{"id":627,"date":"2026-05-29T15:09:05","date_gmt":"2026-05-29T18:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=627"},"modified":"2026-05-29T15:09:06","modified_gmt":"2026-05-29T18:09:06","slug":"a-bolsa-da-dior-e-a-crise-do-luxo-quando-o-bastidor-contradiz-a-vitrine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2026\/05\/29\/a-bolsa-da-dior-e-a-crise-do-luxo-quando-o-bastidor-contradiz-a-vitrine","title":{"rendered":"A bolsa da Dior e a crise do luxo: Quando o bastidor contradiz a vitrine"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <strong>Bianca Persici Toniolo<\/strong> \u00a0(Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A crise envolvendo a Dior Korea n\u00e3o \u00e9 apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. \u00c9 um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confian\u00e7a e controle artesanal, mas \u00e9 percebida como tendo operado com opacidade. Segundo o <em><a href=\"http:\/\/koreajoongangdaily.joins.com\/news\/2026-05-20\/business\/industry\/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag\/2596729\">Korea JoongAng Daily<\/a><\/em>, a Christian Dior Couture Korea enfrenta uma queixa criminal ap\u00f3s uma cliente descobrir que a sua bolsa Dior de edi\u00e7\u00e3o limitada teria sido reparada por uma oficina local na Coreia. Segundo a den\u00fancia, a cliente teria sido informada de que o item seria enviado para a sede da marca em Paris. A reclama\u00e7\u00e3o menciona suspeitas de fraude e dano \u00e0 propriedade. A cliente tamb\u00e9m reportou o caso \u00e0 <em>Fair Trade Commission<\/em> por suposta viola\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o de rotulagem e publicidade.<\/p>\n<p>O detalhe mais sens\u00edvel est\u00e1 no desencontro entre a promessa e a pr\u00e1tica. A bolsa, comprada em 2016 por cerca de 7 milh\u00f5es de won (mais de 4,5 mil d\u00f3lares), foi apresentada como a \u00fanica daquele modelo importada para a Coreia. Depois de oito anos de uso, algumas mi\u00e7angas se soltaram. A cliente levou o produto \u00e0 Dior em dezembro de 2024 e, ap\u00f3s uma espera de aproximadamente 14 meses, recebeu a bolsa de volta em fevereiro de 2026. O problema ganhou outro significado quando a cliente viu, em mar\u00e7o, um v\u00eddeo nas redes sociais de uma oficina coreana mostrando o reparo da pe\u00e7a. A pr\u00f3pria Dior teria reconhecido que a bolsa n\u00e3o foi enviada a Paris, mas reparada por uma empresa terceirizada local.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong style=\"color: revert;font-size: revert\">&#8220;Uma crise n\u00e3o \u00e9 apenas o evento em si, <\/strong><strong style=\"color: revert;font-size: revert\">mas a percep\u00e7\u00e3o negativa constru\u00edda em torno dele&#8221;.<\/strong><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que o epis\u00f3dio deixa de ser um problema operacional e se transforma em crise de comunica\u00e7\u00e3o. Uma crise n\u00e3o \u00e9 apenas o evento em si, mas a percep\u00e7\u00e3o negativa constru\u00edda em torno dele. Coombs (2010, 2022) sustenta que a crise tem natureza perceptiva, isto \u00e9, se os <em>stakeholders<\/em> interpretam determinada situa\u00e7\u00e3o como crise, a organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 em crise. Crise \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o, desequil\u00edbrio e incerteza, distinta do risco porque deixa de ser uma possibilidade e passa a ser um evento concreto com potencial de amea\u00e7a \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o (Coombs &amp; Holladay, 2005; Fraustino &amp; Liu, 2017).<\/p>\n<p>Nesse caso da Dior, o dano n\u00e3o est\u00e1 na terceiriza\u00e7\u00e3o do reparo. Terceirizar, por si s\u00f3, n\u00e3o seria necessariamente ileg\u00edtimo. O ponto cr\u00edtico \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o de que a cliente foi levada a acreditar que a bolsa passaria pelo circuito simb\u00f3lico de Paris, pelo centro imagin\u00e1rio de autoridade, <em>savoir-faire<\/em> e autenticidade da <em>maison<\/em>. No mercado de luxo, Paris n\u00e3o \u00e9 apenas uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, \u00e9 um enquadramento de valor, um <em>frame<\/em>.<\/p>\n<p>Quando uma marca diz \u201cParis\u201d, ela comunica tradi\u00e7\u00e3o exclusividade. Quando o consumidor descobre que \u201cParis\u201d significava, na pr\u00e1tica, uma oficina local terceirizada \u2014 e ainda por meio de um v\u00eddeo nas redes sociais \u2014, o <em>frame<\/em> corporativo colapsa. A narrativa pretendida pela empresa, centrada em <em>expertise<\/em> e cuidado, passa a ser disputada pela narrativa a do engano e da quebra de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 exatamente o tipo de disputa de enquadramentos que a teoria do <em>framing<\/em> ajuda a compreender. Goffman (1974) entende os <em>frames<\/em> como esquemas de interpreta\u00e7\u00e3o que permitem \u00e0s pessoas reconhecer \u201co que est\u00e1 acontecendo\u201d em uma situa\u00e7\u00e3o social. Entman (1993), por sua vez, define o enquadramento midi\u00e1tico como a sele\u00e7\u00e3o e a \u00eanfase de certos aspectos da realidade para definir problemas, causas, julgamentos morais e solu\u00e7\u00f5es. No caso da Dior Korea, a empresa poderia tentar enquadrar o epis\u00f3dio como uma falha pontual de atendimento p\u00f3s-venda. J\u00e1 a cliente, a imprensa e os \u00f3rg\u00e3os reguladores tendem a enquadr\u00e1-lo como uma poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e de direitos do consumidor.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre esses enquadramentos definir\u00e1 a gravidade reputacional do caso. Nijkrake, Gosselt e Gutteling (2015) mostram que empresas e m\u00eddia frequentemente disputam narrativas durante uma crise. Enquanto as organiza\u00e7\u00f5es tendem a usar tons neutros ou positivos, a cobertura midi\u00e1tica costuma enfatizar responsabilidade, conflito e culpa. Mason (2019) tamb\u00e9m observa que os <em>frames<\/em> midi\u00e1ticos podem ampliar atribui\u00e7\u00f5es negativas de responsabilidade e afetar a reputa\u00e7\u00e3o organizacional. Essa l\u00f3gica ajuda a explicar por que a \u201cbolsa da Dior\u201d deixou de ser apenas uma demanda privada de assist\u00eancia t\u00e9cnica e passou a circular como poss\u00edvel caso de engano ao consumidor.<\/p>\n<p>De acordo com a <em>Situational Crisis Communication Theory<\/em> (SCCT), de Coombs (2007), a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade \u00e9 decisiva para escolher a estrat\u00e9gia de resposta. Crises do tipo \u201cv\u00edtima\u201d geram baixa atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade; crises \u201cacidentais\u201d geram responsabilidade moderada; crises \u201cpreven\u00edveis\u201d, associadas a neglig\u00eancia ou a\u00e7\u00e3o intencional, produzem alta atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade (Coombs, 2007; Toniolo &amp; Gon\u00e7alves, 2020). Se a investiga\u00e7\u00e3o confirmar que houve promessa expl\u00edcita de reparo em Paris sem que esse procedimento fosse cumprido, a Dior ter\u00e1 dificuldade em sustentar um enquadramento de acidente operacional. O caso se aproximaria do <em>cluster<\/em> preven\u00edvel, no qual a resposta mais adequada envolve explica\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a de procedimento.<\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o das marcas de luxo, diante de crises como essa, \u00e9 reduzir o caso a uma exce\u00e7\u00e3o administrativa, mas essa estrat\u00e9gia \u00e9 perigosa. No ambiente digital, uma exce\u00e7\u00e3o pode ser interpretada como sintoma. Coombs e Holladay (2012) chamam aten\u00e7\u00e3o para as <em>paracrises<\/em>, que s\u00e3o desafios ou erros no ambiente digital que precisam ser administrados publicamente antes que se transformem em crises completas. Valentini, Romenti e Kruckeberg (2017) e Austin, Liu e Jin (2012) tamb\u00e9m mostram que as redes sociais redefiniram o sentido de rapidez na comunica\u00e7\u00e3o de crise, porque permitem circula\u00e7\u00e3o imediata de interpreta\u00e7\u00f5es, indigna\u00e7\u00f5es e contranarrativas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>&#8220;Em comunica\u00e7\u00e3o de crise, essa diferen\u00e7a \u00e9 enorme. Transpar\u00eancia n\u00e3o \u00e9 falar depois de ser exposto. Transpar\u00eancia \u00e9 reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada&#8221;.<\/strong><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foi justamente uma postagem em rede social que, segundo a imprensa coreana, permitiu \u00e0 cliente identificar a oficina que teria reparado sua bolsa. Ou seja, a crise n\u00e3o foi descoberta pela transpar\u00eancia da marca, mas pela visibilidade acidental de um terceiro. Esse ponto \u00e9 central. A Dior n\u00e3o perdeu o controle da narrativa apenas porque teria terceirizado um servi\u00e7o. Perdeu porque a descoberta p\u00fablica parece ter ocorrido fora de seus pr\u00f3prios canais. A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi oferecida pela empresa; foi encontrada pela consumidora.<\/p>\n<p>Em comunica\u00e7\u00e3o de crise, essa diferen\u00e7a \u00e9 enorme. Transpar\u00eancia n\u00e3o \u00e9 falar depois de ser exposto. Transpar\u00eancia \u00e9 reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada. Holland, Seltzer e Kochigina (2021) mostram que a transpar\u00eancia aumenta a credibilidade organizacional, especialmente quando a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 percebida como respons\u00e1vel pelo evento. Rudolph-Cleff et al. (2022) tamb\u00e9m destacam que a comunica\u00e7\u00e3o eficaz em crise deve ser aberta, honesta e r\u00e1pida. No caso Dior, a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica tende a ser agravada justamente porque a comunica\u00e7\u00e3o parece ter sido reativa, n\u00e3o proativa.<\/p>\n<p>O caso tamb\u00e9m revela uma fragilidade estrutural do luxo contempor\u00e2neo. Marcas globais vendem narrativas de artesanato, tradi\u00e7\u00e3o e excepcionalidade, mas operam em redes transnacionais complexas, com terceiriza\u00e7\u00f5es, fornecedores, representantes locais e fluxos de p\u00f3s-venda pouco vis\u00edveis ao consumidor. Essa dist\u00e2ncia entre narrativa e opera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma zona de risco. S\u00e1daba, Sanmiguel e G\u00e1rgoles (2019) e Khan e Richards (2021), ao discutirem crises na moda, mostram que determinados epis\u00f3dios deixam de ser percebidos como incidentes isolados e passam a questionar modelos produtivos inteiros, como ocorreu ap\u00f3s o desabamento do pr\u00e9dio Rana Plaza (Savar, Bangladesh), em 2013, onde funcionavam diversas f\u00e1bricas de <em>fast fashion<\/em>, matando mais de 1 mil pessoas. Na ocasi\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica se deslocou das marcas com f\u00e1bricas no edif\u00edcio para a opacidade da cadeia global de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A bolsa da Dior n\u00e3o tem a dimens\u00e3o humana ou sist\u00eamica do Rana Plaza, evidentemente, mas aponta para a mesma vulnerabilidade comunicacional caracterizada pela opacidade da cadeia de valor. A diferen\u00e7a \u00e9 que, aqui, a cadeia de valor n\u00e3o aparece na produ\u00e7\u00e3o, mas no p\u00f3s-venda. E isso \u00e9 particularmente relevante para marcas de luxo. O relacionamento com o consumidor de alto padr\u00e3o n\u00e3o termina na compra; ele se prolonga no cuidado, na manuten\u00e7\u00e3o, no reparo, na restaura\u00e7\u00e3o e na promessa de perman\u00eancia. Uma bolsa de edi\u00e7\u00e3o limitada n\u00e3o \u00e9 percebida apenas como objeto de uso; \u00e9 um investimento emocional, um capital simb\u00f3lico e, em alguns casos, patrim\u00f4nio material.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>&#8220;A resposta esperada da Dior deveria ir al\u00e9m de uma nota protocolar&#8221;.<\/strong><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, a oficina de reparo tamb\u00e9m \u00e9 acusada de ter deslocado elementos decorativos externos da bolsa sem autoriza\u00e7\u00e3o da cliente. Nesse ponto, o problema material e o problema simb\u00f3lico se encontram, levando a cliente questionar tamb\u00e9m se a pe\u00e7a continua sendo aquilo que a marca prometeu que ela era. Alterar seus elementos decorativos sem consentimento \u2014 como a den\u00fancia afirma ter ocorrido com as mi\u00e7angas \u2014 representa uma interfer\u00eancia na autenticidade da pe\u00e7a.<\/p>\n<p>Por isso, a resposta esperada da Dior deveria ir al\u00e9m de uma nota protocolar. Uma estrat\u00e9gia de reconstru\u00e7\u00e3o, compat\u00edvel com crises de maior atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade, exigiria reconhecer claramente o que aconteceu, explicar quem decidiu pela terceiriza\u00e7\u00e3o, esclarecer se houve falha individual ou procedimento institucional, informar onde a bolsa ficou durante os 14 meses, indicar se outros consumidores foram afetados, reparar materialmente a cliente e rever publicamente as regras de autoriza\u00e7\u00e3o para reparos. Coombs (2015) classifica estrat\u00e9gias de reconstru\u00e7\u00e3o, como compensa\u00e7\u00e3o e pedido de desculpas, como respostas adequadas quando a organiza\u00e7\u00e3o precisa reconstruir ativos reputacionais.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da comunica\u00e7\u00e3o interna, o caso tamb\u00e9m sugere uma falha de alinhamento entre promessa comercial, protocolo de atendimento e execu\u00e7\u00e3o operacional. Pol\u00edticas formais, procedimentos operacionais padr\u00e3o, auditorias e monitoramento digital s\u00e3o instrumentos essenciais para evitar gest\u00e3o fragmentada e falhas de comunica\u00e7\u00e3o. Se um funcion\u00e1rio promete Paris, mas o fluxo operacional envia a pe\u00e7a a uma oficina local, h\u00e1 pelo menos uma ruptura entre discurso e processo. E toda ruptura desse tipo, em marcas de reputa\u00e7\u00e3o global, \u00e9 uma crise em potencial.<\/p>\n<p>O caso Dior Korea, portanto, mostra que a reputa\u00e7\u00e3o das marcas de luxo est\u00e1 cada vez menos protegida pelo prest\u00edgio hist\u00f3rico e cada vez mais exposta \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Um v\u00eddeo de oficina pode fazer mais pela verdade percebida do que uma campanha global cuidadosamente produzida. Em tempos de redes sociais, o bastidor tamb\u00e9m comunica. E, quando o bastidor contradiz a vitrine, a vitrine perde autoridade.<\/p>\n<p>_______<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>An, S., &amp; Gower, K. (2009). How do the news media frame crises? A content analysis of crisis news coverage. <em>Public Relations Review, 35<\/em>(2), 107\u2013112. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pubrev.2009.01.010\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pubrev.2009.01.010<\/a><\/p>\n<p>Austin,\u00a0L., Liu,\u00a0B. F., &amp;\u00a0Jin,\u00a0Y.\u00a0(2012).\u00a0How audiences seek out crisis information: Exploring the social-mediated crisis communication model.\u00a0<em>Journal of Applied Communication Research<\/em>,\u00a0<em>40<\/em>(2),\u00a0188\u2013207.<\/p>\n<p>Ban, Z., &amp; Lovari, A. (2021). 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The paracrisis: The challenges created by publicly managing crisis prevention, <em>Public Relations Review, 38<\/em>(3),\u00a0 <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pubrev.2012.04.004\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pubrev.2012.04.004<\/a><\/p>\n<p>Entman, R. M. (1993). Framing: Toward clarification of a fractured paradigm. <em>Journal of Communication, 43<\/em>(4), 51\u201358. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/j.1460-2466.1993.tb01304.x\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/j.1460-2466.1993.tb01304.x<\/a><\/p>\n<p>Fraustino, J. D., &amp; Liu, B. F. (2017). Toward more audience-oriented approaches to crisis communication and social media research. In L. Austin &amp; Y. Jin (Eds.), <em>Crisis communication and social media<\/em> (pp. 130-140). Routledge.<\/p>\n<p>Goffman, E. (1974). <em>Frame Analysis: An Essay on the Organization of Experience<\/em>. Northeastern University Press.<\/p>\n<p>Holland, D., Seltzer, T., &amp; Kochigina, A. 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(2022).\u00a0 Crisis communication in a blackout scenario: An assessment considering socio-spatial parameters and the vulnerabilities of the population. <em>International Journal of Disaster Risk Reduction, 72<\/em>, 102856. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ijdrr.2022.102856\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ijdrr.2022.102856<\/a><\/p>\n<p>S\u00e1daba, T., Sanmiguel, P., &amp; G\u00e1rgoles, P. (2019). Communication Crisis in Fashion: From the Rana Plaza Tragedy to the Bravo Tekstil Factory Crisis. In N. Kalbaska, T. S\u00e1daba, F. Cominelli, &amp; L. Cantoni (Eds.), <em>Fashion Communication in the Digital Age<\/em>. FACTUM 2019. Springer, Cham. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/978-3-030-15436-3_24\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/978-3-030-15436-3_24<\/a><\/p>\n<p>Tachkova, E.R., &amp; Coombs, W.T. (2022). <em>Communicating in Extreme Crises: Lessons from the Edge.<\/em> Routledge. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4324\/9781003094661\">https:\/\/doi.org\/10.4324\/9781003094661<\/a><\/p>\n<p>Toniolo, B. P., &amp; Gon\u00e7alves, G. (2020). Quando o emissor \u00e9 a mensagem: a comunica\u00e7\u00e3o de Marcelo Rebelo de Sousa nos inc\u00eandios de 2017.\u00a0<em>Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/em>, 69\u201388. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.17231\/comsoc.0(2020).2741\">https:\/\/doi.org\/10.17231\/comsoc.0(2020).2741<\/a><\/p>\n<p>Valentini, C., Romenti, S., &amp; Kruckeberg, D. (2017). Handling crisis in social media. In L. Austin &amp; Y. Jin, <em>Social Media and Crisis Communication<\/em> (57-67). Routledge.<\/p>\n<p>______<\/p>\n<p><strong>Artigos assinados expressam a opini\u00e3o de seus autores<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bianca Persici Toniolo \u00a0(Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom) \u00a0 A crise envolvendo a Dior Korea n\u00e3o \u00e9 apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. \u00c9 um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confian\u00e7a e controle [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":315,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[23],"class_list":["post-627","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-artigo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/users\/315"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=627"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/627\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}