{"id":462,"date":"2025-05-06T21:01:41","date_gmt":"2025-05-07T00:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=462"},"modified":"2025-05-06T21:01:42","modified_gmt":"2025-05-07T00:01:42","slug":"um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2025\/05\/06\/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado","title":{"rendered":"Um ano depois das inunda\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso recordar: comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia e precisa de cuidado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ano ap\u00f3s o maior desastre vivido no Rio Grande do Sul, s\u00e3o muitos os diagn\u00f3sticos acerca daquilo que n\u00e3o foi ou poderia ter sido feito de diferente nos mais de 30 dias da inunda\u00e7\u00e3o que afetou mais de 2 milh\u00f5es de pessoas no Estado. No entanto, entre tantas \u00e1reas do conhecimento convocadas ao debate p\u00fablico, h\u00e1 um aspecto pouco abordado \u2013 para n\u00e3o dizer totalmente desconsiderado: a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o aquela comunica\u00e7\u00e3o que apenas transmite, divulga, alerta. Mas aquela que escuta, dialoga e prioriza o outro nas suas diferentes formas de interpretar informa\u00e7\u00f5es, perceber riscos e agir diante de um perigo iminente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio de 2024 todas as pr\u00e1ticas comunicacionais do poder p\u00fablico foram testadas. Especialmente na comunica\u00e7\u00e3o do risco, se mostraram insuficientes. Onde estamos falhando? Talvez na aus\u00eancia ou insufici\u00eancia de uma dimens\u00e3o humana cada vez mais urgente e necess\u00e1ria na sociedade: o cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m da cr\u00edtica, \u00e9 hora de propor um novo olhar para essa quest\u00e3o. \u00c9 preciso encarar a comunica\u00e7\u00e3o em toda a sua transversalidade, como fator sist\u00eamico e estrat\u00e9gico na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o de desastres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como fazer? Considerando a comunica\u00e7\u00e3o enquanto ci\u00eancia. Aliando teoria e pr\u00e1tica para promover o di\u00e1logo e a constru\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria de estrat\u00e9gias que fa\u00e7am sentido para as pessoas, na medida em que as orientem sobre os riscos e as ensinem como se proteger levando em conta as suas realidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o objetivo do Cuidar_com, grupo multidisciplinar de pesquisadores da PUCRS que compreende a comunica\u00e7\u00e3o a partir da perspectiva da cultura do cuidado, como sin\u00f4nimo de aten\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o das necessidades e contextos envolvidos em cen\u00e1rios de riscos e momentos de crise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acreditando na autonomia e capacidade do ser humano de se adaptar para enfrentar&nbsp; as adversidades, o prop\u00f3sito do Grupo \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o cocriada com as comunidades, que se viabilize pela ideia de corresponsabilidade e cuidado coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 estrat\u00e9gia, \u00e9 metodologia que materializa o cuidado e que define a efetividade da a\u00e7\u00e3o preventiva e de mitiga\u00e7\u00e3o de danos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, enquanto n\u00e3o figurar nos comit\u00eas cient\u00edficos, ocupando uma cadeira e n\u00e3o apenas registrando os fatos para a posterior divulga\u00e7\u00e3o, as outras \u00e1reas do conhecimento continuar\u00e3o amargando as consequ\u00eancias de n\u00e3o conseguirem mobilizar a sociedade para os verdadeiros riscos a serem enfrentados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante dos eventos socioambientais cada vez mais frequentes, muitos deles provocados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, comunicar de forma instrumental e reativa, no sentido mais unilateral da palavra informar, \u00e9 seguir contando corpos de v\u00edtimas fatais e calculando preju\u00edzos materiais irrecuper\u00e1veis. Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais do que isso, e precisa de cuidado.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">________<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: <strong>Cuidar_Com &#8211; Crise, comunica\u00e7\u00e3o e cultura do cuidado<\/strong> (Grupo de pesquisa do PPGCOM\/PUCRS, cadastrado no CNPq e voltado para produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico sobre as organiza\u00e7\u00f5es no contexto de riscos e crises visibilizadas no ambiente digital. Foco na an\u00e1lise da presen\u00e7a ou aus\u00eancia de marcadores do cuidado nos di\u00e1logos e nas estrat\u00e9gias comunicacionais.\u00a0Contato: <a href=\"mailto:cuidarcompesquisa@gmail.com\">cuidarcompesquisa@gmail.com<\/a>)<br \/>\u00a0<\/p>\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano ap\u00f3s o maior desastre vivido no Rio Grande do Sul, s\u00e3o muitos os diagn\u00f3sticos acerca daquilo que n\u00e3o foi ou poderia ter sido feito de diferente nos mais de 30 dias da inunda\u00e7\u00e3o que afetou mais de 2 milh\u00f5es de pessoas no Estado. 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