{"id":125,"date":"2024-05-10T20:30:25","date_gmt":"2024-05-10T23:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/?p=125"},"modified":"2024-05-10T20:30:27","modified_gmt":"2024-05-10T23:30:27","slug":"defesa-vegetal-alternativas-para-superproducao-de-especies-reativas-de-oxigenio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/2024\/05\/10\/defesa-vegetal-alternativas-para-superproducao-de-especies-reativas-de-oxigenio","title":{"rendered":"Defesa Vegetal: alternativas para superprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O chamado estresse oxidativo ocorre por um desequil\u00edbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da gera\u00e7\u00e3o excessiva de radicais livres e\/ou na pouca efici\u00eancia de remo\u00e7\u00e3o des<\/em><\/p>\n<p>As plantas, assim como os seres humanos e outros organismos vivos, podem ser afetadas por condi\u00e7\u00f5es estressantes, que comprometem seu crescimento e desenvolvimento saud\u00e1vel. Tais condi\u00e7\u00f5es surgem por meio de diversos fatores ambientais, como temperaturas extremas, defici\u00eancia h\u00eddrica, salinidade do solo, polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, presen\u00e7a de pat\u00f3genos, entre outros. Mesmo com mecanismos de defesa, o estresse prolongado das plantas pode comprometer significativamente o rendimento das mesmas, afetando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Conforme Lilia Gomes Willadino, bi\u00f3loga e professora aposentada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), as condi\u00e7\u00f5es estressantes do ambiente sobre as plantas induzem a superprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio (ROS), o que gera um estresse oxidativo. As ROS causam danos nas estruturas celulares e podem acarretar a morte da planta.<\/p>\n<p>O estresse oxidativo ocorre, segundo Willadino, devido o desequil\u00edbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da gera\u00e7\u00e3o excessiva de radicais livres e\/ou na pouca efici\u00eancia de remo\u00e7\u00e3o desses.\u00a0 \u201cPara prevenir o ac\u00famulo de ROS e o estresse oxidativo extremo, s\u00e3o ativadas respostas bioqu\u00edmicas e fisiol\u00f3gicas em plantas superiores que constituem os mecanismos de defesa antioxidantes. Tais mecanismos, que combatem o estresse oxidativo, incluem um eficiente sistema de defesa antioxidante que envolve a atividade das enzimas super\u00f3xido dismutase, catalase, ascorbatoperoxidase, peroxirredoxinas, dentre outras, al\u00e9m de metab\u00f3litos n\u00e3o enzim\u00e1ticos, que, de forma conjunta, atuam na elimina\u00e7\u00e3o das ROS e na redu\u00e7\u00e3o do dano oxidativo\u201d, completa a professora.<\/p>\n<p>Considerando esse cen\u00e1rio, um artigo organizado pela professora prop\u00f4s uma revis\u00e3o dos principais s\u00edtios de produ\u00e7\u00e3o de ROS e a a\u00e7\u00e3o de algumas enzimas do sistema de defesa antioxidante em plantas, bem como, situa\u00e7\u00f5es que podem provocar danos severos \u00e0 planta ou lev\u00e1-la \u00e0 morte. O trabalho aborda consequ\u00eancias, bioqu\u00edmicas e fisiol\u00f3gicas, do estresse sobre as plantas, as quais, como organismos s\u00e9sseis, s\u00e3o im\u00f3veis. Essa condi\u00e7\u00e3o acarreta na necessidade de responder aos mais diferentes estresses ambientais, sejam eles abi\u00f3ticos ou bi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, a agricultura enfrenta desafios significativos na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, causando preocupa\u00e7\u00e3o tanto para os produtores quanto para os consumidores. No entanto, as plantas, os principais protagonistas nesse cen\u00e1rio, sentem, cada vez mais, os impactos das mudan\u00e7as ambientais. Diante desse panorama, \u00e9 urgente encontrar solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e eficazes para solucionar tais problemas. O ponto inicial para alcan\u00e7ar uma resolu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria \u00e9 compreender como as plantas reagem diante dos diversos estresses ambientais e quais s\u00e3o as adapta\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que elas promovem. Uma vez adquirido esse conhecimento, torna-se fundamental desenvolver estrat\u00e9gias para combater os agentes causadores do estresse oxidativo e prevenir danos que possam comprometer a produtividade das culturas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p>GUIMAR\u00c3ES, M. J. M., SIM\u00d5ES, W. L., BARROS, J. R. A., ALBERTO, K. DA C., &amp; WILLADINO, L. G. (2022). Par\u00e2metros bioqu\u00edmicos, fisiol\u00f3gicos e produtividade de sorgo gran\u00edfero irrigado com \u00e1gua salina. Journalof Environmental AnalysisandProgress, 7(3), 159\u2013168. https:\/\/doi.org\/10.24221\/jeap.7.3.2022.4692.159-168<\/p>\n<p>GUIMAR\u00c3ES, M. J. M.; SIMOES, W. L.; BARROS, J. R. A.; WILLADINO, L. G. (2020). Salinitydecreasestranspirationofsorghumplants. Experimental Results, v. 1, 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O chamado estresse oxidativo ocorre por um desequil\u00edbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da gera\u00e7\u00e3o excessiva de radicais livres e\/ou na pouca efici\u00eancia de remo\u00e7\u00e3o des As plantas, assim como os seres humanos e outros organismos vivos, podem ser afetadas por condi\u00e7\u00f5es estressantes, que comprometem seu crescimento e desenvolvimento saud\u00e1vel. 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