{"id":471,"date":"2025-06-01T16:49:41","date_gmt":"2025-06-01T19:49:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=471"},"modified":"2025-06-01T16:49:42","modified_gmt":"2025-06-01T19:49:42","slug":"inundacao-de-maio-de-2024-um-ano-depois-licoes-avancos-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2025\/06\/01\/inundacao-de-maio-de-2024-um-ano-depois-licoes-avancos-e-desafios","title":{"rendered":"Inunda\u00e7\u00e3o de maio de 2024, um ano depois: li\u00e7\u00f5es, avan\u00e7os e desafios"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por <strong>Pesquisadoras do Cuidar_Com <\/strong><\/em>&#8211;<em>\u00a0Grupo de Pesquisa Comunica\u00e7\u00e3o, Crise e Cultura do Cuidado (CNPq)<strong><sup><a href=\"https:\/\/brc-word-edit.officeapps.live.com\/we\/wordeditorframe.aspx?ui=pt-PT&amp;rs=pt-BR&amp;wopisrc=https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%2Fpersonal%2F10089258_pucrs_br%2F_vti_bin%2Fwopi.ashx%2Ffiles%2Fc9854c70329847ebb5bae9d7675c37a2&amp;wdenableroaming=1&amp;mscc=1&amp;wdodb=1&amp;hid=68EBA2A1-90FF-9000-1CF6-487728C0EB21.0&amp;uih=sharepointcom&amp;wdlcid=pt-PT&amp;jsapi=1&amp;jsapiver=v2&amp;corrid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;usid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;newsession=1&amp;sftc=1&amp;uihit=docaspx&amp;muv=1&amp;ats=PairwiseBroker&amp;cac=1&amp;sams=1&amp;mtf=1&amp;sfp=1&amp;sdp=1&amp;hch=1&amp;hwfh=1&amp;dchat=1&amp;sc=%7B%22pmo%22%3A%22https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%22%2C%22pmshare%22%3Atrue%7D&amp;ctp=LeastProtected&amp;rct=Normal&amp;wdorigin=Sharing.ServerTransfer&amp;afdflight=16&amp;csc=1&amp;instantedit=1&amp;wopicomplete=1&amp;wdredirectionreason=Unified_SingleFlush#_ftn1\">[1]<\/a><\/sup><\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No dia 27 de abril de 2024, quando fortes chuvas atingiram o Rio Grande do Sul, para muitos se tratava apenas de um epis\u00f3dio intenso e caracter\u00edstico do per\u00edodo: as chuvas de outono. Rapidamente, os n\u00fameros come\u00e7aram a assustar. Nos primeiros cinco dias foram mais de 500 mil\u00edmetros. E era s\u00f3 o come\u00e7o do que se revelou como um desastre hist\u00f3rico que se prolongou por mais de 30 dias. Os rios Taquari, Ca\u00ed, Pardo, Jacu\u00ed, Sinos e Gravata\u00ed n\u00e3o suportaram o volume de \u00e1gua que recebiam, e transbordaram, alcan\u00e7ando cidades, ruas e vidas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Diante da dimens\u00e3o dos impactos, o evento foi considerado pelo Governo do Estado como <em>a maior cat\u00e1strofe clim\u00e1tica da hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul<\/em>. Um ano depois, as feridas desse acontecimento traum\u00e1tico permanecem abertas. Compreender o que aconteceu, organizar as li\u00e7\u00f5es que ficam, fazer o invent\u00e1rio de como a sociedade avan\u00e7ou em rela\u00e7\u00e3o ao tema, mas, principalmente, identificar os desafios que ainda precisam ser enfrentados \u00e9 pauta social obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para quem estuda ou atua nas perspectivas comunicacionais, \u00e9 ainda mais urgente (re)pensar o lugar da comunica\u00e7\u00e3o diante de riscos e eventos extremos, reconhecendo-a como um aspecto fundamental de tudo que foi vivido e na gest\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nosso grupo de pesquisa buscou sistematizar aqui as principais li\u00e7\u00f5es, os avan\u00e7os alcan\u00e7ados e os desafios que ainda persistem. Afinal, essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode, e n\u00e3o deve, ser apagada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Entre as li\u00e7\u00f5es<\/strong>, uma das maiores talvez seja compreender, em car\u00e1ter definitivo, que vivemos um momento hist\u00f3rico marcado por uma transforma\u00e7\u00e3o ambiental e social com impactos em todas as dimens\u00f5es da vida humana. Soma-se a essa reflex\u00e3o a ideia de que estamos imersos em um estado permanente de crise, em uma sociedade atravessada pela fragilidade e pela instabilidade das rela\u00e7\u00f5es sociais. Nesse cen\u00e1rio, comunica\u00e7\u00e3o e cuidado se apresentam como dimens\u00f5es indispens\u00e1veis, capazes de compor respostas e construir estrat\u00e9gias coletivas diante das incertezas que marcam este tempo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Olhar para o mundo do risco, a partir da perspectiva do cuidado, significa reconhecer que todos os seres humanos compartilham vulnerabilidades e que os riscos, assim como as formas de enfrent\u00e1-los, exigem uma sociedade solid\u00e1ria, capaz de encarar esses desafios como responsabilidades coletivas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Aprendemos tamb\u00e9m o que boa parte do mundo sabia desde a d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo passado. Entendemos \u2013 na pr\u00e1tica \u2013 que \u00e9 necess\u00e1rio comunicar os riscos, n\u00e3o apenas informar. Quando uma mensagem de alerta ou de orienta\u00e7\u00e3o para a atitude protetiva faz sentido para quem recebe, as pessoas sabem como agir para se proteger e ajudar quem precisa. Aprendemos que informa\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o basta. \u00c9 essencial que haja media\u00e7\u00e3o com di\u00e1logo, informa\u00e7\u00e3o, cuidado, compreens\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o coletiva. Al\u00e9m de transmitir dados, a comunica\u00e7\u00e3o deve ser um processo que busca orientar, mobilizar, sensibilizar e, sobretudo, promover a\u00e7\u00f5es capazes de reduzir danos e fortalecer redes de apoio diante de situa\u00e7\u00f5es de crise. Isso exige, entre outros aspectos, entender as comunidades como parte da comunica\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o da Defesa Civil, que, al\u00e9m de operar tecnicamente na emiss\u00e3o de alertas, enfrentou desafios na comunica\u00e7\u00e3o com a comunidade. Durante as inunda\u00e7\u00f5es de 2024, muitas pessoas resistiram a deixar suas casas, o que gerou tens\u00f5es sociais. Faltou credibilidade e confian\u00e7a naqueles que deveriam cuidar e proteger. Esse cen\u00e1rio evidencia que, no cotidiano, as rela\u00e7\u00f5es entre os \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e a popula\u00e7\u00e3o nem sempre s\u00e3o permeadas por uma cultura de informa\u00e7\u00e3o sobre riscos \u2013 um tema que, muitas vezes, permanece invisibilizado at\u00e9 que um evento extremo aconte\u00e7a. Trata-se de compreender a comunica\u00e7\u00e3o em nosso tempo, buscando caminhos poss\u00edveis e vi\u00e1veis para ocupar esses espa\u00e7os e fortalecer nossas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos avan\u00e7os, ap\u00f3s um ano das<\/strong> inunda\u00e7\u00f5es, h\u00e1 evid\u00eancias de algumas mudan\u00e7as. Uma delas \u00e9 o refor\u00e7o do efetivo e das estrat\u00e9gias da pr\u00f3pria Defesa Civil do Rio Grande do Sul, sinal do in\u00edcio de uma reestrutura\u00e7\u00e3o institucional voltada a preparar o estado para os eventos futuros. Nesse processo, a chegada de novos profissionais de comunica\u00e7\u00e3o merece especial destaque, pois ela responde \u00e0 grande expectativa depositada pela sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Observa-se o aumento de pesquisadores e da atua\u00e7\u00e3o p\u00fablica de grupos de pesquisa que passam a olhar para o tema sob a perspectiva comunicacional e de forma interdisciplinar. Tamb\u00e9m se fortalece a organiza\u00e7\u00e3o de redes comunit\u00e1rias de preven\u00e7\u00e3o, a partir do di\u00e1logo, al\u00e9m da aten\u00e7\u00e3o mais cuidadosa a eixos macros, como sustentabilidade e cultura ambiental. Ainda assim, h\u00e1 muito a avan\u00e7ar, como na estrutura\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e na reconfigura\u00e7\u00e3o de planos, a exemplo dos de conting\u00eancia, entre tantas outras frentes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Entre os desafios<\/strong> que persistem, est\u00e3o temas estruturais como a constru\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de cuidado de longo prazo, s\u00f3lida e eficaz, capaz de superar as limita\u00e7\u00f5es das atuais propostas de Redu\u00e7\u00e3o de Riscos de Desastres (RRD), que t\u00eam se mostrado insuficientes para garantir a prote\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso enfrentar de forma institucional e estrat\u00e9gica, as pr\u00e1ticas de desinforma\u00e7\u00e3o que seguem sendo um obst\u00e1culo para todos enquanto sociedade. A circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es imprecisas, descontextualizadas ou falsas pode comprometer a seguran\u00e7a das pessoas, gerar p\u00e2nico ou, ao contr\u00e1rio, induzir \u00e0 ina\u00e7\u00e3o diante de riscos iminentes. Esse fen\u00f4meno evidencia a necessidade de fortalecer pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o respons\u00e1veis, baseadas na credibilidade e, principalmente, na articula\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os oficiais, m\u00eddia e comunidades.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Embora muitas iniciativas tenham despontado, especialmente a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias envolvendo profissionais da comunica\u00e7\u00e3o e pesquisadores do tema, os esfor\u00e7os de enfrentamento esbarram na complexidade do pr\u00f3prio ecossistema comunicacional. Inseridos em um ambiente digital din\u00e2mico, constantemente atualizado por novas plataformas, linguagens e formas de circula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, lidamos com um fen\u00f4meno que se reinventa continuamente. Combater a desinforma\u00e7\u00e3o, nesse contexto, exige constante revis\u00e3o de estrat\u00e9gias, ao mesmo tempo em que tentamos compreender as din\u00e2micas que estruturam esse cen\u00e1rio em transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No tema espec\u00edfico da comunica\u00e7\u00e3o preventiva, mesmo que tenha havido avan\u00e7os e haja uma nova percep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos riscos e \u00e0 import\u00e2ncia das pr\u00e1ticas comunicacionais, a sociedade ainda tem d\u00favidas, especialmente quanto aos alertas emitidos, sua linguagem e seus significados. Persistem dificuldades na compreens\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es, o que pode comprometer a efetividade das a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o. Por isso, o fortalecimento da percep\u00e7\u00e3o de risco deve vir acompanhado do aprimoramento cont\u00ednuo das estrat\u00e9gias de alerta, com aten\u00e7\u00e3o \u00e0 clareza, acessibilidade e adequa\u00e7\u00e3o cultural, de modo a tornar a comunica\u00e7\u00e3o mais assertiva e, consequentemente, promover maior prote\u00e7\u00e3o coletiva diante de eventos cr\u00edticos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que o medo de ter de sair correndo de casa sem saber para onde ir, deixando suas coisas para tr\u00e1s, ainda assombra muitos ga\u00fachos. A incerteza persiste. Mas, enquanto pesquisadores da comunica\u00e7\u00e3o, seguiremos evitando as simplifica\u00e7\u00f5es, as generaliza\u00e7\u00f5es e as abstra\u00e7\u00f5es baseadas na redu\u00e7\u00e3o e na separa\u00e7\u00e3o. De forma coletiva e interdisciplinar, buscaremos reconectar estrat\u00e9gias comunicacionais, caminhando em dire\u00e7\u00e3o a dimens\u00f5es de cuidado. Afinal, \u00e9 cuidando das pessoas que talvez possamos contribuir para a mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos e para o fortalecimento da comunica\u00e7\u00e3o em contextos de crise.<\/p>\n<pre>\u00a0<\/pre>\n<p>________________<\/p>\n<p><strong><sup><a href=\"https:\/\/brc-word-edit.officeapps.live.com\/we\/wordeditorframe.aspx?ui=pt-PT&amp;rs=pt-BR&amp;wopisrc=https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%2Fpersonal%2F10089258_pucrs_br%2F_vti_bin%2Fwopi.ashx%2Ffiles%2Fc9854c70329847ebb5bae9d7675c37a2&amp;wdenableroaming=1&amp;mscc=1&amp;wdodb=1&amp;hid=68EBA2A1-90FF-9000-1CF6-487728C0EB21.0&amp;uih=sharepointcom&amp;wdlcid=pt-PT&amp;jsapi=1&amp;jsapiver=v2&amp;corrid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;usid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;newsession=1&amp;sftc=1&amp;uihit=docaspx&amp;muv=1&amp;ats=PairwiseBroker&amp;cac=1&amp;sams=1&amp;mtf=1&amp;sfp=1&amp;sdp=1&amp;hch=1&amp;hwfh=1&amp;dchat=1&amp;sc=%7B%22pmo%22%3A%22https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%22%2C%22pmshare%22%3Atrue%7D&amp;ctp=LeastProtected&amp;rct=Normal&amp;wdorigin=Sharing.ServerTransfer&amp;afdflight=16&amp;csc=1&amp;instantedit=1&amp;wopicomplete=1&amp;wdredirectionreason=Unified_SingleFlush#_ftnref1\">[1]<\/a><\/sup><\/strong><strong> P<\/strong><strong>esquisadores: <\/strong>Ros\u00e2ngela Florczak, Thaise Shaiane Ribeiro de Chaves, Abner Freitas, Aidil Brites, Carolina Reverbel, \u00c9rick Nogueira Becker, Franciele Falavigna, Janis Loureiro, Julia Machado, Leonardo Tom\u00e9, Luana Chinazzo, Patr\u00edcia Strelow, Rafaela Redin e Silvia Marcuzzo.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pesquisadoras do Cuidar_Com &#8211;\u00a0Grupo de Pesquisa Comunica\u00e7\u00e3o, Crise e Cultura do Cuidado (CNPq)[1] \u00a0 No dia 27 de abril de 2024, quando fortes chuvas atingiram o Rio Grande do Sul, para muitos se tratava apenas de um epis\u00f3dio intenso e caracter\u00edstico do per\u00edodo: as chuvas de outono. 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