{"id":316,"date":"2016-12-29T12:55:38","date_gmt":"2016-12-29T14:55:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ce\/2016\/12\/29\/ufsm-contribui-para-a-educacao-inclusiva-em-cabo-verde\/"},"modified":"2016-12-29T12:55:38","modified_gmt":"2016-12-29T14:55:38","slug":"ufsm-contribui-para-a-educacao-inclusiva-em-cabo-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ce\/2016\/12\/29\/ufsm-contribui-para-a-educacao-inclusiva-em-cabo-verde","title":{"rendered":"Escola para Todos promove educa\u00e7\u00e3o inclusiva em Cabo Verde"},"content":{"rendered":"<p><em>Projeto \u00e9 desenvolvido por professoras do Centro<\/em><\/p>\n<p><strong>Via Not\u00edcias UFSM<\/strong><\/p>\n<p>A UFSM contribui desde 2008 com a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que auxiliam na educa\u00e7\u00e3o inclusiva no arquip\u00e9lago de Cabo Verde por meio do projeto Escola para Todos. Voltada para alunos com necessidades especiais de qualquer idade, a iniciativa busca oferecer o mesmo atendimento que os demais estudantes a partir de adapta\u00e7\u00f5es expressivas. Para desenvolvimento do projeto, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o analisou as entidades de ensino superior no Brasil que pudessem agir como refer\u00eancia, e a UFSM foi a selecionada.<\/p>\n<p>A Escola para Todos implementa a\u00e7\u00f5es que visam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores para atendimento aos alunos com defici\u00eancia auditiva e visual, o desenvolvimento de documentos orientados como dicion\u00e1rios para o registro de sinais &#8211; chamada de L\u00edngua Gestual de Cabo Verde &#8211; e a reforma de espa\u00e7os para que haja a acessibilidade necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio, que come\u00e7ou a ser elaborado em 2012, professores da UFSM viajaram a Cabo Verde para conhecerem a realidade dos alunos surdos. Foram realizadas grava\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo dos sinais e o mesmo aconteceu, posteriormente, na UFSM. Houve tamb\u00e9m o registro em fotos das representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas. Algumas categorias foram elencadas como materiais de higiene, n\u00edveis de ensino e transporte. Na categoria transporte, por exemplo, havia palavras \u201ctraduzidas\u201d \u00e0 l\u00edngua gestual como \u201ccarro\u201d, \u201cmotor\u201d e \u201cvidro\u201d. No momento, o dicion\u00e1rio est\u00e1 em fase de revis\u00e3o. Quem desenvolve esse trabalho s\u00e3o as professoras Anie Gomes e Mel\u00e2nia Casarin, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Especial da UFSM.<\/p>\n<p>&#8220;A educa\u00e7\u00e3o inclusiva em Cabo Verde \u00e9 bastante prec\u00e1ria\u201d, aponta a coordenadora do projeto, Ana Cl\u00e1udia Pav\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 professora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Especial. Para se ter uma ideia, quest\u00f5es b\u00e1sicas da conversa\u00e7\u00e3o, como \u201coi, tudo bem?\u201d, \u201cqual \u00e9 o seu nome?\u201d e \u201conde voc\u00ea mora?\u201d, n\u00e3o t\u00eam nenhum registro na L\u00edngua Gestual de Cabo Verde. Para al\u00e9m disso, existe a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o curricular. At\u00e9 o momento os estudantes surdos s\u00e3o avaliados da mesma forma que os ouvintes.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es de ensino em Cabo Verde elencaram seis preocupa\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o inclusiva: avalia\u00e7\u00e3o; \u00eanfase \u00e0 tecnologia assistiva aumentativa ou alternativa &#8211; que diz respeito \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com quem tem dificuldade na fala; autismo; defici\u00eancia intelectual; defici\u00eancia visual e defici\u00eancia auditiva.<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 recebeu alunos cabo-verdianos, a partir do Escola para Todos, nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria. Na UFSM, os estudantes participaram de dois cursos semi-presenciais, com uma etapa Santa Maria e a outra em Cabo Verde. Naquela oportunidade, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel conhecer o atendimento oferecido aos estudantes com defici\u00eancia no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Fases do Escola para Todos<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira fase para tornar o projeto vi\u00e1vel, professores da UFSM foram enviados a Cabo Verde. Tinham como miss\u00e3o explorar a educa\u00e7\u00e3o no arquip\u00e9lago e reunir informa\u00e7\u00f5es sobre temas espec\u00edficos como a forma\u00e7\u00e3o em braile e em matem\u00e1tica unificada, ajuda t\u00e9cnica e orienta\u00e7\u00e3o em mobilidade aos participantes.<\/p>\n<p>Na segunda e atual fase, o per\u00edodo de miss\u00e3o da professora Ana Claudia Pav\u00e3o e de Erli Bolzan, da Pr\u00f3-Reitoria de Infraestrutura, foi de 15 dias. Os objetivos da miss\u00e3o foram: capacita\u00e7\u00e3o de professores, avalia\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio de l\u00edngua gestual cabo-verdiana e verifica\u00e7\u00e3o e reforma das salas de recursos.<\/p>\n<p>Na terceira fase, que deve ocorrer em 2017, procura-se construir uma pol\u00edtica nacional em Cabo Verde. No Brasil, a pol\u00edtica inclusiva data de 2008. Ana Cl\u00e1udia Pav\u00e3o avalia que houve e ainda h\u00e1 um diagn\u00f3stico do que \u00e9 bom ou ruim, dos pontos que podem ser melhorados dentro do projeto. \u201cQueremos ajudar Cabo Verde. Levamos nossas experi\u00eancias para eles e nosso crescimento pessoal \u00e9 muito grande\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>A Escola para Todos provavelmente ter\u00e1 continuidade, como pontua a professora Ana Cl\u00e1udia. \u201cO retorno recebido de Cabo Verde \u00e9 muito positivo\u201d, comenta. Al\u00e9m disso, a embaixada brasileira naquele pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 receptiva \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Escola para Todos \u00e9 um projeto de coopera\u00e7\u00e3o internacional dos governos de Cabo Verde e do Brasil, por meio do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. A UFSM \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o executora.<\/p>\n<p>Desde que foi concebido, em 2006, cabe ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o o envio kits com reglete (instrumento criado para a escrita Braille), bengalas e kits pedag\u00f3gicos \u00e0s coordena\u00e7\u00f5es de ensino das ilhas de Cabo Verde. O \u00f3rg\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela sele\u00e7\u00e3o dos instrutores, organiza\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio, execu\u00e7\u00e3o dos cursos e distribui\u00e7\u00e3o do material did\u00e1tico pedag\u00f3gico aos alunos. A coopera\u00e7\u00e3o internacional entre pa\u00edses busca compartilhar esfor\u00e7os para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas sociais. Esse procedimento implica em aprimorar mecanismos de negocia\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos projetos, a fim de enquadr\u00e1-los \u00e0s prioridades nacionais. Al\u00e9m disso, atende ao interesse de determinados governos para o crescimento econ\u00f4mico e social m\u00fatuo, pois h\u00e1, por exemplo, o acesso \u00e0 tecnologia e \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que acontece no caso de Cabo Verde, que sofre com as dificuldades em proporcionar um ensino inclusivo de qualidade aos cidad\u00e3os e tem o Brasil como refer\u00eancia para o desenvolvimento educacional.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-315\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ce\/wp-content\/uploads\/sites\/373\/2016\/12\/cabo-verde.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"676\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/373\/2016\/12\/cabo-verde.jpg 1174w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/373\/2016\/12\/cabo-verde-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/373\/2016\/12\/cabo-verde-768x577.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/373\/2016\/12\/cabo-verde-1024x769.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto \u00e9 desenvolvido por professoras do Centro Via Not\u00edcias UFSM A UFSM contribui desde 2008 com a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que auxiliam na educa\u00e7\u00e3o inclusiva no arquip\u00e9lago de Cabo Verde por meio do projeto Escola para Todos. 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