{"id":2676,"date":"2022-05-20T10:16:19","date_gmt":"2022-05-20T13:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=2676"},"modified":"2022-05-20T10:28:20","modified_gmt":"2022-05-20T13:28:20","slug":"o-que-e-um-ciclone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/2022\/05\/20\/o-que-e-um-ciclone","title":{"rendered":"O que \u00e9 um ciclone?"},"content":{"rendered":"\n<h6>Esta palavra apareceu muito durante essa \u00faltima semana nas telas do celular e da sua televis\u00e3o, mas\u00a0 o que realmente \u00e9 um ciclone? Leia abaixo sobre este fen\u00f4meno e sobre a tempestade Yakecan, que atingiu a regi\u00e3o Sul do Brasil nos dias 17 e 18 de maio.<\/h6>\n\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2677 \" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2022\/05\/o-que-e-um-ciclone.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"367\" \/><\/p>\n<p>O fen\u00f4meno natural do Ciclone \u00e9 formado por sistemas de baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica onde o ar se movimenta no sentido hor\u00e1rio, no hemisf\u00e9rio Sul, e no sentido anti-hor\u00e1rio no hemisf\u00e9rio Norte, resultando em grandes tempestades associadas a ventos fortes com poder destrutivo.<\/p>\n<p>Basicamente, o ar quente e \u00famido sobe para as camadas mais altas da atmosfera, enquanto o ar frio desce para a superf\u00edcie, provocando a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o atmosf\u00e9rica. O que cria o ciclone \u00e9 a grande libera\u00e7\u00e3o de calor causado pela condensa\u00e7\u00e3o, o que origina um processo convectivo (onde o ar quente expande) e cria uma \u00e1rea de instabilidade.<\/p>\n<p>E estes fortes ventos que aconteceram aqui no Sul do Brasil, foram um ciclone?<\/p>\n<p>N\u00e3o! Embora seja uma forma\u00e7\u00e3o semelhante, foi uma tempestade subtropical, por possuir uma magnitude ainda maior que um ciclone, com ventos de velocidade entre 89 km\/h a 117 km\/h. Esta, foi batizada de a batizada de Yakecan, que na l\u00edngua guarani significa \u201csom do c\u00e9u\u201d.<\/p>\n<p>Abaixo, uma explica\u00e7\u00e3o did\u00e1tica de Vagner Anabor, professor do CCNE, meteorologista e Doutor em F\u00edsica, sobre o fen\u00f4meno:<\/p>\n<p>&#8220;Basicamente, em latitudes m\u00e9dias, o contraste entre massas frias e secas de regi\u00f5es polares e massas de ar quentes e \u00famidas de regi\u00f5es equatoriais formam regi\u00f5es frontais que fornecem a energia para o desenvolvimento de tempestades. Quando ondas atmosf\u00e9ricas em altitude (5000m) passam sobre estas \u00e1reas elas provocam movimentos ascendentes e d\u00e3o o gatilho para que o sistema comece a entrar em um movimento de rota\u00e7\u00e3o hor\u00e1rio e convergente, formando um centro de baixa press\u00e3o em superf\u00edcie. Estes ciclones que ocorrem no Sul do Brasil em geral s\u00e3o ciclones Extratropicais, demoram aproximadamente um dia para se formar e podem durar por 2-3 dias. Tem grande extens\u00e3o afetando uma regi\u00e3o de aproximadamente 1000 km de extens\u00e3o. A sudeste do centro de baixa press\u00e3o o ar frio come\u00e7a a avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o ao ar quente formando a famosa frente fria. No setor nordeste do sistema o ar quente avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o ao Polo formando uma frente quente. Ao longo do processo o ar frio varre as regi\u00f5es com maior velocidade atingindo a frente quente e entrando no centro do ciclone, desta forma iniciando o seu fim. <br \/>Durante este evento diversas tempestades ocorrem de forma organizada ao longo da frente fria, fen\u00f4meno muito conhecido pelos ga\u00fachos.<\/p>\n<p>Aqui no Rio Grande do Sul aconteceu um fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio. Um Ciclone Extratropical t\u00edpico da regi\u00e3o j\u00e1 estava morrendo, quando uma perturba\u00e7\u00e3o em n\u00edveis superiores estimulou a forma\u00e7\u00e3o de um novo ciclone dentro do antigo. Um fen\u00f4meno conhecido como efeito Fujiwara. As condi\u00e7\u00f5es eram muito especiais e ao inv\u00e9s dele seguir sua trajet\u00f3ria normal do ponto de forma\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao meio do Atl\u00e2ntico Sul, ele acabou encontrando condi\u00e7\u00f5es para fazer uma trajet\u00f3ria retr\u00f3grada de Leste para Oeste em dire\u00e7\u00e3o a costa do Rio Grande do Sul. Neste caminho ele encontrou \u00e1guas quentes da Corrente Oce\u00e2nica do Brasil que contrastavam com a corrente fria das Malvinas bem na costa do estado. Isso deu energia para que ele evolu\u00edsse para um Ciclone Subtropical e posteriormente ganhasse classifica\u00e7\u00e3o de Tempestade Subtropical. Isso acendeu a luz vermelha para a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um furac\u00e3o, similar ao Catarina. Mas o contraste t\u00e9rmico oce\u00e2nico n\u00e3o foi intenso o suficiente e felizmente o sistema ficou na classe de tempestade subtropical.&#8221;<\/p>\n<p>Mas, sendo &#8220;ciclone extratropical&#8221;, termo divulgado nas grandes m\u00eddias ou &#8220;tempestade subtropical&#8221;, \u00e9 melhor manter-se os mesmos cuidados, como o recolhimento se poss\u00edvel em locais seguros e abrigados e desligarmos nossos eletrodom\u00e9sticos das tomadas, para evitarmos maiores preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Igualmente, \u00e9 importante ressaltar que toda tempestade deixa preju\u00edzos \u00e0 sociedade, ent\u00e3o a busca por informa\u00e7\u00f5es na Defesa Civil sobre campanhas de doa\u00e7\u00e3o de mantimentos para as fam\u00edlias necessitadas v\u00edtimas destes eventos \u00e9 essencial para se manter a solidariedade e senso de coletivo ainda vivos nestas cat\u00e1strofes naturais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h6><em>Texto por Nat\u00e1lia Huber da Silva e <\/em><em>Mayara Menezes de Queiroz.<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta palavra apareceu muito durante essa \u00faltima semana nas telas do celular e da sua televis\u00e3o, mas\u00a0 o que realmente \u00e9 um ciclone? 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