{"id":129,"date":"2019-03-20T08:54:49","date_gmt":"2019-03-20T11:54:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/cappa\/?p=129"},"modified":"2021-08-24T16:12:21","modified_gmt":"2021-08-24T19:12:21","slug":"novo-estudo-sobre-roedor-que-viveu-ha-cerca-de-10-milhoes-de-anos-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/cappa\/2019\/03\/20\/novo-estudo-sobre-roedor-que-viveu-ha-cerca-de-10-milhoes-de-anos-na-amazonia","title":{"rendered":"Novo estudo sobre roedor que viveu h\u00e1 cerca de 10 milh\u00f5es de anos na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-weight: 400\">Durante o Mioceno da Am\u00e9rica do Sul (23 a 5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), os roedores caviomorfos (capivaras, porcos-da-\u00edndia, chinchilas, porcos-espinho, entre outros) eram muito mais diversos em formas e tamanhos corporais do que os seus parentes viventes. Para se ter uma ideia, basta saber que o maior roedor vivente, a capivara, pesa em m\u00e9dia 60 kg, enquanto durante o Mioceno existiram roedores que passavam dos 500 kg e que atingiam as dimens\u00f5es de um boi! Entre essas formas, destacam-se os roedores de um grupo conhecido como Neopiblemidae. Particularmente, um destes roedores \u00e9 o\u00a0<em>Neoepiblema<\/em>\u00a0que pesava em torno de 86-151 Kg e que viveu na regi\u00e3o amaz\u00f4nica h\u00e1 cerca de 10 milh\u00f5es de anos em ambientes pantanosos que ali existiam antes do surgimento de uma das maiores floresta do mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Um estudo recentemente publicado no peri\u00f3dico estadunidense\u00a0<em>Journal of Vertebrate Paleontology<\/em>, conduzido por pesquisadores do Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica da Universidade Federal de Santa Maria &#8211; CAPPA\/UFSM, Universidade Federal do Acre, e\u00a0Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Rio Grande do Sul, estudou a diversidade de esp\u00e9cies de\u00a0<em>Neoepiblema<\/em>\u00a0durante o Mioceno da Am\u00e9rica do Sul atrav\u00e9s da morfologia dent\u00e1ria desses animais, e observou que existiam duas esp\u00e9cies desse roedor. Uma delas \u00e9\u00a0<em>Neoepiblema acreensis<\/em>, uma esp\u00e9cie end\u00eamica da regi\u00e3o amaz\u00f4nica do Brasil. A esp\u00e9cie foi descrita originalmente em 1990, mas havia sido considerada inv\u00e1lida ao final da mesma d\u00e9cada, e agora, a partir de novos dados, passou a ser considerada v\u00e1lida novamente. Al\u00e9m de\u00a0<em>Neoepiblema acreensis<\/em>, novas esp\u00e9cies de roedores, tal como\u00a0<em>Potamarchus adamiae<\/em>,\u00a0<em>Pseudopotamarchus villanuevai\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Ferigolomys pacarana,\u00a0<\/em>t\u00eam sido recentemente descritas a partir f\u00f3sseis encontrados nos dep\u00f3sitos fossil\u00edferos do estado do Acre.\u00a0Esses registros, tanto das esp\u00e9cies j\u00e1 conhecidas como tamb\u00e9m das esp\u00e9cies novas, documentam a diversidade extinta e demonstram um grande endemismo da biota amaz\u00f4nica, antes mesmo do surgimento dos ecossistemas modernos. Os dados tamb\u00e9m nos auxiliam a entender como a vida se desenvolveu naquela regi\u00e3o, mostrando como a biodiversidade evoluiu e tamb\u00e9m se extinguiu ao longo dos \u00faltimos milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<figure style=\"width: 679px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/scontent.fpoa2-1.fna.fbcdn.net\/v\/t1.6435-9\/54396392_2198865900209203_9044624800894418944_n.jpg?_nc_cat=100&amp;ccb=1-5&amp;_nc_sid=730e14&amp;_nc_ohc=lfWL7a_2ueEAX8330BE&amp;_nc_ht=scontent.fpoa2-1.fna&amp;oh=50786ee49b62a32652029d8db28f0314&amp;oe=614C07FD\" alt=\"Nenhuma descri\u00e7\u00e3o de foto dispon\u00edvel.\" width=\"679\" height=\"443\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reconstru\u00e7\u00e3o por M\u00e1rcio L. Castro<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\">Artigo na \u00edntegra:\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/02724634.2018.1549061?journalCode=ujvp20\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/02724634.2018.1549061?journalCode%3Dujvp20&amp;source=gmail&amp;ust=1553168398025000&amp;usg=AFQjCNGzN9olZ-ZZS2BsuvBJL5rZ0l8FRw\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/02724634.2018.1549061?journalCode=ujvp20<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o Mioceno da Am\u00e9rica do Sul (23 a 5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s), os roedores caviomorfos (capivaras, porcos-da-\u00edndia, chinchilas, porcos-espinho, entre outros) eram muito mais diversos em formas e tamanhos corporais do que os seus parentes viventes. 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