{"id":406,"date":"2025-11-02T05:31:23","date_gmt":"2025-11-02T08:31:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1.jpg"},"modified":"2025-11-02T05:56:00","modified_gmt":"2025-11-02T08:56:00","slug":"8-2","status":"inherit","type":"attachment","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/propagacoes-anticoloniais\/8-2","title":{"rendered":"L\u00e9lia Gonzales"},"author":8310,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"class_list":["post-406","attachment","type-attachment","status-inherit","hentry"],"acf":[],"description":{"rendered":"<p class=\"attachment\"><a href='https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1.jpg'><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"213\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-300x213.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-1024x726.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-768x545.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-1536x1090.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1.jpg 1748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Filha de um oper\u00e1rio e de uma empregada dom\u00e9stica, L\u00e9lia de Almeida nasceu na cidade de Belo Horizonte\/Minas Gerais, em 1\u00ba de fevereiro de 1935. O sobrenome Gonzalez foi herdado do espanhol Luiz Carlos Gonzalez, com quem se casou no final da d\u00e9cada de 1960 (RATTS; RIOS, 2010, p.55).<br \/>\nAos oito anos, L\u00e9lia deixou a capital mineira, partindo em dire\u00e7\u00e3o ao Rio de Janeiro com toda a fam\u00edlia, onde permaneceu at\u00e9 o fim de sua vida, em julho de 1994. A exemplo do que ocorre com uma parcela consider\u00e1vel das mulheres negras desse pa\u00eds, ela exerceu as fun\u00e7\u00f5es de empregada dom\u00e9stica e bab\u00e1, conforme relatou em entrevista concedida ao jornal O Pasquim, em 1986: Quando crian\u00e7a, eu fui bab\u00e1 de filhinho de madame, voc\u00ea sabe que crian\u00e7a negra come\u00e7a a trabalhar muito cedo. Teve um diretor do Flamengo que queria que eu fosse para casa dele ser uma empregadinha, daquelas que viram cria da casa. Eu reagi muito contra isso ent\u00e3o o pessoal terminou me trazendo de volta para casa (O Pasquim, n. 871, 1986, p. 8). Apesar das dificuldades, em 1954, L\u00e9lia Gonzalez concluiu o Ensino M\u00e9dio no Col\u00e9gio Pedro II, tradicional institui\u00e7\u00e3o de ensino carioca. Quatro anos depois, graduou-se em Hist\u00f3ria e Geografia. Em 1962, tornou-se bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual da Guanabara, atual UERJ. Como professora universit\u00e1ria, lecionou na Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da Universidade Gama Filho, tamb\u00e9m na capital fluminense (VIANA, 2006, p. 49). Autora dos livros Lugar de negro, publicado em 1982 (em coautoria com Carlos Hasenbalg) e Festas Populares no Brasil, lan\u00e7ado em 1987, L\u00e9lia Gonzalez teve participa\u00e7\u00e3o destacada em um dos momentos mais significativos da hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil: ao lado de outros militantes, fundou em 1978, na cidade de S\u00e3o Paulo, o Movimento Negro Unificado contra a Discrimina\u00e7\u00e3o Racial (MNUCDR, sigla mais tarde reduzida para MNU), que em seu manifesto denunciava a fal\u00e1cia do mito da democracia racial, reivindicava o fim da viol\u00eancia e da discrimina\u00e7\u00e3o sofrida pelos negros cotidianamente, al\u00e9m de exigir pol\u00edticas p\u00fablicas em benef\u00edcio da comunidade afro-brasileira.<br \/>\nTamb\u00e9m no Movimento Negro, L\u00e9lia chamou aten\u00e7\u00e3o para o sexismo, que muitas vezes impunha ao segmento feminino cont\u00ednuos processos de silenciamento. Nas palavras de L\u00e9lia, \u201cos companheiros de movimento reproduzem as pr\u00e1ticas sexistas do patriarcado dominante e tratam de excluir-nos dos espa\u00e7os de decis\u00e3o\u201d (GONZALEZ, 2018, p. 315). Foi justamente a dificuldade de falar e de serem ouvidas que fez com que militantes negras percebessem a necessidade de participar de maneira efetiva do movimento feminista. Contudo, nesses espa\u00e7os, elas tamb\u00e9m encontraram in\u00fameros desafios, como a omiss\u00e3o do racismo e de suas consequ\u00eancias na vida das \u201cmulheres de cor\u201d. De acordo com L\u00e9lia Gonzalez, a \u201ccosmovis\u00e3o euroc\u00eantrica e o neocolonialismo\u201d (GONZALEZ, 2018, p. 309) das ativistas brancas impediam debates e proposi\u00e7\u00f5es que desaguassem em medidas efetivas para o enfrentamento da condi\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o e subalternidade na qual as mulheres afro-brasileiras se encontravam.  para mais (link http:\/\/www.letras.ufmg.br\/literafro\/ensaistas\/1204-lelia-gonzalez )<\/p>\n"},"caption":{"rendered":"<p>L\u00e9lia Gonzales<\/p>\n"},"alt_text":"","media_type":"image","mime_type":"image\/jpeg","media_details":{"width":1748,"height":1240,"file":"2025\/11\/8-1.jpg","filesize":198312,"sizes":{"medium":{"file":"8-1-300x213.jpg","width":300,"height":213,"filesize":13844,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-300x213.jpg"},"large":{"file":"8-1-1024x726.jpg","width":1024,"height":726,"filesize":92924,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-1024x726.jpg"},"thumbnail":{"file":"8-1-150x150.jpg","width":150,"height":150,"filesize":6238,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-150x150.jpg"},"medium_large":{"file":"8-1-768x545.jpg","width":768,"height":545,"filesize":62690,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-768x545.jpg"},"1536x1536":{"file":"8-1-1536x1090.jpg","width":1536,"height":1090,"filesize":158866,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-1536x1090.jpg"},"sow-carousel-default":{"file":"8-1-272x182.jpg","width":272,"height":182,"filesize":11439,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1-272x182.jpg"},"full":{"file":"8-1.jpg","width":1748,"height":1240,"mime_type":"image\/jpeg","source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1.jpg"}},"image_meta":{"aperture":"0","credit":"","camera":"","caption":"","created_timestamp":"0","copyright":"","focal_length":"0","iso":"0","shutter_speed":"0","title":"","orientation":"0","keywords":[]}},"post":340,"source_url":"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/928\/2025\/11\/8-1.jpg","filename":"8-1.jpg","filesize":198312,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/wp-json\/wp\/v2\/media\/406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/wp-json\/wp\/v2\/media"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/wp-json\/wp\/v2\/types\/attachment"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8310"}],"wp:attached-to":[{"embeddable":true,"post_type":"page","id":340,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/pesquisa\/leeda\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}