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A CAICE: a historicidade de uma Comissão de Avaliação

O Centro de Educação, como parte integrante da UFSM, em 1987 já se preocupava em prestar contas dos serviços oferecidos à sociedade. O documento “Diagnóstico sobre a operacionalização e administração do processo curricular na UFSM – Centro de Educação, opinião docente”, foi o primeiro registro, coordenado pelas professoras Neuza Antônio e Neide Uchoa Xavier, do Departamento de Administração Escolar (ADE), sobre o processo que se iniciava de Avaliação Institucional.

Na época, o Centro de Educação contava com 82 professores, dos quais 39% responderam os instrumentos, em formato de questionários. O levantamento foi feito junto aos quatro Departamentos e se constituiu numa tentativa de caracterizar o corpo docente, o currículo e a estrutura do CE.

Este movimento, ainda principiante na UFSM, se desenvolveu a partir da demanda voluntária de um grupo de professores do Centro. A iniciativa foi apoiada pela Pró-Reitoria de Planejamento – Coordenadoria de Pesquisa Institucional e passava a instituir uma política de avaliação da universidade.

Somente em 1996 o Centro de Educação retoma sua disposição para a questão e ativa a Comissão de Avaliação Institucional do CE – CAICE. A prioridade foi o tema e a organicidade do setor. Legalmente já existia uma estrutura regimental, conquistando espaço físico e interativo no Centro, no imaginário e no debate. O trabalho nesta Comissão tornou-se viável pelo comprometimento, titularidade e investigação da equipe. A Comissão elevou a discussão sobre a avaliação como prática e não mais como um tema fragmentado e emergencialmente solicitado pelos dirigentes da UFSM.

Em 1999, em assembleias gerais de estudo e aprofundamento da temática, foi sistematizada e aprovada a Carta de Princípios e Diretrizes para Avaliação Institucional no CE. Até meados de 2012, de modo permanente, acumulou-se precioso patrimônio em torno da racionalidade e da subjetividade das práticas da comunidade do Centro de Educação, captado por meio de instrumentos avaliativos variados, como questionários in loco e on-line, pesquisa de opinião e assembleias.

Todo esse movimento possibilitou conhecer parte dos elementos, por meio de um diagnóstico desenvolvido pela comunidade em torno de indicadores de qualidade e que foi denominado Série Histórica do Curso de Pedagogia (1992/1997). Nesse momento se investigou, com relação ao segmento “Alunos”, os seguintes elementos: formação, número de ingressantes, trancamentos, número médio de formandos e estágios curriculares.

A plena aceitação da comunidade e o apoio técnico, político e financeiro das diferentes gestões universitárias do CE foram elementos basilares até 2002 para a Avaliação Institucional no CE. O apoio dado garantiu a estruturação de um setor, a Comissão de Avaliação Institucional (CAICE), e a titularidade da avaliação por ela feita.

O desejo do CE com a Avaliação Institucional é o caminho da antecipação e da reatividade aos órgãos estatais. Elaborar e consolidar o processo de avaliação com autonomia e participação, independente de roteiros e prazos governamentais, diz dos referenciais e estudos feitos dentro da própria Comissão e a forma como direciona os processos, prezando pela ação participativa. As normas elaboradas refletem as necessidades e condições da comunidade, colocadas em prática a partir do princípio da autonomia. Com isso, busca-se consolidar uma cultura de avaliação que ao longo do tempo garanta atingir a globalidade, consistência e coerência no processo avaliativo.

Por esse motivo, no ano de 2013, a CAICE organizou o evento denominado “Ciclo de Debates sobre Avaliação Institucional 2012/2013”, que teve como objetivo prestar contas à comunidade acadêmica acerca do processo de autoavaliação implementado pela CPA em 2012.

No Centro de Educação da UFSM, atualmente, funcionam cinco cursos de graduação presenciais: Pedagogia diurno e noturno, Educação Especial diurno e noturno e o Programa Especial de Graduação (PEG) Formação de Professores para a Educação Profissional; um curso de especialização: Gestão Pública Educacional (CEGE); três mestrados profissionais: Ensino de História em Rede Nacional (PROFHIST), Tecnologias Educacionais em Rede (MPTER) e Políticas Públicas e Gestão Educacional; e um Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) – Mestrado e Doutorado.

Desde então os processos de avaliação seguem implementados com uma significativa participação da comunidade. Nesta trajetória percebe-se a necessidade de uma intensa sensibilização a cada novo instrumento, com o intuito de alcançar o maior número de respondentes e, mais que isto, podermos melhorar/aprimorar as práticas pedagógicas e a infraestrutura, por meio da reestruturação do Projeto Político Pedagógico do Centro de Educação, atingindo Discentes, Docentes, TAES e os demais atores envolvidos nestes processos de avaliação e autoavaliação.

 

Equipe CAICE

Dezembro de 2019

Equipe CAICE

Dezembro de 2019