{"id":66,"date":"2023-08-29T15:19:53","date_gmt":"2023-08-29T18:19:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/?p=66"},"modified":"2023-08-29T15:21:55","modified_gmt":"2023-08-29T18:21:55","slug":"noz-pecan-uma-riqueza-a-ser-explorada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/2023\/08\/29\/noz-pecan-uma-riqueza-a-ser-explorada","title":{"rendered":"Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><b>Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/coral.ufsm.br\/ccr\/cienciarural\/images\/noz1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/span><br \/><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><i>Centro do Estado do RS produz cerca de 965 toneladas por ano, segundo a Emater.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Como grande produtor agr\u00edcola, o Rio Grande do Sul encontra na produ\u00e7\u00e3o de noz-pecan, uma alternativa para cultivar plantas menos atingidas pelas instabilidades clim\u00e1ticas, como a estiagem. Conforme o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), o RS \u00e9 o maior produtor de noz-pecan do pa\u00eds, respondendo por mais de 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional. No Estado, s\u00e3o pouco mais de 1,4 mil produtores, respons\u00e1veis por cerca de 2,2 mil toneladas colhidas em 5,7 mil hectares plantados.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Conforme a Emater, somente a Regi\u00e3o Central do Estado, onde se localiza Santa Maria, tem 250 agricultores, que cultivam nogueiras em 1,7 mil hectares. Isso corresponde a uma produ\u00e7\u00e3o de 965 toneladas. Dos 35 munic\u00edpios de abrang\u00eancia do escrit\u00f3rio regional da Emater, 31 deles s\u00e3o produtores de noz-pecan.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">A nogueira pecan (Carya illinoinensis (Wangenh.) K. Koch), \u00e9 nativa da Am\u00e9rica do Norte, como conta a professora e Doutora em Ci\u00eancia do Solo, Zaida In\u00eas Antoniolli. A esp\u00e9cie foi introduzida no Brasil pelas sementes, ramos e mudas trazidas pelos primeiros imigrantes, vindos dos Estados Unidos. Esses grupos chegaram ao Estado de S\u00e3o Paulo, mas somente exploraram a esp\u00e9cie como fonte de renda na d\u00e9cada de 1960, ap\u00f3s implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 refloresta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">A produ\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie \u00e9 hoje uma \u201cnova e atraente fonte de renda ao produtor, possibilitando o uso da cultura em sistemas integrados, seja eles com pecu\u00e1ria, ou lavoura, como tamb\u00e9m em \u00e1reas de reflorestamento e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas\u201d, conta Antoniolli. Para a pesquisadora, isso possibilita o aumento na rentabilidade por \u00e1rea para o produtor. Outro aspecto destacado pela professora, \u00e9 o longo per\u00edodo produtivo da cultura, que em geral pode durar mais de cem anos. A elevada demanda pelo mercado consumidor pela noz pecan pode configurar um importante fator de est\u00edmulo aos produtores rurais e uma nova fonte de renda.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/coral.ufsm.br\/ccr\/cienciarural\/images\/noz2.jpg\" width=\"600\" height=\"369\" \/><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Al\u00e9m disso, as nozes tamb\u00e9m apresentam efeitos ben\u00e9ficos \u00e0 sa\u00fade humana. Como explica a professora, a esp\u00e9cie possui fen\u00f3licos, \u00e1cidos graxos mono e poli-insaturados, fito-ester\u00f3is, tocofer\u00f3is e micronutrientes. Esses compostos reduzem o risco de doen\u00e7as e podem auxiliar na preven\u00e7\u00e3o do envelhecimento precoce das c\u00e9lulas, al\u00e9m de fortalecer as defesas do organismo, prevenindo gripes e resfriados.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">A professora refor\u00e7a que pesquisas sobre a nogueira pecan s\u00e3o realizadas para buscar novas alternativas sobre a presen\u00e7a de pragas ou doen\u00e7as, que afetam a planta. O objetivo de uma delas, foi analisar a presen\u00e7a de nemat\u00f3ides: \u201co estudo constatou danos severos \u00e0s mudas de nogueira pecan, causados pela presen\u00e7a destes nemat\u00f3ides, inclusive levando as mudas \u00e0 morte.\u201d<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Outras pesquisas tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas para analisar condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, especialmente sobre a implanta\u00e7\u00e3o da truficultura &#8211; uma atividade econ\u00f4mica de grande rentabilidade. Zaida explica que a truficultura \u00e9 o ramo da agricultura que se dedica ao cultivo do fungo ectomicorr\u00edzico hip\u00f3geo do g\u00eanero Tuber, com o principal objetivo de produzir trufas para a alimenta\u00e7\u00e3o humana. Recentemente, ela conta que foi realizado o relato considerado in\u00e9dito sobre trufas verdadeiras deste g\u00eanero em pomares do estado, que possibilitaram pesquisas sobre a associa\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com a cultura. Ou seja, h\u00e1 um grande potencial econ\u00f4mico a ser explorado pelos produtores, principalmente ga\u00fachos, ainda mais com o aumento nos estudos e informa\u00e7\u00f5es a respeito da cultura e desta associa\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica entre fungos do g\u00eanero Tuber e a nogueira pecan. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><i>Tayline Alves<br \/>Bolsista de comunica\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Rural<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"left\">07 de junho de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Noz-pecan: uma riqueza a ser explorada Centro do Estado do RS produz cerca de 965 toneladas por ano, segundo a Emater. 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