{"id":1685,"date":"2019-07-04T15:37:05","date_gmt":"2019-07-04T18:37:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=1685"},"modified":"2019-07-04T15:37:07","modified_gmt":"2019-07-04T18:37:07","slug":"geoparque-tese-de-doutorado-em-geografia-integra-patrimonio-natural-e-cultural-da-quarta-colonia-em-propostas-de-roteiros-geoturisticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/2019\/07\/04\/geoparque-tese-de-doutorado-em-geografia-integra-patrimonio-natural-e-cultural-da-quarta-colonia-em-propostas-de-roteiros-geoturisticos","title":{"rendered":"Geoparque: tese de doutorado em geografia integra patrim\u00f4nio natural e cultural da Quarta Col\u00f4nia em propostas de roteiros geotur\u00edsticos"},"content":{"rendered":"\n<figure id=\"attachment_1686\" aria-describedby=\"caption-attachment-1686\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1686\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-content\/uploads\/sites\/369\/2019\/07\/66212188_1319086388245393_5688392593927307264_o-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2019\/07\/66212188_1319086388245393_5688392593927307264_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2019\/07\/66212188_1319086388245393_5688392593927307264_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2019\/07\/66212188_1319086388245393_5688392593927307264_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2019\/07\/66212188_1319086388245393_5688392593927307264_o.jpg 1728w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1686\" class=\"wp-caption-text\">O maquetista e aluno do curso de Arquitetura Jos\u00e9 Dalcin trabalha na montagem da maquete. Cr\u00e9dito: Dilson Cecchin.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Quarta Col\u00f4nia \u00e9 muito conhecida pelo seu patrim\u00f4nio cultural, heran\u00e7a de imigrantes europeus que l\u00e1 constru\u00edram sua hist\u00f3ria. E porque n\u00e3o valorizar ainda mais esse tesouro em uma estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o com as riquezas naturais da regi\u00e3o? Foi o que pensou o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e doutorando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia, Dilson Cecchin. Em sua tese de doutorado, orientada pelo professor Adriano Severo Figueir\u00f3, Cecchin trabalha em uma triagem dos pontos de interesse patrimonial da Quarta Col\u00f4nia para a elabora\u00e7\u00e3o de roteiros geotur\u00edsticos que integram patrim\u00f4nio natural e cultural.<\/p>\n<p>O trabalho ser\u00e1 defendido em agosto desse ano e est\u00e1 em sintonia com a proposta de implementa\u00e7\u00e3o do Geoparque Quarta Col\u00f4nia. \u201cComo estava surgindo o projeto do Geoparque, achei que era o momento de trazer o meu conhecimento sobre patrim\u00f4nio em um trabalho que desse algum retorno para a regi\u00e3o. Quem vai a um geoparque, da mesma forma que poder\u00e1 ver uma cachoeira, uma gruta, ou qualquer elemento natural, tamb\u00e9m pode visitar locais de interesse do ponto de vista cultural\u201d, conta Cecchin.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa de mestrado, Cecchin j\u00e1 havia trabalhado com o patrim\u00f4nio cultural da Quarta Col\u00f4nia analisando o desenho dos antigos sobrados hist\u00f3ricos. Agora o pesquisador foi a campo para reavaliar os pontos mapeados pelo Levantamento de Edifica\u00e7\u00f5es de Interesse Hist\u00f3rico da Quarta Col\u00f4nia, feito em 2009 pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo em parceria com o Cons\u00f3rcio de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Quarta Col\u00f4nia (Condesus). A partir da\u00ed foi poss\u00edvel criar um mapa do patrim\u00f4nio cultural que considera os locais com maior interesse patrimonial. Os roteiros geotur\u00edsticos est\u00e3o sendo pensados a partir do cruzamento deste mapa com um segundo: o mapa do patrim\u00f4nio natural, elaborado a partir de uma disserta\u00e7\u00e3o defendida em 2016 pela agora doutoranda Djulia Ziemann, que elencou 24 geoss\u00edtios (local com valor geol\u00f3gico ou palentol\u00f3gico) com potencial para visita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pontos mais representativos e de maior valor tur\u00edstico desses roteiros estar\u00e3o sinalizados em uma maquete da quarta Col\u00f4nia, um dos produtos resultantes da tese. Com quase nove metros quadrados a maquete est\u00e1 em processo de constru\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de um ano pelo maquetista e estudante de Arquitetura Jos\u00e9 Dalcin e est\u00e1 sendo montada no Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica (CAPPA), em S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine. A partir do m\u00eas de agosto quem visitar o local poder\u00e1 ver, em pequena escala, o relevo, os cursos h\u00eddricos e as estradas de acesso de toda a Quarta Col\u00f4nia em uma estrutura de sessenta cent\u00edmetros de altura que facilita a visualiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 mesmo para crian\u00e7as menores. E a maquete ainda tem uma pegada sustent\u00e1vel: toda a base foi constru\u00edda com madeira reaproveitada de uma reforma realizada na UFSM.<\/p>\n<p>Ainda est\u00e1 nos planos a ideia de expandir o trabalho para um aplicativo que congregue informa\u00e7\u00f5es e a localiza\u00e7\u00e3o de cada ponto dos roteiros tur\u00edsticos, o que est\u00e1 sendo planejado em parceria com a doutoranda Julia Ziemann e os professores Andr\u00e9 Soares e Enio Giotto.\u00a0E n\u00e3o para por a\u00ed: com grande gosto pelas artes, o professor tem se dedicado \u00e0 pintura de aquarelas com as paisagens da Quarta Col\u00f4nia que ser\u00e3o apresentadas em forma de cart\u00e3o postal e poder\u00e3o ser reproduzidas como geoprodutos, ou seja, produtos que fazem alus\u00e3o ao patrim\u00f4nio natural e cultural da regi\u00e3o. Entre os cen\u00e1rios pintados est\u00e3o os casarios e sobrados que s\u00e3o seu objeto de pesquisa h\u00e1 bastante tempo.\u00a0<\/p>\n<p>Essas edifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o exemplares da arquitetura vernacular da \u00e9poca e guardam semelhan\u00e7as com tra\u00e7os de constru\u00e7\u00f5es alem\u00e3s e italianas, pa\u00edses de origem dos primeiros imigrantes a chegarem na Quarta Col\u00f4nia. De acordo com Cecchin, elas s\u00e3o um grande s\u00edmbolo de sucesso desses imigrantes em suas propriedades que, sem muitas condi\u00e7\u00f5es, vieram tentar a vida em terras brasileiras. Seja pela extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima ou pela otimiza\u00e7\u00e3o do relevo e da for\u00e7a h\u00eddrica como aux\u00edlio nas t\u00e9cnicas primitivas de constru\u00e7\u00e3o, a geodiversidade do local foi uma das pe\u00e7as fundamentais para que os sobrados pudessem ser levantados, o que d\u00e1 a eles um interessante potencial geotur\u00edstico aliado ao fato de serem uma marca da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, muitas dessas edifica\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o dispersas pelo territ\u00f3rio, n\u00e3o s\u00e3o preservadas e est\u00e3o se perdendo em fun\u00e7\u00e3o das intemp\u00e9ries e da falta de manuten\u00e7\u00e3o. Para Cecchin a estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o com o patrim\u00f4nio natural em um Geoparque \u00e9 uma possibilidade de valoriza\u00e7\u00e3o desse importante bem material e hist\u00f3rico. \u201cO Geoparque tem a for\u00e7a necess\u00e1ria para unir as comunidades com o objetivo do desenvolvimento tur\u00edstico e pode beneficiar muito a regi\u00e3o\u201d, acrescenta o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Geoparque Quarta Col\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Os geoparques s\u00e3o territ\u00f3rios reconhecidos pela Unesco por apresentarem relev\u00e2ncia geol\u00f3gica mundial e estrat\u00e9gias de desenvolvimento territorial sustent\u00e1vel. Atualmente, existem 127 Geoparques Mundiais da Unesco em 35 pa\u00edses, e apenas 1 no Brasil. A Quarta Col\u00f4nia apresenta uma condi\u00e7\u00e3o \u00edmpar dentro do Brasil para a cria\u00e7\u00e3o de um Geoparque. Isso se d\u00e1 pela beleza natural das suas paisagens, da abund\u00e2ncia de \u00e1gua de seus rios e de suas cascatas, da raridade dos f\u00f3sseis ali encontrados \u2013 que testemunham as mudan\u00e7as ambientais do planeta nos \u00faltimos 250 milh\u00f5es de anos \u2013 e pela cultura preservada dos seus imigrantes.<\/p>\n<p>Desde 2018 a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da UFSM abriga um projeto institucional que tem o objetivo de auxiliar no processo de implementa\u00e7\u00e3o de dois geoparques: o Geoparque Quarta Col\u00f4nia e o Geoparque Ca\u00e7apava. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenar uma estrat\u00e9gia de geoparque visando novas alternativas para a economia regional, de forma sustent\u00e1vel, por meio da conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural e cultural, da educa\u00e7\u00e3o para o meio ambiente e do incentivo ao turismo local, atrav\u00e9s da apropria\u00e7\u00e3o do conhecimento acad\u00eamico, das atividades de extens\u00e3o e da articula\u00e7\u00e3o junto ao poder p\u00fablico local, entidades e sociedade civil organizada.<\/p>\n<p>Texto: Elise Souza \u2013 MTB 18.433<\/p>\n<p>Bolsista de jornalismo NDI PRE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Col\u00f4nia \u00e9 muito conhecida pelo seu patrim\u00f4nio cultural, heran\u00e7a de imigrantes europeus que l\u00e1 constru\u00edram sua hist\u00f3ria. E porque n\u00e3o valorizar ainda mais esse tesouro em uma estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o com as riquezas naturais da regi\u00e3o? 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