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Dia de campo permite troca de conhecimento entre UFSM e produtores

Na manhã dessa terça-feira (23), aconteceu o 10º Dia de Campo “Utilização intensiva e sustentável de áreas de várzea”, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Arroz e Uso Alternativo de Várzea (Gpai), vinculado ao Centro de Ciências Rurais (CCR), que recebeu cerca de 350 pessoas na área didático-experimental de várzea do Departamento de Fitotecnia da UFSM.

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O evento foi organizado em quatro estações, duas sobre soja e outras duas sobre arroz. “Esses são os principais cultivos de grãos que nós temos na metade sul do Rio Grande. A gente está tentando entender como funciona o arroz, a soja, de modo que a gente tenha uma utilização mais intensiva dessas áreas e também mais sustentável ao longo do tempo”, destaca o professor Enio Marchesan, organizador do dia de campo.

Na primeira estação, os engenheiros agrônomos Marcos Fritsch e Guilherme Cassol falaram sobre o tema “Soja em várzea: sistemas de implantação, plantas de cobertura e irrigação”. Na segunda, Enio Marchesan e o produtor rural Fabio Pozzer trataram sobre “Manejo pós-colheita de áreas em uso contínuo de arroz”.

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Já na terceira estação, os também engenheiros agrônomos André Ulguim e Maurício de Oliveira falaram sobre “Manejo de plantas daninhas resistentes e de herbicidas em arroz Clearfield”. Na estação quatro, algumas empresas que foram convidadas a participar explanaram sobre cultivares de soja em várzea.

Ademais, o engenheiro agrônomo José Mário Tagliapietra trouxe relatos pessoais sobre o manejo de áreas com o vírus do enrolamento, que causa redução do crescimento ou mesmo morte da planta.

Segundo Enio, a iniciativa é inovadora, porque o vírus vem ocorrendo na região. “Aproveitamos o evento para conversar sobre isso, identificar o problema e tentar aproveitar esse momento para que os produtores se preparem para a próxima safra de uma forma menos arriscada”, destaca.

O evento teve como objetivo também transferir para a sociedade o que está sendo realizado em termos de pesquisa na UFSM. “Ao mesmo tempo, e tão importante quanto, é a oportunidade de a gente trocar informação com produtores e técnicos para que tragam as suas experiências, as suas vivências”, relata Enio.

Por uma agricultura mais sustentável

As várias propostas apresentadas aos participantes visam à prática de uma agricultura que seja mais sustentável para o produtor, para o ambiente e também para o consumidor. “Nós queremos que, nesse dia de campo, os produtores possam identificar as diferentes coisas vistas e discutidas e, dessa forma, vão para suas propriedades e se proponham a usar de um canto de suas propriedades para inovar”, ressalta Enio.

A ideia é utilizar um pedaço de terra para cultivar de uma maneira diferente. “Se der errado, não tem problema. Mas, se der certo, é uma ótima experiência para por em prática no resto das lavouras em próximas safras”, diz.

Para Valdir Negrini, produtor de arroz em Arroio Grande, o aprendizado na lavoura é algo comum, mas “esse tipo de evento é bom para se aprender alguma coisa nova”.

Os mais de dez hectares de terra da área didático-experimental são de extrema importância para o ensino. Nessa área, trabalham sob orientação de Enio pós-graduandos que fazem ensaios em partes específicas que servirão para suas pesquisas.

Além disso, os acadêmicos se utilizam da área, como diz Rafael Milanesi, “porque nela é possível ver na prática o que se aprende em sala de aula”.

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Reitor destacou importância do evento

O evento teve início às 9h da manhã e contou com a presença do reitor, Paulo Afonso Burmann, que, em sua fala, destacou a importância do evento para a Universidade, já que permite a troca de conhecimentos da UFSM com a comunidade.

“A UFSM precisa desse tipo de troca e por isso é importante o incentivo a esses eventos, porque são eles que dão sentido ao trabalho que é desenvolvido aqui dentro”, reiterou.

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Ao fim das apresentações nas quatro estações, foi servido aos mais de 350 participantes um carreteiro, que precisou de 60 quilos de carne e a metade disso em arroz para ser feito. Além do tempero a gosto, também se fizeram necessários oito quilos e meio de cebola, doze de tomate, um quilo de pimentão e 2,5 quilos de bacon.

O dia de campo acontece na UFSM a cada dois anos. Para a realização da 10ª edição, cerca de 25 pessoas trabalharam na organização, que começou há aproximadamente um mês.

Assista ao vídeo de cobertura do evento produzido pela TV Campus clicando aqui.

 

Texto e fotos: Germano Molardi, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Notícia publicada pela oordenadoria de Comunicação Socila da UFSM