{"id":5546,"date":"2024-12-11T08:30:00","date_gmt":"2024-12-11T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=5546"},"modified":"2024-12-10T18:22:30","modified_gmt":"2024-12-10T21:22:30","slug":"desvendando-os-misterios-do-universo-a-pesquisa-em-astrofisica-extragalactica-no-ccne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/2024\/12\/11\/desvendando-os-misterios-do-universo-a-pesquisa-em-astrofisica-extragalactica-no-ccne","title":{"rendered":"Desvendando os mist\u00e9rios do universo: A pesquisa em astrof\u00edsica extragal\u00e1ctica no CCNE"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Imagine-se olhando para o c\u00e9u em uma noite clara, com a vastid\u00e3o do universo se estendendo diante de seus olhos. As estrelas, planetas e gal\u00e1xias est\u00e3o l\u00e1, distantes e silenciosas, mas com hist\u00f3rias e mist\u00e9rios esperando para serem desvendados. Agora, imagine que voc\u00ea tem as ferramentas para explorar essas vastas dist\u00e2ncias, entender como as gal\u00e1xias se formam e evoluem, e at\u00e9 mesmo compreender o papel dos buracos negros no cora\u00e7\u00e3o dessas gal\u00e1xias. Esse \u00e9 o trabalho dos pesquisadores do<\/span><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/grupos\/astrofisica\"><span style=\"font-weight: 400\"> Grupo de Astrof\u00edsica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que, por meio da <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mast\/pt-br\/canais-de-atendimento\/imprensa\/releases\/astronomia-para-visitantes-astrofisica-extragalactica#:~:text=A%20Astrof%C3%ADsica%20Extragal%C3%A1ctica%20%C3%A9%20o,a%20Matem%C3%A1tica%20at%C3%A9%20a%20Antropologia.\"><span style=\"font-weight: 400\">Astrof\u00edsica Extragal\u00e1ctica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, buscam respostas para algumas das quest\u00f5es mais fascinantes do cosmos.<\/span><\/p>\n<p><b>A evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A linha de pesquisa em Astrof\u00edsica Extragal\u00e1ctica do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica (PPGFIS) tem como objetivo compreender como as gal\u00e1xias evoluem ao longo do tempo. As quest\u00f5es centrais dessa \u00e1rea incluem:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Existe uma rela\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o de estrelas nas gal\u00e1xias e o processo de acre\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria pelo buraco negro supermassivo no centro de gal\u00e1xias massivas?&#8221;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;De que forma os ventos e a radia\u00e7\u00e3o gerados pelo disco de acre\u00e7\u00e3o do buraco negro impactam a gal\u00e1xia hospedeira?&#8221;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Como o ambiente em que a gal\u00e1xia se encontra, seja em um aglomerado, grupo ou isolada, influencia a sua evolu\u00e7\u00e3o?&#8221;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas perguntas s\u00e3o fundamentais para entender como as gal\u00e1xias se formam, interagem e evoluem dentro do vasto espa\u00e7o c\u00f3smico.<\/span><\/p>\n<p><b>O estudo das gal\u00e1xias e a estrutura do universo:<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_5547\" aria-describedby=\"caption-attachment-5547\" style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5547\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Foto_1.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5547\" class=\"wp-caption-text\">O Grupo de Astrof\u00edsica da UFSM \u00e9 especializado em astrof\u00edsica extragal\u00e1ctica, focando no estudo da evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias, dos N\u00facleos Ativos de Gal\u00e1xias e dos Aglomerados de Gal\u00e1xias.<br \/>Foto: Rogemar Riffel.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Estudar a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias n\u00e3o \u00e9 apenas importante para compreendermos esses corpos celestes, mas tamb\u00e9m para entender a estrutura do universo como um todo. As gal\u00e1xias s\u00e3o os &#8220;blocos de constru\u00e7\u00e3o&#8221; do cosmos, e a maneira como elas se organizam ajuda a formar a chamada &#8220;teia c\u00f3smica&#8221; \u2013 uma rede de filamentos que conecta as gal\u00e1xias em grande escala.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A observa\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias em diferentes dist\u00e2ncias no espa\u00e7o \u00e9 uma das chaves para entender o passado e o presente do universo. &#8220;Observa\u00e7\u00f5es de gal\u00e1xias em diferentes dist\u00e2ncias s\u00e3o essenciais para entender como elas se formam e evoluem. A observa\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias distantes nos permite ver como elas eram no passado, enquanto as gal\u00e1xias mais pr\u00f3ximas refletem o estado atual do Universo\u201d, relata o professor e um dos coordenadores do grupo, Rogemar Andre Riffel.<\/span><\/p>\n<p><b>O papel dos buracos negros supermassivos:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um dos aspectos mais fascinantes das gal\u00e1xias \u00e9 a presen\u00e7a de buracos negros supermassivos em seus centros. Esses buracos negros, com massas que podem ser bilh\u00f5es de vezes maiores que a do Sol, s\u00e3o respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de &#8220;N\u00facleos Ativos de Gal\u00e1xias&#8221; (AGNs) \u2013 regi\u00f5es extremamente brilhantes que influenciam profundamente a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5548\" aria-describedby=\"caption-attachment-5548\" style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5548\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/Black_hole_-_Messier_87_crop_max_res.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5548\" class=\"wp-caption-text\">A primeira imagem direta de um buraco negro supermassivo, encontrado no n\u00facleo gal\u00e1ctico de Messier 87. Fonte: Event Horizon Telescope (EHT)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o professor, esses n\u00facleos geram radia\u00e7\u00e3o intensa e jatos de part\u00edculas que afetam a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas. O processo de acre\u00e7\u00e3o, em que o buraco negro captura mat\u00e9ria, pode at\u00e9 mesmo expulsar o g\u00e1s da gal\u00e1xia, impedindo a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas. &#8220;Simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas de evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias que n\u00e3o incluem os efeitos dos N\u00facleos Ativos de Gal\u00e1xias n\u00e3o conseguem reproduzir corretamente as massas das gal\u00e1xias observadas. Isso indica que os AGNs desempenham um papel importante na evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Grupo de Astrof\u00edsica do CCNE, al\u00e9m de realizar estudos de grande import\u00e2ncia, tem se destacado nacional e internacionalmente. O grupo participa de projetos renomados, como o <\/span><a href=\"https:\/\/www.sdss.org\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Sloan Digital Sky Survey<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (SDSS) e o <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Observat%C3%B3rio_Vera_C._Rubin\"><span style=\"font-weight: 400\">Large Synoptic Survey Telescope <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">(LSST), al\u00e9m de colabora\u00e7\u00f5es com observat\u00f3rios de grande porte, como o <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Observat%C3%B3rio_Gemini\"><span style=\"font-weight: 400\">Gemini<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e o <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\"><span style=\"font-weight: 400\">Very Large Telescope <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">(VLT), do European Southern Observatory (ESO), e o<\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Telesc%C3%B3pio_Espacial_James_Webb\"><span style=\"font-weight: 400\"> James Webb Space Telescope<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (JWST). Essa parceria com telesc\u00f3pios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o permite ao grupo realizar pesquisas detalhadas sobre gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, contribuindo para publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que ampliam o entendimento sobre a evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica e aumentam a visibilidade da UFSM no cen\u00e1rio global.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar das conquistas, o grupo enfrenta desafios t\u00e9cnicos e financeiros. O acesso a telesc\u00f3pios de grande porte, por exemplo, \u00e9 limitado, uma vez que o Brasil n\u00e3o faz parte de todos os cons\u00f3rcios de observat\u00f3rios astron\u00f4micos. Al\u00e9m disso, o processamento dos dados requer infraestrutura especializada, algo que demanda investimentos constantes. &#8220;Os principais desafios enfrentados pelo grupo referem-se ao acesso a dados e a recursos para a an\u00e1lise desses dados. O acesso aos observat\u00f3rios astron\u00f4micos ocorre por meio de propostas observacionais, mas geralmente as chamadas para propostas s\u00e3o restritas aos pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es que financiam a constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos observat\u00f3rios\u201d, diz o pesquisador.<\/span><\/p>\n<p><b>Populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia: A astronomia ao alcance de todos<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_5549\" aria-describedby=\"caption-attachment-5549\" style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5549\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/foto_grupo-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/foto_grupo-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/foto_grupo-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/369\/2024\/12\/foto_grupo.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5549\" class=\"wp-caption-text\">Legenda: Integrantes do Grupo de Astrof\u00edsica do CCNE, com alguns membros ausentes.\u00a0 Foto: Rogemar Riffel.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O grupo tamb\u00e9m est\u00e1 engajado em atividades de extens\u00e3o para popularizar a ci\u00eancia e a astronomia. Com a coordena\u00e7\u00e3o de projetos que utilizam o observat\u00f3rio astron\u00f4mico no campus da UFSM, o grupo realiza observa\u00e7\u00f5es e palestras para o p\u00fablico em geral, com um foco especial em estudantes da rede b\u00e1sica de ensino. Essas atividades ajudam a despertar o interesse pela astronomia e pela ci\u00eancia em geral, al\u00e9m de estreitar o v\u00ednculo da universidade com a comunidade local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Investir em pesquisa em astrof\u00edsica n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de curiosidade cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m uma aposta no futuro da tecnologia e da inova\u00e7\u00e3o. A astrof\u00edsica, como ci\u00eancia b\u00e1sica, impulsiona avan\u00e7os em \u00e1reas como desenvolvimento de novos materiais, sat\u00e9lites e at\u00e9 mesmo procedimentos m\u00e9dicos. &#8220;Diversas inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas foram geradas a partir da astrof\u00edsica, seja no desenvolvimento de novos sat\u00e9lites ou na constru\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios e instrumentos astron\u00f4micos. Essa \u00e1rea impulsiona a pesquisa de novos materiais e t\u00e9cnicas que acabam se integrando ao nosso cotidiano\u201d, finaliza o professor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa em astrof\u00edsica do CCNE desempenha um papel importante no avan\u00e7o da compreens\u00e3o do universo, al\u00e9m de impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias que t\u00eam um impacto significativo na sociedade. A dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do cosmos e os desafios enfrentados pelos cientistas tornam a astrof\u00edsica uma \u00e1rea essencial para o futuro da ci\u00eancia e da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Texto: Maria Eduarda Silva, acad\u00eamica do curso de Jornalismo da UFSM e bolsista na Subdivis\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o do CCNE.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: Da\u00edse dos Santos Vargas<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400\">, Chefe da Subdivis\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o do CCNE.<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine-se olhando para o c\u00e9u em uma noite clara, com a vastid\u00e3o do universo se estendendo diante de seus olhos. As estrelas, planetas e gal\u00e1xias est\u00e3o l\u00e1, distantes e silenciosas, mas com hist\u00f3rias e mist\u00e9rios esperando para serem desvendados. 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