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Processo Estatuinte: Reagir x Agir



Hoje, 1º de dezembro de 2015, tivemos a Primeira Conferência Geral do Processo Estatuinte com o tema “Estatuinte, por quê? Você conhece a Universidade que temos?”. Foi uma ótima oportunidade para conhecermos um pouco mais da história da nossa Instituição através das falas dos professores Tabajara Gaúcho da Costa (Ex-Reitor da UFSM), o qual conduziu uma das tentativas de reformulação do Estatuto da UFSM há mais de 30 anos, e do professor e filósofo Albertinho Luiz Gallina.

Nesse debate, mais uma vez, pude constatar a falta de interesse, ou puro desconhecimento, da nossa Comunidade Interna e Externa, pois menos de 0,3% da Comunidade Interna estava participando e se retirássemos a Comissão Pré-Estatuinte, que estava organizando este evento, na qual me incluo, o número seria mais pífio ainda.

Temos que mudar essa realidade e participarmos dos processos decisórios do futuro da nossa Universidade e neste momento histórico apresenta-se o Processo Estatuinte em curso. Temos que parar de ser uma Universidade apenas reativa, ou seja, que reage aos fatos. Não podemos tentar recolher o leite derramado, mas sim sermos proativos para criarmos o Estatuto e as Resoluções que irão, realmente, transformar a nossa Universidade em um agente transformador da Nação.

Infelizmente, muitas das mudanças estruturais da UFSM não foi o CEPE ou o CONSU que propuseram, como se pode citar:

– As cotas de pretos, pardos e indígenas não foram uma conquista da comunidade interna ou dos movimentos sociais que conseguiram mobilizar os nossos conselhos superiores para criar uma resolução que dá vazão a este anseio da comunidade, nós apenas reagimos a uma lei do Governo Federal;

– Na mesma linha, se não fossem as pressões do temível MP não teríamos um Edital para Concurso Docente com Cotas, nós apenas reagimos!

– Há anos criticamos a estrutura departamental e a das Coordenações de Curso. Onde a primeira tem a força de trabalho e a segunda a preocupação com a formação dos alunos (PPC), mas o que fizemos para mudar? Teve que vir uma Lei Federal para instituir o Núcleo Docente Estruturante em cada Curso, para pensar o Curso como um todo, infelizmente não foram os Conselhos Superiores da nossa Instituição que propuseram a mudança necessária, nós apenas reagimos!

Reagimos à EBSHER, mas por que não aprovamos outra alternativa?

– Agora estamos reagindo a PEC 395/14…

– Outro consenso é que o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão não está equilibrado, sendo a extensão relegada a um “segundo plano” com poucos recursos e prestígio. O que fizemos? Novamente reagimos à legislação que obriga que todos os Cursos de Graduação tenham, no mínimo, 10% de Extensão nas grades curriculares.

Podia ficar relatando inúmeros fatos de interferências externas que nos fazem reagir, mas reagir é o suficiente? Neste relato, não estou fazendo críticas à atual gestão que é participativa e aberta às mudanças, muito menos às gestões passadas. Estou fazendo uma crítica à nossa Comunidade que não consegue ser proativa na condução do seu destino, não esqueçam que os Conselhos Superiores da Instituição estão acima dos Reitores e têm o papel e o dever de conduzir e regrar nossas ações.

Vamos mudar as nossas posturas e conduzirmos a UFSM para novos patamares nunca antes vistos, sem os muros que nos separam da sociedade, sem as amarras que nos tornam ineficientes e burocratas, onde a sociedade enxergue que estamos contribuindo para o desenvolvimento da Nação e assim teremos força para defendermos uma Universidade pública, democrática e de qualidade.

Vamos parar de reagir e começar a agir?

Prof. Luciano Schuch

Diretor do Centro de tecnologia

Membro da Comissão Pré-Estatuinte


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