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Proposta de reforma estrutural prevê enxugamento do CTISM



A proposta de reestruturação organizacional do CTISM sugere que o colégio seja dividido em dois grandes setores – e não mais em quatro departamentos, como ocorre hoje. O projeto prevê também a extinção da Vice-Direção, e que o chefe do setor de Ensino seja o substituto do diretor do CTISM.

A proposta faz parte da reforma do Regimento que está sendo projetada por servidores do colégio. A estrutura sugerida será discutida com os coordenadores de curso em reunião na manhã desta terça-feira (11). A reunião tem o objetivo de que os coordenadores façam suas contribuições e críticas ao projeto de reestruturação. A proposta foi apresentada pela primeira vez aos coordenadores em reunião anterior, há um mês.

A trajetória da proposta e os passos que ela deve seguir no futuro foram detalhados em reportagem publicada no site do CTISM na semana passada.

‘ENXUTA’

Na reunião que deu início oficialmente à reforma do Regimento, em setembro de 2016, a Direção, os técnicos administrativos e os diretores de departamento listaram todos os processos que são executados no colégio. Eles chegaram à conclusão de que todos eles podem ser divididos entre duas categorias: administração e ensino, pesquisa e extensão. Por isso, a sugestão da proposta é de que o CTISM seja constituído de dois grandes setores responsáveis por essas respectivas áreas.

A estrutura sugerida na proposta é “moderna”, “enxuta” e permite aos usuários do CTISM “identificar como são feitos os processos”, segundo o servidor Jonas Carniel de Macedo, que integrou o Departamento Administrativo do CTISM até maio, quando assumiu função na Proplan (Pró-Reitoria de Planejamento), e está à frente da reforma do Regimento. “O objetivo principal é melhorar o atendimento”, afirma ele. Jonas estima que a reforma entre em vigor em, no mínimo, um ano e meio.

Para a coordenadora de Registros Escolares, Franciele de Lima Machado – que também comandou o desenvolvimento da proposta nos últimos meses – a estrutura sugerida é “horizontal” e “menos hierarquizada”.

A estrutura foi pensada de modo que possa ser implantada sem alterar o atual quadro de servidores do CTISM, com exceção de dois setores que precisariam de novos profissionais – o Gabinete de Direção vinculado à Assessoria de Comunicação e o Arquivo Setorial.

De acordo com Jonas, a estrutura prevista no projeto evitaria situações em que setores são formados por apenas um servidor. Assim, ela garantiria que todas as funções do colégio estariam sempre sendo executadas por alguém. A estrutura sugerida teria também a vantagem de alocar os servidores conforme as funções relacionadas à formação de cada um, e evitaria casos em que servidores atuam em funções que não estão ligadas ao seu cargo.

ENSINO

A proposta prevê que o CTISM seja constituído por dois grandes setores. Não há nomenclatura definida, mas a proposta trabalha com duas “coordenações”. Uma delas seria a Coordenação de Ensino, que concentraria todas as atividades relacionadas a ensino, pesquisa e extensão. Ela seria dividida em três setores – entre eles a Secretaria.

O colégio possui hoje quatro secretarias: mestrado, cursos superiores e EaD, além da Coordenação de Registros Escolares, que é a secretaria dos cursos técnicos. A proposta de reestruturação prevê que os quatro setores sejam unidos em uma grande secretaria que atenda a todos os níveis de ensino do CTISM e que assuma, inclusive, os processos de estágio que estão atualmente a cargo do Drec.

A Coordenação de Ensino englobaria ainda a Supervisão e a Orientação Escolar – setor que reuniria os TAEs com formação ligada à educação – e um setor de Tecnologias de Ensino, que concentraria o Núcleo EaD e os técnicos de laboratório que, segundo Jonas, “fariam o planejamento e a estruturação dos laboratórios para atender às aulas”, hoje a cargo do Departamento Técnico.

ADMINISTRAÇÃO

O outro grande setor previsto na proposta é a Coordenação de Administração e Infraestrutura, que teria quatro subdivisões, entre as quais uma Secretaria responsável, segundo Jonas, pelos “assuntos de expediente que não estão na parte de ensino, pesquisa e extensão”.

Dentro da coordenação ficariam também um setor de Orçamento, Licitações e Compras – que administraria as questões financeiras e orçamentárias do CTISM –, um núcleo de Almoxarifado e Patrimônio e um setor de Infraestrutura – que ficaria responsável pela manutenção dos laboratórios e dos equipamentos e que, na prática, trata-se do atual Departamento Técnico.

DIREÇÃO

Entre as alterações sugeridas pela proposta, está a extinção do cargo de vice-diretor. O chefe da Coordenação de Ensino seria o primeiro na linha de substituição do diretor do CTISM. Segundo Jonas, a mudança geraria economia.

A extinção da Vice-Direção, no entanto, exigiria uma alteração no Estatuto da UFSM – que estabelece que as unidades devem ter vice-diretor – e poderia postergar a entrada em vigor da reforma.

A proposta contempla também a criação de um Gabinete de Direção vinculado à Assessoria de Comunicação. Para serem implantados, os setores precisariam de um secretário executivo e de um profissional de comunicação no quadro de servidores do CTISM. Atualmente, a Assessoria é um setor informal formado por bolsistas. A nova Assessoria agregaria as funções de eventos e de relações com a comunidade, que hoje estão a cargo do Drec.

Outro setor previsto que precisaria de servidores que não se encontram no quadro atual do colégio é o Arquivo Setorial, que teria um arquivista para fazer a gestão adequada de todos os arquivos do CTISM.

 

por Rossano Villagrán Dias



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