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Sete projetos do CT são aprovados em edital do FIEN



Em edital publicado nesta terça-feira (22), pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), foram anunciados os projetos contemplados pelo Fundo de Incentivo ao Ensino (FIEN) 2018, que se destina a apoiar propostas de ensino que contribuam para a melhoria do desempenho acadêmico nos cursos de graduação. Os recursos são distribuídos em três faixas, sendo elas a “A” (projetos que receberão R$ 25.000,00), a “B” (projetos que receberão R$ 20.000,00) e a “C” (projetos que receberão R$ 10.000,00).

Dos 15 projetos contemplados nas faixas “A”, “B” e “C”, do FIEN 2018, sete deles são do CT. Confira quais foram:

 

“Proposta de Sala de Aula Modelo Para Incentivo Mudança de Metodologias de Ensino”

Faixa A (R$ 25.000,00)

Informações obtidas com o coordenador do projeto, Prof. Frederico Schaf.

Resumo do projeto:

O projeto visa melhorar uma sala de aula (ambiente de didática) que é de uso exclusivo do curso de Engenharia de Controle e Automação. Esta sala receberá uma reestruturação organizacional e implantação de sistemas de automação. Estas melhorias têm objetivo direto de incentivar tanto os docentes a aplicar novas técnicas educacionais (metodologias alternativas de ensino-aprendizagem) quanto motivar os alunos para colaborarem. São objetivos indiretos promover maior integração entre disciplinas, economizar energia através do uso eficiente de iluminação, climatização de ambiente, e acionamento de equipamentos (retirada de controles remotos com pilha), promover uso de computadores e sistemas embarcados em aula para prática, diminuir a evasão, aumentar a identidade com o curso, compromisso social, inserção em projetos inovadores melhorar o nosso Conceito Preliminar de Curso (CPC) nos quesitos didática e infraestrutura.

A ideia da reestruturação é romper com a organização fixa classes/professor/quadro em linha. Planeja-se modificar as classes para que elas possam ser agrupadas em ilhas. Estas mesmas classes possibilitarão uso de notebooks ou computadores baseados em sistemas embarcados (Raspberry Pi). O quadro será modificado para ser móvel, além das paredes serem cobertas por lousas de vidro. Como as salas contam com poucos pontos de energia (tomadas) também será modificada a rede elétrica para possibilitar uso de extensões saindo das calhas de forma retrátil. O uso eficiente de energia será melhor gerido por um sistema de controle para acionamento das lâmpadas LED (fluorescentes serão substituídas) e na abertura/fechamento automático das cortinas com base na luminosidade existente. Haverá também controle de climatização eficiente (acionamento dos equipamentos de ar-condicionado) com base na presença e temperatura ambiente. Outro sistema permitirá de acionamento local sem a necessidade de controles remotos para ar-condicionado e datashow.

Expectativas a partir da obtenção de recursos:

Já houve um projeto anterior onde a própria coordenação lançou um edital para empresas juniores. Assim, já foi investida uma pequena soma em algumas melhorias. Com o recurso do FIEN espera-se poder implementar mais algumas. O recurso do FIEN não é suficiente para promover todas as mudanças desejadas, mas, mesmo assim, ajuda muito. Marca também um interesse da PROGRAD em projetos desta natureza.

A coordenação do curso continuará buscando outras fontes, tanto na UFSM como fora. Sabe-se que em outras instituições há parcerias com empresas com adoção de certas áreas ou de divulgação de equipamentos/serviços. Sabe-se que as Universidades Federais estão recebendo cada vez menos recursos. Isto gera defasagem em termos de recursos educacionais que podem ser remediados com parcerias externas. Com uma maior visibilidade, o curso certamente buscará alternativas.

A importância de editais de fomento ao ensino e a otimização das práticas pedagógicas:

A simples iniciativa do FIEN sinaliza para a comunidade acadêmica, para os docentes principalmente, que a reitoria está preocupada e quer promover/incentivar uma adoção maior de técnicas inovadoras no ensino-aprendizagem. É de conhecimento de qualquer docente que a era da informação exige que as aulas sejam mais interessantes e mais dinâmicas, caso contrário, alunos se desinteressam. A busca por materiais alternativos (vídeos e outros), colaboração, troca de experiência durante a aula com ou sem auxílio da Internet não deve ser encarada como uma concorrência ou uma distração, e sim como ferramenta moderna que deve ser incorporada nas práticas pedagógicas. Assim, julgo que editais de fomento ao ensino são essenciais para incentivar projetos nesta área.

 

“Espaço CrEativo”

Faixa B (R$ 20.000,00)

Informações obtidas com o coordenador do projeto, Prof. Flávio Dias Mayer.

Resumo do projeto:

O objetivo do projeto é proporcionar uma nova cultura na educação em engenharia na UFSM, motivando estudantes e professores a transformarem a prática pedagógica através da troca de experiências com pesquisadores e educadores de diferentes áreas e por meio da adequação de espaços físicos existentes no Centro de Tecnologia. Pretendemos convidar especialistas na área de ensino de engenharia para trocar experiências com a comunidade do CT. Ao mesmo tempo desejamos adequar alguns espaços físicos do Departamento de Engenharia Química e do Centro de Tecnologia para que permitam desenvolver atividades diferenciadas que não são possíveis de serem realizadas em uma sala de aula tradicional.

Expectativas a partir da obtenção de recursos:

Nós temos uma demanda reprimida que tem sido discutida, por professores e estudantes, no âmbito do projeto de ensino Espaço CrEativo. Essas demandas contemplam o custeio do deslocamento de palestrantes até a UFSM para contribuir no debate de renovação na educação em engenharia. Essas discussões estão previstas para os meses de agosto e outubro de 2018. Também temos elencadas as necessidades de adequações no espaço físico do Laboratório de Graduação em Engenharia Química, da sala de trabalho dos alunos da Escola Piloto de Engenharia Química (EPEQ) e do Espaço CrEativo, e também de uma sala de aula remodelada no Centro de Tecnologia. Nossa expectativa é de iniciar o detalhamento dessas adequações imediatamente, para que essas adequações sejam finalizadas ainda no segundo semestre de 2018.

A importância de editais de fomento ao ensino e a otimização das práticas pedagógicas:

Eu penso que, em certa medida, uma nova forma de educação pode ser realizada sem custos, o que tem sido feito por muitos colegas professores. Entretanto a educação em engenharia, especificamente, requer materiais e espaços adequados, o que implica em investimento significativo. Muitas vezes adquiro materiais com meus recursos para que uma atividade possa ser realizada, para não penalizar financeiramente os estudantes. O financiamento de atividades relacionadas ao ensino/aprendizagem, como é o caso do FIEN, tem uma importância fundamental no desenvolvimento de atividades que requerem um investimento maior não contemplado pelos departamentos e cursos. Financiar atividades de ensino é tão importante quanto financiar atividades de pesquisa e extensão.

Confira o projeto completo.

 

“Desenvolvimento e aplicação de bancada didática para controle de pêndulo invertido em disciplinas da área de controle de sistemas”

Faixa C (R$ 10.000,00)

Informações obtidas com o coordenador do projeto, Prof. Lucas Vizzotto Bellinaso.

Resumo do projeto:

O pêndulo invertido é um dispositivo com haste e um peso, que deve ser equilibrado na posição vertical para cima. Naturalmente, o peso cai para baixo. Somente com controle automático é possível equilibrar a haste do pêndulo, para que fique estável. Uma analogia seria equilibrar uma vassoura pelo cabo na palma da mão. Esse sistema é muito estudado na área de controle, pois é equivalente a muitos sistemas reais. Como exemplo, na Engenharia Aeroespacial, tem-se o equilíbrio de foguetes na posição vertical durante a decolagem.*

O projeto que estamos desenvolvendo consiste em transformar um pêndulo invertido existente no NUPEDEE em uma bancada didática para as disciplinas da área de Controle de Sistemas. O pêndulo que temos no NUPEDEE não está funcionando atualmente, e não pode ser utilizado nas aulas, pois não possui flexibilidade de programação, nem é seguro para a utilização dos alunos.

Neste momento, estamos reprojetando toda a bancada, incluindo elementos de segurança, projeto da eletrônica, melhoria da programação, de modo que se torne realmente uma bancada didática flexível, programável e desafiante, podendo ser facilmente utilizada pelos alunos. Estamos correndo para finalizar a implementação física nas próximas 3 semanas, para poder utilizar pela primeira vez na disciplina de Sistemas de Controle II, da Engenharia Aeroespacial, ainda neste semestre.

No segundo semestre, pretendemos melhorar a usabilidade desta bancada incluindo novos elementos na eletrônica e instrumentação. Concomitantemente, vamos desenvolver roteiros de aulas práticas para utilizar a bancada da melhor maneira possível nas aulas e no desenvolvimento de trabalhos. O uso dessa bancada vem ao encontro da metodologia de aprendizagem baseada em projetos (Project Based Learning), que é uma metodologia de aprendizado ativa muito eficaz para a área de Engenharia.

* Neste vídeo é possível ver como funciona o controle automático de um pêndulo invertido

Expectativas a partir da obtenção de recursos:

O projeto já está sendo desenvolvido desde março de 2018 e tem previsão de fim em julho de 2019. O recurso para compra dos materiais é proveniente da implantação do curso de Engenharia Aeroespacial. Por enquanto, o projeto está sendo desenvolvido de acordo com nosso cronograma. Solicitei no projeto FIEN uma bolsa para aluno, que será importante para a motivação dele no desenvolvimento do projeto.

O projeto já conta com a participação de 3 alunos de graduação, sendo 1 voluntário do curso de Engenharia Aeroespacial e 2 membros do PET Engenharia Elétrica. Conta também com a participação de mais 3 professores e 1 TAE.

A importância de editais de fomento ao ensino e a otimização das práticas pedagógicas:

O desenvolvimento e a aplicação de metodologias eficazes é fundamental para a melhor formação dos alunos. A metodologia de aprendizado baseada em projetos (PjBL) é muito adequada para os cursos de Engenharia, pois aproxima a teoria da prática profissional, motivando fortemente os alunos. Porém, o uso de metodologias ativas necessita de uma excelente estrutura laboratorial, com bancadas de uso flexível com possibilidade de lançamento de diferentes desafios. Nesse sentido, os editais de financiamento ao ensino podem fornecer o recurso para o desenvolvimento dessa estrutura.

 

“Aulas Invertidas e Aprendizagem baseada na Solução de Problemas”

Faixa C (R$ 10.000,00)

Informações obtidas com o coordenador do projeto, Prof. Rodrigo Guerra.

Resumo do projeto:

Este projeto prevê a elaboração de videoaulas e material de apoio para uma disciplina de graduação onde utilizo a metodologia da sala de aula invertida. Nessa metodologia o aluno é convidado a estudar o conteúdo teórico em casa e fazer exercícios em sala de aula, invertendo a lógica da sala de aula convencional. A ideia é utilizar as tecnologias como vídeos, aplicativos de internet e outras formas de aprendizagem, permitindo assim que cada aluno possa aprender no seu próprio ritmo. Numa aula convencional, em uma sala com 40 alunos, é muito complicado para o professor manter a atenção de toda a turma. Se o professor tentar atender aos alunos mas rápidos, pode perder os alunos que têm mais dificuldade. Em contrapartida se o professor for mais devagar para atender os alunos com mais dificuldade, aí os alunos mais rápidos perdem a atenção e acabam ficando para trás. Na videoaula, por exemplo, temos uma ferramenta muito poderosa, pois cada aluno pode assistir no seu ritmo, repetindo e pausando a aula quantas vezes quiser. Se houver qualquer distração, o aluno pode interromper o vídeo e continuar mais tarde. Já no momento do exercício, que é quando surgem as principais dúvidas, no método tradicional o aluno está sozinho e não tem nem o colega nem o professor por perto para ajudar. A sala de aula invertida traz o exercício para dentro da sala de aula, permitindo ao aluno encontrar suas dificuldades exatamente no momento em que há colegas e professor por perto para ajudar a resolver.

Expectativas a partir da obtenção de recursos:

Já venho experimentando aulas invertidas desde 2016. Na prática o mais complicado é preparar o material antecipado. Uma videoaula bem preparada de 10 min pode levar até 8h entre gravações e edições de vídeo e áudio. Neste projeto pedi apenas uma bolsa, e em breve selecionarei o aluno bolsista que trabalhará nessas tarefas comigo.

A importância de editais de fomento ao ensino e a otimização das práticas pedagógicas:

Dizemos que a universidade está apoiada em três pilares fundamentais: pesquisa, ensino e extensão. Infelizmente não há uma atenção igual aos três temas. Progressão de carreira docente e publicações que resultam em obtenção de significantes recursos de agências de fomento, geralmente estão ligados ao pilar da pesquisa. A extensão é representada pelo edital interno FIEX, que oferece recursos bastante limitados. Já a educação é provavelmente a função através da qual a universidade mais interage com a comunidade. Mesmo assim, a educação é certamente o pilar menos apoiado por fundos de incentivo à inovação. Na sala de aula convencional ainda ensinamos como se o jovem fosse da geração do rádio e da TV. Nossa sociedade avança muito rapidamente, e o jovem de hoje vive num mundo muito conectado, onde ele exerce papel ativo, desde a escolha de um filme no Netflix, ou música no Spotify, até a expressão de opiniões em redes sociais como Twitter e Facebook. Isso pressiona nossas instituições de ensino a inovar em suas metodologias.

 

“Casa de Educação para a Sustentabilidade”

Faixa B (R$ 20.000,00)

Coordenadora: Prof. Rutineia Tassi.

 

“Projeto de um Veículo Monoposto para a Competição Fórmula SAE Fase 2”

Faixa B (R$ 20.000,00)

Coordenador: Prof. Mario Eduardo Santos Martins.

 

“Confecção de Uma Plataforma de Interface Para Um Motor Didático de Compressão Variável Para Utilização em Aulas Práticas de Ensaios de Motores de Combustão e de Emissões de Poluentes”

Faixa C (R$ 10.000,00)

Coordenador: Prof. Paulo Romeu Moreira Machado.

 

Entre os critérios de avaliação e classificação das propostas estão a contribuição destas para a formação integral do aluno, para a redução da evasão e das reprovações e para a melhora dos índices de qualidade do curso. Também é considerada a aplicação de métodos de ensino atualizados e inovadores, que envolvam reforço pedagógico, compromisso socioambiental, internacionalização dos alunos, melhora na infraestrutura dos espaços de ensino e/ou capacitação pedagógica dos docentes.

Outras informações podem ser obtidas no site www.ufsm.br/prograd, pelo telefone (55) 3220.8338 e pelo e-mail: copa.prograd@ufsm.br.

 

Texto por Lucas Gutierres, acadêmico de Jornalismo. – Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.


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