{"id":227,"date":"2015-06-20T23:09:51","date_gmt":"2015-06-21T02:09:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/2015\/06\/20\/projetado-em-santa-maria-primeiro-nanossatelite-brasileiro-completa-um-ano-em-orbita\/"},"modified":"2015-06-20T23:09:51","modified_gmt":"2015-06-21T02:09:51","slug":"projetado-em-santa-maria-primeiro-nanossatelite-brasileiro-completa-um-ano-em-orbita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/2015\/06\/20\/projetado-em-santa-maria-primeiro-nanossatelite-brasileiro-completa-um-ano-em-orbita","title":{"rendered":"Projetado em Santa Maria, primeiro nanossat\u00e9lite brasileiro completa um ano em \u00f3rbita"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">H\u00e1 exatamente um ano, no dia 19 de junho de 2014, uma equipe de Santa Maria comemorava efusivamente uma conquista para a ci\u00eancia aeroespacial do pa\u00eds, que acontecia a 14 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, na base de lan\u00e7amento de Yasny, na R\u00fassia. Naquela data, entrou em \u00f3rbita o NanoSatC-BR1, o primeiro nanossat\u00e9lite brasileiro. Fruto de uma parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com a UFSM, o sat\u00e9lite em formato de cubo (com 10 cent\u00edmetros de aresta) segue viajando a uma velocidade aproximada de 7,5 quil\u00f4metros por segundo, suficiente para dar uma volta completa no planeta a cada 90 minutos. A gravita\u00e7\u00e3o se d\u00e1 na ionosfera, a uma dist\u00e2ncia m\u00e9dia de 614 quil\u00f4metros da superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Um dos coordenadores do projeto NanoSatC (sigla para &#8220;nanossat\u00e9lite cient\u00edfico&#8221;) \u00e9 o pesquisador Nelson Schuch, que atua no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) do Inpe, localizado no campus sede da UFSM. Ele e sua equipe seguem monitorando os passos do sat\u00e9lite. Entretanto, de acordo com Schuch, as miss\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas do artefato j\u00e1 haviam sido completadas com sucesso tr\u00eas meses ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento no espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\"><a href=\"http:\/\/site.ufsm.br\/arquivos\/uploaded\/uploads\/9520bfed-5ef9-49a9-8779-be3e868406cb.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"galeria\" class=\"fotos\" style=\"color: #4782b2; text-decoration: none; background: 0px 0px;\" title=\"Modelo igual ao nanossat\u00e9lite lan\u00e7ado foi apresentado em entrevista coletiva no ano passado. Cr\u00e9dito foto: Felippe Richardt\"><img decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle; float: right; width: 449px; margin: 0px 0px 10px 10px;\" title=\"Modelo igual ao nanossat\u00e9lite lan\u00e7ado foi apresentado em entrevista coletiva no ano passado. Cr\u00e9dito foto: Felippe Richardt\" src=\"http:\/\/site.ufsm.br\/arquivos\/uploaded\/uploads\/9520bfed-5ef9-49a9-8779-be3e868406cb.jpg.500x375_q85_crop-scale.jpg\" alt=\"Modelo igual ao nanossat\u00e9lite lan\u00e7ado foi apresentado em entrevista coletiva no ano passado. Cr\u00e9dito foto: Felippe Richardt\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Pesando pouco menos de 1kg, o nanossat\u00e9lite leva junto consigo tr\u00eas cargas \u00fateis: um magnet\u00f4metro (integrando a miss\u00e3o cient\u00edfica), e dois circuitos integrados (como parte da miss\u00e3o tecnol\u00f3gica). No caso da primeira miss\u00e3o, o objetivo era coletar dados do campo magn\u00e9tico terrestre, especialmente da Anomalia do Atl\u00e2ntico Sul, na qual se encontra boa parte do Brasil, incluindo Santa Maria.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Com rela\u00e7\u00e3o aos circuitos integrados (popularmente conhecidos como \u201cchips\u201d), um deles foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o outro, pela Santa Maria Design House (SMDH), a qual \u00e9 ligada a grupos de pesquisa da UFSM. Quanto ao chip santa-mariense, um dos objetivos de sua ida ao espa\u00e7o era testar a resist\u00eancia dos materiais de que \u00e9 feito. Em posse das informa\u00e7\u00f5es enviadas pelo nanossat\u00e9lite, os desenvolvedores tiveram as suas hip\u00f3teses confirmadas: a parte do chip projetada para ter uma toler\u00e2ncia maior \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar apresentou mais resist\u00eancia que a parte vulner\u00e1vel do circuito, o que atestou a fragilidade desta \u00faltima.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">No momento, a equipe de pesquisadores da UFSM e do Inpe envolvidos no projeto busca aumentar a vida \u00fatil do NanoSatC-BR1, desligando as suas baterias. Isto porque elas n\u00e3o conseguem mais sustentar a carga gerada pelos pain\u00e9is solares. \u00c9 por isso que as antenas de rastreamento e controle do Inpe, localizadas em Santa Maria e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), n\u00e3o est\u00e3o mais recebendo informa\u00e7\u00f5es do nanossat\u00e9lite. Assim, a capta\u00e7\u00e3o de dados s\u00f3 est\u00e1 sendo poss\u00edvel quando o sat\u00e9lite gravita sobre o hemisf\u00e9rio norte ou nas proximidades da linha do Equador, onde o seu sinal \u00e9 sintonizado por radioamadores &shy;\u2013 com os quais o CRS entra em contato.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\"><a href=\"http:\/\/site.ufsm.br\/arquivos\/uploaded\/uploads\/6b570f8b-cda9-484a-a5e8-6eea3dc8e109.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"galeria\" class=\"fotos\" style=\"color: #4782b2; text-decoration: none; background: 0px 0px;\" title=\"O pesquisador Nelson Schuch \u00e9 um dos coordenadores do projeto NanoSatC\"><img decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle; float: left; width: 393px; margin: 0px 10px 10px 0px;\" title=\"O pesquisador Nelson Schuch \u00e9 um dos coordenadores do projeto NanoSatC\" src=\"http:\/\/site.ufsm.br\/arquivos\/uploaded\/uploads\/6b570f8b-cda9-484a-a5e8-6eea3dc8e109.jpg.500x375_q85_crop-scale.jpg\" alt=\"O pesquisador Nelson Schuch \u00e9 um dos coordenadores do projeto NanoSatC\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\"><span style=\"font-weight: bold; color: #004074;\">Viagem e projetos futuros \u2013&nbsp;<\/span>Os resultados obtidos com o lan\u00e7amento do NanoSatC-BR1 ser\u00e3o apresentados de forma detalhada em Praga, na Rep\u00fablica Tcheca, durante a assembleia geral da Uni\u00e3o Internacional de Geod\u00e9sia e Geof\u00edsica (IUGG), que ocorre de 22 de junho a 2 de julho. Na comitiva que parte neste s\u00e1bado (20), Schuch estar\u00e1 acompanhado por Juliano Moro, bolsista de p\u00f3s-doutorado do Inpe, e por dois alunos da UFSM: Thales M\u00e2nica, do curso de Engenharia El\u00e9trica, e Pietro Moro, da F\u00edsica. Ap\u00f3s a assembleia da IUGG, eles partem para a cidade de Delft, na Holanda. L\u00e1 ter\u00e3o reuni\u00f5es na sede da empresa Isis, fornecedora de plataformas para nanossat\u00e9lites. A volta a Santa Maria est\u00e1 programada para 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Al\u00e9m dos aspectos mais t\u00e9cnicos, durante a apresenta\u00e7\u00e3o em Praga o NanoSatC tamb\u00e9m ser\u00e1 abordado sob o prisma da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissional. Incluindo os custos de lan\u00e7amento, os recursos investidos no nanossat\u00e9lite foram de aproximadamente R$ 1 milh\u00e3o, valor considerado relativamente baixo, tendo em vista as altas somas de dinheiro geralmente associadas \u00e0 ind\u00fastria aeroespacial. Afora o custo material, este acabou sendo tamb\u00e9m um investimento em recursos humanos, j\u00e1 que possibilitou a alunos da UFSM um envolvimento intenso no projeto e a intera\u00e7\u00e3o com pesquisadores reconhecidos nacional e internacionalmente em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Os recursos humanos formados e o&nbsp;<em>know-how<\/em>&nbsp;adquirido gra\u00e7as ao \u201cBR1\u201d ser\u00e3o aproveitados para o lan\u00e7amento do NanoSatC-BR2, previsto para 2016 nos EUA. A equipe do Inpe de Santa Maria e a UFSM j\u00e1 est\u00e3o trabalhando neste novo nanossat\u00e9lite, cujo tamanho ser\u00e1 o dobro do anterior. Desta vez o formato n\u00e3o ser\u00e1 o de um cubo, mas o de um paralelep\u00edpedo (nas propor\u00e7\u00f5es 10x10x20, em cent\u00edmetros). Outra novidade, \u00e9 que o \u201cBR2\u201d ter\u00e1 dois magnet\u00f4metros, um interno e outro externo. Para um futuro pr\u00f3ximo, dentro do mesmo projeto, est\u00e1 previsto ainda o lan\u00e7amento dos nanossat\u00e9lites \u201cBR3\u201d e \u201cBR4\u201d.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">Informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas do projeto \u2013 incluindo uma esp\u00e9cie de \u201cdi\u00e1rio de bordo\u201d no link \u201cNot\u00edcias\u201d \u2013 constam no endere\u00e7o<a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/crs\/nanosat\" target=\"_blank\" style=\"color: #4782b2; text-decoration: none; background: 0px 0px;\">www.inpe.br\/crs\/nanosat<\/a>.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 10px; color: #666666; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 23px;\"><em>* Com a informa\u00e7\u00e3o, Ag\u00eancia de Not\u00edcias da UFSM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatamente um ano, no dia 19 de junho de 2014, uma equipe de Santa Maria comemorava efusivamente uma conquista para a ci\u00eancia aeroespacial do pa\u00eds, que acontecia a 14 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, na base de lan\u00e7amento de Yasny, na R\u00fassia. 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