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CTISM promove primeiros eventos dentro de convênio com instituição do Vêneto




Burmann, Mocellin, coordenador da CEBTT, Marcelo Freitas da Silva, e diretor do CTISM, Rafael Adaime Pinto, durante assinatura de acordo.

O CTISM realizou dois eventos nos últimos dias no âmbito de um acordo de cooperação firmado entre a UFSM e a Academia de ła Bona Creansa – instituição privada sediada em Vicenza, na região italiana do Vêneto, que atua no estudo, no ensino e na valorização da cultura e da língua vênetas. O convênio institucionaliza a parceria da entidade italiana com o Projeto de Extensão Talian e o PPGEPT (Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica), ambos do CTISM.

O acordo de cooperação foi assinado no dia 12 de julho pelo reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, e por Alessandro Mocellin, diretor da Academia da Língua Vêneta, que faz parte da Academia de ła Bona Creansa. O acordo é coordenado pelo professor Marcos Daniel Zancan, que também é coordenador do Projeto Talian.

A parceria do CTISM com a Academia de ła Bona Creansa, no entanto, teve origem no I Seminário Internacional Talian, em 2017, que foi o ponto de partida do Projeto Talian e teve Mocellin como um dos palestrantes. O evento contou a história do idioma vêneto e da sua variação no sul do Brasil, o talian. Leia aqui sobre o seminário e sobre a história do talian.

A Academia de ła Bona Creansa, o PPGEPT e o Projeto Talian se comprometeram a trabalhar, no acordo de cooperação, com os aspectos linguísticos e culturais da imigração do norte da Itália para o Rio Grande do Sul no final do século XIX e com os conhecimentos técnicos e científicos trazidos pelos imigrantes.

PALESTRA E CURSO

Alessandro Mocellin explica a evolução do território vêneto em palestra no auditório do CTISM.

A primeira atividade oficialmente vinculada ao convênio foi uma palestra na tarde de terça-feira (17) de Mocellin sobre o modelo de desenvolvimento da civilização vêneta. Ele resgatou a história da República de Veneza – o Estado vêneto que dominou o comércio com o Oriente durante a Idade Média. Mocellin citou o comércio de âmbar praticado por Veneza, a primeira rede comercial estabelecida na Europa, e lembrou do sistema político do país, que era governado por um doge eleito enquanto os demais Estados europeus eram monarquias feudalistas. Para o diretor da Academia da Língua Vêneta, a cultura vêneta é marcada pela resiliência e pela cooperação, que dispensa a hierarquia.

A palestra foi promovida pelo PPGEPT. Alunos e professores do mestrado em Educação Profissional e Tecnológica participaram da atividade.

Antes, nos dias 13 e 14, o Projeto Talian ofereceu um curso intensivo do idioma vêneto, também com Mocellin à frente. Autoridades e cidadãos da Quarta Colônia participaram do evento, que contou com uma abertura na qual Mocellin e Zancan contextualizaram a história do talian e explicaram porque ele não pode ser confundido com um dialeto do italiano – pois o talian é uma variação do vêneto, idioma que surgiu antes do italiano.

 

por Rossano Villagrán Dias

fotos Marcel Jacques/CTE


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