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Antropóloga discute o porquê da falta de reconhecimento das mulheres no espaço acadêmico



Fonte: getty images

Nomes como o da cientista polonesa Marie Curie são um dos muitos exemplos da presença feminina na ciência. Contudo, as mulheres representam menos de 30% do número de cientistas em atividade no mundo (Unesco, 2018). Diversos fatores contribuem para esse dado, entre eles estão as dificuldades que elas enfrentam para permanecer na universidade, serem reconhecidas por suas produções científicas e, também, o machismo que as atingem diariamente. Por isso, é importante abrir espaços que fomentem discussões sobre a visibilidade feminina na ciência.

Nesse sentido, para celebrar o mês da mulher, a Biblioteca Setorial do CCNE (BSCCNE) promoveu a roda de conversa “Reconhecimento feminino no âmbito acadêmico” com o objetivo de debater o tema. O evento contou com a palestra da antropóloga e professora do departamento de Ciências Sociais Drª Monalisa Dias, que trouxe dados da Capes e CNPq sobre o número de mulheres que estão na graduação, que escrevem artigos, pesquisam, etc. Além de discutir o porquê de elas estarem menos presentes nas classificações mais altas como doutorado, pós-doutorado, chefia de órgãos de pesquisa, etc.

Durante a roda, o público pôde debater temas como assédio na universidade, machismo de professores, a falta da presença feminina em larga escala nas áreas das engenharias em contraponto a cursos como licenciaturas, cujos os números são maiores, bem com discutir medidas para solucionar esses problemas.

“O evento foi muito satisfatório e importante para atingirmos nosso objetivo que é aproximar a Biblioteca do CCNE do público tanto interno quanto externo da UFSM, tornando aqui um espaço de acolhimento e troca de experiências”, destacou a bibliotecária da BSCCNE, Michele Silva.

Para a acadêmica do curso de Licenciatura em Ciências Sociais, Danieli Klidzio, “espaços assim são importantes para que todos possam pensar sobre o lugar das mulheres na ciência, na produção de conhecimento, mas principalmente para que nós mulheres possamos apoiar umas às outras.”. Ela também enfatizou a necessidade de os universitários discutirem o tema, uma vez que o “meio acadêmico é bastante privilegiado, quem tem acesso são pessoas privilegiadas, então é importante também que façamos essa crítica aqui de dentro”.

O evento serviu como forma de discutir os problemas que afetam as mulheres e conscientizar os estudantes sobre o fato de que a ciência está longe de ser um campo neutro e que o machismo influencia a participação feminina na área da pesquisa científica. Assim como um meio de desconstruir o espaço que foi historicamente atribuído às mulheres.

Além das discussões acerca do tema, aconteceu uma intervenção artística na qual o público assistiu a performance da acadêmica do curso de Teatro Dayana Ferreira que, junto do músico Alex Mendes, apresentou duas músicas. Uma autoral, chamada “Nossa Luta”, e “Todxs Putxs”, da cantora Ekena.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE


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