{"id":3168,"date":"2022-02-21T08:53:31","date_gmt":"2022-02-21T11:53:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccsh\/?p=3168"},"modified":"2022-02-21T08:53:32","modified_gmt":"2022-02-21T11:53:32","slug":"professora-de-historia-da-ufsm-concorre-ao-premio-acorianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccsh\/2022\/02\/21\/professora-de-historia-da-ufsm-concorre-ao-premio-acorianos","title":{"rendered":"Professora de Hist\u00f3ria da UFSM concorre ao Pr\u00eamio A\u00e7orianos"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"text-start text-muted text-break h4 mb-0\">Arco Entrevista Nikelen Witter, indicada ao Pr\u00eamio A\u00e7orianos na categoria \u2018Conto\u2019<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Criado em 1977 pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o A\u00e7orianos \u00e9 uma das mais importantes premia\u00e7\u00f5es culturais do Rio Grande do Sul e que, al\u00e9m da literatura, tamb\u00e9m reconhece os trabalhos de destaques nas \u00e1reas de m\u00fasica, teatro, dan\u00e7a e artes pl\u00e1sticas. O pr\u00eamio A\u00e7orianos de Literatura contempla obras de dez categorias: Conto, Cr\u00f4nica, Ensaio de Literatura e Humanidades, Especial, Infantil, Infanto-Juvenil, Narrativa Longa e Poesia. O vencedor de cada categoria concorre ao Livro do Ano.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">A premia\u00e7\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o, que ocorre em 17 de fevereiro de 2022, tem na lista de indicados dois docentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): Nikelen Witter e Andre Zanki Cordenonsi. Na reportagem de hoje, a Revista Arco\u00a0 entrevista a escritora e professora Nikelen Witter.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3169 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/372\/2022\/02\/capa-nikelen-1024x668-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/372\/2022\/02\/capa-nikelen-1024x668-1.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/372\/2022\/02\/capa-nikelen-1024x668-1-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/372\/2022\/02\/capa-nikelen-1024x668-1-768x501.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nikelen \u00e9 graduada em Hist\u00f3ria pela UFSM, tem mestrado em Hist\u00f3ria do Brasil pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e \u00e9 doutora em Hist\u00f3ria Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). \u00c9 autora do livro \u2018Dizem que foi Feiti\u00e7o: as pr\u00e1ticas de cura no sul do Brasil (1845-1890)\u2019. Atualmente, \u00e9 professora do Departamento de Hist\u00f3ria da UFSM e se dedica a investiga\u00e7\u00f5es de quest\u00f5es que envolvem G\u00eanero e Hist\u00f3ria das Mulheres na \u00e9poca contempor\u00e2nea. \u00c9 tamb\u00e9m escritora com diversas obras de fic\u00e7\u00e3o como \u2018Guanabara Real e a Alcova da Morte\u2019; \u2018Territ\u00f3rios Invis\u00edveis, Viajantes do Abismo\u2019 e \u2018Dezessete mortos\u2019, livro com o qual ela concorre ao Pr\u00eamio A\u00e7orianos de Literatura. Confira a entrevista a seguir:<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 Qual foi sua primeira rea\u00e7\u00e3o ao receber a not\u00edcia da indica\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN WITTER<\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u2013 Quase descren\u00e7a<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">Vou te dizer que, no [Pr\u00eamio] Jabuti, havia uma categoria em que era poss\u00edvel concorrer, a categoria do romance de entretenimento. No A\u00e7orianos, eu achava mais dif\u00edcil que uma colet\u00e2nea com textos g\u00f3ticos fosse colocada entre os finalistas. Ent\u00e3o minha rea\u00e7\u00e3o foi \u201cNossa, como assim?\u201d. Mas foi muito legal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 Quais livros formaram a professora e a escritora que voc\u00ea \u00e9 hoje?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Eu sempre fui muito leitora, ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil selecionar alguns livros. Quando eu tinha treze anos, minha fam\u00edlia se mudou, eu sa\u00ed de um bairro para outro, sa\u00ed de um lugar onde eu tinha vivido a minha inf\u00e2ncia, em que tinha amiguinhas na rua, para outra regi\u00e3o de Santa Maria. Quando eu tinha 17 anos, perguntaram para minha m\u00e3e se eu era visita, porque ningu\u00e9m me via, eu ia do col\u00e9gio para casa e em casa eu estava no meu quarto lendo o tempo todo. Quando eu tinha dez anos, meu presente de anivers\u00e1rio foi um dicion\u00e1rio de mitologia grega e eu acho que ele foi um dos livros mais importantes que eu j\u00e1 tive. At\u00e9 hoje, 38 anos depois, eu me sirvo dele para pegar bases para hist\u00f3rias que eu estou escrevendo. E quem j\u00e1 teve aula comigo sabe que eu uso muito a mitologia como exemplo ou alegoria de v\u00e1rias coisas, ent\u00e3o acho que esse \u00e9 um livro bem fundamental na minha vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas te dizer qual foi o livro que me fez pensar \u201ceu quero ser escritora ou eu quero ser professora, eu quero trabalhar com Hist\u00f3ria\u201d \u00e9 dif\u00edcil, porque foram coisas que eu sempre quis: escrever livros e estudar Hist\u00f3ria.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 \u2018Dezessete Mortos\u2019 \u00e9 um livro de contos com uma pegada de terror. De onde surgiu a inspira\u00e7\u00e3o para a escrita e o que te motivou a escrever sobre essa tem\u00e1tica?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Eu n\u00e3o curto filmes de terror, mas eu sempre gostei de livros de terror, especialmente esse terror n\u00e3o declarado, g\u00f3tico, que n\u00e3o \u00e9 simplesmente assassinato, mas que tem uma sombra. Sempre foi uma coisa que eu curti muito, ainda mais quando mescla\u00a0 com elementos hist\u00f3ricos, lend\u00e1rios, com hist\u00f3rias que contamos \u00e0 noite para crian\u00e7as. Eram as hist\u00f3rias que eu ouvia e essas hist\u00f3rias sempre me povoaram. Quando aparecia algum edital, alguma coisa que pedisse contos nessa linha, eu recuperava essas ideias l\u00e1 do fundo e escrevia.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cAcho que sempre foi algo que me habitou, eu curto esse imagin\u00e1rio g\u00f3tico, escuro e n\u00e3o bem definido: a coisa de voc\u00ea entrar em um quarto escuro e n\u00e3o saber o que tem l\u00e1 e, em geral, n\u00e3o \u00e9 nada vivo.\u201d<\/b><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 Qual o estilo que voc\u00ea mais gosta de utilizar na escrita?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Eu gosto da escrita do fant\u00e1stico, daquilo que n\u00e3o \u00e9 absolutamente realista, talvez at\u00e9 para diferenciar da minha escrita para a Hist\u00f3ria. Desde a primeira hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o que escrevi, durante a 7\u00aa s\u00e9rie,\u00a0 me voltei para esses elementos fantasiosos e fant\u00e1sticos. Depois, \u00e0 medida que fui me desenvolvendo na \u00e1rea da Hist\u00f3ria, o meu tema de trabalho, pelo menos nos primeiros dez anos como pesquisadora, foi a quest\u00e3o da sa\u00fade. E ela envolve doen\u00e7a e morte, n\u00e3o \u00e9 um tema leve, \u00e9 um tema que me exigia como pesquisadora e como escritora; e que usa muito o sofrimento humano como base para pesquisa, para tentar entender como as pessoas lidavam com isso. Quando eu decidi que queria escrever de forma profissional, me sentia mais confort\u00e1vel colocando na escrita esses elementos fant\u00e1sticos e fantasiosos.\u00a0 Isso tamb\u00e9m tem a ver com a minha leitura de passatempo e de entretenimento, com a literatura que costumo consumir. Minha leitura \u00e9 voltada para esse tipo de livro, ent\u00e3o escrevo sobre isso, tenho muito mais dificuldade de me apegar a um livro de fic\u00e7\u00e3o que seja realista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 Em 2019, voc\u00ea ofertou uma disciplina que pensava a inser\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria em livros dist\u00f3picos e de fic\u00e7\u00e3o, a exemplo de Harry Potter. Pensando nisso e nos seus livros, existe uma intersec\u00e7\u00e3o entre o lado professora e o lado escritora? De que maneira?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Acho que sim. \u2018Dezessete mortos\u2019, por exemplo, tem muitos elementos de Hist\u00f3ria, at\u00e9 mesmo uma hist\u00f3ria quase alternativa. No conto \u2018O terror dos teus inimigos\u2019, eu uso um personagem do Rio Grande do Sul, o Moringue, que foi um dos l\u00edderes legalistas durante a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, ent\u00e3o acho que ali tem muitas conex\u00f5es. O pr\u00f3prio \u2018Viajantes do Abismo\u2019, livro que foi um dos finalistas do Jabuti, partiu de um processo crime, e a partir dele fui trabalhando com elementos que envolviam o caos ecol\u00f3gico que vivemos e que, como professora, eu historicizo esse momento e como n\u00f3s chegamos a ele. Acaba sendo uma alegoria para falar de diversos elementos que s\u00e3o absolutamente realistas, s\u00f3 que escritos de forma muito aleg\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cEu acho que \u00e9 nesse caminho que eu vejo a minha intersec\u00e7\u00e3o entre a professora-pesquisadora e a escritora. A escritora se alimenta desses elementos e os transforma em um texto ficcional que alfineta alguns pontos sens\u00edveis da nossa percep\u00e7\u00e3o da realidade. \u201d\u00a0<br \/><\/b><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 A literatura se insere em seus objetos de pesquisa? De que forma?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Eu defendi meu doutorado em 2007 e, quando sa\u00edmos do doutorado, n\u00e3o queremos olhar aquele material porque estamos muito cansadas. Mas, depois de dois anos, decidi que queria estudar e pesquisar outras coisas. A\u00ed surgiu a ideia da Hist\u00f3ria da Leitura, como as pessoas leem e colocam o livro como um material fundacional delas. A partir da\u00ed, n\u00e3o consegui mais me separar da literatura, eu uso como base de pesquisa, de aula e de forma\u00e7\u00e3o. A literatura nos d\u00e1 um alcance da mentalidade de uma determinada \u00e9poca que nenhum livro de Hist\u00f3ria te d\u00e1, tanto com o conte\u00fado do livro quanto com a forma com que as pessoas leram e receberam aquele livro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Eu fiz um projeto de extens\u00e3o no ano retrasado [2020], em que lemos autoras brasileiras que estiveram de fora do c\u00e2none, e as perguntas eram: Por que estavam fora do c\u00e2none? Por que elas foram esquecidas pelo c\u00e2none?\u00a0 Por que n\u00e3o foram lidas? Por que foram alijadas pelos leitores, cr\u00edtica da \u00e9poca e pelo pr\u00f3prio mercado? Isso diz muito da \u00e9poca em que elas escreveram e tamb\u00e9m diz muito sobre a gente, uma vez que estamos resgatando e lendo elas. A partir da\u00ed, fa\u00e7o a minha an\u00e1lise hist\u00f3rico-social, que envolve uma \u201cmarca\u201d da minha pesquisa que \u00e9 a quest\u00e3o do g\u00eanero. Um exemplo s\u00e3o perguntas como: Por que ainda encontramos homens que dizem n\u00e3o ler livros escritos por mulheres?; ou Por que a leitura de determinadas mulheres modifica a forma como determinados homens atuam no mundo? Isso \u00e9 muito legal e eu acabo interseccionando esses elementos nos meus afazeres de pesquisadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013 A literatura pode ser considerada uma ferramenta para o ensino? Por qu\u00ea?<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN-\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Acho que sim, na verdade eu acho que ela \u00e9 fundamental. Eu sou daquele tipo de leitora que acredita o seguinte: eu vivo coisas t\u00e3o maravilhosas e incr\u00edveis lendo, que fico muito triste de conhecer uma pessoa que n\u00e3o l\u00ea, porque eu penso o que essa pessoa est\u00e1 perdendo de viver, saber e se divertir. Quando pequena, eu n\u00e3o entendia quando as pessoas me diziam que eu n\u00e3o estava fazendo nada, s\u00f3 lendo. Como assim n\u00e3o estou fazendo nada? Eu estou em outro lugar, em outra \u00e9poca, navegando os sete mares, puxando espada, eu estou fazendo milh\u00f5es de coisas!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">E acho que \u00e9 algo importante para mim, como professora e formadora de professores, mostrar o quanto essa paix\u00e3o pode ser enriquecedora no processo de ensino e aprendizagem.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Nas minhas disciplinas correntes, atualmente Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do S\u00e9culo 20, eu sempre pe\u00e7o um ensaio acad\u00eamico de um livro escrito na \u00e9poca que estamos estudando.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Isso \u00e9 usado para destrinchar livros,\u00a0 textos\u00a0 e debates que fizemos em aula, e os resultados s\u00e3o sempre fant\u00e1sticos e incr\u00edveis. Alunos j\u00e1 me disseram que encontram o livro da sua vida nessa leitura, outros que foram fazer seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso sobre os livros que escolheram.<\/span><\/p>\n<p><b>Ent\u00e3o acho que, se eu conseguir formar professores que se apaixonem pela leitura da fic\u00e7\u00e3o, eles v\u00e3o levar isso para seus alunos tamb\u00e9m, v\u00e3o envolver seus alunos no processo.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Eu n\u00e3o sou das Letras, sou da Hist\u00f3ria, mas acho que isso n\u00e3o precisa ficar restrito \u00e0s Letras, pode estar em qualquer disciplina que tenha uma professora ou professor que use essa paix\u00e3o, porque a literatura nos permite passear por todas essa nuances. Sempre tem uma forma para puxarmos a Hist\u00f3ria e isso \u00e9 riqu\u00edssimo. Por exemplo, a pr\u00f3pria fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica,\u00a0 o que tem a ver\u00a0 com a Hist\u00f3ria? N\u00e3o podemos esquecer que, embora a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica imagine o futuro, ela \u00e9 escrita do presente e s\u00e3o as ang\u00fastias do presente que ela vai responder.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 isto que eu penso que \u00e9 legal e interessante\u00a0 trabalhar: que voc\u00ea pode trazer mais estudantes a se encantarem com a sua disciplina \u2013 em vez de chegar com aquele conte\u00fado quadradinho sempre -, por isso me interessa formar professores que tenham essa bagagem, porque eles ser\u00e3o mais efetivos em sala de aula, na hora de conquistar e levar coisas diferentes para seus alunos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>ARCO \u2013\u00a0<\/b><b>Para finalizar, gostaria de saber: o que significa a literatura para voc\u00ea?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>NIKELEN WITTER \u2013\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Viver mais, com mais profundidade, amplitude e horizonte. Literatura para mim \u00e9 isso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b><strong><em>Revista Arco<\/em><\/strong><\/b><\/p>\n<p><b><strong><em>Expediente:<\/em><\/strong><\/b><\/p>\n<p><em><b><strong>Entrevista:<\/strong><\/b>\u00a0Karoline Rosa, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria;<\/em><\/p>\n<p><em><b><strong>Design Gr\u00e1fico:<\/strong><\/b>\u00a0Ana Carolina Cipriani, acad\u00eamica de Produ\u00e7\u00e3o Editorial e volunt\u00e1ria;<br \/><\/em><\/p>\n<p><em><b><strong>M\u00eddia Social:<\/strong><\/b>\u00a0Elo\u00edze Moraes, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria; Gustavo Salin Nuh, acad\u00eamico de Jornalismo e volunt\u00e1rio;<\/em><\/p>\n<p><b><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o:<\/em><\/strong><\/b>\u00a0<em>Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p>\n<p><em><b><strong>Edi\u00e7\u00e3o Geral:<\/strong><\/b>\u00a0Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arco Entrevista Nikelen Witter, indicada ao Pr\u00eamio A\u00e7orianos na categoria \u2018Conto\u2019 \u00a0 Criado em 1977 pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o A\u00e7orianos \u00e9 uma das mais importantes premia\u00e7\u00f5es culturais do Rio Grande do Sul e que, al\u00e9m da literatura, tamb\u00e9m reconhece os trabalhos de destaques nas \u00e1reas de m\u00fasica, teatro, dan\u00e7a e artes pl\u00e1sticas. 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