{"id":9560,"date":"2024-03-06T10:15:08","date_gmt":"2024-03-06T13:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccr\/?p=9560"},"modified":"2024-03-06T10:15:10","modified_gmt":"2024-03-06T13:15:10","slug":"com-tecnica-pioneira-ufsm-inova-na-pesquisa-de-clones-de-erva-mate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccr\/2024\/03\/06\/com-tecnica-pioneira-ufsm-inova-na-pesquisa-de-clones-de-erva-mate","title":{"rendered":"Com t\u00e9cnica pioneira, UFSM inova na pesquisa de clones de erva-mate"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A UFSM e o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate) firmaram parceria que tem como foco a pesquisa com clones de erva-mate. Com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma t\u00e9cnica na qual a Universidade \u00e9 pioneira, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 atingir um novo patamar no que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o destes clones, beneficiando, por meio de tecnologias de clonagem, toda a cadeia produtiva. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ci\u00eancias Rurais (CCR) Dilson Ant\u00f4nio Bisognin, coordenador do projeto e l\u00edder do Grupo de Pesquisa em Melhoramento e Propaga\u00e7\u00e3o Vegetativa de Plantas, explica que o principal objetivo \u00e9 estabelecer clones da cultura utilizando a t\u00e9cnica de miniestaquia e disponibiliz\u00e1-los para os produtores, em parceria com o Ibramate e empresas ervateiras do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a UFSM j\u00e1 tenha diversos trabalhos desenvolvidos com ind\u00fastrias do setor, a parceria com o Ibramate \u00e9 mais recente: este \u00e9 o segundo projeto em conjunto, com aporte de R$ 60 mil provenientes do Fundomate e prazo de dura\u00e7\u00e3o de 24 meses. Mas o professor explica que, considerando o tempo necess\u00e1rio para o desenvolvimento das plantas, os resultados desses materiais poder\u00e3o ser consolidados no prazo de oito a dez anos. Portanto, trata-se de um estudo de m\u00e9dio a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico consolidado<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A UFSM j\u00e1 tem um hist\u00f3rico consolidado neste ramo. De acordo com Bisognin, os estudos com erva-mate no Campus Sede remontam ao in\u00edcio dos anos 2000, inicialmente com orienta\u00e7\u00e3o de alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Atualmente, no jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia, j\u00e1 s\u00e3o produzidas mudas. Recentemente foi conclu\u00eddo outro projeto, tamb\u00e9m em parceria com o Ibramate, voltado ao estudo da concentra\u00e7\u00e3o de fitoqu\u00edmicos no produto e de como isso varia nos diferentes polos ervateiros. \u201cAqui no Campus Sede, a erva-mate \u00e9 tratada em diversos aspectos dentro da cadeia produtiva, vinculado a produtores e \u00e0 ind\u00fastria. Estamos buscando as principais demandas da cadeia e tentando resolv\u00ea-las\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Centralizadas no Departamento de Fitotecnia do CCR, especialmente no&nbsp;Laborat\u00f3rio de Melhoramento e Propaga\u00e7\u00e3o Vegetativa de Plantas (MPVP),&nbsp;as pesquisas relacionadas \u00e0 erva-mate s\u00e3o interdisciplinares. O Departamento de Qu\u00edmica, por exemplo, \u00e9 parceiro para a an\u00e1lise de fitoqu\u00edmicos e outros compostos existentes no produto, enquanto no Departamento de Solos tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas an\u00e1lises. J\u00e1 com o Setor de Paisagismo, a parceria \u00e9 para a utiliza\u00e7\u00e3o da erva-mate na recomposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com plantas nativas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_65259\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7894-1.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7894-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65259\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho \u00e9 realizado principalmente por alunos de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Florestal da UFSM. Alguns conduzem seus projetos de disserta\u00e7\u00e3o e tese apoiando estes conv\u00eanios firmados. Parte do projeto de mestrado da aluna Denize Gazzana, por exemplo, foi fundamental tanto para o desenvolvimento de novos clones quando para o aprimoramento da t\u00e9cnica de miniestaquia para a produ\u00e7\u00e3o de mudas de erva-mate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos gen\u00e9ticos e a quantifica\u00e7\u00e3o de fitoqu\u00edmicos e pigmentos em folhas de plantas em produ\u00e7\u00e3o em polos ervateiros s\u00e3o partes dos projetos de mestrado da Chakira Londero e de doutorado de Larissa Bitencourt junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 gratificante entender como uma esp\u00e9cie que est\u00e1 presente em nossa vida desde a inf\u00e2ncia pode nos trazer diversos benef\u00edcios, e compreender os processos pelos quais isso ocorre\u201d, afirma Chakira, que \u00e9 formada em Engenheira Florestal pela UFSM Campus Frederico Westphalen e h\u00e1 poucos dias defendeu a disserta\u00e7\u00e3o intitulada \u201cComposi\u00e7\u00e3o de fitoqu\u00edmicos e pigmentos em plantas de erva-mate cultivadas no RS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Larissa estuda a variabilidade e estrutura gen\u00e9tica da erva-mate em produ\u00e7\u00e3o comercial no Rio Grande do Sul. \u201cConhecer a variabilidade gen\u00e9tica e como se d\u00e1 a sua distribui\u00e7\u00e3o nas popula\u00e7\u00f5es \u00e9 importante para definirmos estrat\u00e9gias de melhoramento para o desenvolvimento de novas cultivares, principalmente clonais, o que \u00e9 inovador para a cadeia produtiva da erva-mate\u201d, afirma a doutoranda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_65260\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7953.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7953.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65260\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Muda de erva-mate pronta para ser plantada a campo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_65261\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7936.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7936.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65261\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mudas transplantadas em fase de estabelecimento, ap\u00f3s o enraizamento da miniestaca<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_65263\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7922.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7922.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65263\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Miniestaca j\u00e1 enraizada, em fase de estabelecimento, com brota\u00e7\u00f5es novas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inova\u00e7\u00e3o da UFSM<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cria\u00e7\u00e3o de clones de erva-mate por miniestaquia utilizando sistema fechado de cultivo sem solo, desenvolvido pelo coordenador do projeto, \u00e9 uma inova\u00e7\u00e3o significativa. De acordo com ele, a miniestaquia \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica da estaquia, um m\u00e9todo de propaga\u00e7\u00e3o vegetativa de plantas que consiste no plantio de pequenas prop\u00e1gulos oriundos de caule, ra\u00edzes ou folhas que, em condi\u00e7\u00f5es adequadas, desenvolvem-se em novas plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a \u00e9 que a miniestaquia usa, primeiramente, peda\u00e7os de plantas menores, oriundos de plantas que j\u00e1 foram propagadas por alguma t\u00e9cnica, como a estaquia. \u201cA miniestaquia a partir de plantas conduzidas em minijardim clonal no sistema fechado de cultivo, com areia como substrato, \u00e9 uma tecnologia \u00fanica da UFSM. Realizamos muitos estudos para, por exemplo, definir quando coletar essas brota\u00e7\u00f5es, qual \u00e9 o tamanho das miniestacas, qual \u00e9 o substrato que vamos utilizar para o enraizamento, quais as condi\u00e7\u00f5es de enraizamento etc.\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, passa-se para a etapa do clone, que \u00e9 a propaga\u00e7\u00e3o vegetativa de uma planta idealmente selecionada para as suas caracter\u00edsticas. A vantagem do clone \u00e9 que se trata de uma c\u00f3pia gen\u00e9tica id\u00eantica da planta de onde foi retirada a miniestaca. \u201cA partir do momento que identificamos uma planta que \u00e9 boa para ser produzida comercialmente, n\u00f3s vamos multiplic\u00e1-la e podemos produzir grandes \u00e1reas somente com aquela gen\u00e9tica, com plantas mais produtivas, que resultem em um produto comercial de melhor qualidade\u201d, afirma Bisognin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00fade de quem n\u00e3o dispensa um chimarr\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o. O professor exemplifica que, se o produto precisar de maiores teores de fitoqu\u00edmicos, que s\u00e3o metab\u00f3litos secund\u00e1rios produzidos pelas plantas de erva-mate, como antioxidantes, as plantas ser\u00e3o trabalhadas com este direcionamento, pelos efeitos ben\u00e9ficos para a sa\u00fade dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Clones para todo o RS<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a produ\u00e7\u00e3o de mudas na UFSM, dever\u00e3o ser estabelecidos povoamentos clonais em v\u00e1rias regi\u00f5es do estado. Segundo Bisognin, h\u00e1 cinco polos ervateiros ga\u00fachos, e a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 levar os clones a cada um deles, considerando as especificidades de cada ambiente, como tipo de solo, relevo, fertilidade e disponibilidade h\u00eddrica. Na regi\u00e3o de Ven\u00e2ncio Aires, por exemplo, os produtores utilizam cultivos anuais nas entrelinhas da erva-mate, o que pode afetar a produtividade e a qualidade do produto. \u201cTemos manejos diferentes, condi\u00e7\u00f5es diferentes, e dever\u00e1 haver uma intera\u00e7\u00e3o entre os clones que estamos produzindo e as pr\u00e1ticas de manejo que mais se adaptam\u201d, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cVamos melhorar a produtividade e a qualidade da produ\u00e7\u00e3o de erva-mate no Rio Grande do Sul, impactando diretamente a ind\u00fastria e o produtor\u201d, afirma o professor, lembrando que o trabalho est\u00e1 conectado a demandas da cadeia produtiva. O financiamento via Fundomate atesta a relev\u00e2ncia do estudo. \u201cEssa forte conex\u00e3o com o setor produtivo nos fortalece como Institui\u00e7\u00e3o junto aos produtores e \u00e0 ind\u00fastria ervateira\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_65262\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7976.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2024\/02\/IMG_7976.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65262\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00f3s-graduandos do MPVP: Chakira Londero, Larissa Bittencourt e o mestrando Ant\u00f4nio Lunkes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia para acad\u00eamicos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de representar uma forte conex\u00e3o da Universidade com o setor produtivo, o projeto tamb\u00e9m ir\u00e1 proporcionar ainda mais o treinamento de recursos humanos por meio da pesquisa e de trabalhos a campo. \u201cIsso permite que os alunos viagem, executem atividades a campo, enxerguem as dificuldades e os problemas e participem do processo de resolu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chakira relata que o trabalho desenvolvido com a erva-mate durante o mestrado foi de grande import\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 para compreender melhor a cadeia produtiva e avaliar trabalhos a campo, mas tamb\u00e9m para seu desenvolvimento acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, Larissa destaca a relev\u00e2ncia do projeto. \u201cTer a possibilidade de trazer informa\u00e7\u00f5es pertinentes, que auxiliem na melhoria do setor produtivo da erva-mate do Rio Grande do Sul, \u00e9 muito gratificante, e trabalhando com uma \u00f3tima equipe, com total apoio do professor e da Universidade, \u00e9 mais importante ainda para meu crescimento e aprendizagem, n\u00e3o s\u00f3 acad\u00eamica, mas pessoal tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto: Ricardo Bonfanti<\/em><br><em>Arte: Daniel Michelon De Carli<\/em><br><em>Fotos: Ana Alicia Flores, acad\u00eamica de Desenho Industrial, bolsista da Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/em><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A UFSM e o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate) firmaram parceria que tem como foco a pesquisa com clones de erva-mate. 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