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				<title>Sistema silvipastoril auxilia pastagens e animais neste período de estiagem</title>
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				<pubDate>Mon, 13 Feb 2023 14:53:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
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		<category><![CDATA[estiagem]]></category>
		<category><![CDATA[sistema silvipastoril]]></category>

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						<description><![CDATA[“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo, se referindo à utilização do sistema silvipastoril, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele tem duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto [&hellip;]]]></description>
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<p>“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo, se referindo à utilização do sistema silvipastoril, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele tem duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento.</p>
<p>Já a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciretã, destaca que nas duas áreas que têm com este sistema, totalizando cinco hectares, buscou a recuperação do solo e sombra para os animais. “Nós presenciamos nestes dias muito quentes os animais na sombra e isto é uma proteção. E no inverno também, as acácias protegem o gado dos ventos frios e da geada”, declara. Além dos animais, o pasto também fica protegido tanto do sol quanto da geada, afirma. Sandra optou pelo plantio da acácia negra, porque auxilia no aumento da matéria orgânica do solo e tem crescimento rápido.</p>[caption id="attachment_7329" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-7329" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/02/pastoril-300x169.jpeg" alt="" width="300" height="169" /> <span style="color: #808080">Propriedade em Tupanciretã desenvolve sistema silvipastoril há 23 anos com o uso da acácia negra - Foto: Fernando Dias/Seapi</span>[/caption]<p>O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feijó, implantou o sistema silvipastoril há dois anos em uma área de sete hectares. “Esse sistema eu acredito que não tenha mais volta com esta integração, porque o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benefícios pra ele”, afirma. A ideia do produtor é ampliar em mais um hectare com plantio de eucaliptos.</p>
<p>“É uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo o bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores”, diz o Engenheiro Florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comitê Gestor Estadual do <a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/plano-abc" target="_blank" rel="noopener">Plano ABC+ </a>da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O plano tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.</p>
<p>A coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), juntamente com a Emater e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve visitando, no final de janeiro, produtores de três municípios da região central do estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo da visita foi avaliar e discutir com os produtores rurais o desempenho deste sistema neste período de seca.</p>[caption id="attachment_7330" align="alignleft" width="300"]<img class="size-medium wp-image-7330" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/02/pastoril2-300x169.jpeg" alt="" width="300" height="169" /> <span style="color: #808080">Pastagens crescem, mesmo durante a estiagem, em função do sistema silvipastoril desenvolvido em propriedade de Barra do Ribeiro - Foto: Fernando Dias/Seapi</span>[/caption]<p>O Professor do Curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Crescimento muito acima da média das árvores, crescimento de qualidade da pastagem e agora neste ano em que estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, o produtor tem relatado que onde o pasto está menos degradado, menos sofrido, é no sistema silvipastoril”.</p>
<p>Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção deste sistema. “O que nós estamos vendo, na prática, é que a floresta não prejudica a pastagem, que a floresta maximiza o uso do solo sem prejuízo da pastagem, que o sistema garante um melhor fluxo de renda, que é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem e que as florestas representam carbono”. O trabalho é desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater.</p>
<p>A regional de Santa Maria da Emater atende hoje 40 propriedades com este sistema silvipastoril. O primeiro município a implantar este sistema foi Nova Esperança, em 2005. “Produtores rurais, técnicos e pesquisadores vêm observando a persistência da pastagem verde e crescendo, mesmo com muitos dias de falta de chuvas, resultando reserva de forragem em pé para os animais se alimentarem satisfatoriamente e persistirem na produção de leite e engorda, mesmo em momentos de crise como a que vivemos desde novembro de 2022”, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Além da Emater Santa Maria, outras 12 regionais vêm desenvolvendo trabalhos de incentivo à implantação do sistema silvipastoril.</p>
<p>“Os produtores que visitamos estão muito satisfeitos, pois o sistema além de minimizar os impactos da estiagem na produção de leite e de carne, também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário gaúcho”, destaca Jackson. Segundo ele, o estado deve incentivar a adoção desse sistema de produção como uma estratégia de médio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produção pecuária gaúcha.</p>
<p><a href="https://www.agricultura.rs.gov.br/sistema-silvipastoril-auxilia-pastagens-e-animais-neste-periodo-de-estiagem"><span style="color: #808080"><em>Notícia elaborada pela jornalista MARIA ALICE LUSSANI.</em></span></a></p>
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				<title>Mais da metade dos municípios do RS decretam situação de emergência devido à estiagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/02/08/mais-da-metade-dos-municipios-do-rs-decretam-situacao-de-emergencia-devido-a-estiagem</link>
				<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 12:46:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[estiagem]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária]]></category>

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						<description><![CDATA[A estiagem em 39 municípios da região central resulta em decretos de situação de emergência. Mais da metade dos municípios do RS já publicaram seus decretos, e muitos também estão levando água potável para famílias da zona rural.  Os prejuízos na agricultura e na pecuária do RS já ultrapassam 3 bilhões de Reais, principalmente na [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="size-medium wp-image-7315 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/02/seca-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" />A estiagem em 39 municípios da região central resulta em decretos de situação de emergência. Mais da metade dos municípios do RS já publicaram seus decretos, e muitos também estão levando água potável para famílias da zona rural.  Os prejuízos na agricultura e na pecuária do RS já ultrapassam 3 bilhões de Reais, principalmente na produção de soja e na criação de animais para corte.</p>
<p>Com o reconhecimento da situação de emergência, os municípios passam a receber recursos estaduais e uma verba federal para o combate à seca e no auxílio às famílias atingidas pela estiagem. "É uma das maiores estiagem dos últimos 15, 20 anos", afirma o secretário da Agricultura, Valmir Miliorança.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-7316 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/02/Animais-passam-fome-e-sede-e-o-cenario-e-cada-vez-mais-preocupante-Divulgacao-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /></p>
<p>Outra consequência da estiagem são as queimadas. O aumento exponencial ocorre normalmente no período de verão, mas é bem maior com a seca. Ocorrendo a estiagem, a vegetação fica seca e se torna um combustível mais fácil para a deflagração do fogo, as causas são desde a ação humana, com o descarte irregular de lixo, de garrafas de vidro e bitucas de cigarro, até efeitos da natureza, como ocorreu na Reserva Ecológica do Taim, em dezembro, onde um raio atingiu uma vegetação seca e causou um incêndio de grandes proporções, que levou vários dias para ser controlado. Quando a vegetação está úmida é menor a possibilidade. </p>
<p>Os modelos meteorológicos mostram que as temperaturas máximas podem ficam próximas dos 40ºC no Rio Grande do Sul nos próximos dias. Segundo informações da MetSul, a baixa umidade relativa do ar também vai contribuir para o aquecimento no estado. </p>
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