{"id":689,"date":"2018-10-04T16:28:12","date_gmt":"2018-10-04T19:28:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=689"},"modified":"2018-10-04T16:28:12","modified_gmt":"2018-10-04T19:28:12","slug":"projeto-de-pesquisa-ajuda-a-entender-a-biodiversidade-animal-do-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/2018\/10\/04\/projeto-de-pesquisa-ajuda-a-entender-a-biodiversidade-animal-do-sul-do-brasil","title":{"rendered":"Projeto de pesquisa ajuda a entender a biodiversidade animal do sul do Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_690\" aria-describedby=\"caption-attachment-690\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-690 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-content\/uploads\/sites\/369\/2018\/10\/DSC01874-300x225.jpg\" alt=\"Crust\u00e1ceo egl\u00eddeo em riacho da regi\u00e3o de Santa Maria, RS.\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-690\" class=\"wp-caption-text\">Crust\u00e1ceo egl\u00eddeo em riacho da regi\u00e3o de Santa Maria, RS.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de propor\u00e7\u00f5es muito grandes. Seus 8,5 milh\u00f5es km\u00b2 ocupam quase a metade da Am\u00e9rica do Sul e abarcam v\u00e1rias zonas clim\u00e1ticas, que levam a grandes varia\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e acabam formando os diferentes biomas. J\u00e1 a variedade de biomas reflete a enorme riqueza da flora e da fauna brasileiras: o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> A biodiversidade pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecol\u00f3gicas nas quais elas ocorrem. Ela\u00a0<\/span>pode ser entendida como uma associa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios componentes hier\u00e1rquicos: ecossistema, comunidade, esp\u00e9cies, popula\u00e7\u00f5es e genes em uma \u00e1rea definida.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse sentido, h\u00e1 alguns anos o Grupo de Estudo da Biodiversidade Aqu\u00e1tica (NEBA) da UFSM vem estudando a fauna associada aos rios e riachos do Rio Grande Sul, com o intuito de coletar amostragens em in\u00fameras regi\u00f5es do estado. Estas amostras resultaram em descri\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias esp\u00e9cies novas, principalmente de crust\u00e1ceos. Focado em an\u00e1lises sobre a distribui\u00e7\u00e3o e aspectos evolutivos dessa fauna, esses novos estudos foram reunidos no projeto \u201cMapeando a biodiversidade animal no sul do Brasil\u201d, coordenado pelo professor Sandro Santos do departamento de Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM. Participam ainda do projeto de pesquisa<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> a professora Marlise L. Bartholomei-Santos, a Dra. Bianca L. Zimmermann (ex-p\u00f3s-doc), o Dr. Marcelo M. Dalosto (p\u00f3s-doc), o Dr. Alberto Senra Gon\u00e7alves (ex-doutorando), alunos de doutorado, mestrado e inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Al\u00e9m disso, o grupo de trabalho conta com colaboradores da Argentina, do Chile, do Uruguai e dos Estados Unidos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O principal desafio do grupo \u00e9 investigar os componentes hist\u00f3ricos respons\u00e1veis pela distribui\u00e7\u00e3o espacial das linhagens de crust\u00e1ceos egl\u00eddeos no Rio Grande do Sul e na Am\u00e9rica do Sul e entender como os principais grupos se diversificaram, dando origem \u00e0s diferentes esp\u00e9cies, nos rios e riachos sul-americanos. Atrav\u00e9s dos estudos ecol\u00f3gicos e comportamentais do projeto, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m entender como as diferentes esp\u00e9cies se relacionam no ambiente aqu\u00e1tico onde vivem e avaliar o grau de amea\u00e7a \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_693\" aria-describedby=\"caption-attachment-693\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-693\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccne\/wp-content\/uploads\/sites\/369\/2018\/10\/A-longirostri-267x300.jpg\" alt=\"(Foto Aegla longirostri: esp\u00e9cie estuda pelo grupo de pesquisa)\" width=\"267\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-693\" class=\"wp-caption-text\">Foto Aegla longirostri: esp\u00e9cie estuda pelo grupo de pesquisa<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com diversas publica\u00e7\u00f5es de artigos nacionais e internacionais e participa\u00e7\u00f5es em eventos e oficinas sobre a tem\u00e1tica, o projeto j\u00e1 foi premiado no \u201c10th Symposium on Cladocera\u201d em Lednice, Czech Republic, na categoria \u201cBest student &#8211; poster\u201d e no \u201cTCS in graduate Awards for 2016\u201d, promovido pela The Crustacean Society. Para o coordenador, a maior conquista do projeto \u00e9 poder revelar a biodiversidade do sul do Brasil, al\u00e9m de contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios jovens ao n\u00edvel de doutorado, mestrado e de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. At\u00e9 o momento, resulta do projeto a indica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas priorit\u00e1rias, no Rio Grande do Sul, para a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas, a descri\u00e7\u00e3o de 14 novas esp\u00e9cies de crust\u00e1ceos e cerca de 20 novas esp\u00e9cies que ainda aguardam para serem descritas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para o futuro, o coordenador espera ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade no Sul do Brasil, descrevendo novas esp\u00e9cies e avaliando seus status de conserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o adotadas estrat\u00e9gias para divulgar e tornar p\u00fablico os resultados do projeto, levando os conhecimentos acerca da biodiversidade para o p\u00fablico n\u00e3o acad\u00eamico. Conhecer a biodiversidade \u00e9 o primeiro passo para a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e de suas esp\u00e9cies e na natureza a vida se sustenta por meio de uma rede de intera\u00e7\u00f5es entre as diversas esp\u00e9cies. Retirar um dos componentes dessa rede pode comprometer todo o equil\u00edbrio de um ecossistema. As \u00e1guas continentais, representadas principalmente pelos lagos, rios e riachos representam os ambientes mais amea\u00e7ados do planeta, apesar de seu incalcul\u00e1vel valor biol\u00f3gico. Conservar as esp\u00e9cies do ecossistema aqu\u00e1tico continental \u00e9 preservar o pr\u00f3prio ambiente, sem o qual o ser humano n\u00e3o vive.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Texto por: Lucas Zimmermann, acad\u00eamico de Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e bolsista do N\u00facleo de Divulga\u00e7\u00e3o Institucional do CCNE<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Edi\u00e7\u00e3o: Wellington Gon\u00e7alves, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do N\u00facleo de Divulga\u00e7\u00e3o Institucional do CCNE<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de propor\u00e7\u00f5es muito grandes. Seus 8,5 milh\u00f5es km\u00b2 ocupam quase a metade da Am\u00e9rica do Sul e abarcam v\u00e1rias zonas clim\u00e1ticas, que levam a grandes varia\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e acabam formando os diferentes biomas. 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