{"id":918,"date":"2017-12-11T17:23:42","date_gmt":"2017-12-11T19:23:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/12\/11\/trajetorias-maucio-rodrigues\/"},"modified":"2017-12-11T17:23:42","modified_gmt":"2017-12-11T19:23:42","slug":"trajetorias-maucio-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/2017\/12\/11\/trajetorias-maucio-rodrigues","title":{"rendered":"TRAJET\u00d3RIAS: M\u00e1ucio Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-915\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta.jpg\" alt=\"eu amanda3alta\" width=\"745\" height=\"495\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta.jpg 1895w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda3alta-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 745px) 100vw, 745px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 8pt;\">Foto: Di&aacute;rio de Santa Maria<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Foi num teste vocacional da escola que M&aacute;rio L&uacute;cio Bonotto Rodrigues, M&aacute;ucio como hoje &eacute; conhecido, descobriu que seu caminho passaria pelas Artes. Santa-mariense de ber&ccedil;o fez o ensino fundamental e m&eacute;dio em escolas estaduais da cidade. Naquela &eacute;poca, meados dos anos 70, ingressar na universidade p&uacute;blica rec&eacute;m tornava-se privil&eacute;gio da classe m&eacute;dia. &nbsp;Foi a partir desse novo momento da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, que M&aacute;ucio teve a oportunidade de passar pelo arco da Universidade Federal de Santa Maria como um universit&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em 1978 entrou no curso de Engenharia Civil. Na &eacute;poca era comum que estudantes quisessem ingressar na &aacute;rea das tecnologias, ou na da sa&uacute;de. Os cursos de Artes ainda eram muito misteriosos. A cidade pequena, de interior, carregava-os com preconceito. No mesmo momento iniciou os estudos em Matem&aacute;tica na Centro Universit&aacute;rio Franciscano (Unifra). Chegou a dar aula como professor por um breve per&iacute;odo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No in&iacute;cio da d&eacute;cada de oitenta, M&aacute;ucio decide dar aten&ccedil;&atilde;o para o teste vocacional que havia feito no ensino m&eacute;dio. Notou que a Engenharia n&atilde;o era o que ele queria de fato e com influ&ecirc;ncia de amigos, largou seu curso. &ldquo;Queria trabalhar com comunica&ccedil;&atilde;o, mas eu queria que fosse visual&rdquo;, conta ele. Foi ent&atilde;o, que decidiu curvar-se a um curso ainda muito novo na Universidade, que pertencia ao Centro de Artes e Letras: Comunica&ccedil;&atilde;o Visual, hoje Desenho Industrial.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Desenhar era uma atividade que fazia desde crian&ccedil;a, na escola j&aacute; criava hist&oacute;rias e caricaturas de seus colegas e professores. Com isso, j&aacute; no in&iacute;cio de seus estudos no novo curso teve cartuns publicados no jornal <em>tch&ecirc;!<\/em> de Porto Alegre. Nesse mesmo momento, come&ccedil;ou a refletir sobre como assinaria seus trabalhos. Inspirado no nome art&iacute;stico do cartunista Henfil e com ajuda de um amigo, decidiu unir o in&iacute;cio de &ldquo;M&aacute;rio&rdquo; com o final de &ldquo;L&uacute;cio&rdquo; e assim nasceu &ldquo;M&aacute;ucio&rdquo;, nome que o acompanharia por muitos anos, tornando-se tamb&eacute;m sua nova identidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-916\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/25344327_10215543451004148_378583936_o.jpg\" alt=\"25344327 10215543451004148 378583936 o\" width=\"264\" height=\"370\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/25344327_10215543451004148_378583936_o.jpg 849w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/25344327_10215543451004148_378583936_o-214x300.jpg 214w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/25344327_10215543451004148_378583936_o-768x1076.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/25344327_10215543451004148_378583936_o-731x1024.jpg 731w\" sizes=\"(max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/p>\n<address><span style=\"font-size: 8pt;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;M&aacute;ucio com camiseta do jornal tch&ecirc;! onde publicou seu primeiro cartum. Foto: Mariluce Lopes<\/span><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Como estudante, vivenciou um momento de grande efervesc&ecirc;ncia do Movimento Estudantil. Atuou em espa&ccedil;os de milit&acirc;ncia e criava cartuns de luta estudantil. Na &eacute;poca em que o teatro Caixa Preta ainda era uma reivindica&ccedil;&atilde;o dos estudantes do CAL, criou os personagens <em>Anfiti<\/em> e <em>Atro<\/em>, para ajudar na campanha de sua constru&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Foi tamb&eacute;m um dos criadores do jornal da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), o Rascunho, que abordava um vi&eacute;s mais cultural. Ap&oacute;s o per&iacute;odo ditatorial, em 1985, criou um jornal pr&oacute;prio, o Retranca. Era um jornal mural com quinhentas edi&ccedil;&otilde;es, que ele deixava nas universidades, em escolas e bares. Sempre buscou abordar o jornalismo alternativo. Na d&eacute;cada de 90, criou com mais tr&ecirc;s amigos a revista Garganta do Diabo, com vi&eacute;s humor&iacute;stico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ap&oacute;s ter o diploma em m&atilde;os, M&aacute;ucio foi para S&atilde;o Paulo, onde residiu por cinco anos. L&aacute; tamb&eacute;m iniciou seu mestrado, na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), mas o concluiu na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No ano de 2000 fez concurso p&uacute;blico para a UFSM e foi a&iacute; que iniciou sua carreira como professor da disciplina de Identidade Visual no curso de Desenho Industrial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-917\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/cal\/wp-content\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda2alta.jpg\" alt=\"eu amanda2alta\" width=\"473\" height=\"379\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda2alta.jpg 2018w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda2alta-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda2alta-768x615.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/368\/2017\/12\/eu-amanda2alta-1024x821.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 8pt;\">M&aacute;ucio quando era estudante da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Foto: Arquivo Pessoal<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Cansado da vida agitada da grande S&atilde;o Paulo, concluiu que Santa Maria seria o lugar em que conseguiria colocar em pr&aacute;tica os projetos que havia idealizado. Dessa mudan&ccedil;a de rotina, nasceram seus projetos mais significativos, como o Encontro de Cartunistas Ga&uacute;chos (Cartucho), que j&aacute; est&aacute; em sua 13&ordf; edi&ccedil;&atilde;o e os Carrinhos de Lomba, que se realizou por dez anos como trabalho da disciplina de Solu&ccedil;&atilde;o de Problemas no curso de Desenho Industrial.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Hoje, M&aacute;ucio ainda atua como professor na disciplina de Identidade Visual. Em seus dezoito anos de carreira, mais alguns como estudante, aprendeu e viveu muito a Universidade. Viu o curso de Desenho Industrial passar por mudan&ccedil;as curriculares, ganhar mais estrutura e professores. Presenciou a entrada de estudantes de baixa renda &agrave; Universidade, algo que n&atilde;o existia quando ingressou como estudante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em sua cr&ocirc;nica <em>E se a UFSM n&atilde;o existisse?<\/em> exp&otilde;em o que a institui&ccedil;&atilde;o significa para ele. &ldquo;Onde cada um de n&oacute;s estaria? Eu, por exemplo, muito provavelmente, n&atilde;o estaria escrevendo este texto neste momento e tamb&eacute;m, talvez, nem este s&iacute;tio existisse&rdquo; afirma o professor em seu texto. Quando questionado sobre qual a import&acirc;ncia do cartum em sua vida, coloca a poesia <em>Traduzir-se<\/em> de Ferreira Gullar como resposta, porque tudo para ele &eacute; linguagem e o que n&atilde;o &eacute;, torna-se vertigem. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong><a href=\"http:\/\/maucio.com.br\/cronicas\/e-se-a-ufsm-nao-existisse\/\">http:\/\/maucio.com.br\/cronicas\/e-se-a-ufsm-nao-existisse\/<\/a><a href=\"http:\/\/maucio.com.br\/cronicas\/e-se-a-ufsm-nao-existisse\/\"><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">Texto: Amanda Xavier<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Di&aacute;rio de Santa Maria &nbsp; Foi num teste vocacional da escola que M&aacute;rio L&uacute;cio Bonotto Rodrigues, M&aacute;ucio como hoje &eacute; conhecido, descobriu que seu caminho passaria pelas Artes. 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