{"id":122,"date":"2024-03-20T14:47:09","date_gmt":"2024-03-20T17:47:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/?p=122"},"modified":"2024-03-20T14:47:10","modified_gmt":"2024-03-20T17:47:10","slug":"o-crescimento-da-leishmaniose-visceral-e-as-medidas-necessarias-para-o-combate-da-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/2024\/03\/20\/o-crescimento-da-leishmaniose-visceral-e-as-medidas-necessarias-para-o-combate-da-doenca","title":{"rendered":"O crescimento da Leishmaniose Visceral e as medidas necess\u00e1rias para o combate da doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-121 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose--300x202.jpg\" alt=\"\" width=\"744\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose--300x202.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose--1024x689.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose--768x516.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose--272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/901\/2024\/03\/Leishmaniose-.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 744px) 100vw, 744px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>O aumento dos casos da doen\u00e7a em c\u00e3es acende alerta para a doen\u00e7a em humanos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Informe Epidemiol\u00f3gico de Leishmanioses das Am\u00e9ricas (Dez\/2023), o Brasil teve 12.878 casos em 2022 e a tend\u00eancia foi de crescimento de 2023 a 2024. Pesquisadores da Fiocruz alertam para o aumento no n\u00famero de c\u00e3es com a doen\u00e7a. O cen\u00e1rio, se n\u00e3o for controlado, pode indicar uma poss\u00edvel dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em humanos. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, o Plano de A\u00e7\u00e3o para as Leishmanioses da Opas para o per\u00edodo 2023-2030 foi atualizado, discutido e acordado com pa\u00edses end\u00eamicos, al\u00e9m de especialistas, pesquisadores e cientistas. O plano busca fortalecer as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia e controle, incluindo a amplia\u00e7\u00e3o do acesso e implementa\u00e7\u00e3o de metodologias de diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o M\u00e9dico Veterin\u00e1rio Lu\u00eds Antonio Sangioni, um dos motivos a serem considerados diante do avan\u00e7o da doen\u00e7a s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas dos \u00faltimos anos, quando houve um aumento da popula\u00e7\u00e3o de mosquitos que transmitem o parasito. Al\u00e9m disso, para o professor, o fato do homem ocupar cada vez mais \u00e1reas silvestres, aumenta o risco de adquirir a infec\u00e7\u00e3o, tendo em vista a frequente presen\u00e7a desses vetores. Al\u00e9m disso, os mosquitos se adaptaram ao meio urbano e consequentemente houve a dispers\u00e3o desses insetos nas cidades. Atualmente, o mosquito pode ser encontrado com frequ\u00eancia nas resid\u00eancias, p\u00e1tios e quintais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Santa Maria, cidade da regi\u00e3o central do RS, foi identificado a presen\u00e7a do principal vetor (<em>Lutzomya longipalpis<\/em>) que \u00e9 respons\u00e1vel por transmitir a leishmaniose visceral (<em>Leishmania infantum<\/em>). Com isso, o munic\u00edpio foi classificado &#8211; pelos dirigentes sanit\u00e1rios &#8211; como \u201c\u00c1rea de Transmiss\u00e3o\u201d. A cidade registrou, segundo o professor, duas mortes em humanos por leishmaniose visceral, nos dois \u00faltimos anos. Al\u00e9m disso, houve um aumento de diagn\u00f3sticos da doen\u00e7a em c\u00e3es no Hospital Veterin\u00e1rio Universit\u00e1rio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e outros hospitais veterin\u00e1rios privados da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, o que a Leishmaniose pode causar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A leishmaniose \u00e9 uma doen\u00e7a considerada uma zoonose, ou seja, transmitida por animais e ocasionada por um protozo\u00e1rio (organismo de \u00fanica c\u00e9lula), sendo transmitida por um flebotom\u00edneo (mosquito-palha). No homem, a enfermidade se apresenta de duas formas: cut\u00e2nea e visceral. A forma cut\u00e2nea \u00e9 manifestada por feridas na pele, que aumentam com o tempo de evolu\u00e7\u00e3o. As les\u00f5es podem ser \u00fanicas ou disseminadas pelo corpo. Na forma visceral &#8211; mais grave &#8211; a doen\u00e7a se manifesta em les\u00f5es no f\u00edgado, ba\u00e7o, palidez, aumento do volume abdominal, febre, apatia e falta de apetite, podendo conduzir \u00e0 morte. Para o professor Sangioni, \u00e9 importante ficar em alerta para a presen\u00e7a de feridas na pele que n\u00e3o cicatrizam, ou observar algum mal-estar, como febre, fadiga, pele amarelada ou desconforto abdominal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e3es apresentam les\u00f5es disseminadas pela pele, perda de pelo, magreza (caquexia), perda de pelos, escoria\u00e7\u00f5es, aumento exagerado das unhas, endurecimento do coxim plantar e morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme orienta Sangioni, quando o indiv\u00edduo for realizar atividades no meio silvestre ou pr\u00f3ximo a matas, como pescarias, caminhadas em ambientes silvestres, recomenda-se a aplica\u00e7\u00e3o de repelentes, bem como, a utiliza\u00e7\u00e3o de cal\u00e7as compridas e camisas ou blusas de mangas longas. As janelas das resid\u00eancias ou estabelecimentos devem ser teladas e preconiza-se a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas ou a coloca\u00e7\u00e3o de pastilhas inseticidas repelentes em aparelhos el\u00e9tricos espec\u00edficos, nos ambientes internos, no entardecer, para impedir a infesta\u00e7\u00e3o dos mosquitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos ber\u00e7os e camas das crian\u00e7as menores, a recomenda\u00e7\u00e3o do professor \u00e9 cobrir com mosquiteiros. Os p\u00e1tios e quintais devem ser limpos constantemente, pois os mosquitos t\u00eam prefer\u00eancia por \u00e1reas onde existem mat\u00e9rias org\u00e2nicas. \u00c9 importante observar os animais constantemente e verificar a exist\u00eancia de les\u00f5es cut\u00e2neas e perdas de pelos, al\u00e9m de secre\u00e7\u00e3o ocular, emagrecimento progressivo, apatia, coceiras, aumento de volumes em \u00e1rea de pesco\u00e7o ou abd\u00f4men e qualquer anormalidade deve ser encaminhado ao m\u00e9dico veterin\u00e1rio ou comunicado aos \u00f3rg\u00e3os sanit\u00e1rios p\u00fablicos. Os animais que forem diagnosticados com a doen\u00e7a devem receber coleiras inseticidas para n\u00e3o permitir que novos mosquitos se alimentem e transmitam a enfermidade aos humanos e outros animais. O tratamento deve ser realizado precocemente para haver diminui\u00e7\u00e3o da carga parasit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto mundial, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que existam cerca de 1 milh\u00e3o de casos de leishmaniose por ano. Dentre eles, aproximadamente 20 mil resultam em \u00f3bito. No Brasil, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, entre os anos de 2011 e 2020 foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose, com uma m\u00e9dia de 3,3 mil por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Tayline Alves<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsista de comunica\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento dos casos da doen\u00e7a em c\u00e3es acende alerta para a doen\u00e7a em humanos. Segundo dados do Informe Epidemiol\u00f3gico de Leishmanioses das Am\u00e9ricas (Dez\/2023), o Brasil teve 12.878 casos em 2022 e a tend\u00eancia foi de crescimento de 2023 a 2024. 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