{"id":10827,"date":"2025-08-08T20:13:48","date_gmt":"2025-08-08T23:13:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ctism\/?p=10827"},"modified":"2025-08-08T20:13:52","modified_gmt":"2025-08-08T23:13:52","slug":"quem-faz-o-ctism-de-aluno-a-docente-servidor-trabalha-no-colegio-desde-1995","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/ctism\/2025\/08\/08\/quem-faz-o-ctism-de-aluno-a-docente-servidor-trabalha-no-colegio-desde-1995","title":{"rendered":"Quem Faz o CTISM: de aluno a docente, servidor trabalha no Col\u00e9gio desde 1995"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7663-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" \/><\/p>\n<p>S\u00e9rgio Adalberto Pavani, 68, \u00e9 um dos professores mais antigos do Col\u00e9gio T\u00e9cnico Industrial de Santa Maria (CTISM). Atualmente, ele ministra aulas para turmas dos cursos t\u00e9cnicos integrados ao ensino m\u00e9dio e p\u00f3s-m\u00e9dio, mas, em outros tempos, foi aluno do Col\u00e9gio. Pavani ingressou no CTISM como discente em 1973, a convite do seu tio Jos\u00e9 Valdir Goetz, que na \u00e9poca trabalhava como professor na institui\u00e7\u00e3o. Na formatura do curso t\u00e9cnico em Mec\u00e2nica, S\u00e9rgio recebeu uma medalha por ter sido premiado como o primeiro colocado de sua turma, algo que para ele s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 sua mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica, que o auxiliava em provas e trabalhos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a formatura, foi trabalhar na iniciativa privada, onde exerceu o cargo de engenheiro em empresas como: Grupo Gerdau, na Sider\u00fargica Riograndense \u2013 onde foi l\u00edder de equipe\u2013 e Globo Inox Equipamentos Industriais LTDA.<\/p>\n<h1>Uma vida dedicada \u00e0 doc\u00eancia<\/h1>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7688-scaled-e1754692182900-659x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"393\" \/>Al\u00e9m dos servi\u00e7os prestados a empresas privadas, Pavani tem em seu curr\u00edculo quase 30 anos de dedica\u00e7\u00e3o ao CTISM. Em 1995 come\u00e7ou a lecionar no Col\u00e9gio, onde permanece at\u00e9 hoje. Dentre os principais feitos de sua carreira como professor, ele destaca a cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Pneum\u00e1tica, que hoje \u00e9 considerado o maior do Brasil. \u201cEu fa\u00e7o aprimoramentos no laborat\u00f3rio at\u00e9 hoje, porque eu quero que o aluno consiga utilizar at\u00e9 como meio de divers\u00e3o\u201d, comenta o professor.<\/p>\n<p>Ele destaca ainda que foi um dos respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do primeiro rob\u00f4 dinossauro feito na UFSM. Apelidado de Frederico, o rob\u00f4 representa o <i>Staurikosaurus Pricei<\/i>, um dos r\u00e9pteis mais antigos descobertos na regi\u00e3o da Quarta Col\u00f4nia. O dispositivo foi feito com a colabora\u00e7\u00e3o de uma aluna do Programa Nacional de Integra\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Profissional com a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica na Modalidade da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (PROEJA) do CTISM.\u00a0 Ela trabalhava como faxineira na Institui\u00e7\u00e3o e escolheu Pavani para ser seu orientador de est\u00e1gio supervisionado. \u201cA aluna se chamava Vanessa Flores e ela desenvolveu o rob\u00f4 dinossauro, obviamente com ajuda porque a escola \u00e9 para isso: proporcionar ao aluno que ele conquiste aquilo que deve conquistar, transformando uma ideia em algo \u00fatil\u201d. Segundo ele, o rob\u00f4 dinossauro \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o no Laborat\u00f3rio de Pneum\u00e1tica e uma de suas maiores realiza\u00e7\u00f5es enquanto professor.<\/p>\n<h2>Mem\u00f3ria e afetividade<\/h2>\n<p>Como professor, S\u00e9rgio j\u00e1 foi respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o de diversos projetos. Dentre eles, recorda de um que o marcou de forma especial: a Escola de F\u00e1brica. Essa iniciativa foi desenvolvida pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), junto com diversas institui\u00e7\u00f5es de todo o Brasil, com o objetivo de ofertar forma\u00e7\u00e3o profissional a jovens de baixa renda. S\u00e9rgio ministrou um curso de 600 horas para 700 alunos, em um projeto que envolveu as cidades de S\u00e3o Sep\u00e9, Santa Maria, Ivor\u00e1, Cruz Alta, Palmeira das Miss\u00f5es e regi\u00e3o, entre 2008 e 2011.<\/p>\n<p>Pavani comenta que, no curso, havia um aluno que n\u00e3o costumava ir bem nas aulas pr\u00e1ticas. Certo dia, aproximou-se dele e percebeu que o jovem tinha uma clara dificuldade para enxergar. Com isso, pediu a um colega professor que levasse o menino at\u00e9 o centro de Santa Maria e pagou um \u00f3culos para que ele pudesse finalizar as aulas. Cerca de dez anos depois, reencontrou esse aluno, que agradeceu pelo gesto e afirmou que gra\u00e7as \u00e0 atitude do professor, seguiu firme nos estudos e j\u00e1 havia defendido a tese do mestrado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-10839  alignleft\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-576x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"802\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-576x1024.jpg 576w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-864x1536.jpg 864w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-1152x2048.jpg 1152w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/360\/2025\/08\/IMG_7668-2-scaled.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/>Al\u00e9m disso, o professor S\u00e9rgio recorda outro caso muito marcante em sua trajet\u00f3ria no CTISM. \u201cNo PROEJA recebemos um aluno que estava voltando de uma cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o para dependentes qu\u00edmicos e enfrentava muitas dificuldades por causa das crises de abstin\u00eancia\u201d. Algum tempo depois, S\u00e9rgio montou um laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica El\u00e9trica em Cruz Alta e convidou esse rapaz, que j\u00e1 fazia parte do Col\u00e9gio, para ensinar aos alunos sobre soldagem. Quando essa turma se formou, o novo \u201cprofessor\u201d foi eleito o melhor docente pelos discentes.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio relembra, saudoso, do ex diretor do CTISM Claudio Fialho Cirio, popularmente conhecido como Claudi\u00e3o. \u201cEle foi o melhor chefe que j\u00e1 tive. Tenho muita admira\u00e7\u00e3o por ele, por ter sido t\u00e3o correto como ele foi.\u201d Ele explica que desenvolveu um curso experimental para avaliar as condi\u00e7\u00f5es da \u00e1rea industrial a fim de possibilitar o trabalho de pessoas com defici\u00eancias no setor, contando com total apoio do Col\u00e9gio, na \u00e9poca sob dire\u00e7\u00e3o do Claudi\u00e3o. \u201cEles vinham em uma Kombi, eu tinha que peg\u00e1-los no colo e devolver \u00e0 cadeira de rodas para que pud\u00e9ssemos ir at\u00e9 a sala de aula\u201d, explica sobre o funcionamento das atividades.<\/p>\n<h2>Ensino al\u00e9m da sala de aula<\/h2>\n<p>Pavani menciona que, em seus quase 50 anos de carreira\u2013 dos quais 20 foram dedicados \u00e0 ind\u00fastria e 30 ao CTISM\u2013 um de seus maiores aprendizados foi adquirido quando ele trabalhou como l\u00edder de equipe na Sider\u00fargica Riograndense e compreendeu que as individualidades devem ser estimuladas e preservadas. \u201cUm dos grandes mestres que tive, e que me ensinou a ter paci\u00eancia, foi Donir Alves Duarte. Em seis anos, ele me deu solu\u00e7\u00f5es incr\u00edveis para poder resolver quest\u00f5es que impediam o andamento de projetos\u201d.<\/p>\n<p>No que se refere aos desafios da doc\u00eancia, ele explica que n\u00e3o aplica aulas de recupera\u00e7\u00e3o para grupos de alunos, mas busca atend\u00ea-los individualmente. \u201cCada pessoa tem uma maneira maravilhosa de ser diferente do outro e isso exige um tratamento especial para cada um deles\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Mesmo com tantos anos de trabalho, S\u00e9rgio Pavani n\u00e3o pensa em uma aposentadoria a curto prazo. Afirma que j\u00e1 poderia estar aposentado, mas que ainda tem sonhos para realizar. Planeja se retirar do mercado de trabalho daqui a tr\u00eas anos, quando completar 71 anos de idade. Ap\u00f3s isso, seus planos s\u00e3o investir em um neg\u00f3cio pr\u00f3prio, afastando-se do ensino.<\/p>\n<p>Como conselho para as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, ele afirma: \u201cAprenda a dizer sim e n\u00e3o com a mesma dose de amor e justi\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Texto: Myreya Antunes, bolsista de Jornalismo do N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional do CTISM.<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: Gabriel Montelli<\/em><\/p>\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Adalberto Pavani, 68, \u00e9 um dos professores mais antigos do Col\u00e9gio T\u00e9cnico Industrial de Santa Maria (CTISM). Atualmente, ele ministra aulas para turmas dos cursos t\u00e9cnicos integrados ao ensino m\u00e9dio e p\u00f3s-m\u00e9dio, mas, em outros tempos, foi aluno do Col\u00e9gio. 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