{"id":750,"date":"2016-05-23T17:41:48","date_gmt":"2016-05-23T20:41:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/2016\/05\/23\/3-ereds-sul-discute-uma-engenharia-popular-e-solidaria-no-ct\/"},"modified":"2016-05-23T17:41:48","modified_gmt":"2016-05-23T20:41:48","slug":"3-ereds-sul-discute-uma-engenharia-popular-e-solidaria-no-ct","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/2016\/05\/23\/3-ereds-sul-discute-uma-engenharia-popular-e-solidaria-no-ct","title":{"rendered":"3\u00ba EREDS-Sul discute uma engenharia popular e solid\u00e1ria no CT"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-747\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/wp-content\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/destaque-ereds.jpg\" alt=\"destaque ereds\" width=\"940\" height=\"627\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/destaque-ereds.jpg 940w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/destaque-ereds-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/destaque-ereds-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/destaque-ereds-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&ldquo;Vai avan&ccedil;ar! Vai avan&ccedil;ar! A frente de engenharia popular!&rdquo;<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Esses foram &nbsp;alguns dos gritos que cortaram o sil&ecirc;ncio dos corredores do Anexo C nos dias &nbsp;19, 20 e 21 de maio no Centro de Tecnologia. Tudo isso gra&ccedil;as &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do <strong>III Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento Social da Regi&atilde;o Sul<\/strong>, EREDS-SUL, que teve como sede, nesse ano, a nossa Universidade Federal de Santa Maria. O evento teve como tema &ldquo;Que engenharia estamos construindo?&rdquo; e, apesar do seu car&aacute;ter regional, contou com participantes do pa&iacute;s inteiro, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O primeiro dia contou com a mesa &ldquo;<strong>O panorama da forma&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncia e tecnologia<\/strong>&rdquo;, que trabalhou modelos de forma&ccedil;&atilde;o did&aacute;ticos e pedag&oacute;gicos nos cursos de ci&ecirc;ncias exatas. Ap&oacute;s, os participantes puderam contar com a mesa &ldquo;<strong>Mulher e Engenheira, os desafios de ser<\/strong>&rdquo;, uma das mais aguardadas. Mulheres, ali&aacute;s, que foram protagonistas durante todo o evento, tanto como ouvintes, quanto como palestrantes dos mais diversos espa&ccedil;os. Uma delas era P&acirc;mela Bortoletti (foto), acad&ecirc;mica da Universidade Federal do Rio Grande, FURG, que acompanhou o evento junto com o seu filho, ainda nos primeiros meses de idade.&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo P&acirc;mela, um dos maiores problemas de ser mulher na Engenharia &eacute; o fato dos homens acreditarem que ela est&aacute; l&aacute; para tirar o lugar deles: &ldquo;Eu sofro muito preconceito agora por ter filho, &eacute; uma responsabilidade, ter que faltar aula, &eacute; complicado&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-748\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/wp-content\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-3.jpg\" alt=\"imagem 3\" width=\"400\" height=\"267\" style=\"margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 20px; float: right;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-3.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-3-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J&aacute; o segundo dia debateu um tema atual, pol&ecirc;mico e necess&aacute;rio na mesa &ldquo;<strong>Mariana e por que a engenharia vai al&eacute;m da t&eacute;cnica<\/strong>&rdquo;. Depois dessa mesa, os participantes se reuniram para oficinas diversas. No in&iacute;cio da noite, o audit&oacute;rio do Anexo C presenciou o espa&ccedil;o &ldquo;<strong>Visibilidade LGBT: Exatas fora do arm&aacute;rio<\/strong>&rdquo;, que discutiu a homofobia, a bifobia, a lesbofobia e a transfobia presentes em todas as &aacute;reas das ci&ecirc;ncias exatas. Segundo o militante LGBT e tamb&eacute;m estudante da FURG, Geidison Lamborghini, o EREDS, at&eacute; a ida ao evento, ele n&atilde;o conseguia somar as Engenharias com tem&aacute;ticas sociais. De acordo com ele, a mesa abordou o panorama da educa&ccedil;&atilde;o, que muitas vezes coloca um ester&oacute;tipo no gay, considerando que ele deve cursar Arquitetura e Urbanismo, Design de moda entre outros, sendo que existem sim LGBTs, como ele, que desejam adentrar nas engenharias tidas como espa&ccedil;os dos heterossexuais. &ldquo;O curso do gay &eacute; onde ele quiser&rdquo;, completa.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No terceiro dia, um momento fora das paredes do CT: aqueles que estavam participando do evento foram at&eacute; o Feir&atilde;o Colonial do Projeto Cooesperan&ccedil;a, para aprender com as viv&ecirc;ncias da economia solid&aacute;ria, como elas atuam popularmente e como a sua autonomia &eacute; um importante exemplo tanto para o movimento estudantil quanto para os movimentos sociais em geral. Ao retornarem para a UFSM, assistiram a duas mesas que dialogavam com esse tema: &ldquo;<strong>A atua&ccedil;&atilde;o da engenharia popular e solid&aacute;ria<\/strong>&rdquo; e &ldquo;<strong>O protagonismo estudantil como ferramenta de transforma&ccedil;&atilde;o<\/strong>&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><img decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-749\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ct\/wp-content\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-2.jpg\" alt=\"imagem 2\" width=\"400\" height=\"267\" style=\"margin-right: 20px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: left;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-2.jpg 940w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/375\/2016\/05\/imagem-2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Ao cair da noite, se iniciava o espa&ccedil;o &ldquo;<strong>Quantos colegas negros voc&ecirc; tem?<\/strong>&rdquo;. A acad&ecirc;mica de Ci&ecirc;ncias da Computa&ccedil;&atilde;o e militante do movimento negro Ntidandara da Silva, uma das pessoas que participou da mesa, respondeu &agrave; pergunta-t&iacute;tulo da mesa para a nossa reportagem: &ldquo;A gente pode ver hoje no evento que a maior parte dos participantes n&atilde;o eram negros. A gente pode ver a representatividade em um evento que era regional que n&atilde;o tem a sua representatividade garantida. A popula&ccedil;&atilde;o negra &eacute; mais de 50% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e n&atilde;o ocupa os espa&ccedil;os da Universidade. Onde &eacute; que est&atilde;o esses negros?&rdquo;. A membro do DCE e tamb&eacute;m participante da mesa Juliane Loreto acredita que a presen&ccedil;a do negro na Universidade j&aacute; &eacute; uma postura revolucion&aacute;ria, e que a pol&iacute;tica de cotas &eacute; apenas o in&iacute;cio de um projeto que visa, al&eacute;m da inclus&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o de um conhecimento cient&iacute;fico diferente do que temos hoje, que fale tamb&eacute;m sobre as popula&ccedil;&otilde;es negras.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O acad&ecirc;mico de Engenharia Ac&uacute;stica William Dantas, al&eacute;m de ter sentado &agrave; mesa que debateu a quest&atilde;o racial, tamb&eacute;m participou do evento como ouvinte. Para ele, a participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes de engenharia no EREDS &eacute; essencial: &rdquo;N&oacute;s percebemos que o CT na sua grande parte n&atilde;o tem a periferia, os grupos LGBTTs, as mulheres e etc. Temos muitas salas hoje que tem poucos negros e mulheres. Isso est&aacute; mudando, aos poucos. O EREDS &eacute; a oportunidade de darmos um salto quanto &agrave; isso&rdquo;. O membro da organiza&ccedil;&atilde;o do evento e acad&ecirc;mico de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental Yamil Salom&oacute;n concorda com William, e ainda refor&ccedil;a que a import&acirc;ncia do EREDS est&aacute; em refletir sobre uma nova engenharia, mais popular, solid&aacute;ria e igualit&aacute;ria.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ap&oacute;s a mesa, foi realizada uma <strong>plen&aacute;ria final<\/strong>, com o objetivo de se avaliar o evento e se decidir a sede do EREDS em 2017. A Univalli e a FURG foram indicadas para sediar. O EREDS faz parte da Rede de Engenharia Popular, que, desde 2004, organiza o Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social, que tem nos EREDS as suas etapas preliminares . Esse ano, muitos ineditismos: &eacute; a primeira vez que o encontro regional &eacute; em Santa Maria, a primeira vez em que s&atilde;o realizados encontros em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s e tamb&eacute;m a primeira vez que o Encontro Nacional ser&aacute; na regi&atilde;o sul, em Florian&oacute;polis-SC entre os dias 16 e 19 de agosto. De acordo com a acad&ecirc;mica do curso de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental e organizadora do EREDS-Sul Melissa Rocha, o evento supre a car&ecirc;ncia de quem enxerga a engenharia al&eacute;m da t&eacute;cnica: &ldquo;A gente refletiu sobre a atua&ccedil;&atilde;o da engenharia popular e solid&aacute;ria&rdquo;. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Texto elaborado por Mateus de Albuquerque, acad&ecirc;mico de Jornalismo &#8211; N&uacute;cleo de Divulga&ccedil;&atilde;o Institucional do CT\/UFSM.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Vai avan&ccedil;ar! Vai avan&ccedil;ar! A frente de engenharia popular!&rdquo; Esses foram &nbsp;alguns dos gritos que cortaram o sil&ecirc;ncio dos corredores do Anexo C nos dias &nbsp;19, 20 e 21 de maio no Centro de Tecnologia. 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