{"id":803,"date":"2017-07-07T18:30:30","date_gmt":"2017-07-07T21:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/07\/07\/trajetorias-alphonso-benetti\/"},"modified":"2017-07-07T18:30:30","modified_gmt":"2017-07-07T21:30:30","slug":"trajetorias-alphonso-benetti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/07\/07\/trajetorias-alphonso-benetti","title":{"rendered":"TRAJET\u00d3RIAS: Alphonso Benetti"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-799\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonsoo.jpg\" alt=\"alphonsoo\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonsoo.jpg 620w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonsoo-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonsoo-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Foto: Claudio Vaz\/Agencia RBS<\/span><span class=\"credito\" style=\"margin: 0px; padding: 0px 50px 0px 8px; list-style: none; color: #b0b0b0; display: block; font-family: PTSansRegular, Georgia, Arial, Helvetica, 'sans serif'; font-size: 12px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<span style=\"font-size: 10pt;\">Paredes feitas de alaranjados tijolos a vista. Somente no interior das salas de aula se tinha reboco para cobrir a polui&ccedil;&atilde;o visual que o cimento em contraste com os tijolos trazia aos olhos. As ruas eram feitas com cascalho. Cal&ccedil;amento era uma realidade ainda inexistente. O primeiro pr&eacute;dio da Casa do Estudante II tomava forma. Mulheres n&atilde;o eram permitidas e as poucas vagas destinadas a elas, quando digo poucas, seis ou sete, se encontravam na Casa do Estudante I, localizada no centro de Santa Maria. O ano era 1974, per&iacute;odo em que o Brasil ainda vivia no regime militar, e foi nesse momento que Alphonso Benetti chegou a Universidade Federal de Santa Maria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vindo de uma localidade chamada Linha Sax&ocirc;nia, no interior da cidade de quarta col&ocirc;nia Faxinal do Soturno, era ainda muito jovem quando chegou. Seus pais eram de fam&iacute;lia humilde, camponeses com pouco estudo, que usavam da produ&ccedil;&atilde;o na ro&ccedil;a para viver.&nbsp; Alphonso, aluno dedicado, era de longe o rapaz que mais se destacava em sua escola. Entretanto, seu sonho de crescer n&atilde;o dependia somente disso, era necess&aacute;rio&nbsp; que seus pais tivessem condi&ccedil;&otilde;es em lhe dar apoio para seguir os estudos. E ele sabia que s&oacute; poderia ir para uma universidade se ela fosse gratuita. Foi a&iacute; que o professor encontrou na UFSM o que precisava para ser um artista.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-800\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004.jpg\" alt=\"alphonso004\" width=\"761\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004.jpg 2560w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso004-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 761px) 100vw, 761px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Matriculou-se ent&atilde;o no curso de Artes Visuais, que na &eacute;poca chamava-se Desenho e Pl&aacute;stica. A Universidade ainda era jovem, possu&iacute;a somente 10 anos. Nesse territ&oacute;rio desconhecido, em que as diferen&ccedil;as de classe, etnia, orienta&ccedil;&otilde;es sexuais e g&ecirc;nero circulavam em comunh&atilde;o, Alphonso se sentiu acolhido. Por necessidade, foi morar na CEU II. Recebeu ent&atilde;o, suas primeiras retribui&ccedil;&otilde;es pelo esfor&ccedil;o que colocou sobre o sonho de ser artista. As dificuldades financeiras foram sanadas pela solidariedade encontrada dentro da CEU. Num local onde todos se encontravam na mesma situa&ccedil;&atilde;o, nunca se sentiu sozinho. &nbsp;A partir disso, conheceu um pouco da realidade universit&aacute;ria, bem como suas alegrias e frustra&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em 1980, logo ap&oacute;s se formar, come&ccedil;ou a lecionar na Universidade. Teve, pela primeira vez, o prazer de ensinar o que lhe foi ensinado. De&nbsp;enxergar o resultado de tudo o que ele havia vivido para poder estar ali. Iniciou seu trabalho com desenho, posteriormente com cor e atelier de pintura. Pouco tempo depois ajudou na cria&ccedil;&atilde;o do Atelier de Pintura 1336, que at&eacute; hoje &eacute; muito conhecido por sua identidade. Chegou a ter o cargo de diretor de departamento, coordenador do curso por duas vezes e foi, por um tempo, o&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">&uacute;nico professor orientador de pintura do curso.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Sua carreira, feita de um trabalho s&eacute;rio e honesto, o fez ser um professor querido e respeitado tanto nos corredores do CAL, como na regi&atilde;o. Procurou basear sua arte no melhor horizonte da pintura mundial, para que assim sua pintura fosse o melhor que ele poderia criar. Seu estilo sempre foi reconhecido pela presen&ccedil;a da figura humana, a feminina em especial.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Hoje, ap&oacute;s 37 anos lecionando, Alphonso, ou Alphonsus &ndash; seu nome art&iacute;stico &ndash; desfruta de sua aposentaria. No m&ecirc;s de mar&ccedil;o desse ano concluiu o trabalho que por anos construiu dentro da UFSM. Deixou, no Centro de Artes e Letras, marcas de algu&eacute;m que nunca se arrependeu das escolhas que fez independente de ter ou n&atilde;o obtido sucesso. Sucesso esse, que na verdade, pode hoje ser percebido em sua fala emocionada, em sua pintura e em sua hist&oacute;ria. Para ele a arte &eacute; uma necessidade interior da pessoa, &eacute; uma paix&atilde;o sustentada pela f&eacute;. Quando questionado sobre a import&acirc;ncia da UFSM em sua vida, ele afirma &ldquo;Tudo que eu tenho, eu consegui com ela&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-801\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003.jpg\" alt=\"alphonso003\" width=\"756\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003.jpg 2560w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso003-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-802\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006.jpg\" alt=\"alphonso006\" width=\"756\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006.jpg 2560w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/07\/alphonso006-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Foto: Claudio Vaz\/Agencia RBS &nbsp; &nbsp;Paredes feitas de alaranjados tijolos a vista. 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