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			<title>Frederico Westphalen - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>Observatório ligado à UFSM publica orientações de comunicação de risco, preparação e resposta ao El Niño</title>
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				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:27:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[O El Niño Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3>O El Niño</h3><p>Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</p><h3>Cenário de atenção ampliada</h3><p>As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</p><p>Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</p><h3>Aumento dos riscos</h3><p>O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este panorama, o <strong>Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise</strong> (OBCC), projeto ligado à UFSM elencou algumas <strong>orientações para preparação e resposta aos impactos do El Niño</strong>.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/Orientacoes-OBCC-El-Nino-portal-1024x859.jpg" alt="" width="1024" height="859" /></p><h3>Orientações de comunicação de risco, preparação e resposta</h3><p>As <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/03/el-nino-2026-2027-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta" target="_blank" rel="noopener">orientações podem ser consultadas aqui.</a> As mesmas partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</p><p>Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes.</p><h3>Importante: intensidade do El Niño não significa impacto proporcional em todos os territórios</h3><p>A intensidade do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial é um indicador relevante, mas não determina, de forma automática e proporcional, a gravidade dos impactos em cada região. Os efeitos observados dependem também da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos, como a temperatura do Atlântico, frentes frias, bloqueios atmosféricos, correntes de jato, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica, Oscilação de Madden-Julian e outros sistemas de variabilidade climática.</p><p>Por isso, recomenda-se evitar mensagens alarmistas ou deterministas. A comunicação de risco deve reconhecer a gravidade do cenário, mas também explicar que os impactos concretos dependem do monitoramento contínuo e da atualização permanente das previsões de curto, médio e longo prazo.</p><h3>Atenção por região e período crítico</h3><p>A preparação para o El Niño 2026/2027 deve considerar os diferentes riscos regionais e seus possíveis períodos de maior atenção. A regionalização das orientações permite que governos, comunidades, imprensa, instituições, produtores rurais, empresas e organizações da sociedade civil adotem medidas proporcionais aos riscos de cada território.</p><h4>Norte e Nordeste</h4><p>Entre julho e dezembro de 2026, com atualização conforme os boletins oficiais, recomenda-se atenção especial à possibilidade de redução de chuvas, aumento das temperaturas, secas, pressão sobre o abastecimento de água, impactos na agropecuária e maior risco de incêndios de vegetação e queimadas.</p><p>As ações de comunicação devem priorizar orientações sobre uso seguro da água, prevenção de incêndios, cuidados com a saúde em períodos de calor extremo, proteção de populações vulneráveis e acompanhamento dos alertas oficiais.</p><h4>Sul</h4><p>Entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, com atenção especial ao período de maior intensidade do fenômeno, recomenda-se monitoramento ampliado para chuvas intensas, inundações, enchentes, enxurradas, deslizamentos, vendavais, granizo, ciclones, tornados e outros eventos extremos.</p><p>As ações de comunicação devem priorizar alertas antecipados, rotas de fuga, pontos de encontro, abrigos temporários, evacuação preventiva de áreas de risco, comunicação comunitária e orientações claras sobre o que fazer antes, durante e depois dos eventos.</p><h4>Sudeste e Centro-Oeste</h4><p>No segundo semestre de 2026 e no verão 2026/2027, recomenda-se atenção para episódios de calor extremo, tempestades severas, incêndios de vegetação, impactos urbanos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, pressão sobre serviços de saúde e alterações no abastecimento de água.</p><p>As ações de comunicação devem priorizar cuidados com a saúde no calor, prevenção de queimadas, atenção a temporais, proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e demais grupos vulnerabilizados.</p><h3>Monitoramento contínuo e comunicação baseada em evidências</h3><p>Além do acompanhamento do El Niño, recomenda-se que órgãos públicos, imprensa e instituições envolvidas na gestão de riscos acompanhem continuamente boletins, alertas e notas técnicas emitidos por instituições oficiais, como Defesa Civil, INMET, Cemaden, INPE, Censipam, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, órgãos estaduais de meteorologia, universidades e centros de pesquisa.</p><p>O monitoramento do El Niño deve considerar não apenas o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, mas também fatores complementares que podem amenizar ou agravar seus impactos em cada região. Entre eles, destacam-se a temperatura do Atlântico Tropical e do Atlântico Sul, correntes de jato, bloqueios atmosféricos, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica e Oscilação de Madden-Julian.</p><p>A comunicação à sociedade deve ser atualizada conforme a evolução dos riscos, com atenção especial a mudanças no padrão de chuvas, ondas de calor, estiagens, incêndios de vegetação, vendavais, granizo, ciclones, inundações, enxurradas e deslizamentos.</p><h3>O Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise (OBCC)</h3><p>Projeto de desenvolvimento institucional da UFSM em parceria com a USP, a UFRGS, a PUCRS e a Fiocruz. Com mais de 3 anos de atuação, é considerado um dispositivo inédito no país e inovador na área o qual visa fomentar, a partir da perspectiva comunicacional, a cultura de prevenção e da gestão de riscos e de crises no Brasil.</p><p>Acesse o <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/18/eventos-climaticos-extremos-atualizacao">portal do OBCC</a> e saiba mais sobre a atuação e a contribuição do projeto para a área.</p>]]></content:encoded>
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				<title>Curso de Agronomia da UFSM/FW prepara profissionais para enfrentar desafios climáticos no campo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2026/05/14/curso-de-agronomia-da-ufsm-fw-prepara-profissionais-para-enfrentar-desafios-climaticos-no-campo</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 12:59:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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						<description><![CDATA[Diante da possibilidade de um novo El Niño, práticas sustentáveis desenvolvidas pela Universidade contribuem para a adaptação da agricultura frente à crise climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A ocorrência de um novo El Niño nos próximos meses reacende discussões sobre os impactos da emergência climática na agricultura brasileira, especialmente nas regiões Sul do país. Nesse contexto, o <a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/frederico-westphalen/agronomia" target="_blank" rel="noopener">curso de Agronomia</a> do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) desenvolve ações de ensino, pesquisa e orientação voltadas à adaptação das culturas agrícolas, à conservação dos recursos naturais e ao fortalecimento de práticas sustentáveis no campo.</p><p>Segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a probabilidade de ocorrência do fenômeno aumenta ao longo de 2026. Em abril, o Oceano Pacífico já apresentou sinais concretos do El Niño.</p><h2>O que é o El Niño?</h2><p>O fenômeno climático é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Para que ele seja oficialmente identificado, é preciso que a temperatura da superfície do mar permaneça acima da média por várias semanas, provocando alterações na circulação atmosférica. No Brasil, os efeitos variam conforme a região, enquanto o Sul costuma registrar aumento no volume de chuvas, outras regiões podem enfrentar períodos de estiagem. No Rio Grande do Sul, os impactos estão frequentemente associados ao excesso de umidade e dificuldades na produção agrícola.</p><p>A professora do curso de Agronomia da UFSM/FW, Gizelli Moiano de Paula, explica que compreender esses fenômenos climáticos faz parte da formação dos estudantes e também da atuação da universidade junto à comunidade regional. “Preparamos os estudantes sobre esses conceitos, sobre o que o El Niño nos traz e os impactos que ele provoca no Rio Grande do Sul. Também orientamos sobre a importância de buscar previsões e prognósticos em fontes confiáveis”, afirma.</p><h2>Impactos na agricultura</h2><p>A agricultura está entre os setores mais afetados pelos eventos climáticos extremos. O excesso de chuvas pode comprometer o desenvolvimento das culturas, dificultar o plantio e favorecer o surgimento de doenças nas plantas devido à alta umidade. Além disso, áreas sem manejo adequado podem sofrer processos de erosão e degradação do solo, causando prejuízos ambientais e econômicos.</p><p>Conforme a docente, situações semelhantes já foram observadas no estado. “Quando o El Niño vem com bastante intensidade, ele promove degradação do solo, especialmente em áreas sem cobertura adequada. Foi o que aconteceu em grande parte do Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024, quando a água levou parte importante da camada superficial do solo”, destaca. Os impactos também atingem outras áreas da produção agropecuária, como a pecuária leiteira e a produção de carne, além de culturas hortícolas e frutíferas, que podem apresentar redução na produtividade.</p>[caption id="attachment_14209" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/05/prejuizo-plantacoes-foto-emater-rs-prefeitura-erechim-2.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Foto: Emater/RS - Prefeitura de Erechim[/caption]<h2>Manejo e práticas sustentáveis</h2><p>Diante desse cenário, práticas de manejo e conservação do solo tornam-se fundamentais para minimizar os impactos causados pelas mudanças climáticas. Entre as estratégias recomendadas estão a rotação de culturas, o acompanhamento do zoneamento agrícola, o cuidado com a época de semeadura e a manutenção da cobertura do solo.</p><p>De acordo com Gizelli, a adoção dessas práticas contribui não apenas para preservar a produtividade, mas também para fortalecer a sustentabilidade no campo. “Quando o solo fica descoberto, há perda de nutrientes, de umidade e de partículas importantes. Por isso, práticas de manejo e conservação são essenciais ", explica. A professora ainda destaca o sistema de plantio direto como uma alternativa importante para reduzir impactos ambientais. A prática auxilia na conservação do solo e contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa.</p><h2>Emergência climática e adaptação</h2><p>Para a docente, os fenômenos climáticos extremos, provocados pela ação humana no meio ambiente, estão diretamente relacionados ao atual contexto de emergência climática, que é marcado pelo aumento das temperaturas globais. A professora ressalta que “hoje nós já estamos em um processo de alerta, que é o que chamamos de emergência climática. Precisamos mudar algumas práticas, inclusive na agricultura, porque esses fenômenos tendem a ocorrer com mais frequência e intensidade”.</p><p>Nesse contexto, a universidade desempenha papel importante na produção de conhecimento e no desenvolvimento de soluções voltadas à adaptação climática. Além de formação profissional, o curso de Agronomia da UFSM/FW desenvolve pesquisas e ações que incentivam o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento da agricultura regional.</p><p>“O curso de Agronomia da UFSM/FW preza por um futuro sustentável no campo. As diferentes disciplinas e pesquisas são desenvolvidas pensando em produzir com sustentabilidade e em fortalecer práticas que contribuam para o clima e para o planeta”, conclui a professora.</p><p><em>Texto: Sabrina Santana Lins, Bosista da Assessoria de Comunicação da UFSM/FW</em></p><p><em>Revisão: Cristina Guerini, Produtora Cultural</em></p>]]></content:encoded>
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