{"id":10268,"date":"2024-07-29T10:46:51","date_gmt":"2024-07-29T13:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccr\/?p=10268"},"modified":"2024-07-29T10:46:51","modified_gmt":"2024-07-29T13:46:51","slug":"projeto-da-ufsm-foca-na-engenharia-natural-para-recuperar-areas-degradadas-pelas-chuvas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccr\/2024\/07\/29\/projeto-da-ufsm-foca-na-engenharia-natural-para-recuperar-areas-degradadas-pelas-chuvas","title":{"rendered":"Projeto da UFSM foca na engenharia natural para recuperar \u00e1reas degradadas pelas chuvas"},"content":{"rendered":"\n<figure id=\"attachment_10269\" aria-describedby=\"caption-attachment-10269\" style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10269\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24-300x210.jpeg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24-300x210.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24-1024x717.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24-768x538.jpeg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24-1536x1075.jpeg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/370\/2024\/07\/29-07-24.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10269\" class=\"wp-caption-text\"><em>Amostra de interven\u00e7\u00e3o realizada pela equipe da UFSM no Rio Pardinho, em Santa Cruz do Sul, em parceria com a Corsan<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os eventos clim\u00e1ticos extremos deste ano causaram danos significativos nas \u00e1reas ribeirinhas de rios e c\u00f3rregos na regi\u00e3o e em outras \u00e1reas do Rio Grande do Sul, sendo necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es para mitigar os impactos ambientais e preparar a vegeta\u00e7\u00e3o ciliar para eventos futuros. Alinhado \u00e0 proposta da UFSM de desenvolver projetos relacionados ao enfrentamento da crise clim\u00e1tica, por meio do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/reitoria\/gabinete-do-reitor\/care\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea de Apoio para Eventos Extremos e Emerg\u00eancias (CARE)<\/a>, surge o projeto \u201cEngenharia natural: recomposi\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o ciliar, otimiza\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica e controle de eros\u00e3o nas \u00e1reas afetadas pelos eventos meteorol\u00f3gicos extremos no Rio Grande do Sul\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do projeto, Fabricio Sutili, professor do Departamento de Ci\u00eancias Florestais, explica que a ideia surgiu ap\u00f3s as enchentes de abril e maio. A partir de\u00a0experi\u00eancias anteriores da UFSM, ele afirma que \u00e9 poss\u00edvel desenvolver projetos de engenharia natural espec\u00edficos para revegetar e estabilizar \u00e1reas afetadas pelas enchentes.<\/p>\n<p>A engenharia natural utiliza t\u00e9cnicas vegetativas, tamb\u00e9m chamadas de biot\u00e9cnicas, para controle da eros\u00e3o do solo, estabiliza\u00e7\u00e3o de margens fluviais e, at\u00e9 certo ponto, a estabiliza\u00e7\u00e3o de encostas e taludes. Integrando ecologia, biologia e engenharia, a engenharia natural emprega plantas, solo e materiais inertes para criar estruturas sustent\u00e1veis e resilientes. Estas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas eficazes e proporcionam um m\u00e9todo natural e duradouro para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<h3>A\u00e7\u00f5es ser\u00e3o realizadas durante dois anos<\/h3>\n<p>Diversas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o previstas para serem desenvolvidas at\u00e9 setembro de 2026. A come\u00e7ar pela elabora\u00e7\u00e3o de projetos para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas afetadas, por meio de levantamentos de dados e topografia, e posterior sele\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas adequadas para cada situa\u00e7\u00e3o, resultando na elabora\u00e7\u00e3o de projetos. Inicialmente, dever\u00e3o ser contempladas \u00e1reas afetadas no Campus Sede da UFSM e na regi\u00e3o de abrang\u00eancia do Cons\u00f3rcio de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Condesus) da Quarta Col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Outro objetivo \u00e9 o treinamento de pessoal para a produ\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies nativas rip\u00e1rias n\u00e3o comuns em viveiros comerciais. Esp\u00e9cies nativas rip\u00e1rias s\u00e3o plantas que crescem naturalmente nas margens dos rios e c\u00f3rregos. Elas estabilizam o solo, reduzem a eros\u00e3o, protegem as \u00e1reas agr\u00edcolas adjacentes, melhoram a qualidade da \u00e1gua e fornecem habitats para a fauna local. \u201cNeste projeto, damos aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s plantas re\u00f3filas, um subgrupo de rip\u00e1rias que s\u00e3o as mais eficazes na estabiliza\u00e7\u00e3o fluvial e oferecem os melhores resultados hidr\u00e1ulicos durante eventos clim\u00e1ticos extremos\u201d, explica Sutili, ressaltando que ser\u00e3o utilizadas exclusivamente esp\u00e9cies nativas.\u00a0Um outro projeto, focado na produ\u00e7\u00e3o destas mudas na UFSM e complementar a esta iniciativa, tamb\u00e9m dever\u00e1 ser executado por meio do CARE.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o oferecidos dois tipos de cursos: capacita\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o, acompanhamento e implanta\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia natural e cursos sobre a produ\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies re\u00f3filas nativas, um conhecimento ainda pouco difundido entre viveiristas e profissionais da \u00e1rea. As capacita\u00e7\u00f5es come\u00e7ar\u00e3o no segundo semestre deste ano, com datas espec\u00edficas a serem divulgadas em breve.<\/p>\n<p>O projeto conta atualmente com a parceria de prefeituras do Condesus Quarta Col\u00f4nia e da Emater. \u201cTemos a inten\u00e7\u00e3o de ampliar essa colabora\u00e7\u00e3o durante a fase de treinamentos para incluir outros \u00f3rg\u00e3os governamentais, entidades de classe e empresas de engenharia e consultoria ambiental\u201d, afirma Sutili.<\/p>\n<h3>Equipe com experi\u00eancia<\/h3>\n<p>Al\u00e9m do professor Sutili, respons\u00e1vel pelo planejamento estrat\u00e9gico e supervis\u00e3o t\u00e9cnica, a equipe t\u00e9cnica do projeto \u00e9 composta por Rita S. Souza, especialista em t\u00e9cnicas de engenharia natural, respons\u00e1vel pela sele\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies vegetais e t\u00e9cnicas de plantio, elabora\u00e7\u00e3o dos projetos e treinamentos t\u00e9cnicos, e Junior Dewes, coordenador de campo, respons\u00e1vel pela implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e coletas de informa\u00e7\u00f5es, elabora\u00e7\u00e3o dos projetos e treinamentos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-22-at-11.20.45.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-66361 alignleft\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-22-at-11.20.45.jpeg\" alt=\"\" width=\"466\" height=\"324\" \/><\/a>A equipe tem experi\u00eancia em projetos de engenharia natural, com capacidade t\u00e9cnica em restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e controle de eros\u00e3o em ambientes fluviais, por meio de projetos j\u00e1 implementados no estado e em outras regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cA UFSM \u00e9 pioneira e refer\u00eancia nacional nessa \u00e1rea\u201d, afirma Sutili. Alguns dos projetos j\u00e1 executados foram em parceria com empresas como Petrobras, Transpetro e Corsan.<\/p>\n<h3>Iniciativa multidisciplinar<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de professores e acad\u00eamicos da Engenharia Florestal, o projeto tem potencial para incluir outros cursos no futuro. Inclusive h\u00e1 a inten\u00e7\u00e3o de incluir temas ligados \u00e0 engenharia natural nos curr\u00edculos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFSM, capacitando os futuros profissionais e pesquisadores. \u201cA combina\u00e7\u00e3o de conhecimentos em ecologia, engenharia e gest\u00e3o ambiental torna o projeto atrativo para profissionais com diferentes forma\u00e7\u00f5es\u201d, observa o coordenador.<\/p>\n<p>Sutili destaca a urg\u00eancia na recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e sustent\u00e1vel dos ecossistemas afetados, e acredita que a iniciativa ser\u00e1 fundamental para isso, aumentando a resili\u00eancia tanto ecol\u00f3gica como hidr\u00e1ulica das margens, reduzindo, com isso, a vulnerabilidade das \u00e1reas a eventuais futuros eventos clim\u00e1ticos extremos.\u00a0<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia do v\u00ednculo com o CARE\/UFSM, que proporciona uma estrutura de apoio e colabora\u00e7\u00e3o. \u201cO CARE facilita o di\u00e1logo entre os professores e diversas fontes de financiamento. Al\u00e9m disso, serve como um aval oficial da Reitoria, o que confere credibilidade e seguran\u00e7a \u00e0s iniciativas, potencializando o sucesso e a obten\u00e7\u00e3o de recursos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) e o Cons\u00f3rcio de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Condesus) da Quarta Col\u00f4nia s\u00e3o algumas das entidades que est\u00e3o articulando em busca de financiamento para os projetos do CARE\/UFSM.<\/p>\n<p><em>Artes gr\u00e1ficas: Daniel Michelon De Carli\/Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os eventos clim\u00e1ticos extremos deste ano causaram danos significativos nas \u00e1reas ribeirinhas de rios e c\u00f3rregos na regi\u00e3o e em outras \u00e1reas do Rio Grande do Sul, sendo necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es para mitigar os impactos ambientais e preparar a vegeta\u00e7\u00e3o ciliar para eventos futuros. 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