{"id":5079,"date":"2024-06-20T17:32:01","date_gmt":"2024-06-20T20:32:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=5079"},"modified":"2024-06-27T16:00:46","modified_gmt":"2024-06-27T19:00:46","slug":"a-importancia-da-arborizacao-urbana-para-cidades-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/2024\/06\/20\/a-importancia-da-arborizacao-urbana-para-cidades-sustentaveis","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da arboriza\u00e7\u00e3o urbana para cidades sustent\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 um tema de crescente relev\u00e2ncia nas discuss\u00f5es sobre sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades modernas. Com o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o e a consequente expans\u00e3o das \u00e1reas constru\u00eddas, a presen\u00e7a de \u00e1rvores e \u00e1reas verdes nas zonas urbanas torna-se cada vez mais importante. A arboriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas embeleza os espa\u00e7os p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m desempenha um papel fundamental na melhoria do ambiente urbano, oferecendo uma s\u00e9rie de benef\u00edcios ecol\u00f3gicos, sociais e econ\u00f4micos, denominados servi\u00e7os ambientais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a pesquisadora Ta\u00edse Duarte<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">e colaboradores (<\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.unicesumar.edu.br\/index.php\/rama\/article\/view\/5022.\"><span style=\"font-weight: 400\">2<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">), o termo &#8220;Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana&#8221; no Brasil \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o do termo norte-americano &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Urban Forest<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;. Este no nosso pa\u00eds, acabou sendo utilizado como sin\u00f4nimo de arboricultura, referindo-se ao ato de plantar \u00e1rvores em \u00e1reas urbanas, desassociando-se do conceito original de florestas urbanas. De acordo com a Embrapa (2002), o conceito da arboriza\u00e7\u00e3o urbana abrange a cobertura vegetal nas cidades, incluindo \u00e1rvores j\u00e1 existentes na paisagem ou cultivadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A arboriza\u00e7\u00e3o urbana ajuda a prevenir enchentes ao reduzir o escoamento superficial, pois suas ra\u00edzes e folhas absorvem a \u00e1gua como alimento, assim ajudando a melhorar a infiltra\u00e7\u00e3o desta no solo. Igualmente, a vegeta\u00e7\u00e3o com diversas plantas em diferentes alturas (<\/span><a href=\"https:\/\/arvoreagua.org\/ecologia\/os-estratos-da-floresta\"><span style=\"font-weight: 400\">estratos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> alto, m\u00e9dio e baixo) diminuem o impacto que a gota de \u00e1gua faz no solo. Quando a gota d\u2019\u00e1gua atinge o solo diretamente, ela quebra o gr\u00e3o da terra em diversos peda\u00e7os (eros\u00e3o em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">splash<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">), gerando\u00a0 uma superf\u00edcie mais lisa e compacta que dificulta a entrada de \u00e1gua no solo, como por exemplo, quando o solo \u00e9 cimentado ou a terra est\u00e1 exposta sem qualquer tipo de cobertura. Isso geraria uma maior eros\u00e3o e riscos de inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos. Se houver diversas plantas com alturas diferentes do solo, o impacto da \u00e1gua ser\u00e1 menor, deixando diversos espa\u00e7os para a \u00e1gua infiltrar para dentro do solo, permitindo maior absor\u00e7\u00e3o e reduzindo o risco de inunda\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os principais desafios na implementa\u00e7\u00e3o de projetos de arboriza\u00e7\u00e3o urbana incluem a falta de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os servi\u00e7os ambientais, a valoriza\u00e7\u00e3o excessiva do desenvolvimento urbano sem planejamento adequado e a aus\u00eancia de uma equipe multidisciplinar. Para evitar esses erros, \u00e9 necess\u00e1rio envolver profissionais capacitados nas \u00e1reas social, econ\u00f4mica e ambiental, garantindo um desenvolvimento sustent\u00e1vel e equilibrado.<\/span><\/p>\n<p><b>Problem\u00e1ticas de sua falta e os benef\u00edcios da arboriza\u00e7\u00e3o urbana<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com o modelo de cidades p\u00f3s Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, qualquer elemento que se referisse ao verde das florestas e paisagens naturais, dentro delas, era considerado como atraso ao seu desenvolvimento. Neste modelo, a maioria das cidades brasileiras foram sendo desenvolvidas, com espa\u00e7os arborizados destinados exclusivamente ao lazer como pra\u00e7as e parques e rara presen\u00e7a de arboriza\u00e7\u00e3o urbana fora desses espa\u00e7os. Este pensamento parece perdurar at\u00e9 os dias atuais, sendo necess\u00e1rios esclarecimentos sobre a import\u00e2ncia das esp\u00e9cimes arb\u00f3reas na cidade para o pr\u00f3prio benef\u00edcio humano, para al\u00e9m da justificativa exclusiva da produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para os ge\u00f3grafos Carlos Moreira, Josep Pint\u00f3 e Marilyn Romero (<\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Carlos-Morera-Beita\/publication\/256495889_PAISAJE_PROCESOS_DE_FRAGMENTACION_Y_REDES_ECOLOGICAS_APROXIMACION_CONCEPTUAL\/links\/0deec5231d7ebb5356000000\/PAISAJE-PROCESOS-DE-FRAGMENTACION-Y-REDES-ECOLOGICAS-APROXIMACION-CONCEPTUAL.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">), os problemas urbanos come\u00e7am a surgir com a redu\u00e7\u00e3o das paisagens naturais, ocorrendo um aumento do escoamento superficial, conforme j\u00e1 citado. Com isso, tamb\u00e9m gera-se uma diminui\u00e7\u00e3o na recarga dos aqu\u00edferos subterr\u00e2neos, pois a \u00e1gua n\u00e3o est\u00e1 sendo absorvida pelo solo. Os autores tamb\u00e9m citam a redu\u00e7\u00e3o na qualidade da \u00e1gua, pois com o aumento da velocidade das \u00e1guas e com inunda\u00e7\u00f5es extremas, muitos efluentes e res\u00edduos s\u00f3lidos de diferentes origens se misturam \u00e0 \u00e1gua, antes l\u00edmpida e possivelmente pot\u00e1vel. A falta ou a diminui\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os naturais tamb\u00e9m resulta em uma menor capacidade de renova\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio no ar, assim como uma redu\u00e7\u00e3o na fixa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de di\u00f3xido de carbono (CO2) e uma diminui\u00e7\u00e3o da umidade do ar, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da transpira\u00e7\u00e3o vegetal. Assim, locais mais quentes, com maiores dificuldades de produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, est\u00e3o justificadas pela falta de elementos vegetais em seu espa\u00e7o urbano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.unicesumar.edu.br\/index.php\/rama\/article\/view\/5022\/3156\"><span style=\"font-weight: 400\">artigo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> produzido por pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), os autores buscam fazer uma reflex\u00e3o sobre a arboriza\u00e7\u00e3o urbana e os desafios para o aumento delas no Brasil \u00e9 citado o autor Yuhong Tian (<\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1618866710000804\"><span style=\"font-weight: 400\">4<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">) que indica que o tema vai al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o cultural e ornamental. O contato com os espa\u00e7os arborizados tamb\u00e9m\u00a0 pode diminuir precursores psicol\u00f3gicos da viol\u00eancia como a irritabilidade, al\u00e9m de reduzir a ansiedade, incrementar o relaxamento e reduzir o estresse, proporcionando benef\u00edcios \u00e0 qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o urbana. Outros fatores citados s\u00e3o a qualidade de vida urbana como o conforto t\u00e9rmico, que\u00a0 est\u00e1 relacionado \u00e0s\u00a0 condi\u00e7\u00f5es\u00a0 ambientais, tais como a temperatura, a umidade do ar e a a\u00e7\u00e3o dos ventos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c1rvores mais adequadas ao plantio em cidades<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a escolha das esp\u00e9cies de \u00e1rvores para \u00e1reas urbanas, \u00e9 prefer\u00edvel optar por esp\u00e9cies nativas, que s\u00e3o adaptadas ao ambiente local e menos propensas a se tornarem invasoras. Quando usadas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, \u00e9 importante verificar que n\u00e3o sejam invasoras. Segundo o <\/span><a href=\"https:\/\/brasilflorestal.org\/arborizacao-urbana-quais-os-riscos-da-falta-de-planejamento\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Instituto Brasil Florestal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, as \u00e1rvores escolhidas devem ter uma copa ampla, variadas alturas para melhor absor\u00e7\u00e3o em diferentes n\u00edveis e ra\u00edzes que n\u00e3o prejudiquem a infraestrutura urbana. Um dos exemplos que ocorrem com mais frequ\u00eancia s\u00e3o as ra\u00edzes das \u00e1rvores que crescem sem cuidados e que como consequ\u00eancia causam rachaduras no piso, danificam esgotos, muros e seus galhos presos a fios de rede el\u00e9tricas, o que causa preju\u00edzos em rela\u00e7\u00e3o a seguran\u00e7a dos pedestres e moradores. Para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a, \u00e9 indicado que se escolha a esp\u00e9cie certa, respeitar um distanciamento adequado, podas regulares e monitoramento constante. Para o portal de arquitetura <\/span><a href=\"https:\/\/www.archdaily.com.br\/br\/880359\/20-especies-nativas-para-arborizacao-urbana\"><span style=\"font-weight: 400\">Archdaily Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, \u00e9 indicado que as \u00e1rvores escolhidas sejam adequadas para o tipo de clima e bioma de sua cidade, <\/span><b><i>\u201cpois apesar de ser nativa do <\/i><\/b><a href=\"http:\/\/www.archdaily.com.br\/br\/country\/brasil\"><b><i>Brasil<\/i><\/b><\/a><b><i> pode n\u00e3o ser o caso na sua cidade e a esp\u00e9cie pode prejudicar o equil\u00edbrio do ecossistema local.\u201d<\/i><\/b><b><i><br \/><\/i><\/b> <span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m da import\u00e2ncia para a absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, as \u00e1rvores em ambientes urbanos tamb\u00e9m contribuem para a qualidade de vida e bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Em acr\u00e9scimo, \u00e1rvores frut\u00edferas nativas, como a <\/span><a href=\"https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/lista-de-especies-nativas\/pitanga-2\"><span style=\"font-weight: 400\">pitangueira<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/frutas\/araca.htm\"><span style=\"font-weight: 400\">ara\u00e7\u00e1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><a href=\"https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/lista-de-especies-nativas\/canela-guaica\"><span style=\"font-weight: 400\">canela-guaic\u00e1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><a href=\"https:\/\/www.jardineiro.net\/plantas\/amoreira-negra-morus-nigra.html\"><span style=\"font-weight: 400\">amoreira<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> atraem p\u00e1ssaros on\u00edvoros (que comem vegetais e animais) e carn\u00edvoros, bem como contribuem na alimenta\u00e7\u00e3o humana. \u00c1rvores flor\u00edferas, como os ip\u00eas, extremosa e jacarand\u00e1 embelezam a cidade, trazendo sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar ao observ\u00e1-las e constituem n\u00e3o somente a paisagem natural, mas a paisagem cultural urbana. No entanto, deve-se observar o local de plantio, para que suas folhas e flores n\u00e3o ocasionem poss\u00edvel obstru\u00e7\u00e3o de bueiros e vias de escoamento d&#8217;\u00e1gua.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5106\" aria-describedby=\"caption-attachment-5106\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5106 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n-1024x711.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"711\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n-1024x711.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n-768x533.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n-1536x1067.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/61222293_1052003191676516_8805667384779079680_n.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5106\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Esp\u00e9cimes de <strong><i>Handroanthus heptaphyllus (Ip\u00ea Roxo) e Tabebuia ochracea (Ip\u00ea Amarelo), <\/i><\/strong>AGROIPU, 2019.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/conteudo\/especies-de-ipe-conheca-todos-os-tipos-e-cores\">Ip\u00ea<\/a> Roxo<\/strong> (<strong><i>Handroanthus heptaphyllus<\/i> ou <\/strong><i><strong>Tabebuia heptaphylla<\/strong>) esp\u00e9cie comum no <\/i>nordeste e sudeste do pa\u00eds. \u00c9 uma das mais populares no paisagismo brasileiro muito utilizada na arboriza\u00e7\u00e3o de ruas e avenidas, al\u00e9m de reflorestamentos. \/\/<strong> Ip\u00ea Amarelo<\/strong> <i>(<strong>Handroanthus ochraceus ou Tabebuia ochracea<\/strong>), <\/i>esp\u00e9cie comum na regi\u00e3o centro-oeste, sudeste e sul do Brasil, sua \u00e1rvore pode alcan\u00e7ar de 6 at\u00e9 14 metros de altura e tronco de 30 a 50 cm.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5107\" aria-describedby=\"caption-attachment-5107\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5107 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/jacaranda-mimoso-1-1024x636.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"636\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/jacaranda-mimoso-1-1024x636.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/jacaranda-mimoso-1-300x186.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/jacaranda-mimoso-1-768x477.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/jacaranda-mimoso-1.jpg 1455w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5107\" class=\"wp-caption-text\">Foto: <b><em>Bignoniaceae (Jacarand\u00e1 Mimoso)<\/em><\/b>, Furnitstore.<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ibflorestas.org.br\/lista-de-especies-nativas\/jacaranda-mimoso\"><b>Jacarand\u00e1 Mimoso<\/b><\/a> <b>(<em>Bignoniaceae<\/em>): <\/b>a esp\u00e9cie que mede at\u00e9 15 m de altura, com casca fina e acinzentada, s\u00e3o indicadas para a\u00e7\u00f5es de reflorestamento, preserva\u00e7\u00e3o ambiental, arboriza\u00e7\u00e3o urbana, paisagismos ou plantios dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_5084\" aria-describedby=\"caption-attachment-5084\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5084\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/reseda.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"649\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/reseda.jpg 800w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/reseda-300x243.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/06\/reseda-768x623.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5084\" class=\"wp-caption-text\">Foto: <strong><em>Lagerstroemia indica (Extremosa Rosa)<\/em><\/strong>, Dancruz Plantas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><b> <\/b><strong><a href=\"https:\/\/plantasdonaeuzebia.com.br\/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-reseda-extremosa\/\">Extremosa Rosa<\/a> (<em>Lagerstroemia indica<\/em>) <\/strong>esp\u00e9cie asi\u00e1tica adapt\u00e1vel em todo o territ\u00f3rio nacional e pode ser visto em jardins e em cal\u00e7adas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A presen\u00e7a dessas \u00e1rvores em corredores e outras formas de vegeta\u00e7\u00e3o mais conexos, cria <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u201chabitats\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> fixos ou tempor\u00e1rios para diversas esp\u00e9cies de animais, promovendo a manuten\u00e7\u00e3o do fluxo g\u00eanico &#8211; pois diminui a reprodu\u00e7\u00e3o entre parentes &#8211; e aumenta a diversidade biol\u00f3gica (<\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufsm.br\/handle\/1\/9443\"><span style=\"font-weight: 400\">3<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">). Isso reduz os riscos de extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies,\u00a0 n\u00e3o permitindo a cria\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies &#8211; geneticamente mais fr\u00e1geis &#8211; atrav\u00e9s deste fen\u00f4meno denominado \u201cespecia\u00e7\u00e3o\u201d, aumentando a resili\u00eancia dos ecossistemas e da biodiversidade animal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b><i>\u2014&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p><b>Desafios e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de projetos de arboriza\u00e7\u00e3o urbana enfrentam diversos desafios. A falta de valoriza\u00e7\u00e3o do meio ambiente como investimento em sa\u00fade e qualidade de vida, aliada ao sucateamento de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, impede a realiza\u00e7\u00e3o eficaz de uma educa\u00e7\u00e3o ambiental p\u00fablica, fiscaliza\u00e7\u00e3o e licenciamento ambiental. Embora cada munic\u00edpio possua um Fundo Municipal do Meio Ambiente, muitas vezes os recursos s\u00e3o insuficientes ou mal geridos, dificultando a execu\u00e7\u00e3o de projetos de arboriza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Existem algumas pol\u00edticas p\u00fablicas e programas que podem servir como medidas protetivas \u00e0 Flora. A <\/span><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6938.htm\"><span style=\"font-weight: 400\">Pol\u00edtica Nacional de Meio Ambiente<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e a <\/span><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11428.htm\"><span style=\"font-weight: 400\">Lei da Mata Atl\u00e2ntica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> s\u00e3o marcos regulat\u00f3rios importantes, no entanto o Bioma Pampa ainda n\u00e3o possui legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica aprovada a n\u00edvel nacional para a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies dos campos sulinos. Apesar deste bioma ser considerado somente como campo, a manuten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os verdes e esp\u00e9cies arbustivas \u00e9 essencial para a garantia de todos os benef\u00edcios supracitados e, compensa\u00e7\u00f5es, em caso de desmatamento destas esp\u00e9cies, deveriam ser aplicadas com igualdade para todos os biomas. O munic\u00edpio de Santa Maria possui leis espec\u00edficas de arboriza\u00e7\u00e3o urbana, como por exemplo: <\/span><span style=\"font-weight: 400\">a Lei <\/span><a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/542735\/lei-3287-90\"><span style=\"font-weight: 400\">3287\/90<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que cria o Plano de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana e Rural no Munic\u00edpio e a Lei <\/span><a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/542229\/lei-3498-92\"><span style=\"font-weight: 400\">3498\/92<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que discute sobre a arboriza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria das faixas de dom\u00ednio das rodovias municipais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u2014&#8212;-<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Deste modo, a presen\u00e7a de espa\u00e7os arborizados nas cidades gera: impacto econ\u00f4mico, ao produzir sa\u00fade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local; benef\u00edcios sociais, ao disponibilizar espa\u00e7os de lazer e gerar paisagens naturais nas cidades; benef\u00edcios aos animais, por possu\u00edrem mais \u00e1reas espa\u00e7os naturais para sua viv\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o. Assim, a arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 uma das vari\u00e1veis determinantes para a manuten\u00e7\u00e3o de uma cidade sustent\u00e1vel, pois influencia diretamente no trip\u00e9 da sustentabilidade, definido pelas perspectivas econ\u00f4mica, social e natural.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b><i>\u2014&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b><i>Texto<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400\">:<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400\">Nat\u00e1lia Huber da Silva, Bi\u00f3loga, Mestra em Geografia e Maria Eduarda Silva da Silva, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista da Subdivis\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o do CCNE da UFSM.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">MORERA, C; PINT\u00d3, J.; ROMERO, M. (2007). Paisaje, procesos de fragmentaci\u00f3n y redes ecol\u00f3gicas: aproximaci\u00f3n conceptual. In: Chassot, O. y Morera, C. <\/span><b>Corredores Biol\u00f3gicos: Acercamiento conceptual y experiencia en Am\u00e9rica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, p. 11-47. San Jos\u00e9, Costa Rica: Imprenta Nacional.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">DUARTE, T .E. P. N. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">et al<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. <\/span><b>Reflex\u00f5es sobre arboriza\u00e7\u00e3o urbana: desafios a serem superados para o incremento da arboriza\u00e7\u00e3o urbana no Brasil.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Rev Agro. Meio Amb., v.11, n.1, p.327-341, 2018. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.unicesumar.edu.br\/index.php\/rama\/article\/view\/5022\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/periodicos.unicesumar.edu.br\/index.php\/rama\/article\/view\/5022<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0SILVA, Nat\u00e1lia Huber da. <\/span><b>Mapeamento e proposta de conex\u00e3o de fragmentos florestais em Santa Maria (RS)<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. 2015. 250 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Geoci\u00eancias) &#8211; Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2015. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufsm.br\/handle\/1\/9443\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/repositorio.ufsm.br\/handle\/1\/9443<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Yuhong Tian, C.Y. Jim, Yan Tao, Tao Shi, <\/span><b>Landscape ecological assessment of green space fragmentation in Hong Kong. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Urban Forestry &amp; Urban Greening, v. 10, p.79-86. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ufug.2010.11.002\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ufug.2010.11.002.<\/span><\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 um tema de crescente relev\u00e2ncia nas discuss\u00f5es sobre sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades modernas. Com o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o e a consequente expans\u00e3o das \u00e1reas constru\u00eddas, a presen\u00e7a de \u00e1rvores e \u00e1reas verdes nas zonas urbanas torna-se cada vez mais importante. A arboriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas embeleza os espa\u00e7os p\u00fablicos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7017,"featured_media":5082,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,907,1],"tags":[118,107,79,51,242],"class_list":["post-5079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ccne-ao-alcance-de-todos","category-eventos","category-noticias","tag-ccne","tag-eventos","tag-geografia","tag-geral","tag-ufsm"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5079","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7017"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5079"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5079\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}