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Inserção social e no mercado de trabalho de jovens e adultos é viabilizada por projeto da UFSM



Espaço onde o projeto é executado.

A região oeste da cidade de Santa Maria é caracterizada, principalmente, pela presença do Distrito Industrial, e pela população de mais de cinquenta e cinco mil habitantes, os quais fazem parte de uma camada da população que necessita de inclusão social e produtiva, geração de renda e inserção ocupacional. Foi com o intuito de atender a essa população, bem como a região de abrangência da Quarta Colônia de Imigração Italiana, que nasceu o projeto intitulado “Proposta de Implantação de um Centro Vocacional Tecnológico no Âmbito das Escolas Técnicas Vinculadas da UFSM”. O projeto pretende realizar cursos de formação inicial e continuada, de forma a promover, também, a inclusão tecnológica desses grupos sociais. 

Os objetivos principais do projeto estão ligados ao Plano Nacional de Educação (PNE): aumentar o número de vagas em educação profissional de acordo com as metas 3, 10 e 11 do PNE, e contribuir na operacionalização da estratégia 9.11, por meio da implementação de programas de capacitação tecnológica da população jovem e adulta, direcionados para os segmentos com baixo nível de escolarização formal. A instalação do Centro na região oeste de Santa Maria, e na região da Quarta Colônia de Imigração Italiana do RS atende a diretriz da proximidade às comunidades urbanas e rurais de baixa renda, ou povos tradicionais presentes na região, proporcionando, assim, a ampliação de oportunidades educacionais.

Alunos do Colégio Manoel Ribas em curso de Programação de Controladores Lógicos Programáveis promovido pelo CTISM através do CVTI

As capacitações são desenvolvidas nas unidades da UFSM do Colégio Politécnico e do Colégio Técnico Industrial (CTISM), no Colégio Estadual Manoel Ribas (Maneco) e na Escola Estadual Bom Conselho, em Silveira Martins. Os cursos são contemplados nos eixos tecnológicos de ambiente e saúde; controle e processos industriais; gestão e negócios; informação e comunicação; infraestrutura; militar; produção alimentícia; produção industrial; recursos naturais; turismo; hospitalidade e lazer e outros. No CTISM, o projeto é coordenado pelo engenheiro mecânico, Professor Dr. Luciano Caldeira Vilanova e, no Colégio Politécnico, pela administradora, Professora Dra. Marta Von Ende. O projeto é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e tem parceria com a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência da UFSM (FATEC).

O investimento que o projeto recebeu foi utilizado para a aquisição de mobiliário escolar diferenciado, elevadores para acessibilidade, nas duas unidades, implantação de laboratórios de informática, material de projeção multimídia, um laboratório da área da saúde com diversos simuladores, estrutura de acolhimento e transporte para os estudantes. Para o Coordenador Luciano, a parceria com a FATEC foi essencial para a aquisição dos materiais necessários, que contribuíram e continuarão contribuindo para a continuidade das ações. Os profissionais envolvidos no projeto são todos voluntários, não recebendo bolsa do MCTIC. As unidades estão disponíveis para que, por adesão, qualquer profissional da Universidade possa realizar ações de formação profissional e extensão com o público atendido pelo projeto. As ações podem de extensão podem ser desenvolvidas por meio de consultorias técnicas e gerenciais na elaboração e execução dos projetos para a melhoria dos serviços e processos produtivos para a região central do estado.

Equipamento utilizado no projeto.

O Professor Luciano explica que a oferta do Centro por duas unidades de educação profissional da UFSM, o CTISM e o Colégio Politécnico, contribui com a indissociabilidade do ensino, a pesquisa e a extensão, princípios norteadores das práticas institucionais da UFSM. O projeto contribui, também, com a Secretaria de Educação de Santa Maria, no projeto Conexão de Saberes, através do qual, são atendidos 1400 alunos em idade fora de série. “Os cursos e qualificações não contemplam somente jovens em idade escolar, mas também jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social”, acrescentou o coordenador. Por meio dos cursos, o projeto busca contribuir com a efetividade dos recursos investidos no Tecnoparque, situado no Distrito Industrial, além de difundir tecnologias geradas e adaptadas a partir de pesquisas aplicadas às necessidades e realidades sociais.

Texto por: Gerônimo Souto, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE



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