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Em sua 9ª edição, ciclo afro-brasileiro do CTISM homenageia personalidades negras das ciências

Stand dedicado ao americano Frederick McKinley Jones, inventor do ar condicionado, no Ciclo sobre História e Culturas Afro-Brasileiras.

Pela primeira vez no CEHCAB, as apresentações foram em formato de stand. Os estudantes falavam sobre seu homenageado para as pessoas que se aproximavam.

A professora Marta Nunes em sua fala no CEHCAB.

Entre os cientistas pesquisados, estavam alguns de importância mundial, como John Standard, que inovou a geladeira no século XIX em meio ao regime de segregação racial americano; Katherine Johnson, física e matemática da Nasa durante o auge da corrida espacial entre EUA e União Soviética; e Neil deGrasse Tyson, astrofísico americano autor de livros como Morte no buraco negro e célebre pela série de televisão Cosmos: uma odisseia no espaço.

Entre os brasileiros que foram tema de pesquisa, estava Enedina Marques, que se tornou, em 1945, a primeira engenheira negra do país. Ao longo de sua carreira no setor público, teve papel de destaque nos projetos de várias hidrelétricas.

A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março no Rio, também foi homenageada por um dos grupos. Formada em sociologia, Marielle foi considerada pelos alunos como uma cientista social.

A professora Roselene Pommer e a escritora Maria Rita Py Dutra se abraçam no CEHCAB.

Foi homenageada também a professora gaúcha Marta Nunes, da Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul), que possui pós-doutorado em Química pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e, atualmente, cursa mais um pós-doutorado pela Universidade da Califórnia. Marta fez uma palestra no evento antes da apresentação dos trabalhos e comandou um game didático no qual os estudantes do CTISM tentavam responder corretamente a perguntas relacionadas ao tema da edição deste ano do CEHCAB.

O evento também contou com falas da escritora Maria Rita Py Dutra, primeira negra a concluir o doutorado em Educação do CE (Centro de Educação da UFSM), e da professora Roselene Pommer, que organiza o ciclo desde a sua criação.

Durante o evento, foi feito também o lançamento do Caderno de Resumos do ciclo, que reúne sínteses de todos os 17 trabalhos. Ele estará disponível em versão digital em breve.

A professora e pesquisadora Joana Félix, também tema de uma das pesquisas do ciclo, se manifestou no Facebook em agradecimento à homenagem que recebeu. Ela atua na escola técnica professor Carmelino Corrêa Júnior, em Franca, SP, cidade onde nasceu. Doutora em Química, Joana conquistou 82 prêmios ao longo da carreira e recebeu uma bolsa de pós-doutorado na Universidade Harvard, segundo os alunos no Caderno de Resumos do CEHCAB. No stand dedicado a ela no evento, os estudantes exibiram um pano inscrito com frases racistas que Joana ouviu ao longo da vida, como ser chamada de “filhinha de empregada”.

 

por Rossano Villagrán Dias/NCI

imagens 1, 2 e 3 Rojas de Lima

imagem 4 Reprodução