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Primeiro satélite brasileiro a gerar dados científicos no espaço completa três anos em órbita



O NANOSATC-BR1, desenvolvido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em parceria com a UFSM, completou três anos em órbita no último dia 18 de junho. Ele é a primeira missão brasileira com um cubesat criada e única a ainda se manter em funcionamento.

O pesquisador Dr. Nelson Schuch, coordenador e criador do programa de desenvolvimento do Nano Satélite Científico Brasileiro 1, conta sobre a importância do projeto, não apenas pelo pioneirismo no país, mas também por contar com tecnologia nacional: “Um fato relevante que deve ser ressaltado é que as cargas úteis desse satélite foram totalmente desenvolvidas no Brasil. E para os futuros projetos, queremos que toda a parte de software também seja daqui.”

Ele relata que a burocracia excessiva e a crise pela qual o país passa foram obstáculos, mas que a equipe encontrou motivação para superá-los: “Não foi fácil. Passamos por diversos problemas, mas tivemos persistência e soubemos contorná-los.” Falando nisso, atualmente o Dr. Nelson conta com a ajuda dos também coordenadores Dr. Otávio Durão (INPE/São José dos Campos) e o professor do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM, André Luís da Silva. 

Uma das características do programa é a integração entre pesquisadores da área e estudantes da graduação e pós-graduação, oriundos de cursos como a Engenharia Aeroespacial, criado recentemente na UFSM. Para o Dr. Nelson, essa decisão tem grande importância para o futuro da área: “Na minha opinião, esse curso é muito importante por ser muito amplo, tendo várias áreas de especialização, e todas elas são estratégicas para o Brasil. Então, os jovens vinculados a ele e que tenham seus objetivos bem definidos, têm grandes possibilidades de sucesso.”

O pesquisador do INPE ainda falou sobre possíveis projetos futuros: “Com o modelo de engenharia do NANOSATC-BR1 e o BR2, que estão em desenvolvimento, podemos começar a trabalhar em dois novos satélites, o BR3 e BR4.” Para o Dr. Nelson, as expectativas da área e do país são animadoras: “Futuro há e bastante, mesmo com as crises que passamos, que tenho certeza que vamos superar.”

Se você se interessou e deseja obter mais informações sobre o programa NANOSATC-BR1, entre em contato com algum dos coordenadores do projeto ou acesse o site do INPE

 

Texto por Lucas Gutierres, acadêmico de Jornalismo. – Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.

 


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