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			<title>CT - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>GEOMA leva estudos sobre solos, encostas e ensino para conferências nacionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/11/24/geoma-leva-estudos-sobre-solos-encostas-e-ensino-para-conferencias-nacionais</link>
				<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 19:46:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Encostas]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[GEOMA]]></category>

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						<description><![CDATA[Entre 17 e 22 de novembro, grupo do CT-UFSM apresentou artigos técnicos de seus integrantes no XIV GEOSUL e na IX COBRAE.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgec/geoma-grupo-de-pesquisa-geotecnia-e-meio-ambiente"><em><strong>Grupo de Pesquisa Geotecnia e Meio Ambiente (GEOMA)</strong></em></a> apresentou dois artigos técnicos desenvolvidos por seus integrantes no <a href="https://www.cobrae.com.br/"><em><strong>XIV GEOSUL</strong></em></a> (XIV Simpósio de Prática de Engenharia Geotécnica da Região Sul), e cinco artigos na <a href="https://www.cobrae.com.br/"><em><strong>COBRAE</strong></em></a> (IX Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encosta). Trata-se de dois dos principais eventos acadêmicos da área: O GEOSUL ocorre a cada dois anos e a COBRAE, a cada quatro anos. O grupo desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão com foco na engenharia e no meio Ambiente e atua nos cursos de graduação e pós-graduação de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal e Geografia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O evento conjunto COBRAE/GEOSUL 2025 aconteceu de 17 a 22 de novembro de 2025, em Garibaldi. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e profissionais para discutir temas ligados à estabilidade de encostas, gerenciamento de riscos geotécnicos, reconstrução pós-desastres e recuperação de infraestruturas afetadas por eventos climáticos. A programação incluiu minicursos, seminários, apresentação de artigos e relatos de casos, além de duas visitas técnicas a áreas atingidas por deslizamentos na enchente de maio de 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":7533,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-24-as-13.30.33_0e318604-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7533" /><figcaption class="wp-element-caption">Prof. Dr. Magnos Baroni, Deison Konzen , Dra. Paula Pascoal, Laura Tassinari e Lucas Eduardo Dornelles (Foto: Acervo GEOMA)</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A participação do GEOMA nos eventos reforça a relevância do grupo na pesquisa geotécnica e ambiental, destacando estudos voltados à estabilidade de encostas, comportamento de solos e inovação no ensino. As contribuições apresentadas mostram o compromisso da UFSM em desenvolver soluções para desafios atuais, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos e da necessidade de infraestruturas mais seguras e sustentáveis. Confira a seguir os trabalhos apresentados pelo GEOMA nos eventos:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Artigos apresentados no XIV GEOSUL</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os artigos apresentados pelo GEOMA, no XIV GEOSUL, são: “Comportamento Resiliente de um Solo Laterítico Estabilizado com Ácido Fosfórico e Cinza da Casca de Arroz”, produzidos por Lucas Eduardo Dornelles, Paula Pascoal, Deison Konzen, Laura Tassinari e Magnos Baroni; e o artigo “Impacto de Eventos Extremos no Desempenho de Camadas de Solos Compactados em Pavimentos Rodoviários”, produzido por Luiz Henrique Ferrador Ben, Artur Baratto, Paula Pascoal, Magnos Baroni e Luciano Specht.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa “Comportamento Resiliente de um Solo Laterítico Estabilizado com Ácido Fosfórico e Cinza da Casca de Arroz” avalia a melhoria de um solo laterítico de Cruz Alta/RS por meio da adição de cinza de casca de arroz (CCA) e ácido fosfórico (H₃PO₄), alternativas mais sustentáveis ao cimento e à cal. Já a pesquisa “Impacto de Eventos Extremos no Desempenho de Camadas de Solos Compactados em Pavimentos Rodoviários” analisa como a variação de umidade após a compactação do solo afeta o desempenho estrutural de pavimentos flexíveis, diante do aumento de eventos climáticos extremos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-24-as-13.30.33_406e0198-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-7534" /><figcaption class="wp-element-caption">Participantes do GEOMA que apresentaram no evento (Foto: Acervo GEOMA)</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Artigos apresentados na IX COBRAE</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O artigo “<strong>Altura Crítica de Aterros sobre Solos Moles: Análise Comparativa entre Métodos Clássicos e Simulações Numéricas</strong>”, produzido por Dêreck Hummel Becher, José dos Santos, Leonardo Nascimento e Magnos Baroni, analisa a altura crítica de aterros sobre solos moles, comparando métodos empíricos e modelagem numérica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa “<strong>Probabilistic Assessment of Slope Stability Considering Uncertainties in Geotechnical Engineering</strong>” (Avaliação probabilística da estabilidade de taludes considerando incertezas em engenharia geotécnica), com autoria de Patrícia Rodrigues Falcão, Mariana Cirolini, Luiz Henrique Ferrador Ben e Magnos Baroni, analisa a confiabilidade da estabilidade de taludes de 5, 10 e 15 metros, em solos argilosos e arenosos, usando análises determinísticas e probabilísticas. O trabalho reforça a importância de considerar tanto o tipo de solo quanto a geometria do talude em avaliações de estabilidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudo “<strong>Além do Fator de Segurança: Investigação sobre a Influência das Variabilidades Inerentes à Estabilidade de Taludes</strong>”, produzido por Angelo Dotto Ragagnin Prior, Enzo Borin, Kauan Itau, Patricia Falcão e Magnos Baroni, traz uma análise de diferentes métodos de Equilíbrio Limite no software Slide, comparando superfícies de ruptura e fatores de segurança, além de avaliar a confiabilidade por técnicas probabilísticas como Monte Carlo, FOSM e Hipercubo Latino.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O artigo “<strong>Estudo Numérico da Estabilidade de Encostas sob Projeções Futuras de Chuvas Extremas sem Taludes Representativos no Sul do Brasil</strong>”, com os autores Leonardo Alberto Nascimento, Luigi Tavares, Dêreck Becher, Artur Modler e Magnos Baroni, faz uma análise por meio de modelagem numérica, como chuvas intensas afetam a estabilidade de encostas típicas da região central do Rio Grande do Sul.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudo “<strong>Gamificação na Engenharia Geotécnica: Estudo de Caso Aplicado ao Ensino de Mecânica dos Solos</strong>”, produzido por Lucas Eduardo Dornelles e Magnos Baroni, realiza uma análise sobre a aplicação da gamificação na disciplina de Mecânica dos Solos da UFSM, usando o Kahoot como ferramenta para revisões interativas. A experiência foi avaliada por alunos e pelo professor, que destacaram maior engajamento e eficácia na fixação dos conteúdos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:image {"id":7535,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-24-as-13.31.08_28aaa141-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7535" /><figcaption class="wp-element-caption">Patricia Falcão apresentando sua pesquisa (Foto: Acervo GEOMA)</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<p><em>Texto por Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM<br /></em><em>Fotos: Acervo GEOMA<br /></em><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? </em><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos"><em><strong>Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</strong></em></a><em>!</em> <em>Siga o CT nas redes sociais: </em><a href="https://www.facebook.com/ctufsm"><em><strong>Facebook</strong></em></a><em> e </em><a href="https://www.instagram.com/ctufsm/"><em><strong>Instagram</strong></em></a><em>!</em></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>#CTnaReconstrução: da solidariedade à engenharia preventiva para um novo futuro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/06/06/ctnareconstrucao-da-solidariedade-a-engenharia-preventiva-para-um-novo-futuro</link>
				<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 12:12:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Estruturas de Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Transporte]]></category>
		<category><![CDATA[Direção]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[INRI]]></category>

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						<description><![CDATA[Na quarta e última reportagem da série sobre as ações do CT-UFSM nas enchentes do ano passado, conheça os projetos do Centro destinados a prevenir novos desastres]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática de sua história? A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes do CT que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na quarta e última reportagem, destacamos como a ciência produzida pelos pesquisadores e especialistas do CT auxiliaram na emergência e apontam formas de prevenir danos futuros.</p>
<p>O diretor do Centro de Tecnologia, professor Tiago Marchesan, ao comentar as ações realizadas pela Unidade durante as enchentes, relembra que, em situações de tragédia, a primeira medida essencial é acolher. E foi justamente o que fez a comunidade acadêmica: professores, técnicos e estudantes organizaram mutirões para limpeza de casas, arrecadação de alimentos, de utensílios domésticos e construção de móveis para doação. Em meio aos primeiros momentos de acolhimento, a formação técnica e científica dos estudantes e docentes foi colocada em prática: professores especialistas em geotecnia foram chamados para ações cruciais como vistoriar áreas de risco em morros de Santa Maria e Quarta Colônia e avaliar a segurança de permanência dos moradores. </p>
<p>Depois, com a situação emergencial amenizada, o foco dos pesquisadores começou a se voltar para a engenharia preventiva. Projetos que refletem sobre o impacto das chuvas nas estruturas urbanas e na sociedade ganharam espaço e protagonismo em função da emergência - desde projetos de simulação de fluxos hídricos e avaliação de regimes pluviais até outros que buscam o desenvolvimento de soluções urbanísticas para áreas alagadas. As atividades de pesquisa envolveram todos os cursos do CT — desde Engenharia Ambiental e Sanitária até Ciência da Computação, Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil.</p>
<p>Ao longo do último ano, o CT, além de ter organizado encontros próprios, que serviram de base para articulações com prefeituras, Defesa Civil e outras universidades, também participou de eventos e seminários que abordaram o tema. Um deles foi o <a href="https://ufsm.br/r-375-5099"><b><i>Santa Summit</i></b></a> - encontro realizado pela Agência de Desenvolvimento de Santa Maria, Sebrae, Inova Centro e Prefeitura Municipal de Santa Maria que reuniu setores privados e instituições públicas em junho do ano passado, no distrito criativo de Santa Maria, para discutir e pensar ações e projetos colaborativos para reconstruir e impulsionar a região central do Rio Grande do Sul. </p>		
			<h3>Especialistas a campo na emergência</h3>		
		<p>A atuação da universidade durante e após a tragédia também se deu no acompanhamento técnico das áreas atingidas. Professores e pesquisadores do Centro de Tecnologia, com experiência em diferentes áreas da engenharia, se mobilizaram de forma voluntária para atender demandas das prefeituras e da Defesa Civil, principalmente no interior do estado.</p>
<p>O professor Magnos Baroni, docente do Departamento de Transportes e especialista em Geotecnia, foi um dos que estiveram diretamente envolvidos nesse trabalho. Atuando com infraestrutura de contenção, fundações e estabilidade de encostas, Baroni explica que a dinâmica do desastre na região central do estado foi muito rápida, em função da geografia local: “Santa Maria e arredores são regiões com muitos morros e pequenas bacias hidrográficas. A velocidade das águas foi muito grande e grandes quantidades de água desceram pelos morros muito rapidamente, elevando os rios de forma absurda”, relata.</p>
<p>Após a enchente, as prefeituras passaram a lidar com outro problema: avaliar a segurança de áreas de risco e decidir se as famílias poderiam ou não retornar para suas casas. Segundo Baroni, muitas Defesas Civis municipais não tinham profissionais especializados para fazer esse tipo de vistoria. “O cargo de Defesa Civil é obrigatório, mas nem sempre quem ocupa o cargo tem a expertise necessária. E aí eles ficaram perdidos, sem saber se liberavam ou não as casas, se o terreno tinha estabilidade, se podia voltar ou não”, conta.</p>
<p>Sem pessoal técnico suficiente, as Defesas Civis locais recorreram à Defesa Civil estadual, que também estava sobrecarregada com a situação em Porto Alegre e no estado. Foi nesse contexto que docentes e pesquisadores da UFSM começaram a ser chamados. “Por nome, o pessoal sabia que existiam especialistas aqui. Então entravam em contato, perguntavam se podiam passar meu contato, se podiam indicar alguém. E a gente foi ajudando como dava”, lembra.</p>
<p>A logística das vistorias, na maioria das vezes, foi organizada de forma improvisada e voluntária. “A gente usava carro próprio pra chegar até as cidades e lá pegava os veículos da prefeitura. A universidade até disponibilizou caminhonetes, mas era difícil conseguir motorista e deslocamento oficial. Então, quase tudo foi na base da boa vontade mesmo”, comenta.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/163c1412-e6be-4c97-85d9-e206fce35dbb-768x550.jpg" alt="Auxílio aos" /><figcaption>Auxílio aos</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/2a3ef70d-18d1-4345-907c-7c74c9089d9e-768x576.jpg" alt="técnicos da" /><figcaption>técnicos da</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/dd7902f9-73cd-46dd-bc6f-4f1ac461c58f-768x576.jpg" alt="da Defesa Civil" /><figcaption>da Defesa Civil</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/6-768x576.jpg" alt="de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)" /><figcaption>de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/04a8ec4a-8d09-4383-a919-465ed0b35443-768x576.jpg" alt="Auxílio aos" /><figcaption>Auxílio aos</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/0a77f943-aa8d-463d-a019-e2d519f2e163-768x576.jpg" alt="técnicos da" /><figcaption>técnicos da</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/1-768x576.jpg" alt="Defesa Civil" /><figcaption>Defesa Civil </figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/06/35ec0268-cfce-44b7-b4e4-ba7911837d17-768x576.jpg" alt="de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)" /><figcaption>de Imigrante (fotos: arquivo Magnos Baroni)</figcaption></figure>			
		<p>O grupo de atuação incluía, além de Baroni, os professores Daniel Allasia, Rutinéia Tassi e João Francisco Horn, todos ligados ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e especialistas na área de recursos hídricos e geotecnia. Os trabalhos de campo foram realizados em diferentes cidades da região central, com avaliações de áreas afetadas, orientações para as Defesas Civis municipais e, sobretudo, conversas com a população, para explicar os riscos e a necessidade de desocupação de determinadas áreas. “A gente precisava conversar com as famílias, mostrar por que precisavam sair de casa, explicar os motivos técnicos e tranquilizar as pessoas também”, afirma Magnos.</p><p>Além das ações realizadas junto à Defesa Civil, os professores participaram de algumas atividades com os especialistas da área de estruturas, especialmente voltadas para a questão de infraestrutura viária, fundações e pontes. A situação climática exigiu, naturalmente, um trabalho multidisciplinar, com profissionais de diversas áreas técnicas. Magnos destaca que no entanto, o início dos atendimentos eram muito desalinhados: “quem podia ajudar, pegava o carro e ia até o local. Essa foi a realidade do primeiro momento, onde a urgência determinava a forma de atuação.” destaca o professor. </p><p>A experiência prática nunca deixou de estar alinhada ao compromisso teórico e científico dos docentes, como se evidencia no artigo “<em><strong><a href="https://www.scielo.br/j/rbrh/a/pZSKfKmv5dmyBWZRhpLv5zF/?format=pdf&amp;lang=en">O desastre hidrológico excepcional de abril-maio de 2024 no sul do Brasil</a></strong></em>”, publicado pela Revista Brasileira de Recursos Hídricos. O estudo, dimensionou, com dados técnicos e oficiais, a extensão do desastre hidrológico de 2024 no estado. O professor Daniel Allasia representou a UFSM ao lado de pesquisadores da UFRGS, da Univates, do Serviço Geológico do Brasil, da UFPEL e da FURG.</p>https://www.youtube.com/watch?v=gEiuJYJjots		
			<h3>Diagnóstico dos danos e apoio às prefeituras</h3>		
		<p>Após as ações emergenciais, as prefeituras precisaram elaborar planos de trabalho para cadastramento oficial dos danos junto aos governos estadual e federal. Esse cadastro era necessário para viabilizar os recursos emergenciais, que seriam repassados via Defesa Civil. Nesse contexto, os especialistas voltaram a campo, mas não mais para avaliação de áreas de risco, e sim para realizar levantamentos técnicos: analisar e medir pontes destruídas, avaliar alternativas de solução e estimar valores de obra.</p><p>Os docentes relatam que muitas prefeituras não dispunham de toda a capacidade técnica necessária para fazer esse tipo de levantamento, especialmente em relação a encostas e deslizamentos. Em Santa Maria, por exemplo, os docentes e discentes atuaram na região da Estrada do Perau. Juntamente com a prefeitura, foi elaborado um anteprojeto e um plano de trabalho completo, que viabilizou a destinação de cerca de R$ 6 milhões em recursos. Esse apoio foi prestado de forma gratuita pela Universidade e reforçou o compromisso da UFSM com a comunidade. O valor foi liberado recentemente e atualmente a prefeitura dá andamento aos projetos executivos.</p><p>Ações semelhantes também aconteceram em outras cidades, como São Pedro do Sul e Candelária, especialmente em relação a pontes e acessos interrompidos. Em muitos casos, o grupo foi responsável pela vistoria, diagnóstico técnico e proposição preliminar de soluções.</p><p>Durante essas atividades, Magnos contou com o apoio de integrantes do <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/grupos/geoma">GEOMA — Grupo de Pesquisa Geotecnia e Meio Ambiente</a></strong></em>. O grupo reúne discentes de graduação, mestrado e doutorado, mas boa parte dos que foram a campo com o docente são engenheiros civis formados, em processo de qualificação acadêmica. Baroni ressalta: “muitas vezes se usa o termo “aluno”, e a impressão que fica é que a universidade está deslocando estudantes em formação inicial para ações de grande responsabilidade técnica. Na prática, esses profissionais têm formação superior e atuam justamente na área dos problemas enfrentados”.</p><p>Em paralelo, outro grupo da UFSM, liderado pelo professor Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro e composto por professores e estudantes da Geografia e Geologia, também atuou fortemente na região, especialmente em áreas como Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Assim, havia dois grandes núcleos de trabalho geotécnico, que se dividiram para atender a demanda regional.</p><p>Magnos conta que o trabalho de campo sempre foi algo recorrente para o grupo de pesquisa, mas a magnitude das enchentes e a intensidade das atividades trouxeram uma experiência inédita. “Costumamos dizer que no GEOMA é difícil separar onde termina o ensino, onde começa a pesquisa e onde entra a extensão. Muitos pensam a extensão como um trabalho social mais elementar — como ensinar uma comunidade a construir um muro ou rebocar uma parede — mas, para nós, a extensão também é ir até uma encosta, monitorar o talude e contribuir para a segurança de uma rodovia, gerando impacto direto na vida da população.”</p>		
			<h2>Orientações práticas para situações inesperadas
</h2>		
		<p>Desde 2009, o trabalho do professor Leandro Michels, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, é focado em sistemas fotovoltaicos e na pesquisa aplicada à energia solar. Leandro é coordenador do laboratório do <a href="https://iemufsm.com.br/">Instituto de Energia e Mobilidade</a> (IEM, antigo INRI). Por meio do trabalho dos pesquisadores desenvolvido neste laboratório, a UFSM se tornou referência nacional no desenvolvimento e certificação de inversores fotovoltaicos, dispositivos essenciais para a conversão e segurança dos sistemas solares.</p><p>Quando as enchentes afetaram a região metropolitana, provocando alagamentos em residências com sistemas fotovoltaicos instalados, surgiram preocupações sobre os riscos de choque elétrico e sobre como proceder diante da situação inesperada de equipamentos submersos. O professor conta que, como esses equipamentos não foram projetados para operar imersos em água, sua equipe atuou para fornecer orientações técnicas essenciais ao governo e aos profissionais do setor, a fim de aumentar a segurança nas operações. Sua atuação, então, foi no sentido de aconselhar tecnicamente os órgãos de controle, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), que o convidou para fazer palestras com orientações técnicas que pudessem ser difundidas entre os profissionais do setor elétrico.</p><p>O trabalho foi desenvolvido em equipe, com participação do professor Lucas Bellinaso e estudantes de doutorado do Laboratório de Ensaios Fotovoltaicos, que realizaram experimentos para entender melhor o problema e auxiliar no desenvolvimento de guias práticos. Leandro enfatiza que a atuação teve caráter voluntário e foi organizada dentro de um projeto de extensão da UFSM, buscando dar suporte técnico e prático em um momento de crise.</p><p>A receptividade das ações ficou evidente pela grande audiência das palestras: um dos vídeos alcançou 23 mil visualizações e contou com mais de mil pessoas assistindo simultaneamente, interagindo e tirando dúvidas. O professor destaca que, em eventos do setor, muitas empresas e técnicos relataram que adotaram suas recomendações para a recuperação dos sistemas afetados, e que muitas pessoas usaram as suas orientações como base para agir na recuperação e para evitar riscos nos sistemas alagados.</p><p>No aspecto acadêmico, embora a segurança já fosse um tema presente, o episódio reforçou a discussão teórica sobre a importância de planejar a instalação dos sistemas em locais adequados, longe de áreas sujeitas a inundações. Leandro explica que, dada a natureza dos equipamentos, “assim como aviões não são feitos para voar debaixo d’água”, não é viável projetá-los para funcionar submersos. Por isso, a principal lição foi a atenção à escolha dos locais de instalação dos equipamentos, para garantir segurança e durabilidade. Ele destaca que agora as pessoas estão mais preocupadas em evitar instalar fotovoltaicos em locais que possam ficar sujeitos a alagamentos, o que representa uma mudança importante no setor.</p><p>Leandro ressalta que a segurança elétrica é uma preocupação central em sua atuação, especialmente para proteger usuários e técnicos contra riscos de choque elétrico e incêndio. Ele explica que, além das pesquisas e palestras, sua equipe colaborou diretamente com órgãos reguladores como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) para aprimorar normas técnicas e garantir maior segurança na operação dos sistemas.</p><p>Por fim, o professor salienta o caráter institucional do trabalho desenvolvido, que envolveu o conhecimento técnico e a infraestrutura do IEM da UFSM, além do esforço conjunto de pesquisadores e  estudantes em um momento de crise. O objetivo de minimizar danos e orientar a população e os profissionais para a reconstrução segura das instalações elétricas foi alcançado. Para ele, foi uma ação voluntária e institucional, feita com o conhecimento técnico da UFSM, que colaborou num momento tão complicado, ajudando a população e os profissionais a agir com segurança e responsabilidade.</p>https://www.youtube.com/live/xSkGoK44uBM?feature=shared		
			<h2>Balanço da Direção do CT um ano após as enchentes
</h2>		
		<p>A direção do Centro de Tecnologia, representada pelo professor Tiago Marchesan, fez, a convite da reportagem, um balanço da atuação da unidade em função das enchentes ao longo do último ano. Para ele, o compromisso social da instituição ficou patente: “Sempre que a comunidade chama, a gente não diz não. Eu sempre procuro ser dinâmico, montar rapidamente uma rede de contatos dentro e fora da universidade, e todos atendem. É bonito ver o quanto as pessoas se colocam à disposição”, enfatiza Marchesan. Para o diretor, esse engajamento coletivo faz do CT um espaço de ciência, pesquisa e — acima de tudo — solidariedade. “A gente se junta e ajuda. Esse é o espírito que nos move: contribuir com soluções técnicas, mas também com a mão estendida na hora mais difícil.”</p><p> “Eu tenho uma teoria de que o ser humano só é completo se ele consegue vivenciar tudo que a cidade, onde ele vive, é capaz de proporcionar”, defende. Segundo ele, ao participar de ações sociais, projetos de pesquisa, atividades de extensão e da própria sala de aula, os estudantes ampliam sua visão de mundo e desenvolvem habilidades que vão além do conteúdo técnico. “Se você não vivencia todas as disparidades e diversidades da sociedade, você vive numa agulha. E não é legal viver numa agulha. A única forma de expandir seu conhecimento e sua visão de mundo é vivenciando o mundo”, completa.</p><p>Situações como a enchente que afetou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 deixam aprendizados profundos não só quanto à necessidade de colaboração, mas também quanto à urgência de repensar o modelo de ocupação urbana e a relação com o meio ambiente. “Você pode ser um cientista super reconhecido, mas vai ter que ajudar a pessoa a tirar lama de dentro de casa. Isso é viver a integridade da vida”, resume.</p><p>O professor destaca que os especialistas do CT contribuíram com seu conhecimento na formulação de diretrizes técnicas para a reconstrução de pontes no estado. Atualmente, há exigência de estudos hidrológicos antes da elaboração dos projetos. “Toda prefeitura que precisa de um projeto de ponte é obrigada a fazer estudo de regime pluvial da região para definir altura e vão. E isso tem colaboração direta da UFSM, com o Escritório Modelo, com a Ambiental e Sanitária, Civil”, relata.</p><p>Um ano após a tragédia, o professor avalia que o principal desafio é evitar que o episódio caia no esquecimento. “O ser humano esquece rápido. Cabe à universidade relembrar. Relembrar que nós vamos ter que, na beira dos rios, manter mata ciliar, que há áreas onde não se pode ocupar, que o aquecimento global é uma realidade”, alerta. Ele destaca que a ciência e a universidade têm o papel de produzir conhecimento e de atuar como memória social, e prevenir que os erros do passado se repitam. “Se você passar lá daqui a um ano, vai estar tudo igual. Talvez isso fique só nos livros ou na história do avô, que vai contar que em 2024 foi a maior enchente da história. Mas se a gente não mudar, daqui a 10 anos pode vir outra ainda maior”, reflete.</p><p>Para Tiago, a formação universitária precisa preparar estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida em sociedade. “Quem se preocupa, se coloca no lugar do outro, vai ser um cidadão melhor depois. E a universidade está aqui para ensinar, mas também, como universidade pública, para formar cidadãos melhores, que transformem a sociedade”, conclui.</p>https://www.youtube.com/watch?v=UfoP9zlctgI<p>As ações relatadas acima são exemplos que reforçam o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, atuações como essas mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.</p><p><i>Esta é a quarta e última reportagem da série #CTnaReconstrução. </i></p><p>A <a href="https://ufsm.br/r-375-6604"><b><i>primeira</i></b></a><i>, #CTnaReconstrução: relembre os projetos do CT-UFSM em resposta às enchentes de 2024;</i></p><p>a <a href="https://ufsm.br/r-375-6681"><b><i>segunda</i></b></a><i>, #CTnaReconstrução: na emergência, Centro de Tecnologia virou fábrica de móveis e ponto de arrecadação de utensílios domésticos;</i></p><p>e a <a href="https://ufsm.br/r-375-6751"><b><i>terceira</i></b></a><i>, #CTnaReconstrução: Escritório Modelo de Engenharia recupera pontes em rodovias da região santamariense,  abordaram as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações.</i></p><p><i>Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.</i></p><p><i>Fotos: acervo pessoal dos professores. </i></p><p><em>Vídeos: Canal Diário de Santa Maria e Canal Aranda Eventos</em></p><p><i>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? </i><strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos"><i>Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</i></a></strong><i>! 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				<title>#CTnaReconstrução: Escritório Modelo de Engenharia recupera pontes em rodovias da região santamariense</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/05/29/ctnareconstrucao-escritorio-modelo-de-engenharia-recupera-pontes-em-rodovias-da-regiao-santamariense-ctnareconstrucao</link>
				<pubDate>Thu, 29 May 2025 16:59:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Estruturas de Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>

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						<description><![CDATA[Na terceira reportagem da série sobre as ações do CT-UFSM nas enchentes do ano passado, conheça o projeto que auxiliou na restauração dos estragos em estradas do Rio Grande do Sul
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As chuvas começaram no dia 27 de abril, ganharam força no dia 29 e assolaram o estado durante todo o mês de maio de 2024, em forma de enchentes e deslizamentos de terra. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), as enchentes danificaram grande parte da infraestrutura rodoviária de responsabilidade estadual: dez pontes foram interditadas e mais de 8 mil quilômetros de estradas foram danificados.</p><p>Você se lembra do que estava fazendo há um ano atrás, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior catástrofe climática de sua história? A Subdivisão de Comunicação preparou uma série de reportagens intitulada #CTnaReconstrução, na qual você vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes do CT que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato à população, seja com projetos de recuperação e prevenção a médio e longo prazo de áreas atingidas pela tragédia climática no RS. Na terceira reportagem, destacamos um projeto que auxiliou na recuperação dos estragos em rodovias do Rio Grande do Sul.</p>		
			<h3>Conheça o Escritório Modelo</h3>		
		<p>O <a href="https://www.instagram.com/escritoriomodelodeengenharia/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Escritório Modelo de Engenharia</i></b></a> é um projeto de extensão vinculado ao CT, desenvolvido pelos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil. O projeto em seu formato atual existe desde 2021 e é coordenado pelo professor Almir Barros Santos com a colaboração direta dos docentes André Lubeck e Rogério Antocheves. O Escritório atua como um elo entre a universidade e a comunidade ao prestar serviços para órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio da elaboração de projetos de engenharia, do acompanhamento de obras, da realização de cursos de capacitação, consultorias e assessoramentos técnicos. Quando os entes federados encontram dificuldades para realizar ou contratar tais atividades, eles podem dispor dos serviços do Escritório.</p><p>A origem do Escritório Modelo remonta à experiência dos professores na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), entre 2006 e 2017, onde atuaram desde os primeiros anos de funcionamento da instituição. Na época, como aquela universidade não dispunha de infraestrutura administrativa ou corpo técnico completos, os docentes recém-chegados acabaram por assumir múltiplas funções e aprender, na prática, como gerir obras e contratos públicos. Esse ambiente desafiador permitiu que eles acumulassem uma vivência profissional impulsionadora. A partir de 2017, quando os três docentes se reencontraram na UFSM, trouxeram consigo essa bagagem. </p>		
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											<a href="https://www.instagram.com/p/CnmxrhorVPM/" target="_blank">
							<img width="512" height="510" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/unnamed-4.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>Card utilizado pelo projeto para divulgação dos serviços prestados</figcaption>
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		<p>A ideia de criar o Escritório Modelo surgiu a partir de uma conversa com o professor Tiago Marchesan, diretor do CT. A proposta era estabelecer um projeto de extensão que pudesse apoiar a Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) na elaboração de projetos estruturais e, futuramente, atender também a órgãos públicos externos.</p><p>Após início com atendimento exclusivo para as demandas da Proinfra, especialmente na área de estruturas da UFSM, o projeto ampliou seu alcance e passou a desenvolver projetos para prefeituras e outros órgãos públicos, principalmente em cidades pequenas, onde a falta de equipe técnica especializada é um obstáculo frequente. </p><p>O Escritório é remunerado pelos contratantes a partir de cada projeto desenvolvido. Os pagamentos são feitos à <a href="https://www.fundep.ufmg.br/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep)</i></b></a>, responsável pela gestão administrativa e financeira, que distribui os recursos de acordo com as rubricas previstas — como bolsas, retribuições e remuneração aos profissionais envolvidos. Parte dos recursos também é destinada à Universidade e outra parte é reinvestida nos laboratórios do Centro de Tecnologia. Para assegurar a regularidade e a compatibilidade dos preços, os projetos seguem tabelas referenciais de órgãos públicos como Daer e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - isso garante que os projetos estejam alinhados às exigências legais e os valores cobrados estejam dentro da realidade do mercado. O Escritório Modelo, portanto, presta um serviço de alta qualidade técnica a preços de mercado e com viés social, tanto para quem contrata quanto para quem trabalha nos projetos.</p><p>Além de auxiliar órgãos públicos na resolução de demandas emergenciais, como no caso das enchentes, o projeto proporciona aos estudantes de Engenharia Civil da UFSM a oportunidade de participar diretamente do desenvolvimento de projetos reais, e vivenciar os desafios da profissão antes mesmo de concluírem a graduação. A experiência prática, segundo os coordenadores, faz toda a diferença na formação dos futuros profissionais. “É muito diferente o aluno trabalhar com um projeto hipotético em sala de aula do que acompanhar a elaboração de um projeto de ponte que realmente será executado”, destaca André Lubeck. E foi essa experiência que foi posta à prova no momento de emergência vivido há um ano.</p>		
			<h3>Logística da reconstrução
</h3>		
		<p>Quando as enchentes atingiram o Rio Grande do Sul, em maio de 2024, a equipe do Escritório Modelo de Engenharia se viu diante de uma demanda emergencial inédita. Diversos municípios da região, afetados pela destruição de pontes, passarelas e estradas vicinais, passaram a buscar apoio técnico para viabilizar projetos e acessar os recursos de recuperação disponibilizados pela Defesa Civil e pelo Governo Federal.</p><p>“Enxergamos a situação como uma oportunidade de ajudar, porque tínhamos estrutura e conhecimento para isso”, relata o professor André Lubeck. A relação prévia com a Prefeitura de Santa Maria, que já havia contado com os serviços do Escritório Modelo, foi decisiva para organizar os primeiros atendimentos. Na época, o município contabilizava aproximadamente 19 pontos críticos. “Eles nos perguntaram se teríamos condições de atender e nós falamos que não daria para fazer tudo, mas que poderíamos contribuir”, conta André.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/1-card-insta.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/548488d2-bc72-4225-826f-11337e4ffc8a-768x1364.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/5eb9ec64-ceaf-4323-8655-b87cabe25be1-1.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure>			
		<p>A partir desse contato, a equipe do Escritório pautou seu trabalho pelas diretrizes do manual da Defesa Civil, que orientava a elaboração dos projetos e da documentação necessária para acessar os recursos de recuperação. A análise do material revelou a necessidade de estudos complementares de geotecnia e hidrologia, além dos projetos estruturais. “Brasília <i>[governo federal]</i> só libera o recurso se tudo atender à legislação. Emergência não é sinônimo de improviso”, reforça o professor.</p><p>Para ampliar a capacidade de atendimento, os coordenadores do Escritório articularam parcerias com outros professores da UFSM. Na geotecnia, contaram com o professor Magnos Baroni para os estudos de solo. Na área hidrológica, uniram-se ao grupo de Ecotecnologias, com os professores Daniel Allasia e João Francisco Horn. “Os professores trouxeram seus estudantes, organizamos as equipes e mostramos para Santa Maria o que conseguiríamos assumir”, detalha Rogerio Antocheves.</p><p>As demandas fizeram com que o Escritório fosse ampliado para agregar mais profissionais. Hoje, o Escritório Modelo entrega projetos completos, com orçamentos, especificações técnicas, <a href="https://www.confea.org.br/servicos-prestados/anotacao-de-responsabilidade-tecnica-art" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)</i></b></a> e toda a documentação exigida pela Defesa Civil e por órgãos de controle. Este é um diferencial do projeto: reunir profissionais especializados em áreas específicas para realizar soluções técnicas, atributo que por vezes não é encontrado no mercado privado.</p><p>Santa Maria, então, reorganizou sua estratégia e repassou nove pontos críticos para o Escritório Modelo, enquanto buscava outras soluções para o restante. A experiência com a prefeitura — uma das maiores e mais organizadas da região — serviu como aprendizado e modelo para os atendimentos posteriores. “Quando vieram as demandas de municípios menores, como Quevedos, São Vicente e São Francisco de Assis, a gente já sabia como funcionava o processo e até os ajudamos a organizar a documentação e os procedimentos”, lembra André.</p><p>Para tentar organizar um atendimento coletivo, o Escritório Modelo chegou a enviar ofícios e propor reuniões junto a associações regionais, como a Quarta Colônia. Porém, diante da urgência e da complexidade da situação, cada município buscava sua solução como podia — alguns contratatavam empresas particulares, outros recorreram a profissionais internos. </p><p>Muitas prefeituras pequenas careciam de equipe ou conhecimento técnico até mesmo para solicitar os recursos emergenciais ou quais documentos precisavam apresentar. “Tivemos casos de prefeituras que, só depois, ficaram sabendo que oferecíamos esse serviço e lamentaram não ter procurado antes”, destaca Almir Barros.</p><p>Atualmente, todos os projetos assumidos pelo Escritório Modelo no contexto das enchentes já foram concluídos e enviados para análise da Defesa Civil em Brasília. Alguns retornaram com pedidos de ajustes ou complementações, prontamente atendidos pela equipe. Mais do que atender demandas técnicas, a atuação nesse período reforçou a importância de uma estrutura universitária pública capaz de responder a emergências e prestar serviços qualificados à comunidade.</p>		
			<h3>Projeto em campo</h3>		
		<p>O trabalho do Escritório Modelo de Engenharia Estrutural da UFSM vai muito além dos cálculos e projetos em escritório. Apesar de atuar principalmente com projetos técnicos para licitação, a equipe realiza visitas de campo para vistoriar as áreas afetadas — sempre após a estabilização da situação, para garantir a segurança e o levantamento preciso das necessidades.</p><p>“Nós só atuamos depois que o problema está formalmente registrado e definido pela prefeitura. Mas, claro, fomos a campo vistoriar os locais atingidos”, explica o professor André. Professores especialistas em geotecnia e hidrologia acompanharam as inspeções em áreas críticas, como encostas, para garantir que as condições estejam seguras para intervenções futuras. Os discentes da UFSM têm papel ativo em todo esse processo, sempre sob supervisão técnica rigorosa. Eles colaboram na elaboração de desenhos, orçamentos e especificações, com atenção especial à revisão, pois os projetos serão auditados por órgãos como tribunais de contas.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/a5ef7dfd-dd21-430a-b3c2-c2901091b600-1024x576.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/ffaf92bd-1110-45bb-a8d5-791c2c0aac97-1-1024x576.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/f6f19660-e83f-4881-bd31-1fb2431c0c5c-1024x577.jpg" alt="Equipes do Escritório do município de Quevedos" /><figcaption>Equipes do Escritório do município de Quevedos</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/ef059145-77d4-4901-a2fc-00c15e519aff-1024x576.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/9862127e-5325-477b-820b-e64e5c811455-1024x576.jpg" alt="Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte" /><figcaption>Equipes do Escritório nos distritos de Arroio Grande e Boca do Monte</figcaption></figure>			
		<p>Nas vistorias em Santa Maria, mestrandos chegaram a trabalhar com água na altura da cintura para medir fundações de pontes. “São histórias que ficam para a formatura, qualificam muito a formação dos estudantes.” Os docentes lembram de um episódio marcante durante a entrega dos projetos para a Prefeitura de Cacequi: “Esperávamos uma reunião formal, mas era um evento com imprensa, secretários e vereadores. Dois alunos que participaram — a Giovana e o Felipe — tiveram que dar entrevistas. Para eles, foi o auge da graduação.”</p><p>Mas nem tudo são boas notícias. “Muitas pontes que caíram já apresentavam sinais antes. A enchente foi só o empurrãozinho final,” alerta André. Problemas comuns como bueiros entupidos e falta de manutenção adequada comprometem a infraestrutura. “Ficamos felizes em ajudar, mas também tristes por ver onde a engenharia e a manutenção pública estão faltando. Se isso não mudar, os problemas vão continuar,” conclui.</p><p>Na atuação do Escritório Modelo e na formação dos alunos da UFSM, um ponto é sempre reforçado: por trás de cada projeto de engenharia, existe uma questão social profunda. O professor Rogério conta a história de uma senhora feirante que mora próxima a uma das pontes em avaliação. “Ela nos disse que, com a falta daquela ponte, a rotina dela mudou totalmente. Tem que sair muito mais cedo, dar uma volta enorme. E, quando chove, fica impossível passar.” A ponte, para ela, não é apenas concreto ou cálculo — é conexão com o mundo, é qualidade de vida.</p>		
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											<a href="https://www.instagram.com/p/DICd-JiRiD1/" target="_blank">
							<img width="361" height="620" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/unnamed-5-1.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>Pontes com projetos para reconstrução realizados pelo Escritório</figcaption>
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		<p>Essa realidade é o que a equipe busca transmitir aos estudantes, o docente enfatiza: “Por trás de cada ponte, de cada prédio, tem pessoas que dependem dessas estruturas para trabalhar, estudar, viver. Esse olhar social precisa caminhar junto com a técnica, senão a engenharia perde o sentido.”</p><p>A ação relatada acima é exemplo que reforça o papel social da Universidade pública enquanto espaço de formação técnica e científica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, projetos como esses mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a serviço da sociedade.</p><p><i>Esta é a terceira reportagem da série #CTnaReconstrução. A </i><a href="https://ufsm.br/r-375-6604" target="_blank" rel="noopener"><b><i>primeira</i></b></a><i> e a </i><a href="https://ufsm.br/r-375-6681" target="_blank" rel="noopener"><b><i>segunda </i></b></a><i>abordaram as principais ações dos grupos e projetos do CT que ampararam Santa Maria e região no auge das inundações. Acompanhe as próximas reportagens ao longo do mês de maio no site do CT!</i></p>		
		<p><i>Texto por Marina dos Santos, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.</i></p><p><i>Fotos por Escritório Modelo.</i></p><p><i>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? </i><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos"><i>Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</i></a><i>! Siga o CT nas redes sociais: </i><a href="https://www.facebook.com/ctufsm"><i>Facebook</i></a><i> e </i><a href="https://www.instagram.com/ctufsm/"><i>Instagram</i></a><i>!</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CT recebe menção honrosa por atuação no resgate de acervo atingido por enchentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/05/20/ct-recebe-mencao-honrosa-por-atuacao-no-resgate-de-acervo-atingido-por-enchentes</link>
				<pubDate>Tue, 20 May 2025 14:29:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/?p=6747</guid>
						<description><![CDATA[Unidade foi reconhecida pelo Departamento de Arquivo Geral por contribuições essenciais na recuperação de documentos históricos da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na tarde desta segunda-feira (19), o Centro de Tecnologia da UFSM recebeu uma menção honrosa da Diretoria do Departamento de Arquivo Geral (DAG) pelos relevantes serviços prestados no resgate do acervo arquivístico da instituição, atingido pelas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024. A homenagem foi entregue ao diretor do CT, professor Tiago Marchesan, pela diretora do DAG, Débora Flores, durante a 10ª edição do Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, promovido pelo Arquivo Nacional na UFSM para destacar os esforços de recuperação do patrimônio documental afetado pelas inundações.</p>
<p>A contribuição do CT que motivou a menção honrosa veio em três formas principais: a unidade disponibilizou seu estoque de máscaras da pandemia para os bolsistas envolvidos no resgate, cedeu estudantes que trabalhavam no arquivo do Centro para as ações emergenciais no DAG e teve servidores e alunos atuando diretamente nas operações de salvamento.</p>
<p>No dia 30 de abril de 2024, o arquivo permanente da UFSM, localizado no subsolo do prédio da Reitoria, ficou completamente submerso após o transbordamento do lago adjacente. O acervo, com cerca de 12 mil caixas de documentos históricos, foi um dos primeiros atingidos no estado. Diante da emergência, o DAG organizou uma força-tarefa com professores, técnicos, militares e voluntários para retirar os materiais e iniciar o processo de recuperação.</p>
<p>A menção honrosa, entregue ao CT e a vários outros indivíduos e setores, reforça a importância da colaboração entre setores e unidades na Universidade, além de valorizar a ação coletiva na preservação da memória institucional e histórica da UFSM.</p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_6749" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-6749 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/05/0099_250520104920_001_page-0001-1-1024x728.jpg" alt="" width="1024" height="728" /> Menção Honrosa do DAG ao CT[/caption]
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<p><i>Texto e edição - Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.</i></p>
<p><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site?<strong> <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos">Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</a></strong>!</em> <em>Siga o CT nas redes sociais: <strong><a href="https://www.facebook.com/ctufsm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Facebook</a></strong> e <a href="https://www.instagram.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Instagram</strong></a>!</em></p>
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