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Técnica em Assuntos Educacionais e Professora do Centro de Educação publicam livro que aborda a Educação no Campo

O livro Casa Familiar Rural e Pedagogia da Alternância – Território de formação do agricultor, foi lançado em 2016, pela Técnica em Assuntos Educacionais do Centro de Educação Angelita Zimmermann, com a orientação da professora Ane Carine Meurer. A obra é resultado da sua pesquisa de dissertação no mestrado em Geografia pela UFSM. Atualmente cursando o doutorado, o tema continua presente em seus estudos. Lançado no Centro de Educação em 2016, no dia 30 de março de 2017 será relançado em Erechim no III Seminário Internacional de Educação no Campo – SIFEDOC e III Fórum de Educação do Campo da Região Norte do Rio Grande do Sul: Resistência e Emancipação Social e Humana.

O livro relata a experiência de criação e desenvolvimento de uma Casa Familiar Rural no Vale do Jaguari, na comunidade de Fontana Fredda. Conforme Angelita, uma Casa é um espaço onde jovens do campo aprendem sobre agricultura e assuntos que envolvem o meio rural. A proposta dessas casas é de que o jovem tenha espaço para estudar, se qualificar e aprimorar seus conhecimentos, para que possa também aprimorar o meio em que vive, seu espaço de vida e sua moradia. Gerando assim, seu sustento com maior qualidade, sem a necessidade de sair do campo para a cidade.

 Para a criação de uma Casa Familiar Rural é importante a união de diversos atores da comunidade. Na Casa Familiar Rural do Vale do Jaguari, estiveram envolvidos servidores do IFF – Campos São Vicente do Sul, Emater, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, lideranças da comunidade e as famílias de agricultores. As aulas são ministradas por profissionais dos IFFS, da Emater, da UFSM, enquanto que os pais dos jovens contribuem na manutenção da alimentação e organização das atividades tanto em Tempo Escola quanto em Tempo Comunidade, juntamente com demais agentes envolvidos na Associação.

 Conforme a autora, o local funciona com a Pedagogia da Alternância, assim, os jovens ficam uma semana morando na Casa Familiar Rural, onde além das aulas, são também responsáveis pela manutenção da Casa, auxiliando nas tarefas de limpeza e refeições, organização e manutenção da horta. Nas outras duas semanas, voltam para suas residências onde podem desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos nas aulas.

Angelita auxiliou na fundação e desenvolvimento da Casa na comunidade de Fontana Freda/Jaguari, e acredita que são experiências de educação no campo que tem dado certo, no RS e no mundo, pois, nos casos brasileiros, em que a formação dos CEFFAs está voltada ao meio rural, com uma proposta de produção de alimentos saudáveis e cuidados com o ambiente, “o jovem fica três anos aprendendo e construindo alternativas para o seu meio, e nesse período, desenvolve um Projeto de Vida/Profissional, consegue melhorar seu espaço de vida sem precisar ir para fora, onde muitas vezes, torna-se mais um excluído ou às margens da cidade”, o que possibilita assim, qualificar o jovem agricultor que, em muitos casos, já abandonou os estudos.


 O livro pode ser adquirido no site