no RS em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ana\/pt-br\/assuntos\/noticias-e-eventos\/noticias\/estudo-aponta-que-enchentes-de-2024-foram-maior-desastre-natural-da-historia-do-rs-e-sugere-caminhos-para-futuro-com-eventos-extremos-mais-frequentes\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-460\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2025\/05\/Sem-titulo-282x300.jpg\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2025\/05\/Sem-titulo-282x300.jpg 282w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/880\/2025\/05\/Sem-titulo.jpg 511w\" sizes=\"(max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><\/a>Neste m\u00eas de maio, faz 1 ano do pior desastre clim\u00e1tico da hist\u00f3ria do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrido em 2024. Segundo os Boletins sobre o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, emitidos pela Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul, os impactos foram catastr\u00f3ficos e abrangentes: dos 497 munic\u00edpios ga\u00fachos, 478 foram afetados, com quase 2 milh\u00f5es e 400 mil pessoas impactadas. Mais de 15.000km\u00b2 ficaram submersos, com perdas humanas e sociais alarmantes: foram 183 mortes confirmadas e 27 desaparecidos, al\u00e9m de 806 feridos. Cerca de 146 mil pessoas foram desalojadas e mais de 50 mil ficaram desabrigadas.\u00a0<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>Estes dados constam no relat\u00f3rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ana\/pt-br\/assuntos\/noticias-e-eventos\/noticias\/estudo-aponta-que-enchentes-de-2024-foram-maior-desastre-natural-da-historia-do-rs-e-sugere-caminhos-para-futuro-com-eventos-extremos-mais-frequentes\">As enchentes no Rio Grande do Sul: li\u00e7\u00f5es, desafios e caminhos para um futuro resiliente<\/a>\u201d, diagn\u00f3stico t\u00e9cnico-cient\u00edfico da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA), ligada ao Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional (MIDR) do Brasil. Para al\u00e9m do cen\u00e1rio apresentado, a publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m descreve li\u00e7\u00f5es, desafios e caminhos para preven\u00e7\u00e3o, resposta e resili\u00eancia. Para isso, leva em conta as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o monitoramento, as falhas e as fragilidades como refer\u00eancia para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro resiliente.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>O objetivo do estudo \u00e9 compreender a trag\u00e9dia, mas tamb\u00e9m construir a partir dela a oportunidade de formular pol\u00edticas p\u00fablicas e estrat\u00e9gias que priorizem a resili\u00eancia h\u00eddrica e a preven\u00e7\u00e3o de futuros desastres. Nesse sentido, visa fortalecer a governan\u00e7a local, embasar a capta\u00e7\u00e3o de recursos e inspirar a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, como a ado\u00e7\u00e3o de infraestruturas adaptadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a cria\u00e7\u00e3o de sistemas de resposta mais eficazes. A partir do diagn\u00f3stico, \u00e9 poss\u00edvel destacar a comunica\u00e7\u00e3o de risco entre as fragilidades, mas tamb\u00e9m refor\u00e7ar seu protagonismo em momentos cr\u00edticos. Isso fica demonstrado em v\u00e1rios trechos da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p><strong>Confira os principais destaques relacionados \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>\u201cAs enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram uma s\u00e9rie de fragilidades que ampliaram seus impactos sobre a popula\u00e7\u00e3o e as estruturas urbanas. Entre os fatores que contribu\u00edram para o agravamento do desastre, destacam-se aspectos relacionados ao planejamento urbano, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das infraestruturas de prote\u00e7\u00e3o e drenagem pluvial urbana, \u00e0 <strong>efici\u00eancia dos sistemas de alerta e resposta<\/strong>, e \u00e0 <strong>comunica\u00e7\u00e3o do risco<\/strong>\u201d.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>\u201cO que se percebeu, de maneira geral, foi que <strong>a comunica\u00e7\u00e3o do risco se mostrou deficiente tanto para autoridades quanto para a popula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Informa\u00e7\u00f5es sobre o avan\u00e7o da cheia e medidas de precau\u00e7\u00e3o foram divulgadas tardiamente ou de forma imprecisa. Tamb\u00e9m <strong>a circula\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00f5es entre a popula\u00e7\u00e3o acabou contribuindo para reduzir a capacidade de resposta<\/strong> da sociedade\u201d.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>\u201cO evento de 2024 destacou a import\u00e2ncia de uma resposta coordenada e eficiente diante de desastres naturais, al\u00e9m da necessidade de investimentos em infraestruturas resilientes e robustas e sistemas de alerta precoce. Al\u00e9m disso, <strong>evidenciou as vulnerabilidades existentes no planejamento urbano, na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e na comunica\u00e7\u00e3o de riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<\/strong>. As li\u00e7\u00f5es aprendidas com essa experi\u00eancia s\u00e3o fundamentais para orientar a\u00e7\u00f5es futuras, n\u00e3o apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o pa\u00eds, que se v\u00ea diante de eventos clim\u00e1ticos extremos cada vez mais frequentes\u201d.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p><strong>Algumas conclus\u00f5es do estudo:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Redes de monitoramento do clima e dos corpos d\u2019\u00e1gua s\u00e3o a primeira linha de defesa contra desastres;<\/p>\n<p>&#8211; Um monitoramento mais robusto e inteligente \u00e9 necess\u00e1rio para lidar com o futuro mais cr\u00edtico e incerto;<\/p>\n<p>&#8211; Marcas de cheia registram o passado e alertam para o futuro, mostrando-se uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o dos riscos importante para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Previs\u00e3o e alerta de cheias reduzem os impactos negativos;<\/p>\n<p>&#8211; A trag\u00e9dia das enchentes de 2024 n\u00e3o foi apenas um desastre natural, mas tamb\u00e9m um reflexo de fragilidades estruturais e falhas na gest\u00e3o do risco;<\/p>\n<p>&#8211; Cheias hist\u00f3ricas esquecidas causam maior vulnerabilidade: um dos aspectos do desastre de 2024 que chama a aten\u00e7\u00e3o foi a falta da percep\u00e7\u00e3o de risco pela popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; A comunica\u00e7\u00e3o durante desastres, tanto entre autoridades quanto com a popula\u00e7\u00e3o, precisa ser mais eficiente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro resiliente, o diagn\u00f3stico t\u00e9cnico-cient\u00edfico da ANA sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul destaca os seguintes pontos:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Chuva extrema de 2024 deve ser considerada como cen\u00e1rio poss\u00edvel<\/strong> <strong>para o planejamento<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 no Rio Grande do Sul, mas tamb\u00e9m em outras regi\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>Monitoramento cont\u00ednuo<\/strong> \u00e9 a base para a prepara\u00e7\u00e3o e para decis\u00f5es r\u00e1pidas.<\/li>\n<li><strong>Conhecimento e tecnologia como aliados na preven\u00e7\u00e3o<\/strong> de novos desastres e na reconstru\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a trag\u00e9dia.<\/li>\n<li><strong>Sistemas de alerta<\/strong> para reduzir perdas e danos.<\/li>\n<li><strong>Planos de conting\u00eancia<\/strong> salvam vidas quando atualizados e testados.<\/li>\n<li><strong>Manuten\u00e7\u00e3o preventiva<\/strong> evita falhas em sistemas de prote\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Marco legal<\/strong> para garantir a efic\u00e1cia permanente dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Financiamento cont\u00ednuo<\/strong> para estruturas operantes.<\/li>\n<li><strong>Cultura de preven\u00e7\u00e3o<\/strong> come\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Colabora\u00e7\u00e3o institucional e conhecimento local <\/strong>multiplicam resultados.<\/li>\n<li><strong>Governan\u00e7a articulada<\/strong> protege vidas e economias.<\/li>\n<li><strong>Infraestrutura deve dialogar com o clima do futuro.<\/strong><\/li>\n<li><strong>Legado da trag\u00e9dia<\/strong>: reconstruir melhor.<\/li>\n<\/ul>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 dirigido aos gestores em todas as esferas de governo e revela o resultado do trabalho conjunto entre universidades, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, associa\u00e7\u00f5es de classe e demais parceiros do Grupo T\u00e9cnico de Assessoramento para Estudos Hidrol\u00f3gicos e de Seguran\u00e7a de Infraestruturas de Preserva\u00e7\u00e3o e de Prote\u00e7\u00e3o das Cheias no Estado do Rio Grande do Sul (GTA-RS).<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p><strong>Fonte<\/strong><\/p>\n<p>Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (Brasil). <strong>As enchentes no Rio Grande do Sul<\/strong>: li\u00e7\u00f5es, desafios e caminhos para um futuro resiliente. Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico. \u2013 Bras\u00edlia: ANA, 2025.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas de maio, faz 1 ano do pior desastre clim\u00e1tico da hist\u00f3ria do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrido em 2024. 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