{"id":707,"date":"2017-05-03T12:37:14","date_gmt":"2017-05-03T15:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/05\/03\/trajetorias-vani-foletto\/"},"modified":"2017-05-03T12:37:14","modified_gmt":"2017-05-03T15:37:14","slug":"trajetorias-vani-foletto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/05\/03\/trajetorias-vani-foletto","title":{"rendered":"TRAJET\u00d3RIAS: Vani Foletto"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-705\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_001.jpg\" alt=\"vani 001\" width=\"753\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_001.jpg 753w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_001-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com uma carreira de 43 anos, dividida em magist&eacute;rio, pesquisa em arte regional e arte pl&aacute;stica, a professora <strong><a href=\"http:\/\/galeria.ufsm.br\/artista\/vani-foletto\" target=\"_blank\">Vani Foletto<\/a><\/strong> se aposentou, no &uacute;ltimo m&ecirc;s, de sua extensa carreira na UFSM. Nascida e criada em Santa Maria, Vani iniciou sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica na Universidade em 1973, no curso de Licenciatura em Desenho e Pl&aacute;stica. Em seguida, tamb&eacute;m cursou o Bacharelado em Desenho e Pl&aacute;stica, op&ccedil;&atilde;o Artes Gr&aacute;ficas. Fez metade do curso de Filosofia tamb&eacute;m na UFSM, mas o interrompeu. E investiu em uma especializa&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria da Arte em Porto Alegre e ap&oacute;s mestrado em Filosofia, direcionado a arte e a est&eacute;tica. Sua forma&ccedil;&atilde;o culmina com o doutorado na Argentina, Epistemologia e Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia, direcionado &agrave; pesquisa em Hist&oacute;ria da Arte.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrou no magist&eacute;rio ainda no segundo ano da gradua&ccedil;&atilde;o, em 1974, para dar aula no ensino m&eacute;dio da escola Cilon Rosa. Transferiu-se para o col&eacute;gio Manoel Ribas e em seguida para o Coronel Pilar, onde lecionou por anos. &ldquo;A&iacute; eu aprendi, que numa aula a gente tinha que ter o plano A, o plano B e o plano C, porque tu nunca sabia com o que ia contar&rdquo; confessa Vani sobre a realidade de dar aulas.&nbsp;Em 1990, fez concurso para ingressar como professora na UFSM. Com o trabalho sempre voltado para a Arquitetura, desde que lecionava na escola Coronel Pilar, procurava influenciar seus alunos a apreciar o que &eacute; nosso e valorizar o que est&aacute; presente no nosso ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao ser convocada para dar aula na UFSM, deu continuidade a esse trabalho. J&aacute; no primeiro ano organizou um projeto que buscava estudar a arte em Santa Maria. Com seu foco em arte e cultura na cidade e na regi&atilde;o, trouxe para o curso de Artes Visuais da Universidade, a disciplina de Arte no Rio Grande do Sul. Em consequ&ecirc;ncia desse estudo, em 2008, lan&ccedil;ou o livro sobre a arquitetura do munic&iacute;pio &ldquo;Apontamento sobre a Hist&oacute;ria da Arquitetura em Santa Maria&rdquo;, que a princ&iacute;pio era um relat&oacute;rio que havia sido criado no final dos anos 90 e j&aacute; tinha grande circula&ccedil;&atilde;o em meio &agrave; comunidade acad&ecirc;mica dos cursos de Arquitetura e Urbanismo da cidade. Foi inscrito no concurso da C&acirc;mara de Vereadores chamado &ldquo;Lei do Livro&rdquo; e ganhou. A premia&ccedil;&atilde;o era sua publica&ccedil;&atilde;o e ap&oacute;s, seu lan&ccedil;amento na Feira do Livro. Isso tamb&eacute;m resultou na indica&ccedil;&atilde;o de Vani para constituir o Conselho Municipal do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Cultural de Santa Maria (COMPHIC), onde atua desde sua cria&ccedil;&atilde;o em 2002 at&eacute; os dias atuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na escrita, sempre procurou usar linguagem simples. Nunca gostou de linguagens rebuscadas e &ldquo;emboladas&rdquo;. Aprecia frases curtas e diretas. Publicou ainda mais dois livros. Mesmo que tenha iniciado sua pesquisa na &aacute;rea de arquitetura, o primeiro lan&ccedil;ado foi &ldquo;O Contexto das Artes Visuais em Santa Maria&rdquo;, em 2002. J&aacute; o seu terceiro livro, ela define como uma cr&ocirc;nica do cotidiano intitulado &ldquo;N&oacute;s e uma Rua Chamada Cancela&rdquo;, que retrata sua rotina familiar quando ainda era crian&ccedil;a e morava na rua onde hoje se encontra a Avenida &Acirc;ngelo Bolson. Criou tamb&eacute;m a revista &ldquo;Apreciando&rdquo; que teve exist&ecirc;ncia por 10 anos, com edi&ccedil;&otilde;es semestrais. Em sala de aula, a pesquisa da arquitetura e das artes visuais regionais, j&aacute; que os alunos vinham de lugares diferentes, se dava em suas cidades natais. E assim, do produto dessas pesquisas, originava-se os artigos que eram publicados na revista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em sua carreira como artista pl&aacute;stica trabalhou com desenho, pintura, cer&acirc;mica, instala&ccedil;&otilde;es e objetos-arte e continua at&eacute; hoje suas constru&ccedil;&otilde;es nesse &acirc;mbito. Gosta de arte contempor&acirc;nea, seu trabalho sempre foi estilizado. Sempre buscou inserir outras coisas. Sair do plano. Gosta de misturar materiais nos trabalhos. Mas seu forte mesmo sempre foi o desenho. No seu ponto de vista, desenho &eacute; a base da pintura, escultura, de tudo. &ldquo;Acho fant&aacute;stico que o artista pode sempre brincar, tu brinca com as formas, tu cria o teu brinquedo, digamos. E isso &eacute; uma licen&ccedil;a que a sociedade nos d&aacute;, porque pessoa adulta fazendo brinquedo &eacute; s&oacute; na arte&rdquo; conclui Vani.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como professora, artista e pesquisadora mulher, Vani nunca se deixou abater pela desigualdade sempre presente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diferen&ccedil;a de g&ecirc;neros. Em uma fam&iacute;lia de dez irm&atilde;os, onde as mulheres eram maioria, aprendeu a abrir seu espa&ccedil;o. Com uma vida voltada n&atilde;o s&oacute; para viver em Santa Maria, mas tamb&eacute;m para viver Santa Maria, a professora construiu projetos e estudos de riqueza inestim&aacute;vel para cidade. Como uma santa-mariense de fato, trouxe consigo a import&acirc;ncia da UFSM para sua vida pessoal, j&aacute; que daqui, ela e seus irm&atilde;os sa&iacute;ram formados. &ldquo;A UFSM &eacute; minha institui&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o, estudei aqui e trabalhei aqui e fiz tudo com muito amor. Sempre valorizei muito a Universidade, eu trabalhava para ela e n&atilde;o era eu quem recebia respaldo para que fizesse minhas coisas. &Eacute; importante pra cidade, pra vida das pessoas. Faz parte da minha vida, minha fam&iacute;lia&rdquo; responde e conclui emocionada ao ser questionada sobre a import&acirc;ncia da Universidade para si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">Texto: Amanda Xavier<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-706\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_002.jpg\" alt=\"vani 002\" width=\"753\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_002.jpg 753w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/05\/vani_002-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com uma carreira de 43 anos, dividida em magist&eacute;rio, pesquisa em arte regional e arte pl&aacute;stica, a professora Vani Foletto se aposentou, no &uacute;ltimo m&ecirc;s, de sua extensa carreira na UFSM. 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