{"id":73,"date":"2014-11-19T14:26:20","date_gmt":"2014-11-19T16:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccsh\/2014\/11\/19\/oficina-de-fanzines-no-ccsh\/"},"modified":"2014-11-19T14:26:20","modified_gmt":"2014-11-19T16:26:20","slug":"oficina-de-fanzines-no-ccsh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ccsh\/2014\/11\/19\/oficina-de-fanzines-no-ccsh","title":{"rendered":"Oficina de fanzines no CCSH"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cO que \u00e9 fanzine?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente essa \u00e9 a primeira pergunta que as pessoas fazem ao zineiro. Quando ele explica e os olhos do seu ouvinte brilham a segunda pergunta \u00e9: \u201cComo eu fa\u00e7o um zine?\u201d. A resposta \u00e9: tesoura + cola + papel + ideias + xer\u00f3x.<\/p>\n<p>As fanzines tem atra\u00eddo o interesse de pessoas das mais variadas idades, desde crian\u00e7as aos adultos. Sendo assim, o PET Cisa (PET das Ci\u00eancias Sociais Aplicadas da UFSM) organizou uma oficina de fanzines, dividinda em dois dias, o primeiro de orienta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e o segundo de pr\u00e1tica, sendo oferecidas abertamente a quem quisesse participar. As oficinas ocorreram na sala 4328, no pr\u00e9dio 74C do CCSH.<\/p>\n<p>Para ministrar as oficinas foi convidada a jornalista formada pela UFSM, Gabriela Gelain, que fez das fanzines o seu tema de TCC. Fazendo uma abordagem hist\u00f3rica das fanzines, desde sua apari\u00e7\u00e3o nos anos 1930, passando por sua \u201cvolta\u201d com o movimento <em>punk<\/em> nos anos 70 e chegando aos dias atuais, Gabriela explicou que a fanzine pode tratar do assunto que a pessoa quiser, sendo esse um dos grandes atrativos da pr\u00e1tica \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d. Al\u00e9m de montar a sua pr\u00f3pria zine, pessoas do mundo inteiro trocam suas edi\u00e7\u00f5es por correio.<\/p>\n<p>Na oficina pr\u00e1tica os resultados n\u00e3o poderiam ter sido melhores, pois diversos tipos de fanzines nasceram ali com colagens, recortes e trabalho feito \u00e0 m\u00e3o. Com mais de trinta inscritos, as duas etapas foram foram bem colaborativas, com alguns curiosos para saber o que s\u00e3o fanzines e outros que j\u00e1 conheciam mas queriam montar a sua.<\/p>\n<p>A m\u00e1xima do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d \u00e9 o que guia um zineiro e que pode conquistar mais adeptos. Uma das grandes esperan\u00e7as \u00e9 que essa pr\u00e1tica aumente cada vez mais. E esse interesse j\u00e1 tem crescido, pois Gabriela contou que \u00e9 chamada em escolas de todo o estado para dar oficinas sobre o tema do seu TCC, e as crian\u00e7as ficam cada vez mais entusiasmadas com a oportunidade de produzirem algo por elas mesmas.<\/p>\n<p><strong>A explos\u00e3o dos fanzines<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi nos anos 70 que as fanzines surgiram, mas foi onde eles tiveram o seu grande momento. Com o movimento <em>punk<\/em> nascendo em Nova York e Londres, e o lema do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d aparecendo entre os adeptos do movimento, surgiram as duas \u201cprimeiras\u201d zines. Considerado o pioneiro das fanzines, a revista (revista s\u00f3 de nome) PUNK surge na cena <em>punk<\/em> nova iorquina, criada por Legs Mcneil, John Homstrom e Ged Dunn para divulgar bandas \u201crenegadas\u201d do rock\u2019n\u2019roll como os Stooges, MC5 e Velvet Underground. A revista aumenta suas edi\u00e7\u00f5es e define o som feito no clube CBGB, de Nova York, como <em>punk rock<\/em>, trazendo bandas como Ramones, Television, Johnny Thunders and the Heartbreakers e Blondie \u00e0 tona.<\/p>\n<p>Se na Am\u00e9rica a cena era pequena, mesmo com a PUNK lan\u00e7ando v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es, em Londres seu impacto foi muito grande de despertou muitas bandas e adeptos ao <em>punk rock<\/em>. Uma dessas pessoas foi Mark Perry, que criou a fanzine <em>Snnifin\u2019 Glue<\/em>, o nome era uma refer\u00eancia a uma m\u00fasica dos Ramones. A <em>Snnifin\u2019 Glue<\/em> teve muitas edi\u00e7\u00f5es e ficou mundialmente famosa, assim como a PUNK, mas seu criador a \u201cfinalizou\u201d quando ela come\u00e7ou a ser absorvida pela grande m\u00eddia e sair do <em>underground<\/em>.<\/p>\n<p>Para ver as imagens das oficinas e das zines acesse o link: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100002569495114\">https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100002569495114<\/a><\/p>\n<p>Eduardo Molinar, bolsista da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do CCSH e acad\u00eamico do 6\u00ba semestre de jornalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO que \u00e9 fanzine?\u201d Geralmente essa \u00e9 a primeira pergunta que as pessoas fazem ao zineiro. Quando ele explica e os olhos do seu ouvinte brilham a segunda pergunta \u00e9: \u201cComo eu fa\u00e7o um zine?\u201d. A resposta \u00e9: tesoura + cola + papel + ideias + xer\u00f3x. 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