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			<title>Ciência Rural - Feed Customizado RSS</title>
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	<title>Ciência Rural</title>
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				<title>Explorando fronteiras: a importância e o impacto da pesquisa internacional no avanço da ciência</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/09/26/explorando-fronteiras-a-importancia-e-o-impacto-da-pesquisa-internacional-no-avanco-da-ciencia</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:48:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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						<description><![CDATA[A pesquisa internacional desempenha, atualmente, um papel crucial na evolução de diferentes áreas do conhecimento, como é o caso da medicina veterinária. Ao se envolver em projetos de pesquisa global, veterinários têm a oportunidade de trabalhar com diferentes populações e condições ambientais, o que enriquece sua experiência e contribui para uma compreensão mais abrangente das [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A pesquisa internacional desempenha, atualmente, um papel crucial na evolução de diferentes áreas do conhecimento, como é o caso da medicina veterinária. Ao se envolver em projetos de pesquisa global, veterinários têm a oportunidade de trabalhar com diferentes populações e condições ambientais, o que enriquece sua experiência e contribui para uma compreensão mais abrangente das questões de saúde animal.</p>
<p><img class="aligncenter wp-image-129 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/09/Image-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" /></p>
<p>O intercâmbio internacional facilita a troca de metodologias inovadoras e a adaptação de melhores práticas a diferentes contextos, promovendo a melhoria contínua na qualidade dos cuidados oferecidos a animais ao redor do mundo. É o caso da médica veterinária Ingryd Merchioratto. Formada pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), conta que começou o primeiro estágio de iniciação científica  em laboratórios de virologia.</p>
<p>-Nunca havia cogitado fazer estágio em laboratório, muito menos trabalhar com vírus, mas foi uma oportunidade que apareceu e decidi experimentar. Me apaixonei pela rotina do “mundo microbiológico”. Acredito que esse foi o ponto de partida, ter tido em meu primeiro orientador alguém que sempre incentivou e me aproximou da área acadêmica - conta</p>
<p>Após, realizou o estágio curricular (obrigatório para concluir o curso), na Embrapa, em Concórdia, e outra parte no Setor de Virologia da UFSM.</p>
<p>Depois da Graduação, Ingryd realizou mestrado e doutorado, tendo a última parte deste concluído na Oklahoma State University, nos Estados Unidos.</p>
<p>-A iniciação científica foi meu “berço”na virologia, foi através dela que dei meus primeiros passos, aprendi o básico e essencial. Foi fundamental para passar por todos os laboratórios que passei, e não ter dificuldade, saber o que estava sendo feito e o porque estava sendo feito. Foi essencial para eu decidir seguir para a área acadêmica - afirma.</p>
<p>Realizar estágios em outros países oferece aos profissionais de medicina veterinária a chance de ganhar uma perspectiva global sobre a prática da medicina animal. A experiência adquirida em diferentes contextos culturais e sistemas de saúde pode levar a um aprimoramento significativo das habilidades técnicas e interpessoais.</p>
<p>O domínio do inglês é fundamental para os profissionais de medicina veterinária que desejam expandir suas atividades para o cenário internacional. O inglês, sendo a língua franca da ciência e da pesquisa global, permite que veterinários acessem uma vasta gama de literatura científica, participem de conferências internacionais e publiquem seus próprios estudos em revistas de renome. Além disso, a habilidade de se comunicar eficazmente em inglês abre portas para colaborações e parcerias internacionais, o que pode acelerar o avanço das pesquisas e a disseminação de novas descobertas.</p>
<p>Ingryd foi aprovada recentemente em um  concurso para vaga de investigadora em virologia do Instituto Nacional de Investigação Agropecuário (INIA) no Uruguai:</p>
<p>-Atualmente estamos montando laboratório de virologia para pesquisa e diagnóstico investigativo, estamos padronizando técnicas moleculares como PCR em tempo real (qPCR), e iniciando laboratório de cultivo celular e de vírus. O principal papel é auxiliar os produtores a solucionarem problemas que apresentam em suas propriedades, além de instituir pesquisas para trazer melhorias para o campo, como controle de infecções víricas, diagnóstico e entre outras.</p>
<p>Experiências internacionais proporcionam uma imersão em diferentes metodologias de tratamento e abordagens preventivas, ajudando os veterinários a se tornarem mais versáteis e adaptáveis. Esse tipo de vivência também fortalece a capacidade de trabalhar em equipes multiculturais e de enfrentar desafios diversos com soluções criativas e bem-informadas.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM avaliam impactos da irrigação sobre cultivos com a finalidade de produção de biocombustíveis</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/08/15/pesquisadores-da-ufsm-avaliam-impactos-da-irrigacao-sobre-cultivos-com-a-finalidade-de-producao-de-biocombustiveis</link>
				<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 14:42:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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						<description><![CDATA[A irrigação, ao ser empregada na produção de biocombustíveis, tem demonstrado efeitos significativos tanto positivos quanto negativos sobre os cultivos. Por um lado, a irrigação garante uma oferta mais estável e previsível de água, essencial para o crescimento das culturas usadas na produção de biocombustíveis, como o milho e a cana de açúcar. Pesquisadores da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-127 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/08/Irrigacao-1-scaled-1-300x228.jpg" alt="" width="646" height="491" /></p>
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<p>A irrigação, ao ser empregada na produção de biocombustíveis, tem demonstrado efeitos significativos tanto positivos quanto negativos sobre os cultivos. Por um lado, a irrigação garante uma oferta mais estável e previsível de água, essencial para o crescimento das culturas usadas na produção de biocombustíveis, como o milho e a cana de açúcar.</p>
<p>Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria estão analisando os impactos da irrigação sobre cultivos com a finalidade de produção de biocombustíveis. As pesquisas integram um projeto que estuda a viabilidade de culturas energéticas irrigadas para o estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>A gestão adequada da irrigação é uma ferramenta crucial para aumentar a produtividade dos cultivos destinados a biocombustíveis, mas é preciso estar atento quanto à  implementação de práticas eficazes e sustentáveis para minimizar os impactos negativos e garantir a viabilidade ambiental e econômica da produção.</p>
<p>Conforme a professora Marcia Xavier Peiter (CCR/UFSM), o trabalho iniciou em 2013 com a primeira tese sobre o assunto. O objetivo dessa pesquisa inicial foi estudar a viabilidade de cana de açúcar irrigada para produção de etanol, em lavouras experimentais no Colégio Politécnico da Universidade, constituída por 20 variedades da espécie. Posteriormente, foram estudadas as culturas de milho, batata-doce, sorgo e soja.</p>
<p>Atualmente, conforme Marcia, estão sendo conduzidos experimentos para produção de etanol de trigo irrigado e produção de biodiesel a partir de óleo de canola irrigada.</p>
<p>Um dos trabalhos que faz parte do projeto, é o artigo intitulado "Produção de óleo e produtividade econômica da água de cultivares de soja em diferentes disponibilidades hídricas", resultado parcial de uma tese de doutorado orientada por Marcia junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola. A tese que originou o trabalho foi defendida em 2022 pela engenheira agrícola Silvana Antunes Rodrigues.</p>
<p>O objetivo da pesquisa foi investigar a viabilidade técnica e econômico-financeira da produção de cultivares de soja, sob diferentes suplementações hídricas para a produção de óleo de soja.</p>
<p>Os  principais resultados apontam que lâminas de irrigação menores, aumentam a produtividade da água e, consequentemente, a produtividade econômica da água para produção de grãos e conteúdo de óleo, acarretando melhor gestão do recurso hídrico.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, esta pode ser uma alternativa, em anos de baixa disponibilidade hídrica:</p>
<p>-Ela pode ser usada para suprir as necessidades de água da cultura e, ao mesmo tempo, obter resultados satisfatórios de rendimento.</p>
<p>Observou-se também que a irrigação suplementar incrementa o rendimento de grãos e produção de óleo das diferentes cultivares de soja.</p>
<p> </p>
<p><strong>Desde o primeiro artigo, na Ciência Rural </strong></p>
<p>Marcia que é agrônoma pela UFSM (1992), tem Mestrado em Engenharia Agrícola - área de concentração em Irrigação e Drenagem (1994) também pela UFSM, e Doutorado em Engenharia Civil - Área de concentração em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP (1998), é atualmente Professora Titular da UFSM, lotada no Departamento de Engenharia Rural. A docente atua na graduação de cursos do Centro de Ciências Rurais e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola.</p>
<p>Como ela mesmo conta, sua relação com a Revista Ciência Rural é antiga:</p>
<p>-Sempre foi a revista do nosso centro, onde publiquei meu primeiro trabalho de pesquisa em 1996. A revista era publicada em formato físico, ou seja, impresso. Quando vim para Santa Maria atuar como docente, fui convidada a colaborar na área de Engenharia Rural/Engenharia Agrícola, função que tenho até hoje.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Defesa Vegetal: alternativas para superprodução de espécies reativas de oxigênio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/05/10/defesa-vegetal-alternativas-para-superproducao-de-especies-reativas-de-oxigenio</link>
				<pubDate>Fri, 10 May 2024 23:30:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[O chamado estresse oxidativo ocorre por um desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres e/ou na pouca eficiência de remoção des As plantas, assim como os seres humanos e outros organismos vivos, podem ser afetadas por condições estressantes, que comprometem seu crescimento e desenvolvimento saudável. Tais condições surgem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>O chamado estresse oxidativo ocorre por um desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres e/ou na pouca eficiência de remoção des</em></p>
<p>As plantas, assim como os seres humanos e outros organismos vivos, podem ser afetadas por condições estressantes, que comprometem seu crescimento e desenvolvimento saudável. Tais condições surgem por meio de diversos fatores ambientais, como temperaturas extremas, deficiência hídrica, salinidade do solo, poluição atmosférica, presença de patógenos, entre outros. Mesmo com mecanismos de defesa, o estresse prolongado das plantas pode comprometer significativamente o rendimento das mesmas, afetando a produção agrícola e a segurança alimentar.</p>
<p>Conforme Lilia Gomes Willadino, bióloga e professora aposentada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), as condições estressantes do ambiente sobre as plantas induzem a superprodução de espécies reativas de oxigênio (ROS), o que gera um estresse oxidativo. As ROS causam danos nas estruturas celulares e podem acarretar a morte da planta.</p>
<p>O estresse oxidativo ocorre, segundo Willadino, devido o desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres e/ou na pouca eficiência de remoção desses.  “Para prevenir o acúmulo de ROS e o estresse oxidativo extremo, são ativadas respostas bioquímicas e fisiológicas em plantas superiores que constituem os mecanismos de defesa antioxidantes. Tais mecanismos, que combatem o estresse oxidativo, incluem um eficiente sistema de defesa antioxidante que envolve a atividade das enzimas superóxido dismutase, catalase, ascorbatoperoxidase, peroxirredoxinas, dentre outras, além de metabólitos não enzimáticos, que, de forma conjunta, atuam na eliminação das ROS e na redução do dano oxidativo”, completa a professora.</p>
<p>Considerando esse cenário, um artigo organizado pela professora propôs uma revisão dos principais sítios de produção de ROS e a ação de algumas enzimas do sistema de defesa antioxidante em plantas, bem como, situações que podem provocar danos severos à planta ou levá-la à morte. O trabalho aborda consequências, bioquímicas e fisiológicas, do estresse sobre as plantas, as quais, como organismos sésseis, são imóveis. Essa condição acarreta na necessidade de responder aos mais diferentes estresses ambientais, sejam eles abióticos ou bióticos.</p>
<p>Há décadas, a agricultura enfrenta desafios significativos na produção de alimentos, causando preocupação tanto para os produtores quanto para os consumidores. No entanto, as plantas, os principais protagonistas nesse cenário, sentem, cada vez mais, os impactos das mudanças ambientais. Diante desse panorama, é urgente encontrar soluções práticas e eficazes para solucionar tais problemas. O ponto inicial para alcançar uma resolução satisfatória é compreender como as plantas reagem diante dos diversos estresses ambientais e quais são as adaptações fisiológicas que elas promovem. Uma vez adquirido esse conhecimento, torna-se fundamental desenvolver estratégias para combater os agentes causadores do estresse oxidativo e prevenir danos que possam comprometer a produtividade das culturas.</p>
<p> </p>
<p><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p>GUIMARÃES, M. J. M., SIMÕES, W. L., BARROS, J. R. A., ALBERTO, K. DA C., &amp; WILLADINO, L. G. (2022). Parâmetros bioquímicos, fisiológicos e produtividade de sorgo granífero irrigado com água salina. Journalof Environmental AnalysisandProgress, 7(3), 159–168. https://doi.org/10.24221/jeap.7.3.2022.4692.159-168</p>
<p>GUIMARÃES, M. J. M.; SIMOES, W. L.; BARROS, J. R. A.; WILLADINO, L. G. (2020). Salinitydecreasestranspirationofsorghumplants. Experimental Results, v. 1, 2020.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Revolução no campo: solução inovadora para combater o carrapato bovino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/04/08/revolucao-no-campo-solucao-inovadora-para-combater-o-carrapato-bovino</link>
				<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 16:27:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[Grupo de pesquisa analisa a viabilidade técnica-comercial de vacina desenvolvida para o combate do parasita Atualmente, o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, contabilizando um rebanho estimado em 193,4 milhões de cabeças. Além disso, possui capacidade para exportar cerca de 1,45 milhão de toneladas de carne e ocupa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-123 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/04/carrapato-300x171.jpg" alt="" width="693" height="395" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Grupo de pesquisa analisa a viabilidade técnica-comercial de vacina desenvolvida para o combate do parasita</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, contabilizando um rebanho estimado em 193,4 milhões de cabeças. Além disso, possui capacidade para exportar cerca de 1,45 milhão de toneladas de carne e ocupa o sexto lugar na produção mundial de leite (ANUALPEC, 2022). Esses números evidenciam a relevância do país na produção de proteína animal em escala internacional. No entanto, o aumento do rebanho ocasiona uma maior incidência de parasitas que afetam esses animais, como os carrapatos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme o Médico veterinário e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Itabajara da Silva Vaz Junior, o carrapato bovino (<em>Rhipicephalus. microplus</em>) traz prejuízos à bovinocultura, através da transmissão de agentes de doenças, despesas com excesso de produtos e queda na produção pecuária. O parasita é presente em regiões tropicais e subtropicais, sendo uma das espécies de maior distribuição mundial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O carrapato bovino é um ectoparasita hematófago, isto é, se alimenta de sangue. Além disso, também é um vetor de patógenos que causam algumas doenças, como a babesiose e a anaplasmose. Essas enfermidades são responsáveis por índices elevados de mortalidade, cujas medidas de prevenção e ocorrência de surtos impactam economicamente a atividade da pecuária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O controle imunológico desta espécie não é comum, como informa o professor. Isso porque ainda não há vacinas comerciais com nível de proteção suficiente para proteger os bovinos. O controle mais utilizado, é o uso de acaricidas sintéticos, frequentemente criticados pelo custo e necessidades específicas. “Outra desvantagem dessa forma de controle é a crescente seleção de populações resistentes aos princípios ativos que compõem as formulações desses acaricidas. Portanto, o uso de uma vacina evitaria, ou diminuiria, o uso de acaricidas”, explica Itabajara Junior.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao considerar esse cenário, um grupo de pesquisa utilizou resultados prévios que caracterizaram proteínas de diferentes espécies de carrapatos com potencial para serem utilizadas em uma vacina. O objetivo seria aumentar o conhecimento da biologia dos carrapatos e propor alternativas eficazes de controle. Com base nestes dados, a equipe do professor Itabajara realizou a formulação de 20 patentes depositadas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), além de um registro no Uruguai e um no Paquistão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto é desenvolvido, atualmente, em parceria com uma empresa brasileira de produtos veterinários. Com isso, é possível analisar a viabilidade técnica-comercial da vacina desenvolvida pelo grupo. A equipe usa diferentes metodologias de bioquímica, imunologia e biologia molecular para identificar e selecionar componentes importantes para a fisiologia do parasito. Como exemplo, o professor cita os avanços nas tecnologias “ômicas” (como genômica, transcriptômica e proteômica), as quais abriram oportunidades para ampliar a capacidade de identificação de novos antígenos vacinais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Referências:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rodríguez-Mallon, A. 2023. The Bm86 discovery: a revolution in the development of anti-tick vaccines. <strong>Pathogens </strong>12:231. doi: 10.3390/pathogens12020231</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Abbas, M. N., Jmel, M. A., Mekki, I., Dijkgraaf, I., and Kotsyfakis, M. 2023. Recent advances in tick antigen discovery and anti-tick vaccine development. <strong>Int. J. Mol. Sci.</strong> 24:4969. doi: 10.3390/ijms24054969</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Parizi, L.F.; Githaka, N.W.; Logullo, C.; Zhou, J.; Onuma, M.; Termignoni, C.; da Silva Vaz, I., Jr. Universal Tick Vaccines: Candidates and Remaining Challenges. <strong>Animals </strong>2023, 13, 2031. <a href="https://doi.org/10.3390/ani13122031">https://doi.org/10.3390/ani13122031</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tayline Alves<br>Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O crescimento da Leishmaniose Visceral e as medidas necessárias para o combate da doença</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/03/20/o-crescimento-da-leishmaniose-visceral-e-as-medidas-necessarias-para-o-combate-da-doenca</link>
				<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 17:47:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=122</guid>
						<description><![CDATA[O aumento dos casos da doença em cães acende alerta para a doença em humanos. Segundo dados do Informe Epidemiológico de Leishmanioses das Américas (Dez/2023), o Brasil teve 12.878 casos em 2022 e a tendência foi de crescimento de 2023 a 2024. Pesquisadores da Fiocruz alertam para o aumento no número de cães com a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-121 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/03/Leishmaniose--300x202.jpg" alt="" width="744" height="501" /></p>
<p style="text-align: center"><em>O aumento dos casos da doença em cães acende alerta para a doença em humanos.</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo dados do Informe Epidemiológico de Leishmanioses das Américas (Dez/2023), o Brasil teve 12.878 casos em 2022 e a tendência foi de crescimento de 2023 a 2024. Pesquisadores da Fiocruz alertam para o aumento no número de cães com a doença. O cenário, se não for controlado, pode indicar uma possível disseminação da doença em humanos. Diante dessa situação, o Plano de Ação para as Leishmanioses da Opas para o período 2023-2030 foi atualizado, discutido e acordado com países endêmicos, além de especialistas, pesquisadores e cientistas. O plano busca fortalecer as ações de vigilância e controle, incluindo a ampliação do acesso e implementação de metodologias de diagnóstico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o Médico Veterinário Luís Antonio Sangioni, um dos motivos a serem considerados diante do avanço da doença são as alterações climáticas dos últimos anos, quando houve um aumento da população de mosquitos que transmitem o parasito. Além disso, para o professor, o fato do homem ocupar cada vez mais áreas silvestres, aumenta o risco de adquirir a infecção, tendo em vista a frequente presença desses vetores. Além disso, os mosquitos se adaptaram ao meio urbano e consequentemente houve a dispersão desses insetos nas cidades. Atualmente, o mosquito pode ser encontrado com frequência nas residências, pátios e quintais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em Santa Maria, cidade da região central do RS, foi identificado a presença do principal vetor (<em>Lutzomya longipalpis</em>) que é responsável por transmitir a leishmaniose visceral (<em>Leishmania infantum</em>). Com isso, o município foi classificado - pelos dirigentes sanitários - como “Área de Transmissão”. A cidade registrou, segundo o professor, duas mortes em humanos por leishmaniose visceral, nos dois últimos anos. Além disso, houve um aumento de diagnósticos da doença em cães no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e outros hospitais veterinários privados da cidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Mas, o que a Leishmaniose pode causar?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A leishmaniose é uma doença considerada uma zoonose, ou seja, transmitida por animais e ocasionada por um protozoário (organismo de única célula), sendo transmitida por um flebotomíneo (mosquito-palha). No homem, a enfermidade se apresenta de duas formas: cutânea e visceral. A forma cutânea é manifestada por feridas na pele, que aumentam com o tempo de evolução. As lesões podem ser únicas ou disseminadas pelo corpo. Na forma visceral - mais grave - a doença se manifesta em lesões no fígado, baço, palidez, aumento do volume abdominal, febre, apatia e falta de apetite, podendo conduzir à morte. Para o professor Sangioni, é importante ficar em alerta para a presença de feridas na pele que não cicatrizam, ou observar algum mal-estar, como febre, fadiga, pele amarelada ou desconforto abdominal.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os cães apresentam lesões disseminadas pela pele, perda de pelo, magreza (caquexia), perda de pelos, escoriações, aumento exagerado das unhas, endurecimento do coxim plantar e morte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme orienta Sangioni, quando o indivíduo for realizar atividades no meio silvestre ou próximo a matas, como pescarias, caminhadas em ambientes silvestres, recomenda-se a aplicação de repelentes, bem como, a utilização de calças compridas e camisas ou blusas de mangas longas. As janelas das residências ou estabelecimentos devem ser teladas e preconiza-se a aplicação de inseticidas ou a colocação de pastilhas inseticidas repelentes em aparelhos elétricos específicos, nos ambientes internos, no entardecer, para impedir a infestação dos mosquitos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos berços e camas das crianças menores, a recomendação do professor é cobrir com mosquiteiros. Os pátios e quintais devem ser limpos constantemente, pois os mosquitos têm preferência por áreas onde existem matérias orgânicas. É importante observar os animais constantemente e verificar a existência de lesões cutâneas e perdas de pelos, além de secreção ocular, emagrecimento progressivo, apatia, coceiras, aumento de volumes em área de pescoço ou abdômen e qualquer anormalidade deve ser encaminhado ao médico veterinário ou comunicado aos órgãos sanitários públicos. Os animais que forem diagnosticados com a doença devem receber coleiras inseticidas para não permitir que novos mosquitos se alimentem e transmitam a enfermidade aos humanos e outros animais. O tratamento deve ser realizado precocemente para haver diminuição da carga parasitária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No contexto mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam cerca de 1 milhão de casos de leishmaniose por ano. Dentre eles, aproximadamente 20 mil resultam em óbito. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2011 e 2020 foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose, com uma média de 3,3 mil por ano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tayline Alves</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curando vidas e formando talentos: a trajetória do Hospital Veterinário Universitário da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/03/11/curando-vidas-e-formando-talentos-a-trajetoria-do-hospital-veterinario-universitario-da-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 11:53:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=118</guid>
						<description><![CDATA[O Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria impacta de forma positiva a comunidade Santa-mariense, no que diz respeito principalmente, à&nbsp; formação da próxima geração de médicos veterinários. Na promoção da saúde animal&nbsp; o HVU da UFSM desempenha um papel fundamental, sendo cenário para o avanço da pesquisa científica e na formação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignnone  wp-image-119 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/03/meiaboca-300x83.jpg" alt="" width="643" height="178" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>O Hospital Veterinário Universitário (HVU)<a></a> da Universidade Federal de Santa Maria impacta de forma positiva a comunidade Santa-mariense, no que diz respeito principalmente, à&nbsp; formação da próxima geração de médicos veterinários.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na promoção da saúde animal&nbsp; o HVU da UFSM desempenha um papel fundamental, sendo cenário para o avanço da pesquisa científica e na formação de profissionais capacitados na área de medicina veterinária tanto de pets convencionais, como não convencionais, como hamster, chinchilas, coelho... e animais da fauna silvestre.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O espaço oferece serviços médicos especializados para diversos animais e atende não apenas às necessidades da comunidade, mas também contribui para o desenvolvimento de técnicas inovadoras. Além disso, serve como um ambiente de aprendizado prático para estudantes de medicina veterinária, permitindo que eles apliquem teorias acadêmicas em situações reais, ganhando uma experiência e delineando assim os problemas da profissão na prática, através do uso da criatividade e conhecimento teórico-prático para conduzir com os casos clínicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O HVU foi inaugurado em 1972, como nos relata o médico veterinário e diretor do hospital, Dr. Flávio Desessards De La Côrte. Os procedimentos realizados atualmente incluem atendimentos nas áreas de clínica médica e clínica cirúrgica para animais de pequeno porte (cães e gatos) e grandes animais (equinos, bovinos e ovinos), além de atendimentos para animais silvestres. Segundo De La Côrte, o hospital possui um setor de internação para cães e gatos, onde os animais são acompanhados 24h por dia, tratados e monitorados. “Sobre os procedimentos cirúrgicos pode se dividir em procedimentos de baixa e alta complexidade, executados por especialistas em anestesia e cirurgia veterinária, além de vários profissionais atuando na equipe de apoio, realizando o exame de admissão do paciente até sua alta”, afirma o médico veterinário</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O&nbsp; laboratório de análises clínicas oferece exames laboratoriais para diagnóstico das enfermidades, além do auxílio no preparo pré-cirúrgico. O banco de sangue é responsável por colher o sangue de cães e gatos doadores, realizar todos os testes e analisar as amostras para garantir a segurança ao receptor, bem como, armazenar bolsas para as transfusões de sangue, quando necessário.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De La Côrte explica que os exames de diagnóstico por imagem, por exemplo, são realizados em setor específico, onde trabalham técnicos em radiologia, professores especialistas na área e alunos de pós-graduação e residência. No local são realizados estudos radiográficos e ultra som com laudo técnico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, o HVU dispõe de uma farmácia que presta suporte ao atendimento interno como despensa de medicamentos e até mesmo preparo da dosagem de quimioterápicos. “Os problemas mais frequentemente encontrados nos pets trazidos ao HVU são os da área da oncologia, ortopedia, neurologia, dermatologia e clínica geral, desde casos simples até os casos mais atípicos que acometem cada espécie animal. Nosso quadro é composto por profissionais extremamente qualificados para tratar cada patologia e em diferentes espécies”, completa o médico veterinário.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, o HVU funciona diariamente das 7h30min às 19h30min, de segunda a sexta-feira. De La Côrte informa que as consultas são marcadas preferencialmente via WhatsApp, no número 55 99161-7477, com equipe preparada para avaliar e direcionar a demanda clínica para cada especialidade médica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os serviços são oferecidos a toda a comunidade em geral. “Recomendamos que toda pessoa que tiver um pet possa contatar nossos serviços para marcar a consulta, evitando uma espera desnecessária, ou trazer em caso de emergência seu bichinho. É importante enfatizar que o responsável pelo pet seja maior de idade com carteira de identidade, pois este deve assumir os custos dos serviços prestados e ser responsável pela retirada do paciente quando da alta médica”, afirma. Ao chegar no HVU o tutor faz a ficha do seu pet com os técnicos administrativos os quais são preparados para orientar e apoiar os clientes na hora da consulta e direcionar para cada médico.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o médico veterinário, que também é professor da UFSM, o hospital é um grande campo de aprendizado para o futuro profissional. No local, ele tem a segurança de apoio pedagógico, acompanhando consultas clínicas de rotina, e especialidades como neurologia, dermatologia, oncologia e oftalmologia sempre com orientação e supervisão de profissionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tayline Alves</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Táticas inovadoras: estratégias eficientes no combate de plantas daninhas na cultura do arroz</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/02/07/taticas-inovadoras-estrategias-eficientes-no-combate-de-plantas-daninhas-na-cultura-do-arroz</link>
				<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 10:41:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=116</guid>
						<description><![CDATA[O controle de plantas daninhas no cultivo de arroz se torna essencial ao pensar nos diversos impactos negativos que as plantas invasoras podem ter sobre a produção e qualidade do arroz.  As plantas daninhas competem com as culturas de arroz por recursos essenciais, como luz solar, água, nutrientes e espaço. Essa competição pode ter impactos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="534" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/02/arroz-1024x534.jpg" alt="" />															
		<p style="text-align: center;line-height: normal" align="center"><i>O controle de plantas daninhas no cultivo de arroz se torna essencial ao pensar nos diversos impactos negativos que as plantas invasoras podem ter sobre a produção e qualidade do arroz. </i></p><p style="text-align: justify;line-height: normal">As plantas daninhas competem com as culturas de arroz por recursos essenciais, como luz solar, água, nutrientes e espaço. Essa competição pode ter impactos significativos na produção de arroz, prejudicando o rendimento e a qualidade do cultivo. De acordo com o professor e agrônomo André da Rosa Ulguim, a competição entre as plantas ocorre quando existem recursos limitados. Conforme o professor, quanto mais semelhante morfologicamente a planta daninha for da cultura, mais problemática ela será, devido a competitividade e a dificuldade de controle químico e cultural é maior.</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">As principais plantas daninhas presentes nas lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul (RS) são o arroz-daninho (<i>Oryza </i>sativa L.<i>)</i>, capim-arroz (<i>Echinochloa </i>spp.<i>) </i>e as ciperáceas ou junquinho (<i>Cyperus </i>spp.<i>)</i>. O arroz-daninho, por pertencer ao mesmo gênero e espécie do arroz cultivado (<i>Oryza sativa </i>L.), torna-se a principal planta daninha da cultura.</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal">O grupo de pesquisa coordenado pelo Prof. André Ulguim realiza estudos para avaliar a interação entre a mistura do propaquizafop com herbicidas latifolicidas utilizados em arroz irrigado. Devido aos casos de resistência de plantas daninhas aos herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS), uma alternativa para o controle de arroz-daninho resistente às imidazolinonas são as novas tecnologias de genótipos de arroz com tolerância aos herbicidas inibidores da acetil coenzima-A carboxilase (ACCase), com tolerância ao propaquizafop, sendo estudado para este trabalho a tecnologia Max Ace®.</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal">                                                                                    </p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal">As plantas daninhas muitas vezes extraem nutrientes do solo, reduzindo a disponibilidade desses nutrientes para as plantas de arroz e diminuindo a produtividade. Isso pode levar a deficiências nutricionais nas plantas de arroz, afetando sua saúde e capacidade de produzir grãos de qualidade. Além disso, a presença de plantas daninhas na plantação de arroz pode resultar em contaminação dos grãos com sementes indesejadas, impurezas e resíduos de plantas daninhas. Isso pode comprometer a qualidade do arroz, afetando sua aceitação no mercado e seu valor comercial.</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: normal"> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">O controle eficiente de plantas daninhas é crucial para garantir o bom desempenho das culturas, como o arroz. Métodos de controle incluem práticas culturais, como rotação de culturas e manejo adequado do solo, bem como o uso de herbicidas e métodos mecânicos, dependendo das condições específicas da plantação.</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal"><b>Referências:</b></p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">XXXIII Reunião Técnica da Cultura do Arroz Irrigado (7. : 2022 : Restinga Seca, RS)</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">Arroz irrigado [livro eletrônico] : recomendações técnicas da pesquisa para o sul do</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">Brasil -- 33. ed. -- Restinga Seca, RS : SOSBAI ; Porto Alegre, RS: Epagri, Embrapa,</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">Irga, UFPel, UFRGS, UFSM, 2023. -- (Reunião técnica da cultura do arroz irrigado ; 33) PDF. Disponível em: <a href="https://www.sosbai.com.br/uploads/documentos/recomendacoes-tecnicas-da-pesquisa-para-o-sul-do-brasil_310.pdf">https://www.sosbai.com.br/uploads/documentos/recomendacoes-tecnicas-da-pesquisa-para-o-sul-do-brasil_310.pdf</a></p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">Silva AL, Streck NA, Zanon AJ, Ribas GG, Fruet BL, Ulguim AR. Levantamentos do manejo de plantas daninhas na produtividade do arroz irrigado no Sul do Brasil. Ciência das Ervas Daninhas . 2022;70(2):249-258. doi:10.1017/wsc.2021.77</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal"><i>Tayline Manganeli</i></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">Bolsista de comunicação da Ciência Rural </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desvendando mistérios da saúde animal: a importância da Patologia Veterinária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2024/01/10/desvendando-misterios-da-saude-animal-a-importancia-da-patologia-veterinaria</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 10:56:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=114</guid>
						<description><![CDATA[  A patologia veterinária trata e estuda as doenças dos animais. Diversos exames podem ser feitos para que se possa fazer o diagnóstico das enfermidades.   Na busca constante para promover a saúde e o bem-estar dos animais, a Patologia Veterinária emerge como uma peça-chave na compreensão e no tratamento das doenças que os afetam. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="font-weight: 400"><img class="alignnone  wp-image-115 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2024/01/close-no-veterinario-cuidando-do-cachorro-300x200.jpg" alt="" width="395" height="263" /></p>
<p style="font-weight: 400"><strong> </strong></p>
<p style="font-weight: 400"><em>A patologia veterinária trata e estuda as doenças dos animais. Diversos exames podem ser feitos para que se possa fazer o diagnóstico das enfermidades.</em></p>
<p style="font-weight: 400"><strong> </strong></p>
<p style="font-weight: 400">Na busca constante para promover a saúde e o bem-estar dos animais, a Patologia Veterinária emerge como uma peça-chave na compreensão e no tratamento das doenças que os afetam. Este campo científico desempenha um papel crucial na identificação, diagnóstico e prevenção de condições que podem impactar a vida dos pets.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">A patologia é uma área da Medicina Veterinária voltada ao diagnóstico de doenças dos animais com base no estudo de lesões macroscópicas e histológicas em tecidos. A esfera envolve a realização de autópsias em animais; análise macroscópica de peças de biópsia - retiradas cirurgicamente dos pacientes; e análise histopatológica.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Conforme a professora e médica veterinária Mariana Martins Flores, o patologista é o profissional capacitado para analisar cadáveres e peças cirúrgicas em busca de lesões macroscópicas – aquelas que conseguimos visualizar sem auxílio do microscópio – e histológicas nos tecidos. O conjunto de informações obtidas através das análises permite ao patologista estabelecer um diagnóstico para cada animal.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400"><strong>Diagnóstico preciso para tratamento eficaz</strong></p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Um dos principais aspectos da Patologia Veterinária é o diagnóstico preciso. Ao examinar amostras de tecidos, os patologistas conseguem identificar padrões característicos de doenças. Esse conhecimento aprofundado permite aos veterinários clínicos prescrever tratamentos específicos, melhorando as chances de recuperação dos animais.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Aos tutores, vai o alerta da veterinária Flores: o patologista veterinário pode ser procurado em situações diversas. Um dos exemplos mais comuns, é quando se quer descobrir a causa da morte precoce ou súbita do pet. Nesses casos é preciso realizar a autópsia. Muitos veterinários também procuram o patologista quando querem diagnosticar alguma lesão retirada cirurgicamente de seus pacientes. Tudo isso ajuda na escolha do melhor tratamento. As doenças mais diagnosticadas em cães na nossa região, por exemplo, são as infecciosas e as neoplásicas. Dentre as mais comuns estão a leishmaniose, a parvovirose e a cinomose.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400"><strong>Patologia Veterinária e pesquisa científica</strong></p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Além de sua aplicação clínica, a Patologia Veterinária desempenha um papel vital na pesquisa científica. Estudos patológicos contribuem para o avanço do entendimento das doenças animais, possibilitando a descoberta de novas terapias e aprimorando a prevenção de epidemias.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Tayline Manganeli</p>
<p style="font-weight: 400">Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Entenda como funciona a neurologia veterinária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/12/11/entenda-como-funciona-a-neurologia-veterinaria</link>
				<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 11:11:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=109</guid>
						<description><![CDATA[Quando ocorre alguma lesão na coluna vertebral é possível que o cão ou gato sofra com problemas neurológicos, tendo a sua movimentação dificultada. A neurologia veterinária é uma especialidade que trata os problemas relacionados ao sistema nervoso do animal. O sistema nervoso dos animais é composto por tecidos delicados, responsáveis, entre elas, pela movimentação e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: center"><img class="wp-image-111 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2023/12/IMG_5366-1-300x225.jpg" alt="" width="635" height="476" /></p>
<p style="text-align: center"><em>Quando ocorre alguma lesão na coluna vertebral é possível que o cão ou gato sofra com problemas neurológicos, tendo a sua movimentação dificultada. A neurologia veterinária é uma especialidade que trata os problemas relacionados ao sistema nervoso do animal. </em></p>
<p>O sistema nervoso dos animais é composto por tecidos delicados, responsáveis, entre elas, pela movimentação e coordenação dos músculos e geração de estímulos corporais. Por serem muito sensíveis, podem sofrer lesões e causar complicações. Foi assim que surgiu a Neurologia Veterinária.</p>
<p>Dentre as áreas de atuação da Medicina Veterinária, a Neurologia é a especialidade médica que estuda as doenças que envolvem o sistema nervoso. Segundo o médico veterinário Alexandre Mazzanti, doutor em Cirurgia Veterinária, são várias as doenças que podem acometer cães e gatos, sendo que as mais comuns são as que envolvem o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal). Algumas doenças que envolvem o encéfalo são as de origem infecciosa e inflamatória, bem como tumores. Na medula espinhal, as doenças mais frequentes são a hérnia de disco, seguido de traumas vertebro-medulares e dos tumores medulares. Em gatos, a hérnia de disco, embora aconteça, é menos comum, tendo os traumas vertebro-medulares, tumores e as doenças infecciosas como as mais frequentes.</p>
<p>Para o médico veterinário, os principais sinais neurológicos que podem aparecer nos pets e indicar uma doença no encéfalo são as crises epilépticas, inclinação de cabeça, andar em círculo, mudança de comportamento (agressividade) e andar compulsivo. Quando detectados, o aconselhado é encaminhar com urgência a um médico veterinário com experiência em neurologia. “Quando a doença envolve a medula espinhal, uma atenção especial é a perda de movimentos nas patas (paraplegia), principalmente as traseiras”, indica Mazzanti. Isso porque tal sinal pode indicar uma lesão grave na medula espinhal e que, encaminhada a um especialista precocemente e tratada de forma correta, pode aumentar a chance de recuperação dos movimentos.</p>
<p>Há casos em que o tratamento envolve só a medicação. Porém, em outras vezes o tratamento é cirúrgico. Para Mazzanti, a recomendação é sobre a importância de encaminhar os animais a profissionais com experiência em neurologia. O Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é um exemplo. O espaço possui um Serviço de Neurologia e Neurocirurgia, que funciona há quase duas décadas e atende cerca de 700 casos de neurologia e neurocirurgia anualmente. O serviço pode ser agendado através do telefone 55 9 9616-7135.</p>
<p>A capacidade de regeneração do sistema nervoso é distinta entre as diferentes regiões. Mazzanti cita o exemplo dos nervos, que podem se regenerar. No entanto, quando se trata do sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal) essa habilidade é limitada.</p>
<p>Tayline Manganeli<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alternativas para produção sustentável: Consórcio gramínea e leguminosas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/11/09/alternativas-para-producao-sustentavel-consorcio-graminea-e-leguminosas</link>
				<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 14:37:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=107</guid>
						<description><![CDATA[O uso consorciado de leguminosas forrageiras em pastagens pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa sem impactar na produtividade animal. A pecuária no Brasil é baseada na utilização de pastagens, uma forma econômica de produção de leite e carne. Tendo em vista o mercado exigente, os produtores adotam medidas para mudar os modelos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="font-weight: 400"><em>O uso consorciado de leguminosas forrageiras em pastagens pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa sem impactar na produtividade animal.</em></p>
<p style="font-weight: 400"><strong> <img class="size-medium wp-image-108 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2023/11/unnamed-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></strong></p>
<p style="font-weight: 400">A pecuária no Brasil é baseada na utilização de pastagens, uma forma econômica de produção de leite e carne. Tendo em vista o mercado exigente, os produtores adotam medidas para mudar os modelos atuais de produção e assegurar a produtividade das propriedades. Fatores como a preservação dos recursos naturais e a mitigação dos impactos ambientais através de tecnologias sustentáveis devem ser levados em conta.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">O consórcio entre gramíneas e leguminosas pode contribuir para um sistema de produção mais sustentável. A pesquisadora Marciana Retore, doutora em Produção Animal, avaliou o consórcio entre gramíneas e leguminosas para produção de fenos e pré-secados. Para ela, o objetivo do consórcio é usufruir dos benefícios que cada espécie oferece, mesmo competindo entre si por nutrientes e luminosidade. Por isso, segundo Retore, é interessante utilizar leguminosas que tenham velocidade de emergência e de crescimento semelhante à da gramínea, como o feijão-caupi, a soja, a crotalária-ochroleuca e o feijão-guandu, para que as duas espécies possam se estabelecer.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Em uma das pesquisas com o capim Tamani, foram usadas técnicas de conservação como pré-secado e feno. As plantas foram semeadas em linhas alternadas, com espaçamento de 45 cm entre elas. A pesquisadora constatou que o cultivo consorciado de capim Tamani com soja ou feijão-caupi manteve a produtividade total da biomassa e melhorou o valor nutricional do pré-secado e do feno.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Em relação à alimentação animal, a principal vantagem de se utilizar o consórcio, é o incremento no teor de proteína. “Quando consideramos o solo, a leguminosa promove a fixação biológica do nitrogênio atmosférico, deixando o nutriente disponível para a gramínea”, afirma Retore.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">A pesquisadora conta que, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados-MS, foi utilizado o consórcio de Tamani com algumas leguminosas, na proporção 1:1, ou seja, uma linha do capim para uma linha da leguminosa. A produtividade de matéria seca foi, segundo ela, semelhante entre os tratamentos testados. Porém, houve aumento no teor de proteína bruta dos consórcios em relação ao cultivo do Tamani solteiro (sem leguminosa), menores teores de fibra e maior digestibilidade in vitro da matéria seca.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400">Consórcio de pastagens com leguminosas trazem benefícios para o produtor e para o ambiente. O uso consorciado de leguminosas forrageiras em pastagens pode impactar positivamente a produtividade animal devido a melhor qualidade do alimento ingerido, refletindo na menor emissão de gases de efeito estufa.</p>
<p style="font-weight: 400"> </p>
<p style="font-weight: 400"><br />Tayline Alves            <br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>38ª Jornada Acadêmica Integrada: Projeto Divulgação Científica da Ciência Rural</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/10/30/38a-jornada-academica-integrada-projeto-divulgacao-cientifica-da-ciencia-rural</link>
				<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 17:25:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=103</guid>
						<description><![CDATA[        Durante a 38ª JAI a equipe de comunicação apresentou o trabalho “DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM VÍDEO: RETORNOS DO PROJETO EM PARCERIA COM O CTE”. O objetivo foi analisar o alcance dos vídeos publicados no ano de 2023, em comparação com os vídeos publicados em 2022, quando retornamos com o projeto “Divulgação Científica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_104" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/901/2023/10/IMG-4754-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Banner apresentado na 38a. JAI - 2023[/caption]
<p style="font-weight: 400">        Durante a 38ª JAI a equipe de comunicação apresentou o trabalho “DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM VÍDEO: RETORNOS DO PROJETO EM PARCERIA COM O CTE”. O objetivo foi analisar o alcance dos vídeos publicados no ano de 2023, em comparação com os vídeos publicados em 2022, quando retornamos com o projeto “Divulgação Científica em Vídeo”, criado em 2018 e interrompido pela pandemia.
A Divulgação Científica é definida por Wilson da Costa Bueno (2010) como uma atividade que utiliza “recursos, técnicas, processos e produtos (veículos ou canais) para a veiculação de informações científicas, tecnológicas ou associadas a inovações ao público leigo”.</p>
<p style="font-weight: 400">        Uma das formas que a equipe da CR encontrou de produzir os conteúdos é o audiovisual. O projeto “Divulgação Científica em Vídeo”, da Ciência Rural surgiu em 2018, porém, com a pandemia, precisou ser pausado. Em 2022, o projeto retornou, em parceria com o Centro de Tecnologia Educacional (CTE). Nos vídeos, a equipe da CR entrevista pesquisadores que possuem relação com a Revista, sobre os mais variados assuntos relacionados com as ciências agrárias, e também, com a produção acadêmica. No artigo apresentado durante a JAI, buscamos analisar o alcance dos vídeos publicados no ano de 2023, em comparação com os vídeos publicados em 2022, quando retornamos com o projeto. Os vídeos são publicados mensalmente, legendados em inglês. Utilizamos o Instagram como rede social para a disseminação do vídeo e é dela que advêm os números que analisamos neste trabalho. Os vídeos possuem, em média, cinco minutos. Em 2022, nossos vídeos contavam com uma média de 140 visualizações e 20 curtidas.</p>
<p style="font-weight: 400">      Atualmente, comparando os meses de janeiro a agosto, aumentamos em 1016%, somando mais de mil curtidas em cada um dos audiovisuais postados. Outro dado que destacamos é o número de compartilhamentos feitos pelos usuários. Em 2022, tínhamos quatro compartilhamentos por vídeo, e atualmente, aumentamos em 530% esse número, chegando a 20 compartilhamentos. Após a análise dos resultados, compreende-se que o alcance dos vídeos, em 2022, teve números baixos justificados pela pausa no projeto, que rompeu com a regularidade de postagens e com a interação dos usuários.</p>
<p style="font-weight: 400">Desta forma, foi preciso começar do zero em termos de engajamento e alcance. Em 2023, os oito vídeos já postados alcançaram resultados favoráveis. Posteriormente, vamos ampliar as estratégias que potencializem o alcance dos vídeos.</p>
<p style="font-weight: 400">
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<p style="font-weight: 400"><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Insetos-praga e os impactos na lavoura</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/10/23/insetos-praga-e-os-impactos-na-lavoura</link>
				<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 13:47:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=79</guid>
						<description><![CDATA[Praga é o termo usado para insetos que causam prejuízos às plantas cultivadas tanto por se alimentarem dessas quanto por transmitir doenças e provocar alterações fisiológicas que resultem em redução de produtividade e, consequentemente em perdas econômicas. Insetos-pragas são organismos que se alimentam de cultivos agrícolas, reduzindo a qualidade e produtividade. No Brasil, a extensa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Praga é o termo usado para insetos que causam prejuízos às plantas cultivadas tanto por se alimentarem dessas quanto por transmitir doenças e provocar alterações fisiológicas que resultem em redução de produtividade e, consequentemente em perdas econômicas</i>.</span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/pragas.jpg" width="600" height="400" /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Insetos-pragas são organismos que se alimentam de cultivos agrícolas, reduzindo a qualidade e produtividade. No Brasil, a extensa área geográfica facilita o desenvolvimento de muitas espécies assim. <br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Os insetos são organismos importantes do ponto de vista ecológico, pois possuem diversas funções ecológicas em diversos ecossistemas, como no agroecossistema de uma lavoura. São considerados insetos-praga aqueles que atacam plantas cultivadas ou transmitem doenças às plantas, reduzindo a qualidade e produtividade e gerando prejuízos econômicos ao agricultor. De acordo com a Embrapa, cerca de apenas 2% das espécies de insetos são pragas agrícola. <br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Conforme o Engenheiro Agrônomo e professor de Entomologia da UFSM, Oderlei Bernardi, os insetos-praga mais comuns em cultivos agrícolas no Brasil são lagartas, percevejos, besouros, tripes e ácaros. Esses insetos podem atacar tanto plantas cultivadas quanto plantas ornamentais, pois na maioria das vezes são espécies polífagas, ou seja, podem usar várias plantas hospedeiras para a sobrevivência, desenvolvimento e reprodução.<br />É considerada como praga, qualquer espécie que venha causar prejuízos econômicos ao agricultor ou à sociedade. Mas apesar do grande número de insetos que se alimentam das plantas, cerca de 2% dessas espécies tornam-se pragas, segundo relatórios da Embrapa. Os insetos-praga são caracterizados por causar prejuízo econômico e possuir uma alta capacidade reprodutiva. <br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O manejo de insetos-praga se inicia antes mesmo da semeadura da cultura, através do monitoramento das áreas e eliminação de possíveis plantas hospedeiras, como restos de culturas anteriores e plantas daninhas, as quais servem como fonte de alimento ou local de abrigo. Para o manejo de insetos-praga, recomenda-se o uso do Manejo Integrado de Pragas (MIP). O MIP é um sistema de decisão para uso de táticas de controle de pragas, isoladas ou associadas harmoniosamente numa estratégia de manejo baseada em análises de custo/benefício que levam em conta o interesse e o impacto nos produtores, sociedade e ambiente. A adoção do MIP permite preservar e aumentar os fatores de mortalidade natural das pragas pelo uso integrado dos métodos de controle selecionados com base em parâmetros técnicos, econômicos, ecológicos e sociológicos. <br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">No Brasil, o MIP é mais difundido em frutíferas, em especial em frutas destinadas a exportação, devido às exigências de boas práticas agrícolas pelos países importadores. <br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O MIP tem como ferramentas de trabalho, basicamente, o monitoramento da população de insetos, pragas e doenças; o controle biológico de pragas com o intuito de favorecer o aparecimento de inimigos naturais; utilização de controle químico somente quando o ataque à lavoura atinge o nível de dano econômico, ou seja, para um inseto ser chamado de praga é necessário que haja prejuízo para a lavoura.<br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) define Manejo Integrado de Pragas (MIP) como o sistema de manejo de pragas que associa o ambiente e a dinâmica populacional da espécie, utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico.<br /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Conhecer sobre os diversos tipos de insetos favorece o agricultor, de forma que ele possa tirar proveito das espécies benéficas para melhorar as condições de produção da sua propriedade.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
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						<item>
				<title>Bebidas funcionais: fermentado de laranja com extrato de ervas aromáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/10/23/bebidas-funcionais-fermentado-de-laranja-com-extrato-de-ervas-aromaticas</link>
				<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 13:46:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=78</guid>
						<description><![CDATA[Doutora pela UFSM dedicou anos de estudo para desenvolver uma bebida fermentada de laranjae avaliar a contribuição da adição de extratos de camomila, capim-limão e hortelã. Saudáveis, fáceis de encontrar e ainda oferecem nutrientes. As bebidas funcionais estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros. Isso porque, nos últimos anos, cresce a tendência de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/fermentado.jpg" width="450" height="286" /><br /><i>Doutora pela UFSM dedicou anos de estudo para desenvolver uma bebida fermentada de laranja<br />e avaliar a contribuição da adição de extratos de camomila, capim-limão e hortelã.</i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Saudáveis, fáceis de encontrar e ainda oferecem nutrientes. As bebidas funcionais estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros. Isso porque, nos últimos anos, cresce a tendência de um novo perfil de consumidor, mais preocupado com a saúde e com questões ambientais. Por causa disso, o desafio da comunidade científica é crescente: a busca pelo desenvolvimento de produtos funcionais, ricos em compostos bioativos com potencial de promover saúde e bem-estar. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Esse tipo de composto é formado por ingredientes saudáveis, como minerais, vitaminas, aminoácidos, fibras dietéticas, antioxidantes e probióticos (entre outros), sendo apreciados por pessoas preocupadas com sua saúde, que buscam uma alternativa prática para promoção da qualidade de vida e redução do risco de doenças.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">As bebidas funcionais, como informa Laura Gizele Mascarin, mestre e doutora em Ciência e Tecnologia dos Alimentos UFSM, são capazes de melhorar o perfil lipídico, reduzir o envelhecimento celular, configurar a proteção contra doenças neurológicas, cânceres, diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Durante anos em que se dedicou ao doutorado, Laura se propôs a um desafio: desenvolver uma bebida fermentada de laranja e avaliar a contribuição da adição de extratos de camomila, capim-limão e hortelã. Laura foi orientada pela professora Cláudia Kaehler Sautter, graduada em Farmácia e Pós-Doutora em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela UFSM.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Conforme Laura, compostos antioxidantes costumam ser relacionados como substâncias que contribuem com a melhora da saúde. Nesse sentido, a fermentação é uma ferramenta importante na produção de bebidas funcionais a partir de frutas ricas em antioxidantes, e também de plantas medicinais e aromáticas, considerando que o álcool é capaz de contribuir para a extração de compostos bioativos. São esses compostos que fazem a proteção contra a incidência da maioria das doenças.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O grande desafio do estudo é que ao mesmo tempo que o álcool auxilia em aumentar a extração de compostos bioativos, uma vez consumido, ele também causa danos principalmente à mucosa gástrica. Então uma das grandes questões do estudo era entender se os próprios compostos antioxidantes extraídos na bebida seriam capazes de bloquear o efeito deletério do álcool ao estômago.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O trabalho foi realizado em cinco etapas. A primeira etapa foi a definição da fruta a ser usada como substrato da fermentação: laranja. Laura argumenta que a escolha partiu do fato de que Brasil está entre os maiores produtores mundiais da fruta. Além disso, também foi considerada sua riqueza nutricional, o alto nível de perda após a colheita e o baixo custo de produção, que desperta para a necessidade de outros usos industriais de aproveitamento da fruta. Após a obtenção da bebida fermentada de laranja foram adicionados os extratos de ervas aromáticas à bebida em diferentes concentrações (segunda etapa). </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A terceira etapa foi a análise físico-química da bebida desenvolvida. Ou seja, identificar se ela apresentava os requisitos de qualidade exigidos pela legislação brasileira, como: teor alcoólico, pH, acidez, conteúdo de açúcares, entre outros. Estes requisitos são necessários para a bebida poder ser designada como um “Fermentado de Fruta Composto”. Nessa etapa também foi analisada a sua capacidade antioxidante, ou seja, foi estudado se os extratos das plantas adicionados conseguiam contribuir em aumentar o potencial de aporte à saúde, identificados quais eram as principais substâncias antioxidantes presentes nessa bebida, além de como cada uma delas contribuía com efeitos com potenciais atividades biológicos (propriedades anti-hemorrágicas, antioxidantes, anti-radicais livres, anti-inflamatórias, anti-ulcerativas, tratamento de gastrite, proteção de mucosas e vasoproteção), além de analisada a segurança toxicológica do seu consumo (ausência de riscos como: mutagenicidade, carcinogenicidade, hepatotoxicidade, permeabilidade da barreira hematoencefálica e toxicidade oral aguda).</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A quarta etapa foi a de análise sensorial. Um grupo de consumidores experimentou a bebida e realizou uma seleção criteriosa da formulação que mais lhes agradou. Após testar com camomila e capim-limão, a bebida preferida foi a de laranja com hortelã, pois ela conseguiu enquadrar além de melhor aroma, sabor e intenção de compra, os maiores efeitos antioxidantes. Por isso, a partir dessa etapa o estudo se sucedeu apenas com a bebida fermentada de laranja adicionada e extrato de hortelã. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O trabalho chegou a quinta e última etapa: a da análise do potencial gastro-reparador. Conforme a pesquisadora, os resultados do estudo demonstraram a viabilidade da inclusão de extratos da planta na bebida alcoólica, comprovado pela boa aceitação dos consumidores durante análise sensorial. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Foi possível concluir que a bebida fermentada de laranja possui ação antioxidante, apesar da hortelã não apresentar essa propriedade. Ou seja, foi evidenciado o potencial gastro-reparador da bebida fermentada de laranja, mas não foi observado tal efeito na bebida adicionada de hortelã. Devido ao processo da pandemia de COVID-19 que interrompeu por um longo tempo as pesquisas, algumas hipóteses acabaram não sendo testadas, como o efeito gasto-protetor da bebida. Essa também é uma linha de estudo que pode ser explorada futuramente para entender o comportamento do álcool frente às lesões ulcerativas gástricas e potencial da bebida em gerar proteção aos danos. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Portanto, através dos estudos realizados até o momento, Laura e a orientadora Cláudia entendem que o consumo dessa bebida funcional deve ser feito preferencialmente sem a ingestão de álcool e acreditam que seja possível realizar novas investigações a respeito do assunto, criando alternativas para a prevenção de doenças com envolvimento do estresse oxidativo.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Plantas forrageiras e a pecuária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/plantas-forrageiras-e-a-pecuaria</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:26:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=72</guid>
						<description><![CDATA[  Plantas são a base da dieta dos ruminantes e quando bemmanejadas podem tornar a pecuária ainda mais produtiva. A pecuária é uma das atividades mais importantes do Brasil e do Rio Grande do Sul. A alimentação de rebanhos ovinos e bovinos é feita principalmente com pastagens. Isso porque quando se compara os custos de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"> </p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/forrageira.jpeg" width="580" height="773" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Plantas são a base da dieta dos ruminantes e quando bem<br />manejadas podem tornar a pecuária ainda mais produtiva.</i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A pecuária é uma das atividades mais importantes do Brasil e do Rio Grande do Sul. A alimentação de rebanhos ovinos e bovinos é feita principalmente com pastagens. Isso porque quando se compara os custos de produção da alimentação de rebanhos, ela aparece como uma fonte mais econômica para a alimentação. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Nesse contexto, as plantas forrageiras desempenham funções importantes, que refletem tanto no aspecto econômico, quanto na sustentabilidade do sistema produtivo. Plantas forrageiras são usadas como alimento para os animais. Essas plantas são a base da dieta dos ruminantes, o que torna a pecuária ainda mais produtiva. Além disso, a partir de algumas delas podem ser produzidos feno e silagem. Nesse sentido, a forragicultura é a área que trata da produção de alimento para ruminantes, ou seja, consiste no estudo das plantas destinadas à alimentação de ovinos de bovinos.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Conforme explica a professora de zootecnia da UFSM, Luciana Pötter, uma parte do estado do Rio Grande do Sul é ocupada pelo bioma pampa. Uma região natural e pastoril com coxilhas cobertas por campos que se estendem pela Argentina e o Uruguai. As plantas rasteiras que cobrem a região já existiam aqui desde os primeiros habitantes. Esse cenário de diversidade foi encontrado pelos primeiros índios que habitavam a região Sul do Brasil, e continua sendo a cara do Pampa atual. Mas, por ser tão antigo, o bioma possui grande variedade de espécies e paisagens. Embora seja famoso pelos campos, o Pampa abriga também florestas nas margens dos rios, arbustos, leguminosas e até cactos. Nessa vegetação tão diversificada, vivem também várias espécies diferentes de animais.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O que difere o RS do restante do Brasil, segundo Luciana, é que aqui se pode trabalhar com forrageiras cultivadas de clima temperado (inverno) e de clima tropical (verão). É possível semear pastagens no outono para ter pasto de qualidade no inverno e primavera, assim como semear na primavera para ter pasto no verão e início do outono. Existem muitas espécies de plantas que podem ser utilizadas como pastagem para o gado. Estas espécies se dividem de acordo com o período de desenvolvimento (inverno ou verão), quanto ao ciclo de vida (anual ou perene) e quanto à família botânica, sendo as mais utilizadas as gramíneas e as leguminosas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Existem duas classificações para as forrageiras: as nativas e as que podem ser semeadas ou plantadas. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><br /><b>Forrageiras Nativas</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Compostas principalmente por espécies de crescimento estival (tropicais), quando o maior crescimento das espécies acontece durante o verão. No inverno, elas perdem qualidade e podem queimar com a geada. Dentre as espécies comuns estão a grama forquilha e o capim caninha. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Forrageiras cultivadas</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Segundo Luciana, dentro das cultivadas de inverno, a que mais se destaca é o azevém, seguido pela aveia. Dentro dessa classificação existem as espécies perenes e as anuais. A professora explica que as perenes são as que persistem por mais de um ano. As anuais têm um ciclo menor - de seis ou sete meses (do estabelecimento ao final do período de utilização). De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), gramíneas dos gêneros Brachiaria, Panicum, Pennisetum e Cynodon têm sido introduzidas em sistemas de pecuária leiteira, por suas características de elevada capacidade de produção de matéria seca e bom valor nutricional. Todas essas, utilizadas no verão do RS ou adaptadas às condições de Brasil Central. Sob o ponto de vista de nutrição animal, não basta elevada produtividade, e sim alta proporção de folhas na biomassa do pasto. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Na UFSM existem algumas pesquisas que trabalham com forrageiras. Um exemplo é o Laboratório Pastos e Suplementos, coordenado pela professora Luciana. O grupo estuda a recria de cordeiras e a recria de terneiras. Nas duas frentes trabalham com pastagens cultivadas e testam suplementos em diferentes quantidades, bem como, o impacto de cada suplemento. Através de parcerias com empresas, foi possível testar também diferentes sistemas de adubação, com distintos adubos e doses, avaliando os sistemas para saber, por exemplo, quanto o pasto cresce por dia e o quanto esse crescimento representa. O grupo também trabalha com novos cultivares de azevém e de outras espécies forrageiras disponíveis no mercado. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i><br /></span></p>
<p align="left">16 de janeiro de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Experimentação agrícola: conheça a área que auxilia pesquisadores a minimizar erros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/experimentacao-agricola-conheca-a-area-que-auxilia-pesquisadores-a-minimizar-erros</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:25:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=71</guid>
						<description><![CDATA[  Conhecimentos da técnica experimental são fundamentais para planejar,executar e avaliar os resultados dos experimentos. A experimentação é uma parte da estatística que pode ser aplicada na agricultura e pecuária. Ela estuda o planejamento, instalação, execução, coleta dos dados, análise e interpretação dos resultados dos experimentos. É por meio da experimentação que se pode prever [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"> </p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/IMG_0724.jpg" width="600" height="199" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Conhecimentos da técnica experimental são fundamentais para planejar,<br />executar e avaliar os resultados dos experimentos</i>.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A experimentação é uma parte da estatística que pode ser aplicada na agricultura e pecuária. Ela estuda o planejamento, instalação, execução, coleta dos dados, análise e interpretação dos resultados dos experimentos. É por meio da experimentação que se pode prever o melhor caminho para o experimento a ser realizado e, por isso, é tão importante para os pesquisadores.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Na agricultura atual, são vários fatores que interferem no produto final. Conforme explica o professor Alessandro Dal' Col Lúcio, a experimentação é usada neste caso para se comprovar uma hipótese que é formulada previamente. Somente pela experimentação uma nova técnica pode ser divulgada ou apresentada aos produtores, com embasamento científico, sem desperdício de tempo e recursos financeiros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Para o pesquisador, os conhecimentos dessas técnicas experimentais são importantes para planejar, executar, analisar e interpretar os resultados dos experimentos. A experimentação permite melhorias na troca de ideias com os pesquisadores. Assim, a experimentação é fundamental para todo o profissional, ligado direta ou indiretamente à pesquisa.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Diminuição de erros</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Com informações de qualidade é possível maximizar o planejamento e diminuir a incidência do erro experimental na pesquisa. Alessandro explica que o experimento nada mais é que uma reprodução, em pequena escala, de um efeito de determinado tratamento. A experimentação testa então os efeitos, que se repetem e vão ser reproduzidos na área total do campo de produção. A ideia é aproximar os resultados experimentais à realidade produtiva.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Experimentação na UFSM</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A experimentação se preocupa em estudar todas as etapas do experimento. No Centro de Ciências Rurais da UFSM ela se divide em dois segmentos: vegetal e animal. A experimentação vegetal está alocada no departamento de fitotecnia, dentro do Centro das Ciências Rurais (CCR). Já a experimentação animal está instalada no departamento de zootecnia do mesmo centro de ensino.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Atualmente, a UFSM possui um grupo de pesquisa registrado no CNPq chamado “Experimentação”, composto por doze docentes/pesquisadores e 72 discentes dos diversos níveis de várias universidades federais do Brasil. O grupo presta suporte para pesquisadores que desenvolvem experimentos nas suas áreas de interesse, de forma a auxiliar no planejamento de forma adequada para conduzir, coletar dados e escolher a melhor metodologia de análise estatística para o experimento. Paralelamente, o grupo também desenvolve pesquisas próprias. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O professor Alessandro realiza trabalhos visando à redução do erro experimental em culturas olerícolas com múltiplas colheitas. Essas pesquisas buscam uma melhoria via a estimativa do tamanho de parcela e de amostra ajustados à variabilidade das áreas experimentais e de cada cultura. Bem como, a determinação da variabilidade entre filas e entre colheitas e o estudo de transformações de dados para minimizar os efeitos do excesso de zeros, chamado de sobredispersão. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A experimentação realizada pelo professor permitiu a análise dos dados com o mínimo de erros possíveis e a descrição do ciclo produtivo das culturas com múltiplas colheitas. Pelas análises foi possível caracterizar os tratamentos que estimulam uma rápida produção, conciliados com tratamentos de menor velocidade produtiva, aumentando o período de colheita e comercialização possibilitando, assim, um melhor escalonamento da produção. </span></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural<br /></i></span></p>
<p align="left">09 de fevereiro de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cisticercose bovina: o que é e como evitar prejuízos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/cisticercose-bovina-o-que-e-e-como-evitar-prejuizos</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:24:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=69</guid>
						<description><![CDATA[  A cisticercose bovina é uma doença presente no Brasil que resulta em impactos econômicos aos pecuaristas. Além disso, a doença também é vista como um grave problema de saúde pública. O agronegócio no Brasil representa cerca de um terço de tudo que é produzido no país, sendo o setor mais importante da economia brasileira. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"> </p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/cisticerco.jpg" width="500" height="413" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>A cisticercose bovina é uma doença presente no Brasil que resulta em impactos econômicos aos pecuaristas. <br />Além disso, a doença também é vista como um grave problema de saúde pública. </i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O agronegócio no Brasil representa cerca de um terço de tudo que é produzido no país, sendo o setor mais importante da economia brasileira. Somente a pecuária, corresponde a 7% do PIB nacional. Por isso, é importante o desenvolvimento de estratégias de saúde animal para o controle de enfermidades que causam perda na produção, como é o caso da cisticercose.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A cisticercose bovina representa um grave problema de saúde pública. É difundida na maioria dos países em que há criação bovina, principalmente naqueles em desenvolvimento. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Segundo o professor Gabriel Rossi, mestre e doutor em Medicina Veterinária, a doença pode ser caracterizada como uma enfermidade parasitária, com presença de cistos na musculatura que contém a forma larval da chamada Taenia saginata. O hospedeiro intermediário são os bovinos e o hospedeiro definitivo, o homem.<br />A infecção se dá pela ingestão de ovos do parasita, que podem estar junto ao pasto ou na água contaminada. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Apesar de os bovinos normalmente evitarem pastar ao redor de fezes, hábitos humanos de pouca higiene, como defecar em sanitários sem fossas adequadas ou ao ar livre, contribuem para o problema.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Doença e ciclo</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Os ovos que infectam os bovinos são eliminados através das fezes humanas de indivíduos infectados. No ciclo, o homem se infecta através da ingestão de carne com cisticerco. Em contrapartida, os bovinos se infectam a partir do consumo de água ou pastagens contendo ovos que chegaram ali através das fezes dos humanos. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Rossi explica que esses ovos da <i>Taenia</i> se transformam em larvas, o cisticerco, que se desenvolve em músculos do bovino. Como a doença não manifesta sinais clínicos, é possível que as larvas sejam detectadas somente no frigorífico. Coração, músculos da mastigação, língua, diafragma, fígado e massas musculares são as principais áreas analisadas. Dependendo de quantas larvas forem identificadas, a carne pode ser descartada e o produtor pode perder até 100% do valor da criação.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Caso o cisticerco não seja localizado ou a carne não tenha procedência, é possível haver infecção humana, que acontece geralmente com o consumo da carne crua ou mal passada. Ela se aloja no intestino do humano e por lá permanece, podendo atingir um tamanho de até 10 metros, como explica Rossi.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Como também é silenciosa em seres humanos, a teníase - como é denominada a doença em humanos, vai ser identificada quando uma proglote for eliminada nas fezes ou através de exames de fezes. Proglote é uma parte da larva que geralmente é eliminada. Quando perceber o sinal, um simples exame pode identificar a doença.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Como prevenir?</b></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Interromper o ciclo evolutivo do parasita deve ser uma estratégia fundamental, a fim de evitar a infecção de homens e animais. Para a prevenção da cisticercose nos bovinos, algumas medidas se fazem necessárias, dentre elas: </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">-Melhoramento das condições de saneamento do meio ambiente;<br />-Tratamento de toda a população acometida;<br />-Tratamento de esgotos;<br />-Melhoramento da criação de animais (evitar o acesso de animais a fezes humanas);<br />-Incremento da inspeção veterinária de produtos cárneos;<br />-Evitar o abate e comércio de produtos clandestinos;<br />-Educação sanitária para o esclarecimento da população enfatizando a adoção de hábitos de higiene.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Para frigoríficos e criadores, em particular, e para a pecuária brasileira como um todo, a cisticercose causa prejuízos que vão além de perdas materiais devido ao aspecto moral da questão, pois põe em cheque a qualidade da carne, um dos itens mais importantes da pauta de exportação.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista em comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
<p align="left">09 de março de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Café Conilon: uma das riquezas do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/cafe-conilon-uma-das-riquezas-do-brasil</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:23:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=68</guid>
						<description><![CDATA[Café Conilon: uma das riquezas do Brasil Espécie de grande importância no Brasil e difundida no Espírito Santo e outros Estados. O Brasil é o maior produtor mundial de café por séculos. Desde sua chegada ao país, foi o maior gerador de riquezas e um produto importante da história nacional. Atualmente, o café brasileiro (Arábica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Café Conilon: uma das riquezas do Brasil</b></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Espécie de grande importância no Brasil e difundida no Espírito Santo e outros Estados.</i><br /><br />O Brasil é o maior produtor mundial de café por séculos. Desde sua chegada ao país, foi o maior gerador de riquezas e um produto importante da história nacional. Atualmente, o café brasileiro (Arábica e Conilon/Robusta) responde por aproximadamente um terço da produção mundial.</span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/cafe2.jpg" width="700" height="394" /><br /><i>(Crédito da imagen: Fábio Luiz Partelli)</i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">É nesse mercado gigantesco que encontramos a cultura do café Conilon - o Coffea canephora. O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do Brasil, sendo responsável por aproximadamente 70% da produção nacional. A espécie consiste em um café que tem como características mais sólidos solúveis, mais corpo e maiores teores de cafeína. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Para o professor Fábio Luiz Partelli, engenheiro agrônomo e coordenador do Núcleo de Excelência de Pesquisa em Café Conilon, o cultivo e comercialização da espécie se expandiu no Brasil no início da década de 1970, no Norte do Estado do Espírito Santo. A produção de Conilon/Robusta representa cerca de 30% do índice mundial. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O Núcleo de Excelência de Pesquisa em Café Conilon é formado por profissionais que se dedicam à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico do café Conilon. Fazem parte do grupo professores e pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação de diversas universidades. O núcleo já fez várias pesquisas sobre o melhoramento, fisiologia, nutrição e manejo de forma geral do café. O núcleo tem sua base no Laboratório de Pesquisas Cafeeiras da Universidade Federal do Espírito Santo no Campus de São Mateus e, conta com diversos apoios como a FAPES, CAPES, CNPq e agricultores. Atualmente, é o grupo que mais produz pesquisas sobre o Café Conilon/Robusta no Mundo.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">As primeiras sementes do café Arábica chegaram ao Brasil no Estado do Pará, no início de 1727. Elas vieram da Guiana Francesa. Segundo Partelli, em 1830, o café era produzido com mão de obra de 600 mil escravos e representava 25% das exportações<br />Foi no período regencial que o café passou liderou as exportações e se difundiu nos<br />Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Assim, em 1870, o café representava mais que 50% das exportações. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Partelli explica que a fecundação da espécie Conilon é cruzada, não tolera frio e tem maior capacidade de suportar altas temperaturas, comparado ao café arábica. O café tende a florescer algumas vezes ao ano, no inverno e cresce de forma bem mais rápida nos meses mais quentes do ano. Outro ponto que vale a pena citar é sobre o potencial produtivo do café Conilon, que e maior,quando comparado ao arábica.</span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/cafe.jpg" width="700" height="394" /><br /><i>(Crédito da imagen: Fábio Luiz Partelli)</i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O Conilon é o responsável principalmente pela produção dos cafés instantâneos (solúveis). Também é muito utilizado na composição dos Blends de cafés expressos o que proporciona mais corpo e creme na bebida. Ele deixa a bebida mais robusta, sendo mais intenso e cremoso. Em função dessas qualidades e menor valor de marcado o Conilon/Robusta também tem sido muito usado em cafés torrado e moído. Vales destacar que a cada dia o Conilon/robuta tem ganhado o mercado consumidor, inclusive estando presentes em Blends ou puro de cafés especiais.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Maiores informações sobre pesquisas e plantio de Conilon, podem ser encontradas em www.cofeconilon.com</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
<p align="left">05 de abril de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Clima, agrotóxicos e produção de arroz: como as condições ambientais afetam a seletividade de herbicidas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/clima-agrotoxicos-e-producao-de-arroz-como-as-condicoes-ambientais-afetam-a-seletividade-de-herbicidas</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:21:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=67</guid>
						<description><![CDATA[Clima, agrotóxicos e produção de arroz: como as condições ambientais afetam a seletividade de herbicidas Para que a cultura do arroz tenha um bom desenvolvimento e atinja altas produtividades,a interação entre clima e planta precisam ser monitoradas e analisadas. O arroz é cultivado em todos os continentes, com destaque ao continente asiático em primeiro lugar, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Clima, agrotóxicos e produção de arroz: como as condições ambientais afetam a seletividade de herbicidas</b></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/arroz.jpg" width="678" height="452" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Para que a cultura do arroz tenha um bom desenvolvimento e atinja altas produtividades,<br />a interação entre clima e planta precisam ser monitoradas e analisadas</i>.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O arroz é cultivado em todos os continentes, com destaque ao continente asiático em primeiro lugar, com uma produção de 89,9% dototal mundial e, na sequência, uida está o continente americano, com 5,0%. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O arroz participa com cerca de 33% da produção mundial de cereais, sendo consumido pelas populações de todo o mundo.Nas Américas, o arroz apresenta uma grande importância na geração de divisas bem como no papel social através da geração de milhares de empregos diretos e indiretos. Especificamente no Brasil, o qual se coloca em nono lugar na produção mundial, que corresponde a1,5% do total, tem se observado um ganho significativo na produtividade desse cereal ao longo dos anos aumentando de XX para YY, segundo dados da CONAB.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">De acordo com a Embrapa Arroz e Feijão (2019) e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no ano agrícola de 2018, a produção total de arroz, no Brasil, foi de 11,7 milhões de toneladas, colhidas em 1,9 milhão de hectares, com produtividade média de 6.282 kg/ha.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Um dos aspectos importantes para obtenções de elevadas produtividades de arroz, o bom entendimento da interação clima e planta deve ser compreendido. Dentre esses aspectos, destacam-se a disponibilidade de radiação solar, temperatura do ar, precipitação pluvial e dentre outros influenciam na produção do arroz. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Para o pesquisador Luiz Fernando Dias Martini, Engenheiro agrônomo e Doutor em Fitossanidade, a semeadura no início da janela é um dos principais contribuintes para o aumento da produtividade do arroz no Sul do Brasil. No entanto, essa prática pode afetar o desenvolvimento da cultura em vista das baixas temperaturas registradas principalmente no Sul do Estado do RS. A cultura do arroz sob tais ciscunstâncias de frio, pode demonstrar injúrias de herbicidas o quais são seletivos à cultura e esses efeitos, podem ser apontados através de atraso do desenvolvimento da cultura e consequente decréscimo na produtividade, em casos extremos.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Junto com os outros pesquisadores, Martini elaborou um trabalho que foi publicado em abril, na Ciência Rural. O trabalho avaliou como as diferentes épocas de semeadura influenciam ou afetam a seletividade de herbicidas aplicados no arroz. O experimento foi realizado em Capão do Leão, RS, em duas safras distintas.. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Como resultados principais, concluiu-se que, em época precoce de plantio, a interação com o frio, os herbicidas seletivos ocasionaram maior injúria à cultura porém, sem efeito significativo na produtividade de grãos; e semeadura precoce proporciona maiores níveis de produtividade. Em seguida, Martini e sua equiperealizaram uma série de estudos em condições controladas no Brasil e em parceria com a University of Arkansas, nos Estados Unidos. Em resumo, o time concluiu que o frio ocasiona estresse singificativo na planta e a mesma se torna menos capaz de metabolizar os herbicidas porém, a planta apresenta inúmeros mecanismos de defesa capazes de se defender e recuperar dos efeitos do estresse e ainda assim apresentar elevada capacidade produtiva, fato o qual se apresentou que, mesmo sob semeadura precoce, maior exposição ao frio, a cultura é mais produtiva.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves Manganeli <br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
<p align="left">12 de maio de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/noz-pecan-uma-riqueza-a-ser-explorada</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:19:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=66</guid>
						<description><![CDATA[Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada Centro do Estado do RS produz cerca de 965 toneladas por ano, segundo a Emater. Como grande produtor agrícola, o Rio Grande do Sul encontra na produção de noz-pecan, uma alternativa para cultivar plantas menos atingidas pelas instabilidades climáticas, como a estiagem. Conforme o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada</b></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/noz1.jpg" width="600" height="400" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Centro do Estado do RS produz cerca de 965 toneladas por ano, segundo a Emater.</i></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Como grande produtor agrícola, o Rio Grande do Sul encontra na produção de noz-pecan, uma alternativa para cultivar plantas menos atingidas pelas instabilidades climáticas, como a estiagem. Conforme o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), o RS é o maior produtor de noz-pecan do país, respondendo por mais de 70% da produção nacional. No Estado, são pouco mais de 1,4 mil produtores, responsáveis por cerca de 2,2 mil toneladas colhidas em 5,7 mil hectares plantados.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Conforme a Emater, somente a Região Central do Estado, onde se localiza Santa Maria, tem 250 agricultores, que cultivam nogueiras em 1,7 mil hectares. Isso corresponde a uma produção de 965 toneladas. Dos 35 municípios de abrangência do escritório regional da Emater, 31 deles são produtores de noz-pecan.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A nogueira pecan (Carya illinoinensis (Wangenh.) K. Koch), é nativa da América do Norte, como conta a professora e Doutora em Ciência do Solo, Zaida Inês Antoniolli. A espécie foi introduzida no Brasil pelas sementes, ramos e mudas trazidas pelos primeiros imigrantes, vindos dos Estados Unidos. Esses grupos chegaram ao Estado de São Paulo, mas somente exploraram a espécie como fonte de renda na década de 1960, após implementação de políticas públicas de incentivo à reflorestação.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A produção da espécie é hoje uma “nova e atraente fonte de renda ao produtor, possibilitando o uso da cultura em sistemas integrados, seja eles com pecuária, ou lavoura, como também em áreas de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas”, conta Antoniolli. Para a pesquisadora, isso possibilita o aumento na rentabilidade por área para o produtor. Outro aspecto destacado pela professora, é o longo período produtivo da cultura, que em geral pode durar mais de cem anos. A elevada demanda pelo mercado consumidor pela noz pecan pode configurar um importante fator de estímulo aos produtores rurais e uma nova fonte de renda.</span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/noz2.jpg" width="600" height="369" /></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Além disso, as nozes também apresentam efeitos benéficos à saúde humana. Como explica a professora, a espécie possui fenólicos, ácidos graxos mono e poli-insaturados, fito-esteróis, tocoferóis e micronutrientes. Esses compostos reduzem o risco de doenças e podem auxiliar na prevenção do envelhecimento precoce das células, além de fortalecer as defesas do organismo, prevenindo gripes e resfriados.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A professora reforça que pesquisas sobre a nogueira pecan são realizadas para buscar novas alternativas sobre a presença de pragas ou doenças, que afetam a planta. O objetivo de uma delas, foi analisar a presença de nematóides: “o estudo constatou danos severos às mudas de nogueira pecan, causados pela presença destes nematóides, inclusive levando as mudas à morte.”</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Outras pesquisas também são realizadas para analisar condições climáticas, especialmente sobre a implantação da truficultura - uma atividade econômica de grande rentabilidade. Zaida explica que a truficultura é o ramo da agricultura que se dedica ao cultivo do fungo ectomicorrízico hipógeo do gênero Tuber, com o principal objetivo de produzir trufas para a alimentação humana. Recentemente, ela conta que foi realizado o relato considerado inédito sobre trufas verdadeiras deste gênero em pomares do estado, que possibilitaram pesquisas sobre a associação simbiótica com a cultura. Ou seja, há um grande potencial econômico a ser explorado pelos produtores, principalmente gaúchos, ainda mais com o aumento nos estudos e informações a respeito da cultura e desta associação simbiótica entre fungos do gênero Tuber e a nogueira pecan. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Tayline Alves<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
<p align="left">07 de junho de 2023.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Doença de Glasser e os impactos no rebanho suíno</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/doenca-de-glasser-e-os-impactos-no-rebanho-suino</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:18:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=65</guid>
						<description><![CDATA[Doença de Glasser e os impactos no rebanho suíno Enfermidade afeta nas fases mais importantes nas granjas de suinocultura. Considerada um desafio para os criadores, a Doença de Glasser afeta principalmente leitões jovens, em fase de maternidade e creche &#8211; fase posterior ao desmame. No entanto, pode ser identificada em todas as fases de criação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><b>Doença de Glasser e os impactos no rebanho suíno</b></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/piglet.jpg" width="650" height="443" /></span><br /><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><i>Enfermidade afeta nas fases mais importantes nas granjas de suinocultura</i>. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Considerada um desafio para os criadores, a Doença de Glasser afeta principalmente leitões jovens, em fase de maternidade e creche - fase posterior ao desmame. No entanto, pode ser identificada em todas as fases de criação dos suínos. A mortalidade varia de acordo com fatores como a imunidade do rebanho, atuação de outros agentes do complexo respiratório e manejo da granja, podendo chegar até 50%, segundo dados coletados pela Embrapa. Os sobreviventes geralmente tornam-se refugos - leitões de baixo peso que sofrem maiores consequências.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A doença infecciosa é transmitida pela bactéria <i>Glaesserela parasuis</i>, classificada em aproximadamente 15 sorotipos - diferentes variações da mesma bactéria, como afirma a médica veterinária Letícia Gressler: “é um desafio, além de impactar nas diversas manifestações clínicas da doença, conforme o sorotipo envolvido”.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A enfermidade causa inflamação no pericárdio, na pleura, nas articulações e também nas meninges. Os primeiros sinais clínicos são variáveis, mas geralmente se apresentam por volta das quatro até oito semanas de vida. Incluem desconforto respiratório e claudicação (mudança de comportamento e redução na interação social). Quando a bactéria atinge o cérebro do animal pode-se identificar tremores, incoordenação motora, decúbito lateral e movimentos de pedalagem. Em casos de infecção aguda pode ocorrer a morte súbita em até 48h.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A principal forma de transmissão é o contato direto entre os animais e a contaminação do ambiente com o agente, especialmente comedouros e bebedouros, sendo compartilhados entre vários animais da mesma baia ou lote.</span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">Letícia afirma que além de causar muitos prejuízos econômicos, por causa da perda da performance dos animais e principalmente em razão das mortes, durante o abate ainda podem ser evidenciadas lesões que resultam no descarte da carcaça. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">O diagnóstico é composto por avaliação clínica dos animais, histórico, necropsias, coleta de amostras para isolamento microbiológico, identificação molecular e tipificação dos isolados. A tipificação é fundamental para determinar os sorotipos circulantes no rebanho e, com isso, orientar, de forma mais apropriada, o protocolo vacinal. Já o tratamento específico compreende a utilização de antimicrobianos. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium">A principal medida de controle, segundo a médica veterinária, é a vacinação. “Impedir o contato dos animais com o agente é considerado impossível, visto que as matrizes são fonte de <i>G. parasuis</i>, por ser uma bactéria comensal do trato respiratório, desta forma, os leitões passam a ser colonizados precocemente, desde o nascimento, a partir do contato com a matriz. ”, afirma Letícia. Além disso, a vacinação promove uma imunidade que é transferida pelo colostro para os leitões,favorecendo o controle da doença. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Calibri;font-size: medium"><br /><i>Tayline Manganeli<br />Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisas em prática: Conheça a Planta Piloto de Bioinsumos da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/2023/08/29/pesquisas-em-pratica-conheca-a-planta-piloto-de-bioinsumos-da-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:01:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/siterevista/cienciarural/?p=61</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisas em prática: Conheça a Planta Piloto de Bioinsumos da UFSM Projeto pode ser a chave para incentivar a diminuição de custos e maior sustentabilidade na região O mercado de bioinsumos cresce cada dia mais no mundo, com destaque para o Brasil, por conta da alta dimensão agrícola do país. O interesse aumenta significativamente devido [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: left"></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="center"><b>Pesquisas em prática: Conheça a Planta Piloto de Bioinsumos da UFSM</b></p>
<p align="center">Projeto pode ser a chave para incentivar a diminuição de custos e maior sustentabilidade na região</p>
<p align="left">O mercado de bioinsumos cresce cada dia mais no mundo, com destaque para o Brasil, por conta da alta dimensão agrícola do país. O interesse aumenta significativamente devido aos problemas de pragas, bem como ao aparecimento de doenças causadas por outros microrganismos. Em contrapartida, os consumidores também exigem uma forma sustentável de resolver esses problemas que afetam a agricultura e a produção rural.</p>
<p align="left">Esse cenário de evolução no mercado se deve ao avanço do conhecimento das instituições brasileiras de ensino, aliando pesquisa e aplicação no campo. Na agricultura brasileira é muito comum a prática de experimentos, levando a pesquisa direto para o campo, acelerando assim, a implementação de boas práticas e produtos. Uma dessas iniciativas é a Planta Piloto de Bioinsumos, que deve funcionar como um laboratório aberto de prototipagem de produtos e processos biotecnológicos do Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia em Bioinsumos (CEDETTEC) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e que está ligada ao InovaTec Parque Tecnológico da instituição. As obras que já estão em andamento, geram expectativa no mundo da pesquisa. Segundo Márcio Mazutti, Engenheiro de Alimentos e coordenador do projeto, a inauguração do espaço deve ser no fim do ano. </p>
<p align="left">A área de cerca de 400 metros quadrados vai abrigar além de atividades de pesquisa, mas também a prestação de serviços para a comunidade, com o desenvolvimento e experimentos de tecnologias elaboradas em teses e dissertações produzidas na própria Universidade. A ideia, segundo Márcio, é promover um aumento do valor competitivo dos produtos oriundos de pesquisa, já que poderão ser validados em um ambiente industrial, principalmente ligado aos bioinsumos. </p>
<p align="left">"A iniciativa é fruto do esforço conjunto de pesquisadores do Centro de Tecnologia e do CCR, e contou com recursos obtidos por meio de editais", afirma o Engenheiro. O projeto reúne várias propostas, uma delas é a utilização de pesquisas científicas e tecnológicas para servir à comunidade, bem como o fomento a startups da UFSM. Segundo Márcio, muitas das startups carecem de um local onde para produzir lotes pioneiros e realizar validação dos produtos.</p>
<p align="left"><b>Mas você sabe o que são Bioinsumos?</b></p>
<p align="left">São organismos vivos, como bactérias, insetos ou plantas, usados para melhorar a fertilidade do solo e também no controle de pragas nas lavouras. Isso para substituir os defensivos químicos tradicionais, os agrotóxicos.</p>
<p align="center"><img src="https://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/images/bio.jpg" width="715" height="827"></p>
<p align="left">O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou em 2020, o Programa Nacional de Bioinsumos com o objetivo de incentivar a produção de bioinsumos nas propriedades, incentivando a estruturação de novas empresas e o desenvolvimento de normativas. A tendência é de que o Brasil desponte ainda mais como referência global, pois segundo dados do mesmo ministério, a produção nacional de bioinsumos tem um crescimento anual de 30%, número maior se comparado com o resto do mundo, que apresenta um crescimento de 18%.</p>
<p align="left">Como são biodegradáveis, esses insumos promovem uma agricultura sustentável, reduzindo os impactos no solo e no ambiente em comparação com os agrotóxicos. Além disso, também trazem uma série de benefícios para a lavoura e podem favorecer o agro do futuro, aumentando a sustentabilidade na produção e incentivando a preservação da natureza através da redução de impactos ambientais.<br></p>
<p align="left"><i>Tayline Manganeli<br>Bolsista de comunicação da Ciência Rural</i></p>
<p align="left">09 de agosto de 2023.</p>
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