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Evento discute conscientização do Autismo em Santa Maria

Foco é informar as famílias de portadores do TEA. Programação segue até 19 de abril

Em atenção ao dia internacional de conscientização sobre o Autismo, comemorado no dia 2 de abril, os cursos de Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a Prefeitura de Santa Maria, promove, até o dia 19 de abril, atividades lúdicas e palestras para a população. A proposta é aproximar e informar famílias de portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento é coordenado pelo Grupo de Educação Especial e Autismo do Centro de Educação (CE/UFSM), mas também conta com apoio da coordenação dos cursos de Educação Especial (diurno, noturno e EaD), Câmara de Vereadores, Prefeitura e outras instituições universitárias da cidade. Estão sendo ofertadas palestras, atividades lúdicas, cinema e seminários. Hoje (8), a programação conta com a palestra “Autismo e Saúde”, ministrada pelo neuropediatra Luciano Hartmann, a partir das 14h, no auditório da Câmara.

Para a coordenadora do curso de Educação Especial noturno, Glaucimara Pires Oliveira, o transtorno ainda é pouco conhecido. “Já temos algumas estatísticas, hoje, que apontam 1 autista a cada 68 nascidos vivos, uma população que está crescendo e precisa ser incluída socialmente. Os autistas ainda ficam muito vinculados a uma tradição familiar por causa do comportamento, mas com a inclusão destes alunos nas escolas comuns, temos uma demanda de saberes dos professores, familiares e gestores, gerando um atendimento especializado dentro das escolas”, ressalta. Em Santa Maria, este acompanhamento é feito pela figura do Educador Especial. No Brasil, somente a UFSM e a federal de São Carlos oferecem o curso.

De acordo com o último Manual de Saúde Mental (DMS-5), o autismo passou a ser considerado “transtorno do espectro”, uma vez que se manifesta em níveis diferentes.

“Enquanto há alguns que tem deficiência cognitiva, outros não tem deficiência intelectual e desenvolvem alta funcionalidade em determinadas áreas artísticas. Mas há determinados comportamentos, no entanto, que dificultam a interação sociocomunicativa e comportamental. Não necessariamente porque a criança não interage, mas porque tem comportamentos mais diferenciados. A criança pode parecer indiferente na comunicação, geralmente é uma criança que utiliza muito a rotina e tem dificuldade com as alterações. Mas isso tudo é dentro de um espectro, as pessoas com autismo apresentam comportamentos diferentes”, acrescenta Glaucimara Pires. Outros comportamentos, como jogos e brincadeiras repetitivas e solitárias, risadas sem motivo aparente e repetições de palavras acendem o sinal de alerta.

As atividades da 2ª Semana Municipal de Conscientização seguem até o dia 19 de abril. Veja abaixo a programação: