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				<title>Estudantes de Agronomia da UFSM/FW conhecem realidade do agronegócio no Cerrado brasileiro</title>
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				<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:30:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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						<description><![CDATA[Visita técnica proporcionou contato com grandes sistemas produtivos, conhecimentos sobre agricultura irrigada, produtos biológicos e oportunidades profissionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Alunos do Curso de Agronomia do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) realizaram a <strong>15ª Visita Técnica ao Cerrado Brasileiro</strong>, de 20 a 26 de junho de 2026. Atividade complementar da disciplina de Agricultura Especial I, a viagem possibilitou compreender diferenças entre os sistemas agrícolas do Cerrado e da região Sul do país, conhecer sistemas produtivos em larga escala e aproximar os estudantes do mercado de trabalho.</p><p>Durante as atividades, os acadêmicos visitaram fazendas nos estados de Goiás (GO), Minas Gerais (MG) e Distrito Federal (DF). A programação incluiu visitas voltadas à produção de diferentes culturas. Além disso, a experiência possibilitou discussões relacionadas à produção de alimentos, manejo sustentável, uso de produtos biológicos, irrigação, agricultura digital e adaptação às mudanças climáticas, temas cada vez mais presentes no setor agrícola brasileiro.</p>		
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										<img width="1024" height="572" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/FOTOS-CULTURAS.jpg" alt="Montagem com fotos das plantações, na esquerda com canola, em seguida, com sorgo, algodão, tomate, cebola, batata e café" />											<figcaption></figcaption>
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		<h6> </h6><h2>Conhecimento na prática</h2><p>A iniciativa ocorreu sob a coordenação do professor Claudir José Basso, docente do departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais (DCAA) da UFSM/FW, e da disciplina. Também acompanharam a viagem os professores do departamento, Braulio Otomar Caron e Fernando Panno.</p><p>Para Basso, essa experiência revela aos acadêmicos possibilidades que vão além do cenário agrícola regional. “Trazer os alunos para essa realidade é importante porque o Cerrado ainda é uma região que vai crescer muito na produção de alimentos, na produção de energia”. Segundo pontua, “a ideia é apresentar um contexto totalmente diferente daquele que estamos acostumados a ver no Sul e também possibilitar aos estudantes oportunidades profissionais e de estágio”.</p><p>O docente enfatiza que a atividade contribui para <strong>aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da prática no campo</strong>. “O algodão, por exemplo, é uma cultura que os alunos estudam dentro da graduação, mas muitos nunca tiveram contato direto com uma lavoura. Aqui eles conseguem visualizar isso, conversar com profissionais da área e entender melhor os sistemas de produção”, explica.</p><h2>Diferenças climáticas e desafios de produção</h2><p>Na Fazenda Barro Branco, em Buritis (MG), os estudantes conheceram as plantações de <strong>sorgo e canola</strong>, que são destinadas para a produção de sementes. Diferentemente do Sul, onde as chuvas são mais distribuídas ao longo do ano, a região do Cerrado possui períodos bem definidos entre seca e chuva: um verão quente e chuvoso (outubro a abril) e um inverno seco (maio a setembro). A influência do clima foi observada durante as visitas, onde os alunos entenderam sua interferência direta no planejamento das lavouras.</p><p>Vinícius Machado da Silva, Gerente Geral Agrícola da propriedade e egresso da UFSM/FW, explicou que o manejo agrícola da região depende muito do calendário climático. “A principal diferença é o regime de chuvas. Isso exige planejamento das culturas, manejo de cobertura do solo e definição correta das épocas de plantio”. Silva comentou ainda sobre outro fator importante: a maior pressão de pragas e doenças, visto que o frio não atua da mesma forma que no Sul na quebra dos ciclos biológicos.</p><p>O proprietário da Barro Branco, Oscar Stroschon, também egresso da UFSM, iniciou as atividades no Cerrado em 1989 e atualmente soma áreas em Minas Gerais, Goiás e Bahia, atuando na produção de sementes e diferentes culturas agrícolas. O cultivo experimental de canola, por exemplo, iniciou em 2024 nas fazendas, com rápida ampliação da área destinada à oleaginosa, atualmente com cerca de 250 hectares.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/DSC_0039-1024x683.jpg" alt="Alunos de Agronomia em plantação de sorgo" />											<figcaption>Alunos de Agronomia durante visita em plantação de sorgo na Fazenda Barro Branco</figcaption>
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		<h6> </h6><h2>Sustentabilidade e manejo biológico</h2><p>Na Agrícola Wehrmann, em Cristalina (GO), a turma conheceu sistemas de produção de <strong>hortaliças em larga escala</strong>, com destaque para batata e cebola, entre outras produzidas no local. Os estudantes acompanharam de perto os desafios relacionados à essas produções, com foco no manejo de plantas daninhas e na necessidade de rotação de culturas para manutenção da sanidade das áreas.</p><p>A empresa mantém uma biofábrica para multiplicação de microrganismos utilizados no manejo agrícola. Atualmente, 90% dos produtos utilizados em grande parte das áreas de produção são biológicos. De acordo com a coordenadora de Aprendizagem e Projetos Sociais da empresa, Andréia Lago, a adoção dos bioinsumos cresceu nos últimos anos a partir dos resultados observados no campo. “Hoje os produtos biológicos fazem parte da rotina da empresa. Além da questão da sustentabilidade, também existe retorno em qualidade e redução de custos”, comenta.</p><p>Durante a visita, Andréia também esclareceu sobre o controle de qualidade realizado desde a produção até o processamento dos alimentos, além das ações relacionadas à compostagem e redução de resíduos. Os alunos puderam conhecer a estrutura de beneficiamento e classificação de batatas, além dos sistemas de armazenamento e produção de sementes.</p>		
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										<img width="1024" height="572" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/PRODUTOS-BIOLOGICOS-×-PRODUTOS-QUIMICOS.jpg" alt="Quadro comparativo entre produtos biológicos e produtos químicos" />											<figcaption></figcaption>
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		<h6> </h6><h2>Tecnologia na produção de tomate</h2><p>Igualmente, práticas de manejo biológico foram observadas nas áreas de produção irrigada de <strong>tomate</strong> na Fazenda Onça (GO). A Fazenda é de propriedade dos sócios Carlos Alberto Moresco e Genes Ceppo os quais atuam em áreas arrendadas no Cerrado. Conforme Moresco, o tomate é uma cultura altamente dependente de tecnologia, inovação e manejo técnico, exigindo atenção constante em relação à irrigação, sanidade e condições climáticas. Durante a visita, os acadêmicos conheceram estratégias de manejo biológico no solo e nas aplicações foliares, além de práticas de rotação de culturas utilizadas para reduzir problemas fitossanitários e melhorar a produtividade.</p><h2>Qualidade para exportação</h2><p>Na Fazenda Yanoama, no Distrito Federal, os estudantes conheceram o sistema de produção de <strong>café irrigado</strong>, voltado principalmente para exportação. A propriedade utiliza manejo biológico em diferentes culturas e vem reduzindo gradativamente o uso de produtos químicos. Além disso, utiliza resíduos orgânicos da própria produção na adubação das lavouras.</p><p>Para o administrador da fazenda, Roberto Nardi, os investimentos em manejo preventivo e equilíbrio do solo têm sido fundamentais para manter a produtividade e a qualidade da cultura. “Hoje trabalhamos bastante com aplicações biológicas e manejo de solo, buscando melhor enraizamento e equilíbrio da lavoura. No café, conseguimos reduzir significativamente o uso de químicos nos últimos anos”, explica. Outro diferencial que Nardi apresentou aos estudantes foi o manejo da irrigação para uniformizar a florada do café e melhorar a qualidade dos grãos produzidos.</p><h2>Tecnologia e Inovação</h2><p>A cadeia produtiva do <strong>algodão</strong> foi apresentada na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, localizada em Cristalina (GO). Os acadêmicos também participaram de uma conversa sobre agricultura digital, telemetria e manejo regenerativo do solo, sistemas que vêm transformando os sistemas produtivos e ampliando a eficiência do agronegócio do Cerrado. Na ocasião, foram apresentados recursos de agricultura de precisão, monitoramento das áreas por imagens de satélite, aplicação localizada de defensivos e uso de bioinsumos produzidos em biofábricas próprias.</p><p>Para o Coordenador de Produção Agrícola local, Lucas Cesar Martins, as mudanças climáticas vêm exigindo adaptações constantes nos sistemas produtivos. Por isso, a empresa adota o uso de plantas de cobertura e estratégias voltadas à conservação do solo e ao aumento da sustentabilidade dos sistemas produtivos. “Hoje existe uma preocupação muito grande com retenção de água no solo, aumento de matéria orgânica e diversificação de culturas. São práticas que ajudam a tornar os sistemas mais resilientes”, destaca.</p>		
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/IMG_20260624_120412-1024x576.jpg" alt="Alunos da agronomia em uma plantação de algodão" />											<figcaption>Alunos da Agronomia conhecendo a cultura do algodão durante visita na Fazenda Pamplona</figcaption>
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		<h6> </h6><h2>Oportunidades profissionais</h2><p>Ao todo, 526 estudantes já participaram das visitas técnicas, que ocorrem desde 2010. Basso destaca que essa atividade prática “busca instigar os alunos a conhecer uma nova região para que, depois de formados, tomem suas decisões. É uma região que tem muito a crescer e muita oportunidade de trabalho”. “É uma chance que eu não tive dentro da minha graduação”, complementa.</p><p>Assim, muito além do aprendizado técnico, as viagens da disciplina aproximam os estudantes de oportunidades profissionais no Centro-Oeste brasileiro. Um case de sucesso é o do engenheiro agrônomo Vinicius Machado da Silva. Ele explica que a participação em uma edição anterior da viagem foi decisiva para sua trajetória profissional. “Depois da viagem, busquei uma oportunidade de estágio no Cerrado. Vim para conhecer a região e acabei construindo minha carreira aqui dentro da empresa”, relata.</p><p>A acadêmica do Curso, Esther Taborda, que participou da visita, destaca que retorna com uma visão mais ampla sobre o agronegócio brasileiro e sobre as possibilidades de atuação profissional. “A gente consegue conhecer culturas e sistemas produtivos que não fazem parte da nossa realidade no Sul. Também temos contato com empresas, produtores e oportunidades de estágio. Isso amplia muito nossa visão como futuros profissionais”, afirma.</p><p><em>Texto e fotos: Gracieli Fernandes</em><br /><em>Revisão: Cristina Guerini</em><br /><em>Divisão de Divulgação Institucional da UFSM/FW</em></p>		
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										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/IMG_20260623_103802-1024x768.jpg" alt="Alunos de agronomia em uma plantação de batata" />											<figcaption>Alunos conhecendo as etapas de produção da batata</figcaption>
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