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Alunos de Relações Públicas da UFSM-FW promovem evento sobre acessibilidade e inclusão

Por uma vida sem atalhos

Josieli Piovesan dando suas contribuições ao evento de encerramento da campanha. / Foto: Thaís Jacomelli 

 

 

O evento “Por uma vida sem atalhos”, promovido pelos alunos da Disciplina de Laboratório de Comunicação Acessível nas Organizações, do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen, realizou palestras na manhã da sexta-feira, 23, no Centro de Convivência, do Campus.

A campanha teve início no dia dois de junho e teve como objetivo provocar a reflexão sobre a acessibilidade tanto no ambiente universitário, quanto na sociedade. Além disso, estimulou a realização de debates para que mudanças de atitude sejam operadas em cada um e que esse processo provoque atitudes concretas das autoridades com vistas a autonomia das pessoas com deficiências.

O nome “Por uma vida sem atalhos” é uma analogia ao caminho que ainda hoje as pessoas precisam trilhar para terem acesso aos locais públicos e privados e terem seus direitos atendidos. Tem relação com os acessos secundários que precisam ser feitos, em vez de o acesso principal ser de livre trânsito e universal.
Ao longo da realização da campanha o campus recebeu obstáculos em pontos-chave de circulação na instituição, como escadas e vaga de estacionamento. Para avisar sobre os obstáculos ao público, um cartaz em braile foi exposto no hall de entrada principal, a fim de que sentissem dificuldades em se comunicar. Também buscou-se provocar a experiência do incômodo e desconforto das pessoas ao transitar pelas dependências da instituição devido à intervenção da ação, situações enfrentadas cotidianamente por pessoas com deficiência.

De acordo com o Dr. Jones Machado, professor da Disciplina, “para que haja uma efetiva acessibilidade, inclusão e integração de pessoas com deficiência, todos os profissionais que fazem parte das organizações da sociedade precisam ter uma postura e uma agenda cotidiana pautada pela acessibilidade universal. Por isso, é dever e prioridade também das Relações Públicas atuarem na sensibilização, na criação e na efetivação de políticas organizacionais afirmativas nessa área junto aos públicos”.

A cerimônia de encerramento recebeu as convidadas Eliane Galhardo, acadêmica de Administração da URI e a Psicóloga da APAE e professora da URI, Josieli Piovesan. Eliane, que é cadeirante, explica que as decisões governamentais, políticas públicas e programas influenciam e são um gancho para impulsionar uma nova maneira de pensar e de agir, de comunicar e de praticar esses recursos para garantir a acessibilidade: “É uma mudança de cultura e também de atitude que deve partir de cada um em prol da inclusão de todas as pessoas em todos os ambientes”.

Na oportunidade, os alunos também expuseram suas impressões sobre a campanha e avaliaram o que ainda precisa ser feito para que as estruturas da sociedade sejam acessíveis a todos os cidadãos.