{"id":72,"date":"2023-08-29T15:26:36","date_gmt":"2023-08-29T18:26:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/?p=72"},"modified":"2023-08-29T15:27:02","modified_gmt":"2023-08-29T18:27:02","slug":"plantas-forrageiras-e-a-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/siterevista\/cienciarural\/2023\/08\/29\/plantas-forrageiras-e-a-pecuaria","title":{"rendered":"Plantas forrageiras e a pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/coral.ufsm.br\/ccr\/cienciarural\/images\/forrageira.jpeg\" width=\"580\" height=\"773\" \/><\/span><br \/><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><i>Plantas s\u00e3o a base da dieta dos ruminantes e quando bem<br \/>manejadas podem tornar a pecu\u00e1ria ainda mais produtiva.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">A pecu\u00e1ria \u00e9 uma das atividades mais importantes do Brasil e do Rio Grande do Sul. A alimenta\u00e7\u00e3o de rebanhos ovinos e bovinos \u00e9 feita principalmente com pastagens. Isso porque quando se compara os custos de produ\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o de rebanhos, ela aparece como uma fonte mais econ\u00f4mica para a alimenta\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Nesse contexto, as plantas forrageiras desempenham fun\u00e7\u00f5es importantes, que refletem tanto no aspecto econ\u00f4mico, quanto na sustentabilidade do sistema produtivo. Plantas forrageiras s\u00e3o usadas como alimento para os animais. Essas plantas s\u00e3o a base da dieta dos ruminantes, o que torna a pecu\u00e1ria ainda mais produtiva. Al\u00e9m disso, a partir de algumas delas podem ser produzidos feno e silagem. Nesse sentido, a forragicultura \u00e9 a \u00e1rea que trata da produ\u00e7\u00e3o de alimento para ruminantes, ou seja, consiste no estudo das plantas destinadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de ovinos de bovinos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Conforme explica a professora de zootecnia da UFSM, Luciana P\u00f6tter, uma parte do estado do Rio Grande do Sul \u00e9 ocupada pelo bioma pampa. Uma regi\u00e3o natural e pastoril com coxilhas cobertas por campos que se estendem pela Argentina e o Uruguai. As plantas rasteiras que cobrem a regi\u00e3o j\u00e1 existiam aqui desde os primeiros habitantes. Esse cen\u00e1rio de diversidade foi encontrado pelos primeiros \u00edndios que habitavam a regi\u00e3o Sul do Brasil, e continua sendo a cara do Pampa atual. Mas, por ser t\u00e3o antigo, o bioma possui grande variedade de esp\u00e9cies e paisagens. Embora seja famoso pelos campos, o Pampa abriga tamb\u00e9m florestas nas margens dos rios, arbustos, leguminosas e at\u00e9 cactos. Nessa vegeta\u00e7\u00e3o t\u00e3o diversificada, vivem tamb\u00e9m v\u00e1rias esp\u00e9cies diferentes de animais.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">O que difere o RS do restante do Brasil, segundo Luciana, \u00e9 que aqui se pode trabalhar com forrageiras cultivadas de clima temperado (inverno) e de clima tropical (ver\u00e3o). \u00c9 poss\u00edvel semear pastagens no outono para ter pasto de qualidade no inverno e primavera, assim como semear na primavera para ter pasto no ver\u00e3o e in\u00edcio do outono. Existem muitas esp\u00e9cies de plantas que podem ser utilizadas como pastagem para o gado. Estas esp\u00e9cies se dividem de acordo com o per\u00edodo de desenvolvimento (inverno ou ver\u00e3o), quanto ao ciclo de vida (anual ou perene) e quanto \u00e0 fam\u00edlia bot\u00e2nica, sendo as mais utilizadas as gram\u00edneas e as leguminosas.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Existem duas classifica\u00e7\u00f5es para as forrageiras: as nativas e as que podem ser semeadas ou plantadas. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><br \/><b>Forrageiras Nativas<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Compostas principalmente por esp\u00e9cies de crescimento estival (tropicais), quando o maior crescimento das esp\u00e9cies acontece durante o ver\u00e3o. No inverno, elas perdem qualidade e podem queimar com a geada. Dentre as esp\u00e9cies comuns est\u00e3o a grama forquilha e o capim caninha. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><b>Forrageiras cultivadas<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Segundo Luciana, dentro das cultivadas de inverno, a que mais se destaca \u00e9 o azev\u00e9m, seguido pela aveia. Dentro dessa classifica\u00e7\u00e3o existem as esp\u00e9cies perenes e as anuais. A professora explica que as perenes s\u00e3o as que persistem por mais de um ano. As anuais t\u00eam um ciclo menor &#8211; de seis ou sete meses (do estabelecimento ao final do per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o). De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), gram\u00edneas dos g\u00eaneros Brachiaria, Panicum, Pennisetum e Cynodon t\u00eam sido introduzidas em sistemas de pecu\u00e1ria leiteira, por suas caracter\u00edsticas de elevada capacidade de produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria seca e bom valor nutricional. Todas essas, utilizadas no ver\u00e3o do RS ou adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de Brasil Central. Sob o ponto de vista de nutri\u00e7\u00e3o animal, n\u00e3o basta elevada produtividade, e sim alta propor\u00e7\u00e3o de folhas na biomassa do pasto. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\">Na UFSM existem algumas pesquisas que trabalham com forrageiras. Um exemplo \u00e9 o Laborat\u00f3rio Pastos e Suplementos, coordenado pela professora Luciana. O grupo estuda a recria de cordeiras e a recria de terneiras. Nas duas frentes trabalham com pastagens cultivadas e testam suplementos em diferentes quantidades, bem como, o impacto de cada suplemento. Atrav\u00e9s de parcerias com empresas, foi poss\u00edvel testar tamb\u00e9m diferentes sistemas de aduba\u00e7\u00e3o, com distintos adubos e doses, avaliando os sistemas para saber, por exemplo, quanto o pasto cresce por dia e o quanto esse crescimento representa. O grupo tamb\u00e9m trabalha com novos cultivares de azev\u00e9m e de outras esp\u00e9cies forrageiras dispon\u00edveis no mercado. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Calibri;font-size: medium\"><i>Tayline Alves<br \/>Bolsista de comunica\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Rural<\/i><br \/><\/span><\/p>\n<p align=\"left\">16 de janeiro de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Plantas s\u00e3o a base da dieta dos ruminantes e quando bemmanejadas podem tornar a pecu\u00e1ria ainda mais produtiva. 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